A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

“NÃO FOI BEM ASSIM”

Vivemos numa sociedade que não nos ensina a aceitar – e menos ainda acolher –  nossos equívocos. Pelo contrário, o mais frequente é que desde crianças as pessoas desenvolvam caminhos mentais para justificá-los e fugir da responsabilização.

Não foi bem assim

Praticamente todas as tradições religiosas incluem um ritual para penitência e purificação, como a confissão no catolicismo e o Yom Kippur no judaísmo. Programas de 12 etapas aconselham seus participantes a admitir  “a Deus, a nós mesmos e a outro ser humano a natureza exata de nossos erros”. Até mesmo o sistema de justiça criminal, com todas as suas falhas, tem algumas raízes numa valorização do arrependimento e da transformação. Em contrapartida, se você cometer um erro (ainda que pequeno e até perceber, no fim de uma discussão, que está enganado): ou um grande, como se dar conta, na metade da vida, que estava enganado a respeito de suas crenças políticas, ou das ideias que cultivava sobre si mesmo, sobre a pessoa amada ou seu trabalho, não encontrará recursos óbvios, prontamente disponíveis para ajudá-lo a lidar com essa situação.

E como poderia? Nossa cultura sequer dominou a habilidade básica de dizer “eu estava errado”. Aliás, uma deficiência espantosa, considerando-se a simplicidade da frase, a onipresença do erro e o tremendo serviço público que reconhecê-lo poderia propiciar.

Em vez disso, o que dominamos são duas alternativas para admitir nossos erros, que servem para destacar como somos péssimos em fazê-lo. A primeira engloba um pequeno, porém estratégico, adendo: “Eu estava errado, mas…” – uma lacuna que preenchemos com justificativas de por que, no fim das contas, não estávamos tão errados assim. A segunda (usada de maneira infame com frequência por políticos envolvidos em escândalos) é ainda mais reveladora, quando se diz: “Erros foram cometidos”. Como essa locução perene demonstra de maneira tão concisa, tudo o que realmente sabemos fazer com nossos erros é não reconhecê-los como nossos.

Em contraste. nos superamos em reconhecer as falhas alheias. Na verdade, se é doce estar certo, então – não vamos negar – é delicioso apontar que outra pessoa está errada. Veja, por exemplo, a dificuldade de reprimir a vontade de falar “Eu te disse…”. O brilhantismo dessa frase (ou seu caráter odioso) deriva do desejo de deixar claro que não só eu estava certo, mas também estava certo quanto a estar certo.

É claro que nos vangloriarmos de nosso próprio brilhantismo e ficarmos exultantes diante dos erros dos outros não é muito simpático, embora certamente seja bastante humano. É nesse ponto que nosso relacionamento com o erro começa a mostrar o que está em jogo. Em todo tipo de discórdia – desde a discussão por causa da última fatia de bolo até o conflito no Oriente Médio – há forte certeza a respeito da própria opinião. Obviamente o apetite por estarmos certos dificulta os relacionamentos – entre conhecidos, colegas, amigos, parentes, cônjuges e nações. Essa dificuldade de lidar com o erro também se reflete de modo precário em nosso entendimento sobre probabilidades.

A história desse campo está recheada de teorias descartadas, estando algumas delas entre os erros mais dramáticos da humanidade: a crença na Terra plana, a teoria do Universo geocêntrico, a constante cosmológica, a fusão a frio. A ciência progride com a percepção e a correção desses equívocos, mas, ao longo do tempo, as próprias correções se mostram, com frequência, erradas também. Como consequência, alguns filósofos chegaram a uma conclusão que é conhecida como a meta indução pessimista da história da ciência. O ponto principal é: pelo fato de até mesmo as teorias científicas aparentemente irrefutáveis de tempos passados terem depois se mostrado equivocadas, temos de presumir que as hipóteses de hoje também se revelarão erradas algum dia.

E isso se aplica, de modo geral, a quase tudo – política, economia, tecnologia, direito, religião, medicina, criação dos filhos, educação… As verdades de uma geração se tornam com tanta frequência as inverdades da geração seguinte que poderíamos ter uma meta indução pessimista da história de todas as coisas. O que é verdade sobre buscas coletivas também é verdade sobre a vida individual. Todos nós superamos muitas de nossas crenças, adotamos teorias num momento e descobrimos que devemos abandoná-las no momento seguinte. Os sentidos enganosos, o intelecto limitado, as lembranças falhas, o véu das emoções, a pressão dos compromissos e a complexidade do mundo conspiram para assegurar que erraremos repetidamente.

Fato é que podemos estar enganados sobre quase tudo: a integridade do gerente de nossa conta bancária, a identidade do suspeito de assassinato ou o nome de um jogador de futebol em determinado campeonato: sobre a estrutura da molécula de hidrogênio, o lugar onde deixamos as chaves do carro ou a localização de um depósito de armas nucleares. E essas são apenas coisas objetivas. Existem aquelas sobre as quais nunca será possível provar que temos razão, mas tendemos a acreditar que as pessoas que discordam de nós estão erradas: o que acontece após a morte, a ética do aborto, se foi você ou seu namorado quem deixou o laptop perto da janela antes da tempestade.

Por mais arbitrária que seja essa lista, ela levanta algumas questões. A primeira diz respeito ao que nossos erros colocam em jogo. A diferença entre estar enganado a respeito das chaves do carro e das armas de destruição em massa é a diferença entre um “Oh, puxa!” e uma crise militar global – consequências tão drasticamente díspares que poderíamos nos perguntar se os equívocos que levaram até elas teriam algo em comum.

Segundo ponto: podemos estar errados, em qualquer sentido, sobre crenças pessoais. Afinal há um longo caminho desde o jogador de futebol até a condição moral do aborto. Talvez algumas discussões sejam mesmo intransponíveis. E nunca possamos ter absoluta certeza de algumas verdades e, portanto, não tenhamos condição de descrevê-las legitimamente como certas ou erradas. Em suma, tentar formular uma teoria unificada de nossas ideias sobre o erro não é tarefa fácil .Tampouco o é a abordagem oposta, a de dividir o erro em categorias.

Ainda assim, ambas as táticas já foram tentadas. A primeira é um projeto da filosofia ocidental que tem tentado definir a natureza essencial do erro. Durante pelo menos os primeiros 2 mil anos de sua existência, a filosofia entendeu a si mesma como a busca do conhecimento e da verdade -função que forçava seus praticantes a ser quase igualmente obcecados em relação ao erro e à falsidade. (Não se pode definir erro, observa Sócrates, sem também definir conhecimento: qualquer hipótese sobre um se apoia inteiramente na teoria sobre o outro.) Conforme a filosofia se diversificou e formalizou suas áreas de investigação – ética, metafísica, lógica etc. -, o ramo que diz respeito ao estudo do conhecimento tornou-se conhecido como epistemologia. Especialistas discordaram entre si sobre muitos aspectos do erro, mas de Platão em diante passaram a partilhar uma espécie de consenso sobre como defini-lo: estar errado é acreditar que algo é verdadeiro quando é falso – ou, de modo inverso, acreditar que é falso quando é verdadeiro.

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OUTROS OLHARES

O ESCÂNDALO ALÉM DO ESCÂNDALO

Um esquema de compra de vagas em universidades de elite nos Estados Unidos põe em evidência um problema ainda maior, lá como aqui: uma meritocracia falha, que favorece as classes mais ricas.

O escândalo além do escândalo

Se existe matéria na qual o Brasil se tornou autossuficiente é a produção de escândalos. Neste quesito, não houve nos últimos anos nem mesmo uma leve estiagem no país. Por que deveríamos, então, nós, que somos tão pródigos em surrupias e conchavos, prestar atenção no escândalo que eclodiu no dia 11 de março nos Estados Unidos, da compra de vagas em universidades de elite? O número de envolvidos – cerca de 50, até agora – é baixo, embora haja entre eles duas atrizes razoavelmente célebres e um punhado de respeitados empresários do ramo dos investimentos e do direito. O montante embolsado, cerca de 25 milhões de dólares entre 2011e o início deste ano, também não faz frente às falcatruas nacionais.

Mesmo assim, é um caso que não se pode subestimar. O que define um escândalo é o desvio de conduta em relação às convenções sociais; a indignação é o mecanismo pelo qual as convenções são reafirmadas. Algumas vezes, porém, a má conduta coloca a própria norma na berlinda. Isso é mais comum na área dos costumes – o biquíni, escandaloso nos anos 50, virou trivial, por vezes quase invisível; o divórcio, um pecado, tornou-se uma probabilidade. Em casos de roubo, o fenômeno é mais raro. Mas acontece. E este é um desses casos: a fraude chamou a atenção para os vícios do próprio sistema de admissão às universidades e para as falhas de um dos valores mais caros à sociedade ocidental: a meritocracia.

Em linhas gerais, o esquema funcionava assim: William Singer, dono de um colégio especializado em preparar alunos para ser admitidos em universidades de ponta, descobriu um método, digamos, mais eficiente de garantir o sucesso de seus clientes. Ou melhor, dois métodos. O primeiro consistia em burlar as provas de SAT e ACT, testes padronizados que as universidades usam como elemento de avaliação; um especialista fazia a prova pelo aluno ou alterava suas respostas depois que ele a entregava (para isso, alegava-se que o aluno estava impossibilitado de comparecer ao local da prova e tinha de fazê-la em um centro separado, onde Singer subornava os bedéis).

O segundo método era inventar um talento esportivo para que o jovem fosse admitido pela via olímpica, um dos atalhos para as melhores universidades. Nesse caso, era preciso subornar os técnicos responsáveis pelas seleções. Nas documentações, recorria-se à manipulação de imagens para submeter aos comitês de avaliação fotos dos candidatos em ação. Assim uma adolescente sem nenhuma intimidade com a bola foi recrutada por Yale como uma estrela do futebol e uma jovem que não remava entrou para a Universidade do Sul da Califórnia (USC) graças a suas fictícias habilidades no barco. Para apimentar o escândalo, algumas ironias: Singer recebia o dinheiro através de sua fundação de caridade, a Key Worldwide Foundation, cuja meta declarada era ajudar estudantes pobres. Ele confessou a culpa e, após o pagamento da fiança, vai esperar o julgamento em liberdade. Não foi o único envolvido que pregava a filantropia em público, a trapaça em conversas privadas. O executivo financeiro William McGlashan, um dos clientes da fraude, foi o criador de um fundo de investimento focado em empresas e causas éticas. Perdeu o cargo na firma de private equity TPG.

A atriz Lori Loughlin, famosa por ter participado da série Três É Demais (Full House, no original), também perdeu dois trabalhos por seu envolvimento no escândalo: foi tirada da continuação da série Full House, pela Netflix, e o canal Hallmark cortou-a de sua programação de shows e filmes. Sua filha, Olivia Jade, uma celebridade com seu canal do YouTube, chegou a dizer que não dava muita importância à faculdade, mas lucrou com a admissão na USC: recebeu dinheiro de empresas de decoração para dar dicas de como enfeitar um dormitório de universidade em seu videoblog. Com o escândalo, ela perdeu contratos de patrocínio com três companhias de beleza.

Segundo a acusação, os jovens eram inocentes. A maioria deles acreditava ter feito as provas normalmente. Mesmo assim, correm o risco de perder a vagas na universidade. Para os pais, há ameaça de prisão. Lori foi solta sob uma fiança de 1 milhão de dólares; McGlashan pagou 500.000 dólares. Outra atriz, Felicity Huffman, da série Desperate Housewives, pagou 250.000 dólares de fiança. Nove técnicos esportivos de universidades envolvidos foram demitidos.

Por mais chamativo que tenha sido o caso, porém, a reação mais notável entre especialistas e analistas é de crítica ao próprio sistema que foi burlado. O grande argumento dessas críticas foi amplamente explicitado por um ato falho do promotor Andrew Lelling ao anunciar as acusações, como notou Matt Levine, articulista financeiro da Bloomberg. Primeiro, Lelling disse: “Não pode haver um sistema de admissão em faculdades diferente para os ricos, e eu acrescento que também não haverá um sistema judicial diferente para eles”. Menos de um minuto depois, porém, ele afirmou: “Não estamos falando de doar um prédio à universidade de forma que ela fique mais propensa a aceitar seu filho ou filha. Estamos falando de trapaça e fraude”.

Quer dizer: não está certo uma pessoa rica comprar a entrada de seus filhos na universidade… A não ser que ela seja muuuito rica. Algo assim como Jared Kushner, genro e conselheiro do presidente americano, Donald Trump. Em 1998, seu pai, o empresário do ramo imobiliário Charles Kushner, prometeu doar 2,5 milhões de dólares à Universidade Harvard (a qual ele não havia cursado). Um ano depois, Jared foi admitido. Segundo Daniel Golden, que escreveu um livro sobre os mecanismos de admissão nas escolas de elite americanas, os professores de Jared ficaram surpresos, uma vez que suas notas e seu histórico acadêmico não pareciam indicar essa possibilidade.

Pode haver aí uma prática condenável, especialmente por aqueles que não gostam do governo Trump nem dos conselhos que Kushner fornece ao sogro. Mas nova ela não é. As universidades de elite dos Estados Unidos gostam de ser conhecidas como formadoras da elite intelectual, mas na realidade estão mais para agregadoras da elite econômica. Mais do que a educação, são as ligações sociais que elas fornecem, o networking, a base mais sólida para a futura criação de riqueza.

Essa mentalidade de clube dos privilegiados já foi bem mais explícita. Até algumas décadas atrás, as faculdades de elite recrutavam seus alunos pelo puro critério da riqueza e do “berço”. Com o tempo, porém, a sociedade mudou, e o mérito começou a contar. Vem daí a criação dos testes padronizados, com especial foco no raciocínio lógico.

A evolução seguinte foi a ênfase na diversidade e no empreendedorismo, com a percepção de que notas altas em testes padronizados não garantem o sucesso nos caminhos não padronizados da vida. O sistema de admissão atual mistura um tanto de ação afirmativa (o relativo favorecimento de representantes das minorias), um bocado de resultados acadêmicos, capacidade lógica (medidos pelo currículo escolar e pelas notas nos testes padronizados) mais uma série de variantes que compõem uma avaliação “holística” dos candidatos.

Em tese, isso levaria a uma distribuição mais justa das vagas. Na prática, não é bem assim. Ao longo do tempo, formou-se um mercado de escolas que preparam os filhos de famílias mais afluentes para os testes. Um bom tutor em Nova York cobra algo de 300 a 450 dólares por hora, o que pode atingir dezenas de milhares de dólares. A preparação, segundo algumas escolas, resulta em uma nota média 11% mais elevada no SAT ou no ACT. Isso não é tudo. A avaliação “holística” também incentiva um mercado de preparadores de currículos, gente que ensina o que escrever na carta de apresentação, como se mostrar uma pessoa auto motivada e empreendedora, socialmente responsável, culturalmente aberta, naturalmente líder, espiritualmente rica e intensamente curiosa. Esse serviço pode sair até mais caro do que o dos tutores.

Para completar o quadro, as escolas de elite mantêm uma lista secreta de candidatos que são parentes de grandes doadores, conforme revelou um processo contra Harvard movido no ano passado por uma associação de alunos de origem asiática que se sentem prejudicados pelos critérios subjetivos de admissão. Não é que as doações vultosas garantam as admissões, mas quem está na lista tem uma taxa de aceitação de 42%, quase dez vezes mais alta do que a chance geral. Não à toa. As universidades de elite têm custos altíssimos e suas fontes de renda (pequenas doações de ex-alunos e grandes verbas federais para pesquisa, por exemplo) declinaram ao longo dos anos. Para funcionar, dependem cada vez mais das grandes doações.

Isso explica por que em 38 universidades de ponta dos Estados Unidos há mais alunos provenientes das famílias do 1% mais rico do que dos 60% mais pobres, de acordo com uma análise feita pelo jornal The New York Times em 2017. Mesmo após décadas de políticas de ação afirmativa, há proporcionalmente menos alunos negros e hispânicos nas faculdades de elite do que 35 anos atrás.

Para ter condições de competir com as famílias mais abastadas, pais de classe média, sem condições de pagar tutores e escolas privadas, investem suas economias na compra de casas na vizinhança certa, onde seus filhos possam cursar escolas públicas mais gabaritadas e ter mais chance de ser admitidos em uma universidade de ponta.

A situação não é muito diferente no Brasil. Embora aqui não tenhamos a avaliação “holística”, uma porta para a subjetividade, a diferença de oportunidades durante todos os anos pré-universidade (boas escolas, contatos com gente bem-sucedida, professores particulares de atividades extracurriculares, além da ausência do estresse proveniente de situações de pobreza, da carência emocional à necessidade de trabalhar) faz com que 18% dos alunos da USP, universidade brasileira mais bem cotada em rankings internacionais, venham do 1% de famílias mais ricas, que ganham acima de 15 salários mínimos, de acordo com um estudo realizado em 2015. Nas carreiras de maior procura, o índice sobe bastante: 42% dos calouros de medicina, 37% dos de engenharia, 39% dos de direito pertencem à camada da população que ganha acima de 15 salários mínimos. O problema da meritocracia é saber como defini-la de forma que não se preste a justificar (e reforçar) privilégios. Não é que os processos de admissão não tenham avançado – a própria necessidade de criar um sistema de avaliações é sinal de como o mundo mudou, e ter uma pequena chance de ingressar nos clubes de elite é infinitamente melhor do que não ter chance nenhuma. Mas há um longo caminho a percorrer, e aqui talvez mais do que nos Estados Unidos. Essa fraude é um grito de alerta.

GESTÃO E CARREIRA

SE AS GERAÇÕES MUDAM, MUDE A EMPRESA

Jovens querem desafios, feedbacks constantes e flexibilidade de tarefas.

Se gerações mudam, mude a empresa

O surgimento de gerações como a dos “millennials” ou a “Z” requer que as empresas adotem novas políticas internas, pois estes jovens se caracterizam por necessidades diferentes das gerações que os precederam. E, se não houver essas mudanças, eles não se sentirão motivados ao trabalho, fator crucial para seu sucesso pessoal – e para o bom desempenho da empresa. A conclusão é de um estudo da Owen Graduate School of Management, da Universidade Vanderbilt, que sugere a adoção de algumas práticas, como processos constantes de feedback, desafios, reconhecimento e mentoria. “Não há melhor funcionário que um jovem apaixonado por seu trabalho, que se empenha intensamente”, alerta no site Research News da universidade a professora Cherrie Clark, uma das autoras do estudo, para quem as velhas práticas de avaliações anuais já não funcionam mais. Na era das redes sociais, quando tudo é repercutido instantaneamente, os prazos das empresas devem se adaptar aos novos tempos.

Uma das opções para motivar as novas gerações, segundo sugere a autora, é designá-los para projetos especiais, mesmo que consumam mais horas de esforço. Esses jovens anseiam por desafios e reconhecimento profissional, além de terem maior flexibilidade no trabalho e usarem a tecnologia como ferramenta mesmo fora da empresa, diferentemente de colegas de gerações mais velhas, que não cresceram na era da informática. Em vez de buscar o tradicional equilíbrio vida/trabalho, as novas gerações preferem a integração vida/trabalho, na qual essas divisões são menos aparentes.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 28: 17-20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 17 – Isto está de acordo com aquela lei antiga, “Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado” (Genesis 9.6), e proclama:

1. O destino daquele que derrama sangue. Aquele que cometeu assassinato, ainda que fuja para salvar a sua vida, será continuamente assombrado por terrores, ele mesmo correrá para a cova, revelará a si mesmo, e atormentará a si mesmo, como Caim, que, depois de matar seu irmão, se tornou um fugitivo, e um vagabundo, e tremeu continuamente.

2. O dever do vingador de sangue, seja o magistrado ou o parente próximo, ou quem quer que esteja interessado em buscar ajustiça do sangue, que seja vigoroso na acusação e não se deixe comprar ou subornar. Os que absolvem o assassino, ou fazem qualquer coisa que ajude a libertá-lo, participam da culpa do sangue; e nenhuma expiação se fará pela terra por causa do sangue que se derramar nela, senão com o sangue daquele que o derramou (Números 35.33).

 

V. 18 – Observe:

1. Os que são honestos estão sempre a sal­ vo. O que anda sinceramente, que fala o que pensa, tem os olhos voltados para a glória de Deus, e o bem dos seus irmãos, que não faria nada injusto intencionalmente, salvar-se-á. Nós encontramos uma companhia gloriosa naqueles em cuja boca não se acha engano (Apocalipse 14.5). Eles estarão a salvo agora. A integridade e a retidão preservarão os homens, e lhes darão uma santa segurança no pior dos momentos; pois preservarão a sua consolação, a sua reputação e todos os seus interesses. Eles podem ser prejudicados, mas não podem ser feridos.

2. Os que são falsos e desonestos nunca estão a salvo: o perverso em seus caminhos, que pensa se proteger por métodos fraudulentos, por dissimulação e traição, ou por uma propriedade obtida ilicitamente. cairá. ou melhor, cairá logo, não gradualmente e com aviso. mas repentinamente, sem aviso prévio, pois estará menos a salvo quando estiver se sentindo mais seguro. Ele cairá logo e de uma vez, e nem terá tempo para se proteger da sua ruína nem para se prevenir dela; e, sendo a queda urna surpresa para ele, será um terror ainda maior.

 

V. 19 – Observe:

1. Os que são diligentes no seu trabalho seguem o caminho para viver confortavelmente; o que lavra a sua terra e cuida do seu trabalho. qualquer que seja, virá a fartar-se de pão. daquilo que é necessário para ele mesmo e para a sua família, e com que pode ser caridoso com os pobres; ele comerá o trabalho de suas mãos.

2. Os que são ociosos, e descuidados. embora se permitam viver com tranquilidade e prazer, tomam o caminho que os leva a viver em infelicidade. O que tem terras e se valoriza por isto, mas não a cultiva, e segue a ociosos, bebe com eles, e os acompanha em suas diversões vãs, e desperdiça seu tempo, este terá pobreza suficiente, e se fartará de pobreza (este é o significado da palavra); ele toma os caminhos que levam à pobreza tão diretamente, que ele parece cortejá-la, e terá toda a sua medida dela.

 

V. 20 – Aqui:

1. Nós somos instruídos no caminho verdadeiro para ser felizes, que é ser santos e honestos. O homem fiel a Deus e ao homem será abençoado pelo Senhor, e abundará em bênçãos que virão de fontes elevadas e subterrâneas. Os homens o louvarão, e orarão por ele, e estarão dispostos a lhe fazer qualquer bondade. Ele será abundante em fazer o bem, e ele mesmo será uma bênção para o lugar onde vive. A utilidade será a recompensa da fidelidade, e é uma boa recompensa.

2. Nós somos advertidos contra um caminho falso e enganoso para a felicidade, e este caminho consiste em, de um modo certo ou errado, acumular propriedades repentinamente. Não diga, este é o caminho para ter abundantes bênçãos, pois aquele que se apressa para ser rico, tem mais pressa do que sucesso, e não será considerado inocente: e, se não é inocente, não será abençoado por Deus. mas trará uma maldição sobre o que tem; ou ainda, se não é inocente, não poderá ficar tranquilo por muito tempo; não será considerado inocente por seus vizinhos, pelo contrário, estes sempre terão má vontade com ele, e ele, por sua vez, sempre terá má reputação com eles. Salomão não diz que ele não pode ser inocente. mas existe toda a probabilidade de que não o seja. O que se apressa peca com seus pés peca, tropeça, cai. Que reverência pela lei, que temor, que vergonha, sentiu um avarento apressado para se tornar rico?