A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

AUTENTICIDADE É UM EXERCÍCIO CONSCIENTE

Ações virtuosas consideradas não autênticas marcam uma geração mimada e sem controle dos próprios sentimentos, mas que exerce o medo da punição, da culpa, da vergonha e do remorso.

Autenticidade é um exercício consciente

Santo Agostinho, em reflexão sobre a autenticidade dos nossos atos, destacou que se fazemos – ou deixamos de fazer – algo por causa da punição é porque não temos medo de pecar, temos medo de queimar. Portanto, se um ato é movido por algum interesse pessoal, como evitar uma perda ou buscar uma recompensa, ele seria menos autêntico, perderia o valor – caso fosse julgado por uma entidade externa, capaz de acessar e avaliar nossas verdadeiras intenções.

A conclusão do filósofo cristão reflete uma ideia que prevalece no pensamento ocidental: temos uma identidade única e consistente, que conduz e valida as ações. Ela prediz as intenções e é sujeita a julgamentos que geralmente conduzem à culpa e à ansiedade: se faço o bem ao outro pensando em mim e não no outro não sou necessariamente uma pessoa boa, nem autêntica, e devo me culpar por isso. Também não tenho acesso à verdadeira intenção por trás dos gestos dos outros, mas pressuponho que sejam mais autênticos que os meus e assim me sinto ainda mais fraco, mais longe do ideal cristão de Santo Agostinho.

Mas a culpa só cumpre uma função social se estiver relacionada ao livre­ arbítrio, àquilo que podemos controlar.

O problema é que ninguém nos ensina a ter domínio sobre os sentimentos. Ensinam que devemos amar o próximo, amar a Deus, fazer o bem pelo bem e rejeitar qualquer tipo de pensamento imoral ou negativo sob ameaça de castigo divino ou de ter que arrastar culpa ao longo da vida – um fardo que não pode ser dividido e que ninguém é capaz de aliviar.

O motivo pelo qual não aprendemos a controlar sentimentos é simples: porque não é possível. Os sentimentos são composições de uma série de experiências, muitas das quais estão longe da consciência. Não precisam ser evocados para surgirem nem podem ser desligados segundo nossos desejos.

Por outro lado, sobre as ações temos o controle. Há o medo da punição, há o medo da culpa, da vergonha, do remorso. E se isso torna os atos menos autênticos, autenticidade torna-se algo inatingível, pois não há caminho para a formação de caráter que não passe pelas conhecidas emoções morais – aquelas construídas nas interações com base em recompensas e repreensões, no “medo de queimar”. Começam no primeiro castigo dado pelos pais, em um movimento que vem de fora para dentro, do medo para a vergonha. Esse é o fundamento da empatia, da generosidade, da gentileza.

A vergonha, defende a filosofia oriental, é a base que molda o caráter. Mas é consequência de ações e não de emoções; relacioná-la a outros sentimentos é inútil. Segundo Confúcio, a vergonha é a ponte para a conexão consigo mesmo, pois é o principal sinal de que se está desapontado com as próprias atitudes, por não estarem de acordo com os padrões estabelecidos para si e criados a partir das relações sociais. A vergonha seria, segundo ele, o oposto de felicidade e o caminho para a autenticidade.

Se Confúcio pudesse debater o tema com Santo Agostinho, visões diferentes sobre o conceito de autenticidade surgiriam na discussão. Para o filósofo chinês, ser autêntico é viver de forma virtuosa e agir não de acordo com o que se sente, mas com o que se espera de si. Ou seja, se fazemos ou deixamos de fazer algo com medo da punição, estamos dispostos a nos transformar por meio da ação. Virtudes nascem do exercício, assim como os vícios.

Na filosofia chinesa, ser autêntico não significa viver segundo uma identidade construída para si ou agir de acordo com essa identidade. É um conceito que se confunde com honestidade e está relacionado com o controle sobre as ações. E é nesse controle, na prática da ética e da verdade, que reside a felicidade. São os atos, os pequenos rituais sociais que devemos cumprir – independentemente dos sentimentos – que nos fazem honestos e livres. O que poderia representar melhor a liberdade que não o controle sobre as próprias ações, a capacidade de desvincular as atitudes dos sentimentos? A verdadeira intenção de um ato, portanto, não tem mais valor que o ato em si, pois não é claramente definida e não pode ser controlada. As intenções, filhas dos sentimentos, são fluidas e vulneráveis.

”Apesar de sermos convencidos de que liberdade reside em descobrir seu autêntico ‘eu’, essa descoberta é, precisamente, o que nos aprisiona”, explica o professor em História Chinesa Michael Poett, da Universidade de Harvard, no livro The Path (O Caminho da Vida) escrito em parceria com a especialista em filosofia oriental Christine Gross-Logh. ”As pessoas têm emoções, desejos e formas diferentes e muitas vezes contraditórias de responder ao ambiente. Nossas disposições emocionais se desenvolvem quando olhamos para fora e não para dentro. Não são cultivadas quando você se distancia do mundo; são formadas na prática, por meio das coisas que você faz no dia a dia: as formas como interage com outros e as atividades que exerce”.

Nem sempre, portanto, “seja você mesmo” é um bom conselho; e raramente “o que vale é a intenção”. No desenvolvimento das virtudes, o que vale são sempre as ações e são elas que modelam o caráter, e não o contrário.

Essa visão torna possível a transformação do descontentamento consigo mesmo – uma marca da geração mimada que habita uma época chamada por Puett de “era da condescendência” – em ações virtuosas, baseadas no exercício de rituais que poderiam ser considerados não autênticos: fazer o que não se tem vontade, colocar a ética acima do ego e praticar a gentileza e o respeito ao outro mesmo nos nossos piores dias.

 

MICHELE MÜLER – é jornalista, pesquisadora, especialista em Neurociências, Neuropsicologia Educacional e Ciências da Educação. Pesquisa e aplica estratégias para o desenvolvimento da linguagem. Seus projetos e textos estão reunidos no site www.michelemuller.com.br

 

 

OUTROS OLHARES

DEMAGOGIA ECOLÓGICA

No país que é um dos campeões mundiais em lixo plástico e uma vergonha na reciclagem, o canudinho virou um dos vilões, mesmo correspondendo a 0.025% dos detritos

Demagogia eecológica

A impressionante imagem acima, de Raphael Alves, revela como é um lixo a política de tratamento de lixo no Brasil. Ela expõe o que acontece em Manaus sempre que o Rio Negro enche. O flagrante integra a 9ª Mostra SP de Fotografia, que será inaugurada no próximo dia 3, na capital paulista, tendo como tema a intoxicação do planeta pelo plástico. O Brasil é o quarto maior produtor desse tipo de sujeira, mas figura entre os piores do mundo na reciclagem, com taxa de 1,28%, enquanto a média global é de 9%.

E qual seria, em termos de políticas públicas, a solução que nossos governantes têm a oferecer: Banir os canudinhos plásticos foi a resposta da cidade de São Paulo. No último dia 25, o prefeito Bruno Covas resolveu tirar de circulação o produto, proibindo seu fornecimento em estabelecimentos comerciais. A multa pode chegar a 8.000 reais em caso de reincidência.

Mesmo que os fiscais demonstrem uma eficiência desconhecida até aqui no controle do lixo, os resultados serão pouco significativos. Os canudinhos correspondem a 0,025% do total de plástico descartado nos oceanos, segundo a ONU. Os defensores da medida da prefeitura paulistana argumentam que ela tem caráter educativo. “A lei quer ser utilizada como um chamamento para que as pessoas prestem atenção no uso indiscriminado do plástico”, defende o vereador Xexéu Trípoli (PV-SP), autor da ideia.

Em São Paulo, somente 3% dos materiais recicláveis são recuperados. Parte da culpa é da população, que não separa o lixo corretamente. Ainda que ela fizesse isso, no entanto, faltaria resolver problemas que dependem do poder público, como falhas no sistema de coleta e infraestrutura insuficiente. Na cidade – uma metrópole que produz 20.000 toneladas de lixo a cada 24 horas -, há apenas duas usinas de reciclagem, cada uma com capacidade para 240 toneladas de detritos por dia. Ou seja, seria bom a prefeitura varrer a própria casa antes de preocupar-se com os canudinhos. A favor de Covas – que luta para tornar-se mais conhecido entre a população, mesmo estando há mais de um ano na prefeitura – está o fato de que a demagogia ecológica não é exclusividade paulistana. No último dia 26, entrou em vigor no Rio de Janeiro uma lei que proíbe sacolas plásticas. A capital fluminense reaproveita apenas 1,9% do lixo produzido.

GESTÃO E CARREIRA

NÃO ES QUEÇA O TEMPERO BRASILEIRO

Referências internacionais são muito valiosas, mas antes de usar conhecimentos que deram certo no mundo é necessário considerar as peculiaridades do nosso mercado.

Não esqueça o tempero brasileiro

Estamos acostumados a ver, ler e ouvir grandes mestres do RH mundial com ideias, protocolos de atendimento, histórias motivacionais e um infinito volume de conteúdo voltado para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Isso é ótimo! Como professor universitário utilizamos os Cases de Harvard em sala de aula com nossos alunos de pós-graduação. A instituição onde atuamos mantem essa que parceria enriquece de forma fantástica nosso ambiente de troca de conhecimentos.

Também é possível entrar em qualquer boa livraria e sair com as bolsas cheias de volumes e mais volumes de livros voltados para esse tema em particular; acessar canais do Youtube e assistir a aulas muitas vezes em tempo real e, para finalizar o perfil midiático atual, temos os podcasts que nos trazem os gurus direto para o nosso cérebro enquanto estamos nos transportes públicos, indo e vindo todos os dias de casa para o trabalho.

Ocorre que, muitas vezes, nos esquecemos que nenhuma receita de bolo contém o sabor do resultado final. Isso porque o que lá se aplica aqui pode não funcionar. Como exemplo, podemos apresentar duas potências financeiras que aportaram no Brasil e, com o seu modo de operação padrão, não resistiram à lei do Gerson que impera por aqui. O HSBC e o Citibank finalizaram ou mudaram sua forma de interagir com o mercado financeiro no mesmo lugar onde outras instituições – nacionais – possuem faturamento recorde a cada ano.

Para quem não está familiarizado, a lei do Gerson se refere a um antigo comercial de TV sobre uma marca de cigarros que oferecia um tamanho maior no produto pelo mesmo preço. O famoso jogador de futebol Gerson finalizava o anúncio dizendo: “Porque brasileiro gosta de levar vantagem em tudo. Certo.?.”

Emblemático slogan que não caiu somente no gosto popular, era o reflexo da cultura nacional das relações de negócios que, pelo visto, impera até hoje em muitos setores comerciais.

Desde a promoção da Black Friday, que no Brasil é metade do dobro de ontem, até a impossibilidade de se ter um atendimento digno na hora de cancelar um plano de telefonia ou pacotes de TV por assinatura. Algumas empresas não se colocaram no século XXI e estão praticando um ritual de harakiri (suicídio ritualístico japonês) em câmera lenta.

De fato, nossa cultura inverte a falta de estrutura e de responsabilidades, dando a quem se submete a sacrifícios dotes heroicos. E comum encontrar nas redes sociais textos que glorificam pessoas que andam quilômetros para ir à escola, filha de faxineiro que virava noites estudando para passar no vestibular de Medicina, pessoas afrodescendentes que conseguiram cargos de alta remuneração. Elas não são heróis: são vítimas. Como grande parte da nossa população. Independentemente das questões políticas envolvidas e do tipo de atuação no mercado que temos, é necessário separar o joio do trigo e saber que protocolos podem funcionar aqui ou como podemos adaptá-los à nossa realidade.

Uma vez tivemos uma situação no interior do México, onde o vendedor se recusou a vender um produto pelo preço que ele mesmo havia apresentado. Ele disse que esperava uma negociação, um diálogo, e não apenas uma relação fria comercial. Da mesma forma que a cultura comercial em alguns países da África e em quase todos os mercados existentes na Índia, todos esperam uma boa conversa com o cliente, criar um elo emocional, nem que seja aos gritos. Pensar sobre isso requer amadurecimento e ética. Maquiavel diz em seu livro O Príncipe (escrito em 1513): “…pois, um homem que queira fazer em todas as coisas profissão de bondade deve arruinar-se entre tantos que não são bons” (Maquiavel, Nicolau. O Príncipe. Tradução de Maria Júlia Goldwasser, 3ª. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2004).

Na visão simplista do comerciante sem escrúpulos esse é o dito de maior valor, lhe dá o direito de agir como quiser sobre a sociedade – mercado consumidor – se ele detém monopólios.

A verdade oculta nesse trecho é que o profissional que deseja sucesso no mercado deve conhecer as armadilhas e facilidades criadas pelos seus concorrentes em busca de ampliação de sua base de clientes. Receitas de bolo feitas em outras fronteiras não trazem o tempero brasileiro que precisa ser traduzido em nova versão. Como disse Tom Jobim: “O Brasil não é para principiantes”.

Há que considerar uma série de fatores que envolvem muito mais que planejamentos frios e “planilhados” em números, estatísticas e estratégias de negócio. O povo e sua cultura devem fazer parte da equação ou até serem a principal chave de análise. As referências internacionais são válidas, mas o recurso verdadeiramente humano nacional não pode ficar à margem. A adaptação à nossa realidade, em geral, se faz muito necessária para o sucesso efetivo.

Antes de usar conhecimentos fantásticos que deram certo no mundo todo, faça ao menos uma pequena pesquisa de mercado que envolva áreas exatas, mas também humanas. Fórmula mágica só existe em conto de fadas.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 27: 1-6

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 1 – Aqui temos:

1. Uma boa advertência contra o conjecturar sobre o futuro: “Não presumas do dia de amanhã”, e muito menos dos muitos dias e anos que há de vir. Isto não proíbe os preparativos para o amanhã, mas as conjeturas sobre o amanhã; não devemos nos prometer a continuidade de nossas vidas e consolações até o amanhã, mas devemos falar sobre o amanhã com submissão à vontade de Deus, e como aqueles que, com boas razões, são mantidos na incerteza sobre o futuro. Não devemos nos inquietar com o amanhã (Mateus 6.34), mas devemos entregar a Deus as nossas preocupações sobre ele. Veja Tiago 4.13-15. Não devemos adiar a grande obra da conversão, esta coisa tão necessária, até amanhã, como se tivéssemos certeza dele, mas devemos hoje ouvir a voz de Deus.

2. Uma boa consideração sobre a qual se baseia esta advertência: não sabemos o que produzirá o dia, qual evento pode estar no fervilhante útero do tempo; isto é um segredo, até o seu nascer (Eclesiastes 11.5). Um pouco de tempo pode produzir mudanças consideráveis, que mal podemos imaginar. Não sabemos o que produzirá o dia; a noite deve sugerir isto. Não sabes o que o fim da tarde trará consigo. Deus, sabiamente, nos conserva no escuro, no que diz respeito aos eventos futuros, e reserva a Si mesmo o conhecimento desses eventos, como uma flor da coroa, para que possa nos instruir em uma dependência de Si mesmo, e em uma contínua prontidão e preparação para todos os eventos (Atos 1.7).

 

V. 2 – Observe:

1. Nós devemos fazer aquilo que é elogiável, coisas pelas quais até mesmo estranhos possam nos louvar. A nossa luz deve brilhar diante dos homens, e devemos fazer boas obras, que possam ser vistas, embora não devamos fazê-las com o propósito de que sejam vistas. Que as nossas próprias obras sejam tais que nos tragam o reconhecimento merecido, às portas (Filipenses 4.8).

2. Depois de tê-las feito, não devemos elogiar a nós mesmos, pois isto é evidência de orgulho, tolice e amor próprio, e uma grande diminuição à reputação de um homem. Todos estarão dispostos a destruir aquele que se aclama. Haverá uma ocasião justa para nos defender, mas não é apropriado que aplaudamos a nós mesmos. O louvor a si mesmo contamina a boca.

 

V. 3 e 4 – Estes dois versículos mostram uma iniquidade intolerável:

1. Da paixão descontrolada. A ira de um tolo, que, quando provocado, não controla o que diz e faz, é mais dolorosa do que uma grande pedra ou uma carga de areia. Ela recai pesadamente sobre ele mesmo. Os que não têm controle sobre as suas paixões afundam, eles mesmos, sob o peso delas. A ira de um tolo cai pesadamente sobre aqueles com quem ele está irado a quem, na sua fúria, ele poderá provocar algum dano. É, portanto, sensato não provocar um tolo, mas, se ele estiver inflamado, sair do seu caminho.

2. Da maldade enraizada, que é muito pior do que a maldade anterior, como brasas de junípero ou zimbro são piores do que um fogo de espinhos. A ira é cruel (isto é verdade, e faz muitas coisas bárbaras, e a raiva é deplorável: mas uma inimizade secreta por outra pessoa, uma inveja da sua prosperidade, e um desejo de vingança por alguma ofensa ou afronta, são muito mais maldosos. É possível evitar uma ira repentina, como no caso de Davi que escapou à lança de Saul, mas quando ela cresce e progride. como a de Saul, a uma inveja estabelecida, não há como resistir a ela; ela nos perseguirá, e nos dominará. Aquele que lamenta o bem dos outros está planejando fazer-lhe algum mal, e guardará a sua ira para sempre.

 

V. 5 e 6 – Observe:

1. É bom que sejamos repreendidos por nossos amigos, e que eles nos mostrem as nossas falhas. Se o amor verdadeiro no coração tiver apenas zelo e coragem suficientes para se exibir, em atitudes abertas com nossos amigos, repreendendo-os abertamente pelo que dizem e fazem de errado, isto é realmente melhor, não somente do que o ódio secreto (como Levíticos 19.17), mas também do que o amor secreto, aquele amor pelo nosso próximo que não se mostra neste bom fruto, que os elogia em seus pecados, para prejuízo de suas almas. Fiéis e leais são as repreensões de um amigo, embora no momento sejam tão dolorosas como ferimentos. Será um sinal de que os nossos amigos são verdadeiramente leais se, por amor às nossas almas. não admitirem o pecado em nós, e nem nos deixarem sozinhos com ele. A preocupação do médico é curar a doença do paciente, e não agradar o seu paladar.

2. É perigoso ser acariciado e adulado por um inimigo, cujos beijos são enganosos. Nós não temos nenhum prazer nesses beijos, porque não podemos confiar neles (os beijos de Joabe e Judas foram enganadores e traiçoeiros), e por isto precisamos estar sempre vigilantes, para não nos deixarmos iludir por eles; eles devem ser desprezados. Alguns interpretam: o Senhor nos livra dos beijos de um inimigo, de lábios que mentem, e de uma língua enganadora.