ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 26: 17 – 19

Alimento diário

ÓDIO E CONTENDA

 

V. 17

1. O que é condenado aqui é a intromissão em contendas que não nos dizem respeito. Se não devemos ser precipitados e apressados em lutar pela nossa própria causa (Provérbios 25.8), muito menos na de outras pessoas, especialmente nos casos em que não estamos, de nenhuma maneira, envolvidos, nem interessados, mas com os quais nos deparamos por acaso, acidentalmente ao passar por eles. Se pudermos ser úteis para trazer a paz entre os que estão divergindo, devemos fazê-lo, ainda que conquistemos a má vontade dos dois lados, pelos menos enquanto estão acalorados; mas nos intrometer nos assuntos dos outros, nas brigas e contendas de outros homens, não é somente buscar problemas para nós mesmos, mas também nos lançar à tentação. Quem me pôs a mim por juiz? Que terminem a questão como a começaram, entre eles mesmos.

2. Nós somos advertidos contra isto, por causa do perigo a que nos expomos; é como tomar um cão pelas orelhas, que poderá nos morder; seria melhor tê-lo deixado em paz, pois não conseguiremos nos livrar dele quando desejarmos, e devemos agradecer somente a nós mesmos se sairmos desta situação com uma mordi­ da e desonra. Aquele que toma um cão pelas orelhas, se o soltar, o cão o atacará, e se continuar a segurá-lo terá as mãos ocupadas e não poderá fazer outra coisa. Que cada um trabalhe com tranquilidade e cuide dos seus próprios assuntos, e não discuta com inquietude nem se meta com os assuntos dos outros.

 

V. 18 e 19 – Veja aqui:

1. Quão maldosos são os que não têm escrúpulos em enganar o seu próximo; são como loucos que lançam faíscas, flechas e mortandades, tal é o mal que podem causar com suas maldades. Eles se consideram, neste aspecto, homens polidos e astuciosos, mas na verdade são como loucos. Não há maior loucura neste mundo do que um pecado deliberado e voluntário. Não é somente o homem inflamado e furioso, mas também o homem enganoso e maldoso, que é um louco; ele realmente lança faíscas, flechas e mortandades; ele provoca mais danos do que consegue imaginar. A fraude e a falsidade queimam como faíscas, e matam, mesmo à distância, como flechas.

2. Veja como é frívola a desculpa que os homens comumente apresentam para a maldade que fazem: o fato de que a fizeram como uma brincadeira; com isto, pensam desviar a reprovação: “Fiz isso por brincadeira!” Mas verão que é perigoso brincar com o fogo e com objetos cortantes. Não que devam ser elogiados os que são ardilosos e não aceitam brincadeiras (os que são sensatos devem tolerar os insensatos, 2 Coríntios 11.19,20), mas certamente deverão ser condenados os que são, de alguma maneira, ofensivos e violentos com seu próximo, e se aproveitam da sua credulidade, e os enganam em seus negócios, ou mentem para eles, ou mentem sobre eles, e os insultam, ou mancham sua reputação, e então pensam desculpar tudo isto, dizendo que estavam apenas brincando. “Fiz isso por brincadeira’.” Aquele que peca brincando deve se arrepender sinceramente, ou o seu pecado será a sua ruína. A verdade é algo muito valioso para ser vendido como uma brincadeira. e assim também a reputação do nosso próximo. Com mentiras e difamações em brincadeiras os homens aprendem e ensinam os outros a mentir e caluniar a sério; e um falso relato, que surge da brincadeira, pode ser espalhado com maldade; além disto, se um homem pensa que a mentira é capaz de trazer a alegria a si mesmo, por que não se fazer rico falando a verdade? Por pensarem de um modo equivocado, a verdade praticamente perece, e os homens ensinam as suas línguas a falar a mentira (Jeremias 9.5). Se os homens considerassem que toda mentira vem do diabo, e leva ao fogo do inferno, certamente isto estragaria a diversão que ela proporciona; mentir é lançar flechas e mortandades contra si mesmo.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.