ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 26: 1 – 5

Alimento diário

O TRATAMENTO APROPRIADO PARA OS TOLOS

 

V. 1 – Observe:

1. É muito comum que recebam honra os tolos, que são completamente indignos dela, e inadequados para ela. Os homens ímpios, que não têm juízo nem razão, nem graça, são, às vezes, preferidos por príncipes, e aplaudidos e aclamados pelo povo. A tolice é considerada com grande dignidade, como observou Salomão (Eclesiastes 10.6).

2. É muito absurdo e inconveniente, quando isto acontece. É algo tão incongruente como a neve no verão, e uma perturbação tão grande na comunidade como essa neve é, no curso da natureza e nas estações do ano; na verdade, é tão prejudicial como a chuva na sega, que atrapalha os trabalha­ dores e estraga os frutos da terra quando estão prontos para ser colhidos. Quando os ímpios estão no poder, normalmente abusam desse poder, desencorajando a virtude e tolerando a iniquidade, por falta de sabedoria para discernir a primeira e de graça para detestar a segunda.

 

V. 2 – Aqui temos:

1. A tolice da paixão. Ela faz com que os homens profiram maldições sem causa, desejando o mal aos outros, supondo que eles são maus e agiram mal, quando interpretam mal a pessoa, ou quando interpretam mal os fatos, ou ao mal chamam bem e ao bem, mal. Dê honra a um tolo, e ele profere seus anátemas contra todos aqueles que o desgostam, certo ou errado. Os nobres, quando são ímpios, pensam que têm um privilégio para conservar o respeito e a reverência daqueles que estão a seu redor, amaldiçoando-os e ofendendo-os, o que é uma expressão da mais impotente perversidade e mostra a sua fraqueza, tanto quanto a sua iniquidade.

2. A segurança da inocência. Àquele que é amaldiçoado sem causa, seja por furiosas imprecações ou solenes anátemas, a maldição não lhe provocará maior dano do que o pássaro que voa sobre a sua cabeça, do que as maldições de Golias causaram dano à Davi (1 Samuel 17.43). Ela voará, como a andorinha ou a pomba, que ninguém sabe para onde vai, até que retorne ao seu lugar apropriado, como a maldição, no final, retornará sobre a cabeça daquele que a proferiu.

 

V. 3 – Aqui:

1. Os ímpios são comparados com o cavalo e o jumento, tão brutos eles são, tão irracionais. tão ingovernáveis, que não serão governados, nem pela força, nem pelo medo, tão baixo o pecado trouxe os homens, tão abaixo de si mesmos. O homem, na verdade, nasce como o filhote de jumento, mas da mesma maneira como alguns, pela graça de Deus, são modificados, e se tornam racionais, também outros, pelo costume do pecado, são endurecidos, e se tornam cada vez mais embrutecidos, como o cavalo e a mula (Salmos 32.9).

2. Orientação é dada para usá-los, de maneira apropriada. Os príncipes, em lugar de honrar um tolo (v. 1), devem levar a desgraça a ele – em lugar de colocarem poder na sua mão, devem exercer poder sobre ele. Um cavalo indomado precisa de um açoite para a sua correção, e um jumento precisa de um freio para dirigi-lo e corrigi-lo, quando sair do caminho; da mesma maneira um homem corrupto, que não aceita a orientação e as restrições da religião e da razão, deve ser açoitado e freado, deve ser castigado severa­ mente, e deve sofrer pelo que fez de errado, e deve ser impedido de cometer novas transgressões.

 

V. 4 e 5 – Veja aqui a nobre segurança do estilo das Escrituras, que parecem contradizer a si mesmas, mas na realidade, não o fazem. Os sábios precisam ser orientados sobre corno lidar com os tolos; e nunca haverá mais necessidade de sabedoria do que quando lidam com eles, para saber quando devem ficar em silêncio e quando falar, pois haverá um momento para as duas coisas.

1. Em alguns casos, um homem sábio não se assemelhará a um tolo, respondendo-lhe conforme a sua tolice. Se ele se vangloriar, não respondas a ele, vangloriando a ti mesmo. Se ele ofender e falar de maneira inflamada, não ofendas e nem fales de maneira inflamada. Se ele contar urna grande mentira, não contes outra, corno se estivesse rivalizando com a dele. Se ele caluniar os teus amigos, não calunies os dele. Se ele provocar, não lhe respondas na sua própria linguagem, para que não te faças semelhante a ele, pois conheces coisas melhores, tens mais sensatez, e tiveste melhor instrução.

2. Mas, em outros casos, um homem sábio usará a sua sabedoria para a convicção de um tolo, quando, prestando atenção ao que ele diz, pode haver esperança de fazer o bem, ou pelo menos, de evitar novos danos, quer para ele mesmo, quer para outras pessoas. Se tens razão para pensar que o teu silêncio será considerado urna evidência da fraqueza da tua causa, ou da tua própria fraqueza, neste caso, deves responder a ele, e que seja urna resposta ad hominem ao homem, combate-o com as suas próprias armas, e esta será urna resposta ad rem pertinente, ou quase. Se ele oferecer alguma coisa que se pareça a um argumento, deves responder e adequar a tua resposta à situação dele. Se não lhe responderes, e ele pensar que o que diz não tem resposta, então dá a ele urna resposta, para que não se julgue sábio e se vanglorie de urna vitória. Pois (Lucas 7.35) os filhos da sabedoria devem justificá-la.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.