ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 25: 23 – 28

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 23 – Aqui, veja:

1. Como devemos desencorajar o pecado e testemunhar contra ele, particularmente o pecado de difamação e calúnia; devemos censurá-lo, e exibindo- lhe uma face irada, fazer todo o esforço para desencorajá­ lo. Não falaríamos tão prontamente das calúnias se elas não fossem prontamente ouvidas; mas as boas maneiras silenciariam o caluniador, se ele visse que suas estórias desagradam a seus companheiros. Nós devemos nos mostrar desconfortáveis se ouvirmos um amigo, a quem apreciamos, ser caluniado; o mesmo desprazer devemos exibir com relação à maledicência, de modo geral. Se não pudermos reprová-la de outra maneira, podemos fazê­ lo com nossa expressão facial.

2. O bom resultado que provavelmente isto terá; quem sabe isto pode silenciar e desviar uma língua maledicente? O pecado, se tolerado, se torna ousado, mas, se recebe uma censura, ele se torna tão consciente da sua própria vergonha que se acovarda, e este pecado em particular, pois muitos falam mal de outros somente esperando conquistar o favor daqueles a quem falam.

 

V. 24 – Isto é o mesmo que ele tinha dito (Provérbios 21.9). Observe:

1. Como devem ser merecedores de piedade os que estão presos a um jugo desigual, especialmente com os que são contenciosos e rabugentos, seja marido ou mulher; pois isto é verdadeiro, igualmente, sobre ambos. É melhor estar sozinho do que unido a alguém que, em lugar de ser um ajudante, é um grande empecilho para o consolo da vida.

2. Como podem ser invejados, às vezes, os que vivem em solidão; da mesma maneira como lhes falta o consolo da sociedade, também estão livres da irritação que ela provoca. E da mesma maneira como há casos que fornecem oportunidades para dizer, “Bendito é o ventre que não deu à luz”, também há casos que fornecem oportunidades para dizer, “Bendito é o homem que nunca se casou, mas mora num canto de umas águas-furtadas”.

 

V. 25 – Veja aqui:

1. Como é natural que desejemos ouvir boas notícia s de nossos amigos, e a respeito de nossos assuntos, à distância. Às vezes, é com impaciência que esperamos ter notícias de algum lugar distante; as nossas almas são sedentas dessas notícias. Mas devemos controlar esse desejo desenfreado, pois, se forem más notícias, chegarão rapidamente, e se forem boas, serão bem-vindas em qualquer momento.

2. Quão aceitáveis serão estas boas notícias, quando realmente chegarem, tão revigorantes como água fria para alguém que tem sede. O próprio Salomão tinha muitos negócios em lugares distantes, bem como correspondência com cortes estrangeiras, por meio de seus embaixadores; e ele sabia, por experiência, quão agradável era ouvir sobre o sucesso de suas negociações no exterior. O céu é um lugar distante, uma terra remota; como é revigorante ou­ vir boas novas dali, tanto por meio do eterno Evangelho, que significa boas notícias, como por meio do testemunho do Espírito com nossos espíritos, o testemunho de que somos filhos de Deus.

 

V. 26 – Aqui há um fato descrito como algo muito lamentável e um agravo público, e de más consequências a muitas pessoas, como uma fonte turva e um manancial corrupto: quando o justo cai diante do ímpio. Isto é:

1. Que o justo caia em pecado aos olhos do ímpio – que ele faça alguma coisa que não é apropriada à sua profissão, o que é noticiado em Gate e publicado nas ruas de Asquelom, e com que se alegram as filhas dos filisteus. O fato de que aqueles que têm reputação de sabedoria e honra caiam da sua excelência turva as fontes, entristecendo alguns, e corrompe o manancial, infectando outros e encorajando-os a fazer a mesma coisa.

2. Que o justo seja oprimido, e pisado e humilhado pela violência ou astúcia de homens ímpios, que seja removido e lançado à obscuridade, isto é turvar as fontes da justiça e corromper os mananciais do governo (Provérbios 28.12,28; 29.2).

3. Que o justo seja covarde, que se submeta ao ímpio, que tenha medo de se opor à sua iniquidade e que ceda a ele, isto recai sobre a religião, e desencoraja os homens de bem e fortalece as mãos dos pecadores em seus pecados, e assim, é como uma fonte turva e um manancial corrupto.

 

V. 27

I – Há duas coisas para as quais devemos estar graciosamente mortos:

1. Aos prazeres dos sentidos, pois não é bom comer muito mel; ainda que seja agradável ao paladar e, se comido com moderação, seja muito saudável, se comido e excesso, se torna enjoativo, cria um mau humor e é causa de muitas doenças. Isto é verdade, sobre todos os praz eres dos filhos dos homens, que eles saciam, mas nunca satisfazem, e são perigosos aos que se permitem usá-los com liberalidade.

2. Ao louvor dos homens. Não devemos desejá-lo, não mais do que o prazer. porque o fato de que os homens busquem a sua própria glória, que cortejem aplausos e cobicem se tornar populares, não é sua glória, mas sua vergonha; todos rirão deles por isto; e a glória que é tão corteja da não é glória, quando obtida, pois não representa verdadeiramente nenhuma honra verdadeira para um homem.

II – Alguns atribuem outro sentido a este versículo: Comer muito mel não é bom, mas buscar coisas excelentes e gloriosas é muito elogiável, é a verdadeira glória; nisto, não cometeremos pecado por excesso. Outros preferem este sentido: Assim como o mel, embora agradável ao paladar, se usado sem moderação oprime o estômago, também uma busca curiosa do que é sublime e glorioso, ainda que agradável a nós, se as buscarmos excessivamente, esgotará nossa capacidade com uma glória e brilho maior do que ela pode suportar. Ou ainda: Você poderá ficar saciado por comer muito mel, mas a glória final, a sua glória, a glória dos bem-aventurados, é realmente glória; será sempre fresca, e nunca cansará o apetite.

 

V. 28 – Aqui temos:

1. O bom caráter de um homem sábio e virtuoso. Ele tem controle sobre o seu próprio espírito; ele conserva o domínio de si mesmo. e de seus próprios apetites e paixões, e não permite que eles se rebelem contra a razão e a consciência. Ele controla os seus próprios pensamentos, os seus desejos. as suas tendências. os seus ressentimentos, e os mantém todos em ordem.

2. A má situação de um homem corrupto, que não tem este controle sobre o seu próprio espírito, que, quando as tentações de comer ou beber em excesso estão diante dele, não tem o governo de si mesmo, quando provocado irrompe em paixões exorbitantes, este indivíduo é como uma cidade que é derrubada e que não tem muros. Tudo o que é bom sai, e o abandona; tudo o que é mau o invade. Ele está exposto a todas as tentações de Satanás e se torna uma presa fácil para este inimigo; ele também está sujeito a muitas dificuldades e angústias; provavelmente isto será tanta desonra para ele, como é, para uma cidade, ter seus muros derrubados (Neemias 1.3).

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.