ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 25: 15 – 20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V.  15 – Aqui nos são recomendadas duas coisas, no nosso relacionamento com os outros, que provavelmente nos farão alcançar nossos objetivos:

1. Paciência, para suportar uma crítica ou discussão sem se acalorar com isto, e esperar uma oportunidade apropriada para oferecer nossas razões e dar às outras pessoas tempo para considerá-las. Pela longanimidade, até mesmo um príncipe pode ser persuadido a fazer uma coisa à qual parecia ser muito avesso, e muito mais, uma pessoa comum. Aquilo que é justiça e razão agora, também o será em outra ocasião; portanto, não precisamos insistir nisto com violência agora, mas podemos esperar um momento mais conveniente.

2. Suavidade e brandura, para falar sem paixão ou provocação: “A língua branda quebranta os ossos”; ela suaviza até os ânimos mais acirrados e violentos, e supera os que são mais irritados e rabugentos, como um relâmpago que, como dizem, às vezes quebra o osso sem ter perfurado a carne. Com uma língua branda, Gideão pacificou os efraimitas, e Abigail desviou a ira de Davi. As palavras duras, dizemos, não quebrantam ossos, e por isto devemos suportá-las pacientemente; mas, aparentemente, as palavras brandas sim, quebrantam os ossos, e por isto devemos, em todas as ocasiões, proferi­las com prudência.

 

V. 16 – Aqui:

1. Um uso sóbrio e moderado dos prazeres dos sentidos nos é permitido: Achaste mel? Não é fruto proibido para ti, como foi para Jônatas; podes comê-lo, agradecendo a Deus que, tendo criado coisas agradáveis aos nossos sentidos, nos deu permissão para fazer uso delas. Come o que te basta, e não mais do que isto. Comer o suficiente é tão bom como um banquete.

2. Somos advertidos a tomar cuidado com os excessos. Devemos usar todos os prazeres como fazemos com o mel, com um controle no nosso apetite, para que não comamos mais do que nos faz bem, para que não adoeçamos com eles. Nós corremos riscos de perder aquilo que é mais doce, e por isto os que se alimentam suntuosamente todos os dias têm necessidade de se controlar. para que seus corações não sejam sobrecarregados em alguma ocasião. Os prazeres dos sentidos perdem a sua doçura por um uso excessivo, e se tornam enjoativos, como o mel, que se torna amargo no estômago; é, portanto, de nosso interesse, bem como nosso dever, usá-los com sobriedade.

 

V. 17 – Aqui Salomão menciona outro prazer que não devemos usar em excesso, que é o de visitar nossos amigos; aquele, por medo de nos aborrecermos: este, por medo de aborrecer aos nossos amigos.

1. É um ato de cortesia visitar os nossos vizinhos algumas vezes, mostrar o nosso respeito por eles e nosso interesse por eles, e cultivar e alimentar o conhecimento mútuo e o amor, e para que possamos ter a satisfação e também os benefícios do convívio com eles.

2. É prudente, bem como uma medida de boas maneiras, não perturbar os nossos vizinhos com as nossas visitas, não visitá-los com excessiva frequência, não permanecer tempo demasiado com eles, não planejar chegar à hora das refeições, nem nos intrometer nos assuntos de suas famílias; desta maneira, nós nos tornamos mesquinhos, vis e incômodos. O teu vizinho, que se incomoda e aborrece com as tuas visitas, se cansará delas e te odiará, e será vã destruição de uma amizade aquilo que deveria ter sido o seu aprimoramento. Depois do terceiro dia, peixes e visitas se tornam desagradáveis. A familiaridade gera o desprezo. Não sejas excessivamente íntimo de ninguém. Aquele que se aproveita de seu amigo o perde. Um amigo muito melhor do que qualquer outro, portanto, é Deus, pois não precisamos tirar os nossos pés da sua casa, o trono da sua graça (Provérbios 8.34); quanto mais frequentemente viermos até Ele, mais bem recebidos seremos.

 

V. 18 – Aqui:

1. O pecado aqui condenado é o de dar falso testemunho contra nosso próximo, seja em juízo ou em conversas comuns, pecado que contraria a lei do nono mandamento.

2. Aquilo que é condenado aqui é a maldade que há nesse pecado; ele tem o poder de arruinar, não somente a reputação dos homens, mas as suas vidas, propriedades, famílias, tudo o que é precioso para eles. Um falso testemunho é tudo o que é perigoso; é um martelo (ou um taco, com o qual bater na cabeça de um homem), um mangual, contra o qual não há proteção; é uma espada, que fere o que está próximo, e uma flecha aguda, que fere à distância; por isto, precisamos orar; “Senhor, livra a minha alma dos lábios mentirosos” (Salmos 120.2).

 

V. 19 – 

1. A confiança de um homem desleal (assim interpretam alguns) será como um dente quebrado; a sua estratégia, o seu poder, o seu interesse, tudo aquilo em que ele confirma, para respaldá-lo na sua iniquidade, lhe falhará em tempo de angústia (Salmos 52.7).

2. A confiança em um homem desleal (esta é a nossa interpretação), em um homem ao qual julgávamos confiável e por isto no qual confiávamos, mas que prova não sê-lo; não somente é inútil, como dolorosa e irritante, como um dente quebrado ou um pé deslocado, que, quando o carregamos com alguma tensão, não somente nos falha, como nos faz sentir a sua inutilidade, especialmente no tempo da angústia, quando mais esperamos a sua ajuda; é como uma cana quebrada (Isaias 36.6). A confiança no Deus leal, no tempo da angústia, não será assim; nele podemos confiai; e nele podemos habitar de forma tranquila.

 

V. 20:

1. O absurdo aqui reprovado é o entoar canções a um coração aflito. Os que se encontram em grande angústia devem ser consolados com pessoas que sejam solidárias a eles, que se compadeçam deles e que lamentem com eles. Se adotarmos este método, o movimento de nossos lábios poderá abrandar a sua dor (Jó 16.5); mas segui­ remos um caminho errado com eles, se pensarmos que os aliviamos sendo alegres com eles, e nos esforçando para alegrá-los; pois contribui para a sua dor ver que seus amigos estão tão pouco preocupados com eles; isto expõe os motivos da sua angústia, e a agrava, e os faz mais insensíveis em sua dor aos esforços da alegria.

2. Os absurdos a que isto é comparado são despir um homem em um clima frio, o que faz que ele sinta ainda mais frio, e derramar vinagre sobre salitre, que, como a água sobre a cal, provoca uma efervescência; igualmente impróprio, igualmente incongruente, é entoar canções a alguém que está angustiado. Alguns interpretam com um sentido contrário: assim como aquele que se veste no clima frio aquece o corpo, ou assim como o vinagre sobre o salitre o dissolve, também aquele que entoa canções de consolo a uma pessoa angustiada o revigora, o alivia e dispersa a sua dor.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.