GESTÃO E CARREIRA

MEUS 30 ANOS

Quem peca pela falta de autoconhecimento e não gerencia a própria carreira, deixando-se levar pela vida, dificilmente obtém posições melhores ou a remuneração apropriada.

Meus 30 anos

Fico sempre muito atento às pesquisas que falam do comportamento e expectativas dos jovens brasileiros. Desta vez, me chamou a atenção um levantamento da Giacometti Comunicação em parceria com o Instituto Pesquiseria, que focou em rapazes e moças com 30 anos de idade. São pessoas que se formaram aos 19 ou 20 anos e, portanto, já têm dez anos de carreira. Entraram no mercado de trabalho por volta de 2008, com o país em crescimento e a economia já estabilizada. Foram mais de 1.000 entrevistados em quatro capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. Os resultados da pesquisa mostram algo que tenho discutido muito com meus alunos: a falta de autoconhecimento! Poucos usaram algum instrumento de autoanálise ou frequentaram escolas ou empresas onde essa prática fosse comum. A falta de autoconhecimento impede o jovem de traçar um plano de carreira viável ou um plano de desenvolvimento. Uma das constatações da pesquisa é que 64% dos entrevistados não gerenciaram sua carreira. Escolheram a graduação influenciados por um amigo ou parente e hoje não estão felizes. Só 16% estão satisfeitos com o grau de estabilidade econômica alcançada. É claro! Se você não gerencia sua carreira e se deixa levar pela vida é muito pouco provável que tenha obtido posições melhores e de remuneração apropriada. Mais um dado preocupante: 67% desejam ter um negócio próprio. Mas não conseguem expressar com clareza em que negócio que- rem atuar. Seu desejo de empreender é muitas vezes realçado pela frustração com o em- prego ou o chefe atual. Um empreendimento tem que ter estudo, pesquisa, business plan, experiência-piloto. Não basta a vontade. Volto ao tema principal – o autoconhecimento! Você tem as características de um empreendedor? Está disposto a correr riscos calculados, tem inteligência emocional para resistir às frustrações naturais do processo? Mas o que fazer então para evoluir e ser feliz? Aprimorar o autoconhecimento. Que conhecimento me falta? Onde adquiri-lo? Que competências preciso desenvolver? Qual a minha taxa de resiliência?

Profissionais competentes podem ajudá-lo nessa empreitada. Depois, é tomar a carreira nas mãos, definir os próximos passos, negociar as oportunidades na empresa ou encontrá-las no mercado. Sabe o nome disso? Ser protagonista da sua vida, e não coadjuvante. Coragem! Uma coisa é certa: ainda há tempo!

Meus 30 anos. 2

LUIZ CARLOS CABRERA – escreve sobre carreira, é professor da Eaesp-FGV, diretor da Amrop Panelli Motta Cabrera e membro do Advisory Board da Amrop International.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.