A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

A INTERNET, UMA ALDEIA DE ÓDIO

As redes sociais acumulam eventos de disseminação da raiva exacerbada na defesa de um posicionamento, mas há uma grande diferença entre posição firme de opinião e manifestação de fúria.

A internet, uma aldeia de ódio

Ao receber o título honoris causa na Universidade de Turim, na Itália, Umberto Eco disse que “o drama da internet é que ela promoveu o idiota da aldeia a portador da verdade”. Para o autor, antes das redes sociais, os “idiotas da aldeia” tinham direito à palavra “em um bar e depois de uma taça de vinho, sem prejudicar a coletividade”.

Fora de contexto, pode parecer uma atitude elitista, antidemocrática. Mas ele parece fazer referência a atividades como as dos haters, que não só postam e viralizam mensagens de ódio, mas também são conhecidos pela forma rasa com que manejam supostas informações, sem checagem. Duas obras podem nos ajudar nesse panorama. Uma do próprio Eco. Na criação literária O Nome da Rosa há um embate entre os personagens Jorge de Burgos, monge e bibliotecário, e Willian de Baskerville, franciscano: “O riso é a fraqueza, a corrupção, a insipidez de nossa alma”, afirma Jorge de Burgos. O riso seria o contrário da fé. Fé que, no viés do monge, implica atitude constrita e abandono da razão.

Em paralelo, no desabafo em forma de livro Escuta, Zé Ninguém!, Reich descreve a gênese e o modo de ser do Homo normalis e sua comezinha existência pautada pelo rancor, ressentimento, inveja e destrutividade, tanto no plano pessoal, quanto no social. E o falso moralista, o vigia dos usos e costumes, a propagadora das maledicências sobre a vida sexual da  vizinhança. Um protótipo da combinação de frustração afetiva sexual e da necessidade de destruir a vida e a felicidade em quaisquer de suas modulações enquanto busca entregar a sua existência às mãos de uma liderança dominadora.

São irrupções da camada da personalidade portadora do que Reich definiu como impulsos secundários, subjacentes à fachada apresentada socialmente.

Existe diferença entre um posicionamento firme e a raiva e o ódio, a destrtutividade e a negação de qualquer positividade no outro. Há aí, nesse caso, a ação de um mecanismo (inconsciente) em que projetamos no outro toda e qualquer imperfeição que possamos portar, e nos tornamos exemplares. Num plano mais profundo, o “zé ninguém” tenta anular a dor insuportável que a vitalidade no outro, vivida como inalcançável para ele, evoca.

O conceito de frustração afetiva sexual, na obra reichiana, não guarda relação unicamente com o fator quantitativo, não é meramente atividade sexual.

Essa é uma das sementes da radicalização, do exacerbamento verificado nas redes sociais, quando das postagens com ataques a personalidades e nas manifestações político-partidárias de qualquer tribo. Aí, essas redes merecem realmente a adjetivação “esgotosfera”.

Detalhe importante: na obra de Eco mencionada, a biblioteca (simbolizando o conhecimento) termina consumida por um incêndio provocado. O idiota da aldeia vence.

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OUTROS OLHARES

APELO COMERCIAL

O movimento de mulheres contra a depilação não é exatamente novidade. A diferença é que a publicidade começa a explorar a nova onda feminista.

Apelo comercial

No disco que a consagrou, easter, que tem entre outras ótimas músicas o hit Because the Night, Patti Smith aparece na capa olhando para a axila sem depilar. O ano era 1978, e a foto do álbum foi provavelmente o auge da repercussão do movimento que começou nos anos 60. De poucos anos para cá, a nova onda feminista voltou a pregar o livre crescimento dos pelos do corpo como ação de liberdade e independência. Entre os dois momentos há uma sensível diferença: o protesto foi incorporado pelo mercado, e campanhas publicitárias começaram a explorar imagens de mulheres com pernas e axilas au naturel.

O barulho mais recente em torno dos pelos femininos foi causado pela Vetements, a irreverente marca francesa queridinha dos fashionistas. No início de fevereiro, a grife lançou uma foto no Instagram para celebrar sua coleção primavera-verão com uma jovem deitada em uma cama, braços levantados e axilas com pelos. Em seu desfile da Semana de Moda de Paris, em setembro, as modelos já haviam se apresentado com as pernas devidamente cabeludas. Lourdes Leon, filha de Madonna, também percorreu no ano passado as passarelas da Semana de Moda de Nova York com as canelas e axilas sem depilar, pela Gypsy Sport.

A marca sueca & Other Stories lançou uma campanha com mulheres fora dos padrões, com cicatrizes, tatuagens e, claro, pelos. Também da Suécia, a Weekday divulga com frequência fotos de modelos com penugem natural. Um anúncio que chamou a atenção foi o de uma marca popular chamada Billie, veja só, de barbeadores – certamente o segmento com maior interesse em que as mulheres se depilem. “Pelos. Todo inundo tem. Até as mulheres”, dizia a peça. O comercial mostrava mulheres com pelos na barriga, nas pernas e até nos dedos dos pés. Sem tabu, com naturalidade. E concluía: “Se algum dia você quiser se depilar, estaremos aqui”.

O mercado apenas acompanha – e lucra com – um comportamento crescente, principalmente entre as millennials. O tumblr Hairy Legs Club exibe fotos e depoimentos de mulheres que escolheram não se depilar. Entre na conta @pitangels no Instagram e você vai ver axilas e mais rutilas cabeludas. No mês passado, Laura Jackson, uma estudante de teatro e ativista americana de 21 anos, lançou o movimento # january nas redes sociais. Junção das palavras january (“janeiro”) e hairy (“peludo”), é uma campanha que encoraja as mulheres a abandonar a cera quente e as sessões de laser. O objetivo, além de divulgar a causa, é arrecadar fundos para a instituição Body Gossip, que ajuda jovens a melhorar a auto- imagem.

Curiosamente, campanhas publicitárias também ajudaram, no início do século 20, a disseminar o ato de depilar-se. Antes da Primeira Guerra Mundial pelos não eram uma questão para a mulher –   nem sequer os faciais. Até a Gillette lançar, em 1915, uma lâmina para mulheres chamada Milady Décolleté, com uma nova mensagem: as axilas precisavam manter a suavidade da pele do rosto. Com o tempo as saias foram encurtando e surgiu o biquíni. Nos anos 50, a depilação já era um hábito entre as mulheres, isso até ter início o movimento feminista dos anos 60. Na década de 70 ficou célebre a expressão 70s bush, que usou a metáfora do arbusto para pregar a libertação feminina.

Dos anos 80 em diante, os biquinis diminuíram de tamanho e a Brazilian wax, depilação genital radical, virou até tema da série Sex and the City. De lá para cá, a pele lisa virou regra, quebrada por eventuais exceções. Em 1999, Julia Roberts foi à premiere do filme Notting Hill com um vestido rosa Vivienne Tam e axilas peludas. Ela só foi comentar o caso no ano passado no talk show Busy Tonight. “Aquilo foi um posicionamento?”, perguntou a apresentadora Busy Phillips. Resposta de Julia: “Não. Eu calculei mal o comprimento das mangas. Não foi um posicionamento, mas parte de um posicionamento como ser humano no planeta Terra”. Simples assim.

GESTÃO E CARREIRA

COMO OS JOVENS LIDAM COM A PRESSÃO NO TRABALHO

Como os jovens lidam com a pressão no trabalho

O mundo corporativo é um lugar competitivo e demanda desafios cada vez maiores. As empresas visam as metas e esperam dos colaboradores esforços para alcançá-las. Logo, os profissionais e aspirantes a vagas devem se preparar para esse cenário. Levando em conta tal cenário, o Nube – Núcleo Brasileiro de Estágios fez uma pesquisa com o seguinte enfoque: “como você convive com a pressão no trabalho?”. O resultado apontou maturidade por parte dos jovens.

O estudo contou com 47.769 pessoas, entre 15 e 29 anos e foi realizado em todo o país. Do total, 44,81%, ou 21.404 participantes disseram: “para mim, é um processo de amadurecimento”. Segundo Everton Santos, analista de treinamento do Nube, ter consciência de todos os afazeres diários e conseguir elaborar um check list será um diferencial. “Isso dá maior flexibilidade e foco nas prioridades, tornando as cobranças mais leves”, explica.

Já 43,49% (20.773) lidam “tranquilamente, pois isso faz parte da vida”. No entanto, é recomendável a dosagem das exigências e ver a forma como elas são feitas. “Despertar a vontade da equipe em atingir o objetivo precisa ser feito com uma gestão centrada no colaborador, por meio de estímulos positivos, os quais alavanquem a motivação. Se há a tentativa de imposição, o time recua e pode adoecer”, esclarece.

Outros 7,66% (3.657) revelaram: “em alguns momentos me estresso”, enquanto 2,42% (1.155) já disseram como fazem para contornar o problema e alegaram: “sempre tento fugir da rotina para dar conta das atividades”. Para esses, ter uma jornada saudável, a qual proporcione qualidade de vida é o principal. “Realizar ações físicas com frequência, ir ao médico para exames periódicos e ter hobbies são formas de inibir ou amenizar o problema”, incentiva Santos.

Por fim, 1,63% (780) enfatizaram: “isso me faz muito mal”. Conhecer as nossas limitações é válido para evitar complicações. É um processo de autoconhecimento entender quais são as preferências, para assim elaborar um plano capaz de satisfazer as demandas pessoais e profissionais. “Ter o diagnóstico após essa reflexão é uma maneira de saber o momento de recuar ou agir, sempre de forma justa com nossos sentimentos”.

Fora isso, a inteligência emocional é imprescindível, mesmo para quem já sabe lidar com pressão. “Em algum momento será preciso gerenciar as emoções para não ter prejuízos, como o desenvolvimento de doenças”, assegura o especialista. Portanto, descansar é muito importante, além de saber delegar tarefas e solicitar ajuda quando necessário.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 22: 13-16

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 13 – Observe:

1. Aos que não amam o trabalho nunca faltarão desculpas para se livrar dele. Multidões são arruinadas, tanto na alma como no corpo, por sua preguiça, e ainda assim têm uma coisa ou outra a dizer em seu favor, tão engenhosos são os homens em enganar as suas próprias almas. E quem sairá ganhando no final, quando os pretextos forem todos rejeitados, como sendo vãos e frívolos?

2. Muitos fogem de trabalhos reais, assustados por dificuldades imaginárias: o preguiçoso tem trabalho para fazer nos campos, mas imagina que há um leão ali; na verdade, ele finge que não ousa sair pelas ruas, por temer que um ou outro o encontre e mate. Na verdade, ele não pensa isto, ele apenas diz isto aos que o convocam. Ele fala de um leão que está lá fora, mas não considera o perigo real do diabo, esse leão que ruge, que está na cama com ele, e o perigo da sua própria preguiça, que o mata.

 

V. 14 – Isto tenciona advertir todos os jovens sobre os desejos da impureza. Quando considerarem o bem-estar de suas almas, que tomem cuidado com mulheres estranhas, mulheres libertinas, às quais eles devem ser estranhos, e que tomem cuidado com a boca da mulher estranha, com os beijos dos seus lábios (Provérbios 7.13), com as palavras dos seus lábios, seus encantos e suas seduções. Tema-os; não tenhas nada a ver com eles, pois:

1. Os que se entregam a este pecado provam que são abandonados por Deus: é uma cova profunda, em que caem os que são abominados pelo Senhor, pois Ele os deixa à sua própria sorte, para entrar nessa tentação, e remove o freio da sua graça restritiva, para puni-los por outros pecados. Não valorizes o fato de que tens graça com estas mulheres, quando isto te coloca sob a ira de Deus.

2. É raro que eles se recuperem, pois é uma cova profunda: será difícil sair dela, pois ela confunde a mente e engana a consciência, ao agradar a carne.

 

V. 15 – Aqui temos duas considerações muito tristes:

1. A de que a corrupção está entretecida com a nossa natureza. O pecado é estultícia, é tolice; ele é contrário, tanto à nossa razão justa como aos nossos interesses. Ela está no coração; há uma inclinação interior ao pecado, para falar e agir tolamente. Ela está no coração dos filhos; eles a trazem consigo ao mundo; é aquilo de que eles foram formados, e em que foram concebidos. Não somente é encontrada ali, como está presa ali; está anexada ao coração (segundo alguns); as disposições malévolas se apegam fortemente à alma, presas a ela como o broto ao caule ao qual está enxertado, alterando significativa­ mente a propriedade. Há um nó entre a alma e o pecado, um verdadeiro nó de amor; os dois se tornam uma só carne. Isto é verdade, a nosso respeito, a respeito de nossos filhos, aos quais geramos à nossa semelhança. Ó Deus! Tu conheces esta tolice.

2. A de que a correção é necessária para a cura desta tolice. Ela não será eliminada por meios gentis; deve haver rigidez e severidade, e isto causará tristeza. Os filhos precisam ser corrigidos, e mantidos sob disciplina por seus pais; e todos nós precisamos ser corrigidos pelo nosso Pai celestial (Hebreus 12.6,7), e na correção, devemos golpear a tolice e beijar a vara.

 

V. 16 – Isto mostra os maus caminhos que os ricos tomam, às vezes, pelos quais, no final, ficarão empobrecidos, pois provocam a Deus para que Ele os leve à necessidade, apesar de sua abundância atual; eles oprimem os pobres para engrandecerem a si mesmos.

1. Eles não ajudam nem socorrem ao pobre, em caridade, mas retêm dele o alívio, de modo que, economizando aquilo que é real­ mente o melhor, mas que eles pensam que é a parte mais desnecessária de seus gastos, aumentam as suas riquezas; mas em contrapartida farão presentes aos ricos, e os receberão, seja com orgulho e vanglória, para que possam parecer nobres e grandiosos, ou, como política, para que possam recebê-lo novamente e com vantagens. Estes certamente virão a passar necessidades. Muito s chegaram à mendicância por uma tola generosidade, mas nunca por uma caridade prudente. Assim Cristo nos ordena que convidemos os pobres (Lucas 14.12,13).

2. Não somente não auxiliam os pobres, como os oprimem, lhes roubam o abrigo, extorquem seus pobres lavradores e vizinhos, invadem os direitos dos que não têm como se defender, e então dão subornos aos ricos, para protegê-los e incentivá-los. Mas é tudo em vão; todos empobrecerão e passarão necessidades. Os que roubam a Deus, e assim fazem dele seu inimigo, não podem se proteger, dando aos ricos, para torná-los seus amigos.