A PSIQUE E AS PSICOLOGIAS

CONHECER A SI MESMO

Quem desenvolve o autoconhecimento possui uma visão clara de suas aptidões, capacidades e fraquezas e cria estratégias para lidar com suas características positivas e negativas.

Conhecer a si mesmo

É possível observar nos dias de hoje, em algumas ruínas de templos, teatros e estádios originários da Grécia Antiga, resquícios da inscrição original do Oráculo de Delfos. Segundo arqueólogos, essa inscrição tinha o objetivo de lembrar ao cidadão grego a importância do autoconhecimento, por isso a inscrição vigorava nos locais públicos mais importantes das cidades – estado gregas. Conhecer a si mesmo não significa descobrir segredos profundos e\ou motivações inconscientes. Autoconhecimento significa desenvolver uma compreensão sincera e honesta sobre você mesmo (conhecer forças e fraquezas, administrando as mesmas adequadamente). Envolve procurar respostas para uma das questões humanas mais difíceis e fundamentais: “Quem sou eu?” A Psicologia Positiva possui uma série de instrumentos e técnicas que pode auxiliar o indivíduo a responder essa questão fundamental. Esta disciplina dispõe de vários instrumentos para ajudar na jornada em busca do autoconhecimento, como por exemplo exercícios com o objetivo de identificar forças (talentos, pontos fortes, forças de caráter, habilidades), características de personalidade, valores, bem como pontos fracos. Identificar e manejar crenças autolimitadoras e apoiadoras, desenvolver o engajamento, encontrando e vivendo em harmonia com sua proposta de vida (ou significado). Além disso, a Psicologia Positiva incentiva o conhecimento de sua singularidade e respeito a essa, o que significa focalizar no que se é em vez de se comparar e preocupar-se constantemente com os outros.

Depois de identificar e trabalhar valores, crenças, virtudes e forças, o indivíduo estará pronto para responder à pergunta: “O que vou fazer com minha vida?” Isto é, pode, a partir daí, estabelecer e alcançar metas que possam melhorar sua qualidade de vida e desempenho em diversas aspectos.

A terapia positiva constitui uma proposta de prevenção secundária e possui diferenciais em relação às outras modalidades terapêuticas. Em primeiro lugar, as terapias positivas (como a terapia da esperança, a terapia focada em metas e a terapia cognitiva-comportamental positiva) trabalham com o foco nas metas e não nos problemas e queixas do cliente.

Em segundo lugar, as terapias positivas mapeiam e desenvolvem as forças, enfatizando o lado saudável e funcional do indivíduo. Por mais doente que uma pessoa possa estar, sempre terá um lado saudável e pelo menos algum aspecto da vida que esteja minimamente funcional.

A orientação positiva incentiva e desenvolve o autoconhecimento e a autogestão, uma vez que estimula a responsabilidade pessoal no conduzir da vida, levando o indivíduo a mapear e lidar com suas características (positivas e negativas). As terapias positivas reconhecem que os traços positivos e os comportamentos adaptativos servem como fatores protetores contra estressores e dificuldades futuras, funcionando assim como prevenção primária de problemas. Dessa maneira, ao tomar conhecimento dos aspectos positivos e funcionais, os indivíduos podem lidar melhor com seus problemas e dificuldades. À medida que desenvolve o autoconhecimento, a satisfação com a vida aumenta consideravelmente. O autoconhecimento ajuda o indivíduo a alcançar muitos benefícios, como: a satisfação com a vida dispara; uma maior propensão a alcançar metas pessoais e profissionais; reconhecer situações e oportunidades benéficas, tanto na vida pessoal quanto profissional. Identifica e maneja as tendências limitadoras (como, por exemplo, de pontos fracos, crenças autolimitadoras, traços de personalidade negativos, entre outros); diminui danos; gera conhecimento do que se quer (metas) e das estratégias de como alcançá-lo.

O autoconhecimento pode ser explorado na prática. Por exemplo, a pessoa que conhece seus talentos, pontos fortes, força de caráter e pontos fracos pode escolher trabalhos que tenham relação com esse perfil. Assim, maximiza as chances de sucesso e realização. Aqueles que reconhecem seus valores, em geral, fazem escolhas que os levam a decisões acertadas e mais felizes a médio e longo prazo.

O autoconhecimento pode também aumentar a intensidade e frequência de emoções positivas, aumentando o bem-estar e a satisfação.

Além disso, o autoconhecimento ajuda o indivíduo na busca de um sentido ou propósito de vida, e, de acordo com as pesquisas em Psicologia Positiva, pessoas que conhecem o significado ou propósito de sua vida são mais resilientes e conseguem lidar melhor com as adversidades e crises.

Os relacionamentos profundos podem potencializar a felicidade, e, para isso, o autoconhecimento é fundamental, pois auxilia na descoberta de pessoas com as quais podemos estabelecer relações profundas e significativas. Vale lembrar que esse tipo de relacionamento não se limita aos relacionamentos de sangue, como prega parte da cultura ocidental. Momentos psicológicos de pico muitas vezes envolvem importantes conexões humanas profundas.

Portanto, podemos concluir que o autoconhecimento oferece ao indivíduo a proposta de uma vida com mais significado, com metas reais que podem ser alcançadas e uma vida mais funcional e feliz. E hoje os consultórios estão repletos de pessoas que buscam encontrar propósito e felicidade em sua vida, seja em qualquer abordagem terapêutica.

 

PROFª. DRA. MÔNICA PORTELLA: Diretora científica e de cursos de extensão do CPAF-RJ e do PSI+. Pós Doutora em Psicologia pela PUC-RJ. Doutora em Psicologia Social pela UFRJ. Professora e supervisora da Pós-Graduação em Psicologia Positiva Aplicada a Saúde. Negócios e Educação e Terapia cognitivo comportamental Autora de livros e artigos na área.  CRP: 05\22229. site: http://www.psimasi.com.br

OUTROS OLHARES

QUEM MANDA É VOCÊ

A presença de produções da Netflix no Oscar consagra a ascensão do streaming rumo ao tapo do mercado de entretenimento – uma revolução cuja força motriz é a vontade do espectador.

Quem manda é você

Por uma década, o cineasta Alfonso Cuarón cultivou o desejo de fazer um longa-metragem inspirado em suas reminiscências de infância na Cidade do México nos anos 70. Com suas refinadas imagens em preto e branco, o projeto era grandioso – e talhado, imaginava o diretor do premiado Gravidade (2013), para a tela gigante do cinema. Quando enfim conseguiu realizar Roma, porém, seu criador foi tentado a rever os próprios conceitos. Além dos estúdios tradicionais, um expoente notório do novo mundo do entretenimento digital candidatou-se a abraçar a empreitada. Por 20 milhões de dólares, a Netflix garantiu os direitos de distribuição de Roma – pavimentando, assim, o caminho para vencer ferozes resistências à entrada da empresa no mercado das superproduções do cinema. Sua chegada tem implicações não só comerciais, mas existenciais: como uma plataforma de séries e filmes para ver nas comezinhas telas da TV, do tablet ou do celular ousaria competir com adita grande arte cinematográfica? Pois ousou – e levou a melhor.

Neste domingo 24, Roma conquistou não as estatuetas principais do Oscar, a Netflix já venceu. As quinze indicações da plataforma – além das dez de Roma, são três para o faroeste The Ballad of Buster Scruggs dos irmãos Joel e Ethan Coen, uma para O A Partida Final e outra para Absorvendo o Tabu, ambos na categoria documentário de curta-metragem – constituem um triunfo não apenas da Netflix. É a locomotiva (ou melhor: o trem-bala) da história que passa atropelando as forças que dominaram o entretenimento por décadas. O advento dos serviços de vídeo por streaming ou sob demanda abalou, de uma tacada, a lógica das indústrias da TV e do cinema, da produção à veiculação de suas obras, do modo como são consumidas à capacidade de diagnosticar os gostos do público. O streaming, com a Netflix à frente, pôs abaixo antigas convenções da televisão, derrubando a ditadura da grade de programação e abrindo espaço à oferta ilimitada de atrações.

No lado do cinema, seu trunfo não é menos extraordinário: agora, qualquer filme, não só as megaproduções de Hollywood para adolescentes, pode dispor de uma vitrine em escala global. O fator que seduziu Cuarón foi a possibilidade de Roma, uma obra tão intimista, atingir os 139 milhões de assinantes da Netflix ao redor do planeta. O acordo garantiu que seu longa­ metragem ganhasse exibição nas salas convencionais antes de chegar ao streaming. Diante dos que ainda teimam em denunciar sua suposta “rendição”, ele resumiu a questão: “Quantos cinemas exibiriam um filme mexicano, em preto e branco, falado em espanhol e mix­ teco (dialeto indígena) – e sem grandes estrelas?”.

Nos Estados Unidos, onde a revolução se encontra em estágio mais avançado, as mudanças são avassaladoras. Entre 2017 e 2018, milhões de americanos abandonaram a até então inabalável TV a cabo em favor dos serviços de streaming. Segundo estudo recém­ lançado da Nielsen, já são 16 milhões de domicílios sem cabo por lá – ou 14% do total. Enquanto isso, a Netflix dispõe de quase 59 milhões de assinantes. No Brasil, a tendência vai se repetindo. Pesquisa inédita da Kantar Ibope Media revela que o número de pessoas que acessam plataformas de streaming ou serviços sob demanda (como o NOW) sextuplicou, indo de 5% dos espectadores nas principais regiões metropolitanas, em 2014, para 32%, em 2018.

É ingênuo supor que o streaming vai matar a TV tradicional. A mesma pesquisa do Kantar Ibope Media revela que o poderio dela está longe de ser ameaçado: o brasileiro vê, em média, seis horas e

28 minutos de televisão por dia, contra duas horas e 35 minutos devotados aos serviços de streaming – note bem – em uma semana inteira. Quando se olha com lupa, contudo, verifica-se que a Netflix e afins têm uma avenida desimpedida adiante. Nas classes A e B, em que o acesso às smart TVs e assinaturas desses serviços é mais disseminado, a vantagem dos canais estabelecidos já não é tão significativa, de acordo com outra métrica do Ibope: 51% das pessoas viram programas por streaming ou sob demanda nos últimos trinta dias, contra 83% que prestigiaram a TV aberta. Já a TV paga surge como a maior prejudicada. No Brasil, houve uma queda de 550.000 assinaturas entre 2017 e 2018, segundo a Anatel. Como resposta, canais como HBO e Fox investem em plataformas próprias de streaming. E, para não perderem mais terreno, as operadoras se aliam ao inimigo: NET e Claro acabam de anunciar pacotes em parceria com a Netflix. Empresa que disponibiliza o serviço sob demanda NOW, a NET não descarta transformar sua conhecida ferramenta em uma plataforma independente de TV. “Queremos levar o conteúdo aos clientes de forma mais prática. Se eles buscam isso, cabe a nós atendê-los”, diz o diretor de marketing Márcio Carvalho.

A Netflix não divulga nem confirma seus números – fazendo jus à sua fama de ”caixa-preta”. Mas há consenso entre fontes especializadas de que a plataforma soma em torno de 8 milhões de assinantes no país. Um sinal que corrobora aquilo que não se pode aferir nas estatísticas está nos ônibus e metrôs, onde sempre se veem pessoas curtindo filmes e séries no celular. “Até há alguns anos, o único espaço para ver TV era dentro de casa. Agora, acontece em qualquer lugar”, diz Melissa Vogel, CEO da Kantar Ibope. As plataformas de streaming não criaram, mas provocaram uma expansão exponencial das “novas telas”. Segundo a Com­ score, empresa que mede o fluxo dedados na internet, quase 33 milhões de brasileiros viram atrações na Netflix pelo celular só em dezembro passado. A Globoplay, que vem na segunda posição, alcançou 14 milhões de pessoas.

No alto escalão de Hollywood, há uma corrida ao ouro do streaming, processo que dos, com orçamentos de 20 milhões a 200 milhões de dólares, noventa filmes originais. Só para efeito de comparação: o gigante Disney, o estúdio mais lucrativo de Hollywood, tem onze títulos anunciados para os cinemas em 2019.

A gastança levanta em certos segmentos a desconfiança de que, assim como ocorreu com a explosão da internet, no início dos anos 2000, o streaming vive uma bolha peculiar –   estimulada com galhardia pela Netflix. ”A bolha ainda está em formação. Em algum momento, com tantas plataformas, a pessoa vai olhar a fatura do cartão de crédito e pensar: por que estou pagando por tudo isso?”, diz Paul C. Hardart, professor de entretenimento e tecnologia na Universidade de Nova York. A suspeita de que esse dia fatalmente chegará é, por paradoxal que pareça, um impulso que leva a Netflix agastar em ritmo acelerado –   até agora, com a aprovação entusiasmada dos investidores em suas ações, apesar de carregar uma dívida estimada em 8,5 bilhões de dólares. De olho na lição de outros gigantes digitais, como Google e Facebook, ela sabe que precisa perenizar sua liderança hoje inconteste para continuar reinando no futuro. Possuir um catálogo próprio imbatível e controlar a cadeia de produção é essencial para atingir esse feito.

Há quem diga – e a Netflix nitidamente aposta nisso – que a teoria da bolha não teria efeito em um mercado cuja lógica põe em xeque tantas verdades estabelecidas da indústria da TV e do cinema. A diluição dos custos proporcionada pela escala global do streaming, bem como a segurança de que haverá plateias até para produções voltadas para os nichos mais peculiares, favorece a agressiva política de lançamentos da Netflix. Seu chefe criativo, Ted Sarandos, tem vinte times com carta branca para torrar dinheiro nos projetos que quiserem.

A fome de produzir é a força, mas também o calcanhar de aquiles da Netflix: com tantos tiros para todos os lados, seu padrão de qualidade nem sempre condiz com a propaganda. Para cada Roma capaz de seduzir a academia do Oscar, há uma enxurrada de séries e filmes irrelevantes chegando ao serviço toda semana, muitas vezes jogados a esmo no catálogo. “É uma tática que vai na contramão da estratégia da HBO – que, embora tenha sido destronada do posto de estrela-guia da TV pela Netflix, possui algo que a rival ainda não conseguiu alcançar: fenômenos culturais do porte de Familia Soprano ou Game of Thrones. Ou, ainda, da concorrente que hoje se revela mais bem posicionada para espezinhar sua vida: a Amazon, com seu Prime Vídeo. Devagarinho, como quem não quer nada, a potência do varejo on-line vai compondo um catálogo forte de séries e filmes originais, com o selo de qualidade de seu estúdio. Jeff Bezos já confessou o desejo de que sua empresa crie o próximo Game of Thrones. Ao investir 250 milhões de dólares nos direitos para uma série de O Senhor dos Anéis, corre o risco de conseguir.

Há, por fim, outro belíssimo motivo para a Netflix não diminuir seu ritmo: de todos os lados, existe gente disposta a tirar um naco do streaming. “Temos absoluta convicção de que esse não será um jogo de um só ganhador. Haverá múltiplos serviços disputando a atenção de milhões de pessoas pelo mundo que procuram quantidade e variedade. Estamos nos primeiros dias do fenômeno”, disse Tim Leslie, VP da Amazon Prime Vídeo International. Canais e grandes estúdios correndo atrás do prejuízo estão de olho na nova seara. A estreia da plataforma da Disney, neste ano, é o lance mais aguardado.

A Netflix enfrenta ainda uma batalha peculiar. Na busca por assinantes em qualquer canto do planeta, a companhia realizou o feito de ser a primeira força do entretenimento genuinamente global. Não só disponibiliza títulos em dezenas de línguas – do Brasil à Coreia do Sul – como investe pesado em produções locais. Isso a expõe a mais um desafio: a necessidade de brigar com competidores regionais. ”A Netflix tem de disputar com empresas dos 190 países em que atua”, diz David Lieberman, da The New School, de Nova York. Lieberman cita o caso do Eros Now, plataforma da Índia que ostenta 100 milhões de assinantes, amparada no catálogo robusto de Bollywood. “São empresas que dominam o próprio mercado e entendem os gostos daquele povo.” No caso do Brasil, esse lugar é ocupado pelo Globoplay. Mais que a Amazon ou qualquer outra estrangeira, o filhote no streaming da Globo se revela a maior rival da Netflix por aqui – com a ressalva de que uma fatia crucial de sua audiência vem de conteúdo gratuito, não de assinaturas. ”Ainda não somos nem metade do que queremos ser, mas tivemos grande crescimento com séries como The Good Doctor e, agora, o BBB’: diz João Mesquita, CEO do Globoplay.

As câmeras 24 horas do BBB, forte do serviço da Globo no momento, amparam-se nas transmissões ao vivo. Estas costumavam ser exclusividade da TV convencional. Não mais: a Amazon já entrou nesse filão no exterior. E há intensas movimentações em uma fonte lucrativa da TV ao vivo: a programação esportiva. Desde o início deste ano, a hegemonia dos tradicionais canais de esportes foi posta à prova com a entrada de novos concorrentes, em sua maioria ancorados em dinheiro de fora do Brasil. O Facebook adquiriu os direitos de campeonatos de futebol como a Liga dos Campeões da Europa e a Libertadores. E a plataforma DAZN, que se vende como a “Netflix do esporte” e opera em vários países, acaba de chegar ao Brasil. Ao custo estimado de 44 reais mensais, os usuários poderão assistir à Copa Sul-Americana e aos campeonatos francês e italiano. No disputadíssimo jogo do streaming, o telespectador sai ganhando.

 

GESTÃO E CARREIRA

A IMPORTÂNCIA DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA LIDERANÇA

Inteligência emocional recentemente se tornou um tema muito falado em termos de características de liderança. Uma coisa que sabemos com certeza é que é uma característica que pode ser medida e desenvolvida. Mas o que exatamente é e como isso influencia o conceito de liderança como o conhecemos hoje?

A importância da inteligência emocional na liderança

A inteligência emocional tem a ver com a capacidade de reconhecer e controlar suas próprias emoções, ao mesmo tempo em que as aproveita adequadamente para obter a melhor reação possível, conforme as situações determinam. Também tem a ver com a consciência e a sensibilidade em relação às emoções dos outros.

Portanto, é uma característica importante para qualquer pessoa em qualquer nível de uma organização, mas é particularmente importante para aqueles que ocupam cargos de liderança. A inteligência emocional de um líder pode ter ampla influência sobre seus relacionamentos, como eles gerenciam suas equipes e como eles interagem com os indivíduos no local de trabalho.

O QUE É INTELIGÊNCIA EMOCIONAL?

Inteligência emocional ou IE é a capacidade de entender e gerenciar suas próprias emoções e as das pessoas ao seu redor. Pessoas com alto grau de inteligência emocional sabem o que estão sentindo, o que significam suas emoções e como essas emoções podem afetar outras pessoas.

Para os líderes, ter inteligência emocional é vital para o sucesso. Pense nisso: quem tem mais chances de conseguir levar a organização adiante – um líder que grita com a equipe quando está estressado, ou alguém que mantém o controle de suas emoções e de outras pessoas, e calmamente avalia a situação?

A definição original, criada pelos estudiosos Salovey e Mayer (1990), é: inteligência emocional (IE) refere-se à coleção de habilidades usadas para identificar, compreender, controlar e avaliar as emoções de si e dos outros. De acordo com Daniel Goleman, um psicólogo americano que ajudou a popularizar a inteligência emocional, existem cinco elementos-chave para isso:

1. autoconsciência;

2. auto-regulação;

3. motivação;

4. empatia;

5. habilidades sociais.

Quanto mais um líder gerencia cada uma dessas áreas, maior sua inteligência emocional. Saiba mais sobre cada um desses elementos.

AUTO-CONSCIÊNCIA

Se você é autoconsciente, você sempre sabe como se sente e sabe como suas emoções e suas ações podem afetar as pessoas ao seu redor.

Ser autoconsciente quando você está em uma posição de liderança também significa ter uma imagem clara de seus pontos fortes e fracos, e isso significa se comportar com humildade.

AUTO-REGULAÇÃO

Líderes que se regulam efetivamente, raramente atacam verbalmente as outras pessoas, tomam decisões precipitadas ou emocionais, estereotipam as pessoas ou comprometem seus valores.

A auto-regulação é tudo sobre manter o controle de suas emoções e como elas afetam os outros. Esse elemento de inteligência emocional, de acordo com Goleman, também cobre a flexibilidade e o compromisso de um líder com a responsabilidade pessoal.

MOTIVAÇÃO

Líderes auto-motivados trabalham consistentemente em direção aos seus objetivos, motivam seus colaboradores e têm padrões extremamente altos para a qualidade de seu trabalho.

Eles desenvolvem uma conexão emocional saudável com os resultados que buscam de seus esforços, aproveitando-os para levá-los adiante sem serem obsessivos.

EMPATIA

Para os líderes, ter empatia é fundamental para gerenciar uma equipe ou organização de sucesso. Líderes com empatia têm a capacidade de se colocar na situação de outra pessoa.

Eles ajudam a desenvolver os profissionais em seu time, desafiam outras pessoas que estão agindo de forma injusta, dão feedback construtivo e ouvem aqueles que precisam. Esses líderes muitas vezes inspiram seus colaboradores a superar suas expectativas.

HABILIDADES SOCIAIS

Líderes que se saem bem no elemento de habilidades sociais da inteligência emocional são ótimos comunicadores. Eles estão tão abertos a ouvir notícias ruins, quanto boas, o que aumenta a confiança dos colaboradores, e eles são especialistas em conseguir que sua equipe os apoie e se empolgue com uma nova missão ou projeto.

Gestores que possuem boas habilidades sociais também são bons em administrar mudanças e resolver conflitos. Eles raramente ficam satisfeitos em deixar as coisas como estão, mas não se acomodam e fazem todo mundo fazer o trabalho: elas dão um exemplo de como as coisas devem ser feitas com seu próprio comportamento.

O QUE ACONTECE QUANDO OS LÍDERES SÃO EMOCIONALMENTE INTELIGENTES?

Líderes que são emocionalmente inteligentes adotam ambientes seguros, onde os colaboradores se sentem confortáveis ​​para assumir riscos calculados, sugerir ideias e expressar suas opiniões. Em ambientes seguros, trabalhar de forma colaborativa não é apenas um objetivo, mas se insere na cultura organizacional como um todo.

Quando um gestor possui inteligência emocional, ele pode aproveitar as emoções para o bem da organização. Os líderes muitas vezes precisam atuar como agentes de mudança e, se estiverem cientes de como os outros reagirão emocionalmente às mudanças, poderão antecipar isso e planejar as formas mais apropriadas de introduzi-los e realizá-los.

Além disso, eles não tomam as coisas pessoalmente e são capazes de seguir em frente com os planos sem se preocupar com o impacto sobre seus egos. Conflitos pessoais entre líderes e colaboradores são um dos obstáculos mais comuns à produtividade em muitos locais de trabalho.

O QUE ACONTECE QUANDO OS LÍDERES NÃO SÃO EMOCIONALMENTE INTELIGENTES?

A maioria dos líderes frequentemente enfrenta situações estressantes. Líderes com baixa inteligência emocional tendem a atuar em situações estressantes porque não são capazes de controlar seus próprios sentimentos. Eles também costumam ser muito propensos a comportamentos como gritar, culpar e ser passivo agressivo com outras pessoas.

Isso pode criar um ambiente ainda mais estressante, onde os colaboradores estão sempre preocupados, tentando evitar que a próxima explosão aconteça. Isso geralmente tem efeitos desastrosos na produtividade e na coesão da equipe, porque os profissionais ficam muito distraídos com esse medo para se concentrar no trabalho e no vínculo.

Não ser emocionalmente inteligente dificulta a colaboração dentro da organização. Quando um líder não tem controle sobre suas próprias emoções e reage inadequadamente, a maioria de seus colaboradores tende a se sentir nervosos em contribuir com suas ideias e sugestões, por medo de como o líder reagirá.

No entanto, um líder que não tem inteligência emocional não necessariamente ataca seus colaboradores. Não ser emocionalmente inteligente também pode significar uma incapacidade de lidar com situações que podem ser carregadas de emoção. A maioria dos gestores lida com conflitos, e um líder que não esteja informado sobre as emoções dos colaboradores, muitas vezes, terá dificuldade em reconhecer o motivo da briga e lidar com a resolução dela.

Líderes que possuem inteligência emocional geram diversos benefícios para a equipe e para a empresa em geral.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 22: 9-12

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 9 – Aqui temos:

1. A descrição de um homem caridoso; ele tem olhos bons. em oposição aos olhos malignos (Provérbios 23.6). A mesma virtude é enfatizada em Mateus 6.22 – um olho que busca objetos de caridade, além dos que se oferecem – um olho que, ao ver alguém em necessidade e miséria, se comove com compaixão – um olho que, com as esmolas, dirige um olhar agradável, o que torna a es­ mola duplamente aceitável. Ele tem também uma mão generosa: ele dá do seu pão aos que têm necessidade – o seu pão, o pão reservado para que ele o comesse. Ele preferirá reduzir o que tem para comer, a ver o pobre perecer por necessidade; no entanto, ele não dá todo o seu pão, mas dá do seu pão; o pobre terá a sua porção com a sua própria família.

2. A bem-aventurança de um homem como este. O pobre o abençoará, todos ao seu redor falarão bem dele, e o próprio Deus o abençoará, em resposta a muitas boas orações que serão feitas por ele, e ele será abençoado.

 

V. 10 – Veja aqui:

1. O que faz o escarnecedor. Aqui está sugerido que ele semeia a discórdia e faz perversidade onde quer que vá. Grande parte da luta e da contenda que perturbam a paz de todas as sociedades é devida ao mau intérprete (como entendem alguns), que atribui a tudo o pior significado, aos que desprezam e ridicularizam todos os que surgem em seu caminho e se orgulha de desafiar e maltratar toda a humanidade.

2. O que deve ser feito com o escarnecedor que não se recuperar: ele deve ser expulso da sua sociedade, como Ismael, que quando zombou de !saque, foi lançado fora da família de Abraão. Os que desejam assegurar a paz devem excluir o escarnecedor.

 

V. 11 – Aqui temos:

1. A qualificação de uma pessoa perfeita, alguém completamente bem educado, adequado a ser empregado em tarefas públicas. Deve ser um homem honesto, que ama a pureza de coração e odeia toda impureza, alguém não somente puro e livre de todos os desejos carnais pecaminosos, mas também de todo engano e dissimulação, de todo egoísmo e de todos os desejos sinistros, alguém que se preocupa em se aprovar como um homem sincero, um homem que é justo e reto por princípio, e em nada se alegra mais do que em conservar a sua própria consciência limpa e sem pecado. Ele também deve ser capaz de falar com graça, sem lisonjear mas transmitir seus sentimentos de maneira decente e habilidosa, em linguajar limpo e suave, como seu espírito.

2. A honra que este homem tem: o rei, se for sábio e bom, e entender os seus interesses e os do seu povo, será seu amigo, e o incluirá no seu conselho, como houve uma pessoa na corte de Davi, e outra na de Salomão, que era chamada de amigo do rei. Ou, em qualquer atividade que tenha, o rei será seu amigo. Alguns entendem que a reverência é ao Rei dos reis. Um homem em cujo espírito não há maldade, e cujas palavras sempre têm graça, Deus será seu amigo, o Messias. o Príncipe, será seu amigo. Esta honra tem todos os santos.

 

V. 12 – Aqui temos:

1. O cuidado especial que Deus tem em preservar o conhecimento, isto é, em conservar a religião no mundo, conservando entre os homens o conhecimento de Si mesmo e o do bem e do mal, apesar da corrupção da humanidade e dos artifícios de Satanás para cegar as mentes dos homens e conversá-los na ignorância. É um maravilhoso exemplo do poder e da bondade dos olhos do Senhor, isto é, da sua vigilante providência. Ele preserva os homens que têm conhecimento, os homens sábios e bons (2 Crônicas 16.9), particularmente as testemunhas fiéis, que falam do que conhecem; Deus protege essas pessoas, e faz prosperar seus conselhos. Pela sua graça, Ele preserva o conhecimento nessas pessoas, protege a sua própria obra, e o seu interesse nelas. Veja Provérbios 2.7,8.

2. A justa vingança de Deus sobre os que falam e agem contra o conhecimento e contra os interesses do conhecimento e da religião no mundo: ”As palavras do iníquo ele transtornará”, e preservará o conhecimento, apesar dele. O Senhor derrota todos os conselhos e desígnios de homens falsos e traiçoeiros, e os converte, para sua confusão.