ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 21-24

MÁXIMAS DIVERSAS

V. 21 – Observe:

1. É possível que alguém obtenha uma propriedade repentinamente e rapidamente. Existem aqueles que desejam ser ricos, de um modo certo ou errado, que não se importam com o que dizem ou fazem, se puderem apenas conseguir dinheiro com isto, e que, se puderem, enganarão seu próprio pai, e que sordidamente economizam e acumulam o que conquistam, negando a si mesmos e às suas famílias o alimento conveniente, e pensando que nada é importante, exceto aquilo com que compram terra ou que aplicam a juros. É desta maneira que um homem pode ficar rico, pode ficar muito rico, em pouco tempo, na sua primeira tentativa.

2. Uma propriedade que é obtida repentinamente é, com a mesma rapidez, arruinada. Ela foi obtida precipitadamente, mas não tendo sido adquirida honestamente, logo amadurece e logo apodrece: o seu fim não será bendito por Deus, e, se Ele não o abençoar, não poderá ser confortável nem ter continuidade, de modo que, no final, aquele que a possui, será um tolo. Seria melhor que ele tivesse levado algum tempo, e a tivesse construído firmemente.

V. 22 – Os que vivem neste mundo devem esperar que lhes sejam feitas ofensas,  afrontas, e que lhes sejam criadas dificuldades injustamente, pois vivem entre espinhos. Aqui, lemos o que fazer quando nos for feita uma injustiça.

1. Não devemos nos vingar, nem mesmo pensar em vingança. nem desejá-la: não digas, nem mesmo em teu coração:- vingar-me- ei do mal” . Não te alegres com a ideia de que, em uma ocasião ou outra, terás a oportunidade de ajustar as coisas com ele. Não desejes vingança, nem esperes por ela, e muito menos decidas vingar-te, nem mesmo quando a ofensa for recente e o ressentimento causado por ela, muito profundo. Nunca digas que farás alguma coisa que não possas, com fé, pedir que Deus te ajude a colocar em prática, e que venha a ser uma atitude vingativa.

2. Nós devemos recorrer a Deus, e deixar que Ele defenda a nossa causa, preserve o nosso direito e ajuste as contas com aqueles que nos fazem o mal, da maneira como Ele julgar adequado, e no seu devido tempo: espera pelo Senhor, e dedica-te a agradá-lo, aquiesce com a sua vontade, e Ele não diz que irá punir aquele que te ofendeu (pelo contrário, Ele deseja que tu o perdoes e ore por ele), mas Ele te livrará, e isto é o suficiente. Ele te protegerá, de modo que quando passares por uma ofensa (como tememos, normalmente), não te exporá a outra; na verdade, Ele te recompensará com o bem, para contrabalançar a tua dificuldade e encorajar a tua paciência, como Davi esperou. quando Simei o amaldiçoou (2 Samuel 16.12).

V. 23 –

1.Isto tem o mesmo objetivo que o que foi dito no verso 10. 1. Isto é repetido aqui, porque é um pecado que Deus detesta duplamente (como a mentira, que é da mesma natureza que este pecado, e que é mencionada duas vezes, entre os sete pecados que Deus detesta, Provérbios 6.17.19 ), e porque provavelmente fosse muito praticado naquela época, em Israel, e por isto. menosprezado, como se não houvesse mal nele, sob a desculpa de que, como era comumente usado, não haveria comércio sem ele.

2. Aqui é acrescentado, “Balanças enganosas não são boas”, indicando que não somente esta prática é abominável para Deus, mas também não lucrativa para o próprio pecador: não existe. realmente, nenhum bem a ser obtido por esta prática, nem uma boa barganha, pois uma barganha obtida por meio de fraude será, no final, uma barganha de perdas.

V.24 – Aqui, nos é ensinado que, em todos os nossos assuntos:

1. Temos uma dependência necessária e constante de Deus. Todos os nossos atos naturais dependem da sua providência, todos os nossos atos espirituais dependem da sua graça. O melhor homem não será melhor do que Deus o faz; e cada criatura é, para nós, aquilo que a vontade de Deus determinou que ela seja. A. nossas iniciativas são bem sucedidas, não conforme nosso desejo, mas como Deus ordena e dispõe. Os passos do homem, até mesmo de um homem forte (pois este é o significado da palavra) são dirigidos pelo Senho1; pois a sua força é fraqueza, sem Deus, e a batalha nem sempre é do forte.

2. Não temos a presciência de eventos futuros, e por isto. não sabemos como prevê-los; então, como é que um homem entenderá o seu caminho? Como ele poderá dizer o que lhe acontecerá, uma vez que os conselhos de Deus. a respeito dele. são secretos? Portanto, como ele poderá. por si só, imaginar o que fazer, sem a orientação divina? Nós entendemos tão pouco o nosso próprio caminho que não sabemos o que é bom para nós, e por isto devemos usar a necessidade como se ela fosse uma virtude, e confiar o nosso caminho ao Senhor (pois o nosso caminho já está em suas mãos), seguir a sua orientação e nos submeter à disposição da sua Providência. .

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.