ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 17-20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 V. 17 – Observe:

1. Pode ser agradável, à carne, aceitar o pecado: o pão da mentira, a riqueza obtida por meio de fraude, por mentira e opressão, pode ser doce para um homem, e ainda mais doce por ser obtida de maneira ilícita; tal é o prazer que a mente carnal sente com o sucesso de seus projetos ímpios. Todos os prazeres e benefícios do pecado são o pão da mentira. Eles são roubados, pois são frutos proibidos; e enganarão os homens, pois não são aquilo que prometem. Durante algum tempo, no entanto, ficam debaixo da língua, como um doce bocado, e o pecador se considera bem-aventurado neles. Mas:

2. Amargos se tornarão. Posteriormente, a boca do pecador se encherá de pedrinhas de areia. Quando a sua consciência for despertada, quando ele vir que foi enganado, e perceber a ira de Deus contra ele, pelo seu pecado, como será, então doloroso e desconfortável a lembrança desse pecado! Os prazeres do pecado duram apenas algum tempo, e são seguidos pela angústia. Algumas nações puniam os malfeitores, misturando areia ao seu pão.

 

V. 18 – Observe:

1. É bom, em todos os aspectos, agir com deliberação, e ponderar, pelo menos em nosso próprio pensamento, e, em questões importantes, consultar nossos amigos, antes de decidir, mas particularmente pedir o conselho de Deus, e implorar que Ele nos oriente, e observar a orientação que vier dele. Esta é a maneira de estabelecer nossas mentes e nossos propósitos, e de sermos bem sucedidos em nossos negócios; ao passo que tudo o que é feito apressadamente e com precipitação se torna o motivo de um arrependimento constante. Dedique tempo à ponderação, e, no cômputo final, você agirá mais depressa.

1. É particularmente sensato que sejamos cautelosos ao fazer guerras. Considere, e aconselhe-se, se a guerra deve começar ou não, se isto será justo, se será prudente, se nós seremos um páreo para o inimigo, e capazes de dar continuidade a ela, quando for tarde demais para a retirada (Lucas 14.31); e, uma vez iniciada, considere como e com quais estratégias deverá ter continuidade, pois a administração é tão necessária como a coragem. Recorrer à lei é uma maneira de ir à guerra; por esta razão, é algo que deve ser feito com conselhos prudentes (Provérbios 25.8). A lei entre os romanos era nem insistir na guerra, nem fugir dela

V. 19 – É perigoso conviver com dois tipos de pessoas:

1. Os mexeriqueiros, ainda que sejam aduladores e, por palavras agradáveis, se insinuem nos relacionamentos dos homens. São pessoas sem princípios as que vivem difundindo estórias que provocam discórdias entre vizinhos e parentes, que semeiam, nas mentes das pessoas, inveja de seus governantes, de seus ministros, e uns dos outros, que revelam segredos que lhes são confiados ou que, por meios ilícitos, vêm a conhecer, e que, sob o pretexto de adivinhar os pensamentos e as intenções dos homens, dizem quais deles são realmente falsos. “Não te relaciones com estas pessoas, não lhes dês ouvidos, quando contam suas estórias e revelam segredos, pois podes ter certeza de que trairão os teus segredos também, e contarão estórias sobre ti”.

2. Os aduladores, pois normalmente são mexeriqueiros. Se um homem o adula, o lisonjeia e elogia, suspeite que ele tem algum mau propósito em relação a você, e fique vigilante; ele tomará de você aquilo que servirá para que ele invente uma estória para outra pessoa, para prejudicá-lo, por isto, com o que afaga com seus lábios, não te entremetas. Os que amam muito o seu próprio louvor, e que o compram pagando muito caro, depositarão a sua confiança em um homem, e lhe confiarão um segredo, porque ele os adula.

 

V. 20 – Aqui temos:

1. Um filho desobediente que se tornou muito ímpio gradualmente. Ele começou desprezando seu pai e sua mãe, ignorando suas instruções, desobedecendo às suas ordens, e se enraivecendo com suas repreensões, mas chegou a tal nível de atrevimento e impiedade, a ponto de amaldiçoá-los, de se dirigir a eles com linguajar obsceno e ultrajante, e de desejar o mal àqueles que foram essenciais para a sua existência e que tiveram tantos cuidados com ele; ele faz isto desafiando a Deus e à sua lei, segundo a qual, este era um crime punível com a morte (Êxodo 21.17, Mateus 15.4), e uma violação a todos os laços de dever, afeto natural e gratidão.

2. Um filho desobediente que se tornará muito infeliz, no final: “Apagar-se-lhe-á a sua lâmpada e ficará em trevas densas”; toda a sua honra cairá por terra, e ele perderá para sempre a sua reputação. Que nunca espere nenhuma paz ou consolação em sua mente, nem prosperidade neste mundo. Os seus dias serão abreviados, e a sua lâmpada se apagará, de acordo com o inverso da promessa do quinto mandamento. O relacionamento com a sua família será rompido, e a sua descendência será uma maldição para ele. E isto será a sua eterna ruína: a lâmpada da sua felicidade ficará na mais negra das trevas (este é o significado da palavra), aquela que é eterna (Judas 13, Mateus 22.13).

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.