ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 20: 1-4Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 1 – Aqui temos:

1. O pecado da embriaguez: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora”. Assim é para o próprio pecador; o vinho zomba dele, faz dele um tolo, e lhe promete uma satisfação que jamais lhe poderá dar. Ele lhe sorri, a princípio, mas no final, o morde. Ele se enfurece na sua consciência, no seu corpo, faz ferver o temperamento. Quando o vinho entra, a sensatez sai, e então o homem, de acordo com o seu temperamento natural. ou zomba como um tolo, ou se enfurece, como um louco. A ingestão de bebidas alcoólicas, que se faz como urna prática sociável, torna os homens inadequados para a sociedade, pois faz com que sejam cruéis com suas línguas e afrontosos em suas paixões, (Provérbios 23.29).

2. Com base nisto, é fácil deduzir a tolice daqueles que se embriagam. Todo aquele que neles errar, que se permitir ser arrastado para este pecado, quando foi tão claramente advertido das suas consequências, nunca será sábio; ele mostra que não tem bom senso nem considera as coisas; e não somente isto, mas se torna incapaz de obter sabedoria; pois este é um pecado que encanta cegamente e confunde os homens, e captura seu coração. Aquele que se embriaga é um tolo, e tolo provavelmente será.

 

V. 2 – Veja aqui:

1. Como são formidáveis os reis, e o ter­ ror que eles provocam naqueles com os quais se iram. O terror dos reis, com que (especialmente quando são absolutos , e a sua vontade é uma lei) conservam seus súditos reverentes, é como o bramido de um leão, que é aterrorizante para as criaturas elas quais ele se alimenta, e as faz tremer tanto que não conseguem escapar dele. Os príncipes que governam com sabedoria e amor governam como o próprio Deus, e trazem a sua imagem, mas os que governam meramente pelo terror, e com violência, governam apenas como um leão na floresta, com poder brutal.

2. Como são insensatos, portanto, os que entram em conflitos com os reis, que se iram com eles, desta maneira provocando a sua fúria. Estes pecam contra suas próprias vidas. Muito mais o fazem os que provocam a ira do Rei cios reis.

 

V. 3 – Isto pretende retificar os enganos dos homens, a respeito de contendas.

1. Os homens pensam que é sensato se envolver em questões e contendas, quando é a maior tolice que pode haver. Julga-se como um homem sensato aquele que é rápido para se ressentir de afrontas, que insiste em todas as minúcias de honra e direito, e que não declina de uma vírgula sequer, que ordena, e impõe, e faz a lei para todos; mas aquele que faz isto é um tolo, e cria uma grande quantidade de perturbação desnecessária para si mesmo.

2. Os homens pensam, quando se envolvem em contendas, que seria uma vergonha voltar atrás e abaixar as armas, quando, na realidade, para um homem é uma honra deixar de lutar, uma honra abandonar uma controvérsia, perdoar uma ofensa, e ter amizade com aqueles com quem brigou. É honra para um homem, um homem sábio, um homem de coragem, mostrar o controle que tem sobre si mesmo, deixando de lutai; cedendo, curvando-se, e abandonando suas justas exigências, pelo bem da paz, como Abraão, o melhor homem (Genesis 13.8).

 

V. 4 – Veja aqui o mal da preguiça e do amor pela ociosidade.

1. 1.A preguiça afasta os homens das atividades mais necessárias, como arar e semear, na época adequada: o preguiçoso tem um terreno para ocupar, e tem a habilidade de fazê-lo, ele pode arar. mas não quer fazê-lo; uma desculpa ou outra ele poderá apresentai; para se livrar do trabalho, mas a ver­ dadeira razão é o fato de que é inverno. Ainda que o tempo de arar não seja no auge do inverno, é próximo ao inverno, quando o preguiçoso julga que o clima está frio demais para que ele saia de casa. São escandalosamente preguiçosos aqueles que, nos seus negócios, não conseguem encontrar ânimo para se dedicar a uma tarefa tão pequena como a de arar; sob o pretexto de uma dificuldade tão pequena como a de um vento frio. Da mesma maneira, muitos são descuida­ dos nos assuntos de suas almas; uma dificuldade insignificante os amedrontará e afastá-la do dever mais importante; mas os bons soldados devem suportar dificuldades.

2. Desta maneira, a preguiça os priva do que é mais necessário: os que não desejam arar no tempo da semeadura não podem esperar ter o que colher na sega; e por isto deverão mendigar o seu pão com estupor, enquanto os diligentes levam seus molhos para casa com alegria. Aquele que não deseja se submeter ao trabalho de arar deverá se submeter à vergonha de mendigar: Eles mendigarão na sega, e nada terão, nada receberão, nem quando houver uma grande abundância. Embora possa ser caridade promover o alívio dos preguiçosos, ainda assim um homem pode, com razão, não aliviá-los; eles merecem ser deixados à mendicância e à fome. As virgens que não providenciaram azeite para suas lâmpadas no momento certo, imploraram, quando o esposo chegou, mas seus pedidos foram negados.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.