ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 19: 24-29

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 24 – O preguiçoso é aqui apresentado como um tolo, pois:

1. Toda a sua preocupação está em resguardar-se do trabalho e do frio. Veja a sua postura: ele esconde a sua mão no seio, fingindo que é aleijado e que não pode trabalhar; as suas mãos estão frias, e ele deve aquecê-las no seu seio; e, quando estiverem aquecidas ali, ele deverá mantê-las assim. Ele abraça a si mesmo, na sua própria tranquilidade, e não deseja trabalho nem dificuldade. Que trabalhem os que amam o trabalho; o preguiçoso acha que não há vida mais agradável do que ficar parado, ocioso, sem fazer nada.

2. Ele não se esforçará para se alimentar – uma elegante hipérbole; como dizemos, um homem é tão preguiçoso que não se livrará das chamas sobre ele, também aqui, ele não consegue encontrar forças para tirar sua mão do seu seio, nem para colocar alimento na sua própria boca. Se a lei disser que os que não trabalham não devem comer, ele preferirá passar fome, a se mexer. Assim, o seu pecado é a sua punição; portanto, é uma grave tolice.

 

V. 25 – Observe:

1. A punição dos escarnecedores trará o bem a outras pessoas. Quando os homens estão tão viciados na iniquidade, que não se permitirão modificar, nem pelos severos métodos que são usados para recuperá-los e modificá-los, ainda assim estes métodos devem ser usados, para o bem de outras pessoas, para que possam ouvir e temer (Deuteronômio 19.20). Se o escarnecedor não desejar ser recuperado do seu pecado, sendo a doença inveterada, ainda assim o simples tomará cuidado, para não se aventurar no pecado que expõe os homens dessa maneira. Se isto não cura o infectado, pelo menos impede a disseminação da infecção.

2. A repreensão dos sábios trará o bem a eles mesmos. Eles não precisam ser castigados – uma palavra é suficiente, para os sábios. Apenas repreende ao sábio, que tem entendimento, e ele irá entender a si mesmo, e aos seus próprios interesses, e aprenderá conhecimento, e não se perderá novamente pela ignorância e inadvertência, depois de ter aprendido; ele aceita gentilmente a repreensão, e sabiamente a aproveita.

 

V. 26 – Aqui temos:

1. O pecado de um filho pródigo. Além do mal que faz a si mesmo, ele é ofensivo com seus bons pais, e vilmente ingrato com os que foram instrumentos da sua existência, e tiveram tantos cuidados e esforços com ele, o que é um grande agravamento do seu pecado, e resulta extremamente pecaminoso aos olhos de Deus e do homem; Ele aflige a seu pai, desperdiçando os bens com que deveria sustentá-lo em sua velhice, corrói a sua vitalidade, e parte o seu coração, e leva a sua cabeça branca à sepultura com tristeza. Ele afugenta a sua mãe, afasta de si o afeto dela, o que não pode ser feito se m uma grande dose de pesar e mal estar para ela; ele a deixa cansada da casa, com sua rudeza e insolência, e feliz em se isolar para ter alguma quietude; e, depois de ter gastado tudo o que tinha, ele a expulsa de casa.

2. A vergonha de um filho pródigo. É uma vergonha para si mesmo o fato de que ele seja tão bruto e cruel. Ele se torna odioso para toda a humanidade. É uma vergonha para os seus pais e para a sua família, pois a vergonha recai sobre eles, ainda que, talvez, sem justa razão, por não ensiná-lo melhor, ou, de alguma maneira, por aquilo que lhe falta.

 

V. 27 – Esta é uma boa advertência aos que tiveram uma boa educação, para que tomem cuidado ao ouvir aqueles que, sob o pretexto de instruí-los, os afastam daqueles bons princípios sob cuja influência foram instruídos. Observe:

1. Existem coisas que parecem designadas para a instrução, mas, na realidade, levam à destruição dos jovens. Os agentes da iniquidade se responsabilizarão por ensiná-los pensamentos libertinos e um modo de vida moderno, como mitigar os pecados que são alvos de suas intenções, e fechar a boca de suas próprias consciências, como se livrarem das restrições de sua educação, e se estabelecerem como inteligentes e elegantes. Esta é a instrução que faz com que nos desviemos das formas elas palavras genuínas, às quais devemos nos apegar com fé e amor.

2. É sensato que os jovens se recusem a dar ouvidos a estas instruções, assim como a serpente não dá atenção aos encantos que têm o propósito de prendê-la em uma cilada. “Tenha medo de ouvir as palavras que tendem a instilar princípios pouco rígidos na mente; e, se você estiver relacionado com pessoas assim, rompa seu relacionamento com elas; você já ouviu o suficiente, ou já ouviu demais, e por isto não ouça mais a comunicação demoníaca que corrompe as boas maneiras”.

 

V. 28 – Aqui temos uma descrição dos piores pecadores, cujos corações estão plenamente determinados a fazer o mal.

1. Eles desafiam aquilo que os deteriam, impedindo-os de pecar. Uma testemunha ímpia dá falsos testemunhos contra seu próximo, e apostatará, para fazer outra maldade, em que não há somente grande injustiça, mas grande impiedade; este é um dos piores tipos de homens. Ou uma testemunha de Belial é aquela que, de maneira profana e ateísta, testemunha contra a religião e a santidade, cujas instruções afastam elas palavras do conhecimento (v. 27): esta pessoa escarnece do juízo, e ri dos terrores do Senhor, zomba daquele temor (Jó 15.26). Fale a ela sobre lei e equidade, que as Escrituras e um juramento são coisas sagradas, e que não se deve brincar com elas, e que virá um dia ele prestação de contas, e ela rirá ele tudo isto e não dará ouvidos.

2. Eles são avarentos, e satisfeitos com aquilo que lhes dá oportunidades de pecar: a boca dos ímpios engole a iniquidade, bebe a iniquidade como a água (Jó 15.16).

 

V. 29 – Observe:

1. Os escarnecedores são tolos. Os que ridicularizam as coisas sagradas e sérias apenas se tornam ridículos. A sua tolice será manifesta para todos os homens.

2. Os que escarnecem dos juízos não escaparão deles (v. 28). A descrença dos homens não anulará a ameaças de Deus; os que devoram a iniquidade engole o anzol com a isca. O magistrado civil tem juízos preparados para os escarnecedores, pois, não fosse assim, ele brandiria a espada em vão; mas se ele for negligente, e tolerar o pecado, os juízos de Deus não adormecem – eles estão preparados (Mateus 25.41).

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.