PSICOLOGIA ANALÍTICA

PARA ELIMINAR A DUALIDADE

Quando a objetividade e a subjetividade se confundem, os conflitos internos dolorosos geram pensamentos enganosos que se distanciam gradualmente dos fatos, o que sempre resulta em ansiedade.

Para eliminar a dualidade

Para mães de duas ou mais crianças, o fato de uma mesma situação ser relatada de forma incrivelmente diferente por cada um dos envolvidos é tão corriqueiro que poucas queixas merecem uma solução mais elaborada que o famoso chargão “vocês que se entendam”.

É muito improvável ter um irmão com idade próxima e não sentir a indignação, a revolta, a raiva que a frase “foi ele que começou” pode provocar. E mesmo que a acusação seja de fato injusta, o responsável por fazê-la não apenas quer se livrar de uma punição: ele realmente acredita no que diz. Uma pequena investigação, com poucas deduções lógicas, logo aponta para incoerências no discurso do acusador. Ainda sem experiência para sustentar as informações de forma mais convincente, ele faz o que qualquer pessoa faria ao se sentir encurralada em seus próprios pensamentos: desaba no choro.

Então essa criança cresce e à medida que os motivos de conflito ficam mais complexos, os argumentos tendem a ficar mais sofisticados. E quem é enganado, o credor, o que está sendo prejudicado, é visto como “quem começou tudo”, recebe as mais improváveis acusações. Dificilmente aquele que deve mensalidade em uma escola é inadimplente porque está insatisfeito. O processo é, quase sempre, o oposto: é insatisfeito porque deve; é grosso porque “está com o rabo preso”; é agressivo porque engana; desconfia porque trai.

O uso da razão a serviço das emoções – como na elaboração de justificativas para atitudes e decisões que, no fundo, são condenáveis ou prejudiciais a si mesmo ou a alguém – é um comportamento padrão em muitas situações da vida e envolve processos inconscientes.

Algumas pessoas são particularmente talentosas para manipular informações da forma como lhes convém. A linguagem é tão poderosa que, ao ser usada para compor impecavelmente uma falácia, acaba por convencer o próprio compositor. O bom mentiroso, portanto, mente primeiramente a si mesmo, o que torna o engano mais difícil de desmascarar.

Isso porque a construção de teorias, projeção de situações, inferências tendenciosas e interpretação distorcida de fatos serve para esconder, primeiramente de si mesmo, alguns dos sentimentos mais incômodos: a culpa, o remorso e a vergonha. São socialmente doloridos, mais difíceis de serem aceitos.

Afinal, a prende-se que certos sentimentos despertam a empatia e o acolhimento (quem nunca recebeu amparo social em um momento de tristeza, rejeição ou decepção?), enquanto a culpa é derivada de atitudes e comportamentos conscientemente nocivos. Admiti-la é admitir um erro; e dependendo do tamanho desse erro, costuma-se fazer de tudo para evitar a humilhação de reconhecê-lo. Inclusive repeti-lo. Como na história do Pequeno Príncipe, em que o bêbado confessa que bebe para esquecer da vergonha.

“Vergonha de quê?”, pergunta o príncipe. “De beber”, responde.

Todas essas formas de fugir da verdade podem ser resumidas em um único conceito: shisô-nu-mujun. Muitos dos ensinamentos da terapia Morita, uma linha oriental de psicoterapia fundada no início do século, partem de um vocabulário próprio, relacionado às emoções e comportamentos. Afinal, se a linguagem pode nos colocar distante da realidade, com a elaboração de justificativas, desculpas e teorias, ela também pode ajudar a identificar essas armadilhas emocionais.

Em uma definição mais concisa, shisô-no-mujun designa a contradição de ideias – a incongruência entre a realidade e as histórias nas quais a mente se apega por medo, culpa ou pelo desejo de como as coisas deveriam ser. De acordo com o próprio criador do termo, o psicanalista e filósofo japonês Shoma Morita (em Principles of Morita Therapy, 1998), “existem incompatibilidades entre o subjetivo e o objetivo, entre emoção e conhecimento e entre a prática e a teoria. (…) A contradição entre ideias ocorre quando essa distinção não é feita”.

Sobre a distância entre o mundo ilusório e a realidade, o que ele considera parte normal do processo intelectual humano, esclarece: conflitos internos dolorosos geram pensamentos enganosos que se distanciam gradualmente dos fatos, o que sempre resulta em ansiedade. “É como cometer um erro de um centímetro que resulta em uma diferença de quilômetros no futuro”, ilustra.

Como reconhecer o estado de shi­ sô-no-mujun e voltar a distinguir entre objetivo e subjetivo? Na terapia japonesa, um dos movimentos necessários é em direção à dor, até “tornar-se ela própria”, sem julgamento e sem o objetivo de eliminá-la, partindo de um estado puramente subjetivo – como se entrássemos em um mundo sem espelhos e sem os olhos de outros.

Outra forma de eliminar a dualidade é partir de uma perspectiva totalmente objetiva, enxergando a dor “de fora”, se distanciando dela, como se fosse descrever a própria face frente a um espelho depois de fitá-la por tempo suficiente até se dissolver toda espécie de desconforto relacionado ao ego. Um dos meios para isso é a antiga prática oriental que vem ganhando mais atenção e reconhecimento no Ocidente: a escrita.

De haicais a ensaios, a busca por metáforas e descrições bem traçadas de sentimentos complexos possibilita o distanciamento necessário para que possamos sair do estado de shisô-no-mujun. Seja qual for o meio, estar disposto a derrubar as defesas, a reconhecer a verdade e a ver os fatos com clareza exige coragem, em um processo nada confortável de recolhimento e autoconsciência.

 

MICHELE MULLER – é jornalista, pesquisadora, especialista em Neurociências, Neuropiscologia Educacional e Ciências da Educação. Pesquisa e aplica estratégias para o desenvolvimento da linguagem. Seus projetos e textos estão reunidos no site wwwmichelemuller.com.br

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OUTROS OLHARES

YES, NÓS TEMOS AZEITE

Banidas pela Coroa portuguesa e inexistentes até poucos anos atrás, as plantações de oliveira no Brasil já produzem óleos premiados nos rankings mundiais.

Yes, nos temos azeite

As primeiras mudas de oliveira chegaram ao Brasil embarcadas nas caravelas portuguesas. Foi só no século XVIII que uma turma de colonos teve a ideia de prensar as azeitonas para delas extrair o precioso azeite. Deu-se uma crise. Preocupada com o surgimento de um concorrente no profícuo ramo da produção do óleo, a família real mandou que se arrancassem do solo brasileiro todos os pés da planta, e o negócio adormeceu por três séculos. Os ventos, porém, começaram a soprar nestes tempos modernos a favor das oliveiras nacionais – e com intensidade. Na mais recente edição do catálogo italiano Fios Olei, referência mundial para consumidores e produtores de azeite, sete marcas brasileiras aparecem no rol das melhores do mundo, lista dominada por italianos, espanhóis e portugueses. Nos últimos três anos, os rótulos daqui amealharam mais de sessenta prêmios de relevo no universo da olivicultura.

Diante de vigorosa reviravolta histórica, por que não se nota o fenômeno nos supermercados e tanta gente volta do exterior com uns frascos na mala? Primeiro, porque, sendo a produção nacional recente (estreou comercialmente em 2010 com o rótulo Olivas do Sul), ela é modesta perto do volume importado. A título de comparação: a safra de 2019 deve chegar a 200.000 litros – um recorde, sim, mas ainda uma gota no oceano do consumo brasileiro de azeite, na casa de 100 milhões de litros anuais. Um segundo ponto é que, como falta escala à produção, os preços são muito altos (60 reais em média o vidro nacional de meio litro versus 25 reais o importado). Em suma, azeite brasileiro é item de luxo e encontra-se sobretudo em prateleiras mais selecionadas.

O engenheiro Luiz Fernando de Oliveira, coordenador de estudos da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais, que há uma década se debruça sobre a adaptação das oliveiras ao cenário local, aposta em uma chacoalhada nos pomares. ”A expansão da produção fará ampliar o mercado, o que já está em andamento”, diz. No longínquo período em que os portugueses baniram as oliveiras, disseminou-se a ideia de que o Brasil não tinha nem clima nem expertise para fazer azeite, e isso foi se sacramentando como verdade absoluta. Mas não é bem assim. De fato, o cultivo adequado de azeitonas requer invernos úmidos e verões secos, o que não se encontra em boa parte do país. No entanto, no Rio Grande do Sul, de onde vem 70% da produção nacional, e nas altitudes de certas áreas de Espírito Santo, Bahia e Goiás, a conjunção climática ajuda. O mais premiado rótulo nacional, o Prosperato, que se junta às mais de quarenta marcas registradas por aqui, é obra dos gaúchos.

Produzir azeite exige paciência e capital para esperar que o negócio frutifique, literalmente. A léguas de distância do clima temperado da bacia do Mediterrâneo, a empreitada tropical é naturalmente mais complicada – os agricultores brasileiros precisam passar por um jogo de tentativa e erro que costuma durar dez anos, tempo para a planta atingir a maturidade. Só depois vem o prêmio: uma mesma muda pode germinar durante cinco séculos. O Brasil está aprendendo rápido. A produtividade no Sul (de 4 toneladas de azeitona por hectare) ombreia com a dos campeoníssimos espanhóis. ”A recente assimilação de boas práticas tem contribuído muito para que a indústria local viceje”, afirma Eudes Marchetti, fabricante do Prosperato e presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura.

Assim como o vinho, o azeite varia do intragável, com gosto de óleo puro, ao saboroso e delicado. Chegar à excelência requer ciência. Quanto menos manipulados a planta e o extrato que advém dela, melhor. Não é indicado, por exemplo, que as azeitonas toquem o solo, e por isso elas são recolhidas – manualmente ou por máquinas – em redes. Os azeites com status de premium são extra virgens, os mais puros de todos; não incluem solventes nem destilação na fórmula e apresentam acidez de até 0,8%. “Alguns produtores brasileiros seguem a tendência mundial, de azeites mais suaves, como o Borriello; outros procuram blends de alta complexidade aromática, como o Verde Louro”, observa Sandro Marques, autor de O Guia de Azeites do Brasil. Seja como for, consuma com moderação. Mesmo em se tratando de um alimento saudável, uma singela colher de sopa de azeite concentra oitenta calorias.

Yes, nos temos azeite. 2

GESTÃO E CARREIRA

HABILIDADES SOCIAIS NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Relacionamentos são parte integrante da natureza humana e permeiam toda a nossa vida, tendo como efeito colateral o aumento da nossa felicidade.

Habilidades sociais nas relações interpessoais

Os relacionamentos entre as pessoas representam uma parte fundamental da atividade humana, e como nossa vida irá transcorrer dependerá, pelo menos em parte, do desenvolvimento das habilidades sociais. Para Morris (1994), o homem é um “animal social”, um ser que vive em sociedade e que precisa manter relações sociais, formando um elo entre o indivíduo e o meio ambiente. É a presença ou a ausência de habilidades sociais no repertório comportamental de um indivíduo que determinará o sucesso que este obterá em suas relações interpessoais, ou seja, a sua competência social. De acordo com Seligman (2011), pessoas socialmente competentes estão propensas a ter relações pessoais e profissionais mais produtivas, satisfatórias e duradouras, além de bem-estar físico e mental e bom funcionamento psicológico.

No decorrer da nossa vida somos instruídos por normas de conduta perante as pessoas, situações, e em determinados contextos, apesar disso, a atuação interpessoal não possui um protocolo a ser seguido.

Os grupos culturais e sociais possuem regras gerais de comportamento que funcionam como parâmetros para a avaliação da funcionalidade de uma determinada conduta social. Dessa maneira, um comportamento considerado adequado em determinada cultura pode ser completamente inadequado em outra. A habilidade social, conforme Alberti (1977, citado por Caballo, 2008), é uma característica do comportamento e não das pessoas.

De acordo com pesquisas em Psicologia Positiva, existem alguns fatores que seriam responsáveis por uma melhor qualidade de vida e bem-estar. Dentre esses fatores se destaca a relação com outros seres humanos. Os relacionamentos com familiares e amigos são fundamentais para a felicidade das pessoas.

Segundo Lyubomirsky (2008), estudos sobre a felicidade demonstram que pessoas felizes têm melhores relacionamentos do que seus pares menos felizes. Investir em relações sociais é uma estratégia utilizada por essas pessoas, bem como praticar gestos de cortesia ou ser capaz de atos altruístas. Assim, podemos dizer que o treinamento em habilidades sociais aparece como um instrumento importante para melhorar nossas relações interpessoais, tendo como efeito colateral o aumento da nossa felicidade. Dessa maneira é possível trabalhar a melhora dessas habilidades.

Pessoas felizes são excepcionalmente boas em suas amizades, família e relacionamentos íntimos. Quanto mais feliz, maior a probabilidade de crescimento de seu círculo de amigos e de poder contar com o apoio social. Muitas ocasiões envolvem importantes conexões humanas, como a formatura de uma pessoa querida, o nascimento de um filho, apaixonar-se ou um casamento. A nosso ver, sem as habilidades sociais necessárias, teremos dificuldade de desfrutar do que há de melhor nas relações humanas e, consequentemente, alcançar conexões profundas com as pessoas nesses momentos psicológicos chamados de pico.

Indivíduos que estabelecem relações em que os laços são mais estreitos apresentam maior capacidade de superação de seus traumas, aprendem a lidar melhor com o sofrimento, com as doenças e as perdas. Isso se dá em razão de receberem o apoio social de que necessitam, por meio de amigos e companheiros, não se sentem sós, confiam porque sabem que existem pessoas que se importam com eles e que estão dispostas a ouvir e a ajudar. O apoio social é inestimável no auxílio às pessoas que enfrentam desafios e infortúnios na vida.

Quando estabelecemos relações significativas e contamos com o apoio social nos sentimos mais fortalecidos e nos tornamos mais resilientes aos traumas, perdas e adversidades da vida. Eis aqui mais um motivo para investirmos no treinamento das habilidades sociais. Atribuímos um sentido à situação, valorizando as relações interpessoais (que nos oferecem um senso de pertencimento), temos um olhar mais positivo e nos munimos de coragem, esperança, confiança na superação das crises e reavaliamos nossos valores, propostas e objetivos de vida. Criamos e visualizamos novas possibilidades, aprendemos e crescemos através dessas adversidades.

Por mais que se busque adaptar-se a conflitos interpessoais comuns no nosso dia a dia, estes nos prejudicam e, mesmo quando nos afastamos da pessoa com quem tivemos os conflitos, poderemos permanecer ruminando a respeito dele. Para Hlaidt (2006), a existência de relacionamentos sociais fortes tem efeitos positivos no sistema imunológico, aumenta o tempo de vida e é capaz de acelerar a recuperação de um indivíduo após procedimentos médicos, além de reduzir o risco de depressão e transtornos ansiosos.

Nenhum ser humano funciona como uma “ilha”. Precisamos dos outros para obtermos uma sensação de completude, de pertencimento. Necessitamos do ar, tanto quanto precisamos receber e, muitas vezes, doar ainda nos traz mais benefícios do que receber ajuda. Somos dotados de emoções que nos sintonizam para amar, oferecer amizade em um compartilhamento de nossa vida com a vida de outros, embora essa relação possa nos causar dor, ainda assim precisamos das relações sociais para nos sentirmos completos.

 

MÔNICA PORTELLA – é diretora cientifica de cursos de extensão do Cpaf­RJ e do PSI+ – Consultona e Educação. Pós-doutorado em Psicologia pela PUC-RJ, doutora em Psicologia Social pela UFRJ, mestre em Psicologia Cognitiva pela UFRJ, professora e supervisora da Pós-Graduação em Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicologia Positiva Integrada ao Coaching do PSl+\ Cpaf-RJ\AVM.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 19: 18-20

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 18 – Os pais são aqui advertidos contra uma indulgência tola com seus filhos, que têm inclinações rebeldes e perversas, e que revelam tão má disposição de mente que não têm probabilidade de ser curados, senão por meio de severidade.

1. Não diga que tudo caminha a seu tempo, no que diz respeito à correção deles. Não. Tão logo apareça neles uma disposição corrupta, repreenda-a imediatamente, antes que ela crie raízes, e se converta em hábito: castiga teu filho enquanto há esperança, pois talvez, se ele não for controlado por algum tempo, deixe de haver esperança para ele, e um castigo muito maior não fará aquilo que um castigo menor agora poderia realizar. É mais fácil arrancar as ervas daninhas logo que elas surgem, e o boi que é designado para o jugo deve estar acostumado a ele, desde cedo.

2. Não diga que tem dó de corrigi-los, e que, porque eles choram e imploram para ser perdoados, você não consegue encontrar coragem para aplicar a correção. Se o objetivo puder ser alcançado sem correção, muito bem, mas se você julgar, como frequentemente acontece, que o fato de perdoá-los uma vez, com base em um aparente arrependimento e uma promessa de correção, apenas os incentiva a transgredir novamente, especialmente se for algo que é, em si mesmo, pecaminoso (como mentir, praguejar, usar de linguajar grosseiro, roubar, ou coisas semelhantes), neste caso, vista a determinação, e não permita que a sua alma o poupe, por seus clamores. É melhor que ele chore, debaixo da tua vara, do que sob a espada do magistrado, ou, o que é ainda mais terrível, sob a vingança divina.

 

V. 19 – Este versículo sugere, em poucas palavras, que aos homens irados nunca faltarão infortúnios.

1. Os que são de fortes paixões, ou melhor, obstinadas, normalmente se envolvem em problemas, e também às suas famílias, por processos litigiosos enfadonhos, e discussões, e pelas provocações que elas lhes causam; eles são feridos, em um caso ou outro, por seus corações incontroláveis; e, se seus amigos os livram de um problema, rapidamente se envolvem em outro, e seus amigos precisarão livrá-los outra vez, e tudo o que perturba, a eles mesmos e aos outros, seria evitado, se disciplinassem suas paixões e dominassem seus próprios espíritos.

2. A interpretação pode ser: o que tem grande ira (significando o filho que deverá ser corrigido e não tem paciência com críticas, grita e cria um tumulto, aquela ira que ele sente pela vara da correção) tem que sofrer o dano; porque, se você o livrar, por causa disto, será forçado a puni-lo ainda mais da próxima vez. Um filho impetuoso deve ser subjugado, desde cedo, ou o pior estará por vir.

 

V. 20 – Observe:

1. É bom que aqueles que desejam ser sábios nos seus últimos dias, sábios para os seus últimos dias, para o seu estado futuro, sábios para outro mundo, que desejam ser sábios quando vierem os seus últimos dias, virgens sábias, administradores sábios, que sejam sábios, de modo geral, e entendam as coisas que pertencem à sua paz, antes que se ocultem de seus olhos. Um homem materialista, no seu fim se fará um insensato (Jeremias 16.11), mas a santidade provará ser sabedoria, no final.

2. Os que desejam ser sábios nos seus últimos dias devem ouvir conselhos e receber instrução no princípio de seus dias e devem estar dispostos a ser ensinados e governados, dispostos a ser aconselhados e repreendidos, quando são jovens. Os que desejam ter provisões para o inverno devem colher no verão.