ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 19: 15-17

Alimento diário

CIRCUNSPEÇÃO E CARIDADE

 

V. 15 – Veja aqui o mal de uma disposição preguiçosa.

1. Ela deixa os homens estupefatos, os torna irracionais e descuidados de seus próprios assuntos, como se estivessem mergulhados em um sono profundo, sonhando muito, mas sem fazer nada. As pessoas preguiçosas desperdiçam seu tempo, enterram seus talentos, vivem uma vida inútil, e são os fardos improdutivos da terra; pois qualquer serviço que façam, quando despertas, são tão desprovidos de valor, que elas bem poderiam estar dormindo. As suas almas são ociosas e adormecidas; os seus poderes racionais são resfriados e até mesmo congelados.

2. Ela empobrece os homens e faz com que eles passem necessidades. Os que não trabalham, não podem esperar ter o que comer, mas deverão sofrer fome: uma alma ociosa, que se mantém ociosa nas questões de sua alma, que não se importa nem se esforça em trabalhar pela sua salvação, perecerá, por falta do que é necessário para a vida e a felicidade da alma.

 

V. 16 – Aqui temos:

1. A felicidade dos que andam de maneira circunspecta. Os que se importam em guardar os mandamentos, em tudo, que vivem em obediência à lei, como convém a servos e pacientes, guardam suas próprias almas; eles preservam a sua paz atual, e a sua bênção futura, e estarão bem providos. Se guardarmos a Palavra de Deus, ela nos guardará de tudo o que é realmente nocivo.

2. A desgraça dos que vivem sem limites, e não se importam com o que fazem: o que desprezar os seus caminhos morrerá, perecerá eternamente; ele está no caminho certo para a destruição. Com respeito aos que são descuidados quanto ao objetivo de seus caminhos e não consideram para onde estão indo, e não ordenam os seus caminhos, que andam pelo caminho de seus corações e segundo o curso do mundo (Eclesiastes 11.9), que nunca consideram o que fizeram nem o que deveriam fazer, mas andam de aventura em aventura (Levítico 26.21), para os quais o certo ou o errado são a mesma coisa – o que resultará disto, além de um grande engano?

 

V. 17 – Aqui temos:

I – A descrição do dever da caridade. Ele inclui duas coisas:

1. Compaixão, que é o princípio interior da caridade no coração; é ter piedade dos pobres. É não ser avarento em relação aos pobres, mas sentir piedade deles e ter um interesse caridoso e simpatia por eles; e, se um homem doa todos os seus bens para alimentar os pobres, e não tem esta caridade no seu coração, nada disso se lhe aproveitará (1 Coríntios 13.3). Devemos abrir nossas almas aos famintos (Isaias 58.10).

2. Generosidade e desprendimento. Devemos não somente ter piedade dos pobres, mas dar, conforme a sua necessidade e a nossa capacidade (Tiago 2.15,16). Aquilo que ele deu. Nas anotações de margem lemos: a sua obra. É uma caridade fazer algo pelos pobres, bem como dar; e, se eles tiverem seus membros (braços e pernas) e sabedoria, poderão ser caridosos uns com os outros.

 

II –  O incentivo à caridade.

1. Uma interpretação muito gentil será atribuída a ela. O que é dado aos pobres, ou feito por eles. Deus considerará como emprestado a Ele, emprestado a juros (este é o significado da palavra); Ele o recebe, gentilmente, como se fosse feito para Ele mesmo, e deseja que nós recebamos a consolação disto, e que estejamos tão satisfeitos como qualquer usurário, quando deixou uma boa soma de dinheiro em boas mãos.

2. Uma recompensa muito rica haverá, por ela: Ele lhe pagará, lhe retribuirá em bênçãos temporais, espirituais, e eternas. Dar esmolas é a maneira mais segura e garantida de prosperar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.