ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 18: 14–18

Alimento diário

MÁXIMAS DIVERSAS

 

V. 14 – Observe:

1. As aflições externas são toleráveis, desde que a mente seja recreada e esteja tranquila. Neste mundo, estamos sujeitos a muitas enfermidades, muitas calamidades, em nosso corpo, nome e propriedades, as quais um homem pode suportar, se tiver boa conduta e coragem, e for capaz de agir com razão e resolução, especialmente se tiver uma boa consciência e o testemunho desta for a seu favor; e, se o espírito do homem pode suportar a enfermidade, muito mais o espírito de um cristão, ou melhor, o Espírito de Deus, testemunhando e operando em nosso espírito, em dias de dificuldades.

2. As aflições do espírito são, de todas as outras, as mais pesadas e difíceis de suportar; elas fazem doer os ombros que devem suportar as outras fraquezas. Se o espírito for ferido por algum distúrbio da razão, e sofrer algum tipo de desânimo ou tristeza de\ido à dificuldade, qualquer que seja ela, e a falta de esperança de alívio, se o espírito for ferido pelas assombrosas apreensões da ira de Deus, pelo pecado, e pelas temíveis e:x-pectativas de juízo e violenta indignação, quem poderá suportar? Os espíritos abatidos não podem se ajudar, nem os outros sabem como ajudá-los. É, portanto, sensato manter a consciência livre de transgressões.

 

V. 15 – Observe:

1. Os que são sábios buscarão o conheci­ mento, e dedicarão seus ouvidos e seu coração a esta busca – os seus ouvidos para prestar atenção aos meios de conhecimento, e o seu coração para mesclar fé com o que ouvem, e aproveitá-lo ao máximo. Os que são sábios nunca pensam que já têm suficiente sabedoria, mas verão que ainda têm necessidade de mais; e quanto mais sábio for um homem, mais inquisidor será, em busca do conhecimento, o conhecimento de Deus e do seu dever, e do caminho para o céu, pois este é o melhor conhecimento.

2. Os que buscam prudentemente o conhecimento certamente o obterão, pois Deus nunca lhes dirá: buscai-me em vão, mas, buscai e encontrareis. Se o ouvido o busca,  o coração o obtém, e o guarda, e é enriquecido por ele. Devemos obter o conhecimento, não somente em nossas cabeças, mas também em nossos corações, obter o sabor dele, aplicar o que conhecemos a nós mesmos e sentir o poder e a influência desse conhecimento.

 

V16 – Observe: A grande força que têm os presentes (isto é, os subornos) que Salomão tinha mencionado antes (Provérbios 17.8,23). Aqui, ele mostra o poder dos presentes, isto é, os presentes feitos até mesmo pelos inferiores aos que estão acima deles e que têm muito mais do que eles. Um bom presente leva:

1. À liberdade de um homem: o presente do homem, se ele estiver na prisão, alarga-lhe o caminho; há cortesãos que, se usarem seus interesses, até mesmo para com a inocência oprimida, esperarão receber uma gratificação por isto. Ou, se um homem humilde não souber como conseguir acesso a um nobre, poderá fazê-lo por meio de um pagamento a seus servos, ou enviando um presente para o próprio nobre; isto poderá lhe abrir caminho.

2. À sua promoção. Ele poderá se sentar em meio aos nobres, em uma situação de honra e poder. Veja quão corrupto é o mundo, quando os presentes dos homens passam a fazer parte das questões, sim, até mesmo das questões mais excelentes; na verdade, ganharão com eles os que são indignos e inadequados; e não é de admirar que recebam subornos em seus cargos os que pagaram subornos para consegui-los. Aquele que comprou a lei pode vendê-la.

 

V. 17 – Isto mostra que uma narrativa será boa, até que outra seja contada.

1. Aquele que fala primeiro se certificará de contar uma estória justa, e narrar somente o que lhe é vantajoso, e lhe dará a melhor aparência que puder, de modo que a sua causa pareça reta, quer realmente seja boa ou não.

2. Tendo o queixoso apresentado suas evidências, é apropriado que o acusado ou réu seja ouvido, que tenha permissão de confrontar as testemunhas e interrogá-las, e mostrar a falsidade do que foi alegado, que talvez dê à questão uma aparência muito diferente da realidade. Devemos, portanto, nos lembrar de que temos dois ouvi­ dos, para ouvir os dois lados, antes de julgar.

 

V. 18 – Observe:

1. Normalmente surgem contendas entre os poderosos, que são zelosos de sua honra e direito, e que são meticulosos quanto a ambos, que são confiantes de que são capazes de prosperar; portanto, dificilmente serão condescendentes com os termos necessários de um ajuste ou adaptação; ao passo que os que são pobres são forçados a ser pacíficos, e resultam perdedores.

2. Mesmo as contendas dos fortes podem ser encerradas por sortes, se eles não fizerem concessões, e algumas vezes isto é melhor do que discussões intermináveis, ou concessões às quais é difícil aquiescer, ao passo que não é vergonha para um homem, concordar no que as sortes determinam. Para evitar contendas, Canaã foi dividida por sortes; e, se o uso das sortes não fosse profanado este modo de apelo à Providência, talvez ele fosse usado até agora para a decisão de muitas controvérsias, tanto para a honra de Deus como para a satisfação dos envolvidos, com a condição de que fosse feito com oração e a devida solenidade, como esta e outras passagens das Escrituras parecem instruir, particularmente Atos 1.26. Se a lei fosse uma loteria (como alguns a chamaram ), seria aceitável que uma loteria também pudesse ser a lei.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.