ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 18: 9–13

Alimento diário

A TOLICE E A SOBERBA SÃO REVELADAS

 

V. 9 – Observe:

1. O desperdício é uma administração muito ineficaz. Aqueles que não somente são considerados, com razão, tolos, entre os homens, mas também apresentam uma explicação desconfortável para Deus sobre os talentos que Ele lhes confiou, que desperdiçam seus bens, que vivem acima do que têm, que gastam e doam mais do que seus bens lhes permitem, na verdade, praticamente jogam fora o que têm, e permitem que seja totalmente desperdiçado.

2. A ociosidade não é melhor. Aquele que é negligente no seu trabalho, cujas mãos estão penduradas (este é o significado da palavra), que fica, como diríamos, sem fazer nada, que negligencia o seu trabalho, não faz nada, ou é como se não fizesse nada, é irmão daquele que desperdiça, isto é, é igualmente tolo, e está em um caminho igualmente assegurado para a pobreza; um esparrama o que tem, e o outro deixa que escape por entre os seus dedos. A observação é também verdadeira em questões relacionadas à religião; aquele que for escarnecedor e descuidado ao orar e ouvir, será considerado irmão daquele que não ora nem ouve; e as omissões do dever são tão fatais para a alma quanto as comissões do pecado.

 

V. 10 – Aqui temos:

1. A suficiência de Deus para os santos: o seu nome é uma torre forte para eles, em que eles podem descansar quando estão cansados, e se refugiar, quando perseguidos, onde poderão ser exaltados acima de seus inimigos, e protegidos deles. Há o suficiente em Deus, e nas revelações que Ele fez de si mesmo, para nos tranquilizar, em todas as ocasiões. A riqueza armazenada nessa torre é suficiente para enriquecê-los, é um banquete continuo e um contínuo tesouro para eles. Esta torre é forte e resistente o suficiente para protegê-los. O nome do Senhor é tudo aquilo com que Ele se fez conhecer como Deus, e nosso Deus, não somente os seus títulos e atributos, mas o seu concerto e as promessas dele; tudo isto constitui uma torre, uma torre forte, impenetrável, inexpugnável, para todo o povo de Deus.

2. A segurança dos santos em Deus. O nome do Senhor é uma torre forte para os que sabem como usá-lo como tal. Os justos, pela fé e oração, pela devoção a Deus e confiança nele, correm para ela, como sua cidade de refúgio. Tendo assegurado o seu interesse no nome de Deus, eles recebem a consolação e o benefício dele; eles saem por si só, se afastam do mundo, vivem acima dele, habitam em Deus e Deus neles, e assim estão a salvo, assim se consideram, e assim estarão.

 

V. 11 – Tendo descrito a firme e fiel proteção do homem justo (v. 10), aqui Salomão mostra qual é a proteção falsa e enganosa do rico, que tem a sua porção e o seu tesouro nas coisas deste mundo, e se dedica a elas. A sua riqueza é a sua confiança, a tal ponto que ele espera tanto dela como um homem devoto espera do seu Deus. Veja:

1. Como ele se mantém. Ele faz da sua riqueza a sua cidade, onde habita, onde governa com grande autocomplacência, como se tivesse uma cidade toda sob o seu comando. É a sua fortaleza, onde ele se abriga, e então desafia o perigo, como se nada pudesse feri-lo. A sua balança é o seu orgulho; a sua riqueza é o seu muro, onde ele se encerra, e ele julga que é um muro alto, tão alto que não pode ser escalado ou sobre o qual não se pode pular (Jó 31.24; Apocalipse 18.7).

2. Como ele se engana nisto. É uma fortaleza, e um muro alto, mas somente no seu próprio conceito; na verdade, não é nada disto, mas é como a casa edificada sobre a areia, que falhará ao construtor, quando ele mais necessitar dela.

 

V. 12 – Observe:

1. A soberba é o prenúncio da ruína, e a ruína, no final, será a punição pela soberba; pois, antes da destruição, os homens normalmente estão tão impressionados com o justo juízo de Deus, que são mais arrogantes do que nunca, de modo que a sua destruição será mais amarga, e mais surpreendente. Ou, se a soberba nem sempre resistir, ainda assim, depois que o coração estiver exaltado com orgulho, virá uma queda (Provérbios 16.18).

2. A humildade é o prenúncio da honra, e prepara os homens para ela, e a honra será, no final, a recompensa da humildade, como o escritor tinha dito antes (Provérbios 15.33). É necessário repetir com frequência aquilo que os homens são relutantes em acreditar.

 

V. 13 – Veja aqui como os homens frequentemente se expõem por aquela mesma coisa pela qual esperam conseguir aplauso.

1. Alguns se orgulham de serem rápidos. Respondem a alguma coisa antes de ouvir, ou melhor, mal ouvindo, já respondem. Eles pensam que é sua honra aceitar uma causa repentinamente, e, depois que tiverem ouvido a um dos lados, julgarão que a questão é tão clara que não precisarão se incomodar em ouvir o outro; acreditam que já estão familiarizados com o caso, e dominam todos os méritos da causa. Ao passo que, embora uma inteligência pronta seja algo agradável com a qual brincar, ela é juízo genuíno e sabedoria verdadeira, que realizam obras.

2. Os que se orgulham por serem rápidos comumente caem sob a justa crítica de serem impertinentes. É tolice que um homem saia falando sobre uma coisa que ele não entende, ou que avalie uma questão da qual não esteja plenamente e verdadeiramente informado, e não tenha a paciência para investigar rigorosamente; e, se for loucura, é e será vergonha.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.