ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 18: 4–8

Alimento diário

A LINGUAGEM DA TOLICE

 V. 4 – As similitudes aqui parecem elegantemente transpostas.

1. A fonte da sabedoria é como águas profundas. Um homem inteligente e instruído tem em si um bom tesouro de coisas úteis, o que o capacita com algo a dizer praticamente em todas as ocasiões, algo que é pertinente e benéfico. É como águas profundas, que não fazem ruído, mas que nunca se esgotam, nunca secam.

2. As palavras da boca deste homem são como ribeiro transbordante. O que ele vê, faz com que as palavras fluam naturalmente dele, e com grande facilidade, e liberdade, e fluência natural: as suas palavras são limpas e frescas, limpam e revigoram; das suas águas profundas flui aquilo que a oportunidade exige, transbordando sobre os que estão à sua volta, como os ribeiros transbordam sobre as terras baixas.

 

V. 5 – Isto condena, com razão, os que, empregados na administração da justiça, pervertem o juízo:

1. Tolerando os crimes dos homens, e protegendo-os e aceitando-os, na opressão e violência, por causa da sua posição, ou riqueza, ou alguma simpatia pessoal que possam ter por eles. A despeito de quaisquer desculpas que os homens possam apresentar para isto, certamente não é bom aceitar assim a pessoa do ímpio; é uma ofensa para Deus, uma afronta para a justiça, uma injustiça para a humanidade, e um serviço realmente feito para o reino do pecado e de Satanás. Os méritos da causa devem ser considerados, e não a pessoa.

2. Dando causa contra a justiça e a equidade, porque a pessoa é pobre e humilde no mundo, ou não do mesmo grupo ou convicção, ou um estrangeiro, de outra nação. Isto é derrubar o justo em juízo, que deveria ser apoiado, e a quem Deus fará com que se levante e permaneça.

V. 6 e 7 – Salomão mostrou frequentemente o mal que os homens ímpios fazem aos outros, com suas línguas descontroladas: aqui, ele mostra o mal que fazem a si mesmos.

1. Eles se envolvem em contendas: os lábios do tolo, sem qualquer causa, entram em contendas, ao promover noções tolas às quais os outros se vêm obrigados a se opor, e, desta maneira, começa uma contenda, ou se envolvem em contendas por meio de palavras provocadoras, que causarão ressentimento, e exigirão satisfação, ou ainda por meio de desafios aos homens, convidando-os à contenda, se tiverem coragem. Os homens soberbos, e inflamados, e os ébrios, são tolos, cujos lábios entram em contendas. Um homem sábio pode, contra a sua vontade, ser arrastado para uma contenda, mas é um louco quem entra nela por sua espontânea vontade, quando poderia evitá-la, e certamente o tal se arrependerá disto, quando já for tarde demais.Eles se expõem à correção: a sua boca brada por açoites, ele disse aquilo

2. que merece ser punido com açoites, e ainda está dizendo o que precisa ser repreendido, e restringido, com açoites, como Ananias injustamente ordenou que Paulo fosse ferido na boca.

3. Eles se envolvem em destruição: a boca do tolo, que já foi, ou teria sido, a destruição dos outros, acaba sendo é a sua própria destruição, talvez pelos homens. A boca de Simei foi a sua própria destruição, e também a boca de Adonias, que falou contra a sua própria cabeça. E quando um tolo, por suas palavras tolas, se envolve em alguma discórdia, e pensa escapar, justificando o que disse, a sua defesa acaba sendo a sua ofensa, e os seus lábios acabam sendo um laço para a sua alma, enredando-o ainda mais. No entanto, quando os homens, por suas palavras perversas, forem condenados no juízo de Deus, as suas bocas serão a sua destruição, e serão um agravamento à sua ruína, a ponto de não admitir uma gota de água, uma gota de consolação para abrandar a sua língua, que é o seu laço, e ali serão fortemente atormentados.

V. 8 – Os mexeriqueiros são aqueles que levam estórias secretamente, de casa em casa, estórias que talvez contenham algo de verdade, mas são segredos que não devem ser contados, ou são de modo infame apresentadas de maneira inadequada, e são deturpadas, e contadas com a intenção de prejudicar a reputação das pessoas, romper amizades, provocar maldades entre parentes e vizinhos, e fazer que se desentendam. As palavras dessas pessoas são aqui descritas:

1. Como quando os homens são feri­ dos (segundo a margem); eles fingem estar muito abalados com as dificuldades deste ou daquele indivíduo, e sofrer por eles, e fingem que é com a maior angústia e relutância imaginável que falam sobre eles. Eles dão a impressão de terem sido, eles mesmos, feridos, ao passo que, na realidade, eles se alegram na iniquidade, apreciam a história, e a contam com orgulho e prazer. Assim parecem suas palavras, mas elas descem como veneno até o íntimo do ventre, como uma pílula dourada e doce.

2. Como feridas (isto diz o texto), feridas profundas, feridas mortais, feridas no íntimo do ventre: o ventre médio ou inferior, o tórax ou o abdômen, e em qualquer um deles as feridas são mortais. As palavras do mexeriqueiro ferem aqueles de quem se fala, ferem a sua reputação e interesse, e ferem também aqueles a quem são ditas, ferem seu amor e caridade. Elas trazem consigo o pecado à vida do homem, o que é uma ferida para a consciência. Talvez ele pareça desdenhá-las, mas elas o tornarão insensível, afastando o seu afeto de alguém a quem ele deveria amar.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.