ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 17: 25 – 28

Alimento diário

A TOLICE E A INIQUIDADE

 

V25 – Observe:

1. Os filhos ímpios são uma aflição para os seus pais. Eles são um motivo de ira para o pai (este é o significado da palavra), porque desprezam a sua autoridade, mas de angústia e amargura para a mãe, porque abusam da sua ternura e carinho. Os pais, que sofrem juntos, devem, portanto, ter consolação mútua, que os sustente nesse sofrimento, e procurar torná-lo tão cômodo quanto puderem: a mãe, aplacando a ira do pai, e o pai, aliviando a tristeza da mãe.

2. Salomão frequentemente repete esta observação, provavelmente porque era o seu próprio caso; é um caso comum, entretanto.

V. 26 – Diante das diferenças que acontecem entre os magistrados e os súditos (e estas diferenças surgem frequentemente):

1. Que os magistrados se certifiquem de jamais punir os justos, de maneira que não sejam, em nenhuma situação, um terror para as boas obras, pois isto é abusar do seu poder e trair a grande confiança que foi depositada neles. Isto não é bom, isto é, é uma coisa muito má, e terminará mal, qualquer que seja o objetivo que possam ter nisto. Quando os príncipes se tornam tiranos e perseguidores, os seus tronos já não são mais cômodos nem firmes.

2. Que os súditos se certifiquem de que não têm o que criticar no governo, por fazer o seu dever, pois é uma coisa ímpia atacar príncipes por sua equidade, difamar a sua administração ou, por algum esforço secreto contra eles, atingi-los, como as dez tribos que se revoltaram contra Salomão, por imposição de taxas necessárias. Alguns interpretam do seguinte modo: Nem atacar os simples por sua equidade. Os magistrados devem se certificar de que ninguém sujeito a eles sofra, por fazer o bem, por agir com justiça; nem os pais devem provocar seus filhos à ira, com repreensões injustas.

V. 27 e 28 – Duas maneiras pelas quais um homem pode mostrar que é um homem sábio:

1. Pelo bom temperamento, a doçura e a serenidade da sua mente: o homem de entendimento é de espírito excelente, um precioso espírito (este é o significado da palavra); ele é alguém que cuida do seu espírito, para que seja como deve ser, e assim o mantém agradável, para si mesmo e para os outros. Um espírito benevolente é um espírito precioso, e torna um homem amistoso e mais excelente do que o seu próximo. Ele tem espírito tranquilo (assim alguns interpretam), não acalorado com a paixão, nem levado a nenhum tumulto ou desordem, pelo ímpeto de um temeroso de dizer algo indevido: aquele que tem conhecimento, e deseja fazer o bem com ele, é cuidadoso; quando fala, fala de maneira pertinente, e diz pouco, para que tenha tempo de deliberar. Ele poupa as suas palavras, porque é melhor que elas sejam poupadas do que mal usadas.

2 – De modo geral, é interpretado como indicação segura de sabedoria, que um tolo possa conquistar a reputação de ser um homem sábio, se tiver apenas inteligência sufi­ ciente para refrear sua língua, para ouvir, e observar, e dizer pouco. Se um tolo se calar, os francos o julgarão sábio, porque nada dará impressão contrária, e porque pensarão que ele está observando o que os outros dizem, e ganhando experiência, e ponderando consigo mesmo o que dirá, para que possa falar de maneira pertinente. Veja como é fácil conquistar a boa opinião dos homens e se aproveitar deles. Mas quando um tolo se cala, Deus conhece o seu coração, e a tolice que está contida ali; os pensamentos são palavras para Ele, e por isto Ele não pode ser enganado, nos juízos que faz dos homens.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.