ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 16: 31 – 33

Pensando biblicamente

A SOBERANIA DA PROVIDÊNCIA DIVINA

 

V. 31 – Observe:

1. As pessoas mais velhas devem ter, como maior preocupação, ser encontradas no caminho da justiça, no caminho da religião e da piedade séria. Tanto Deus como o homem as procurarão nesse caminho; espera-se que os que são mais velhos sejam bons, que a multidão de seus anos tenha lhes ensinado a melhor sabedoria; portanto, devem ser encontrados nesse caminho. A morte virá; o Juiz se aproxima; o Senhor é chegado. Para que sejam por Ele encontrados em paz, devem ser encontrados no caminho da justiça (2 Pedro 3.4), servindo assim (Mateus 24.46). Que os idosos sejam velhos discípulos; que perseverem até o fim no caminho da justiça, no qual começaram a andar há muito tempo, para que possam, então, ser encontrados nele.

2. Se as pessoas mais velhas forem encontradas no caminho da justiça, a sua idade será a sua honra. A velhice, desta maneira, é honrosa, e exige respeito (Diante das cãs te levantarás, Levítico 19.32); mas, se for encontrada no caminho da iniquidade, a sua honra será perdida, a sua coroa, profanada, e atirada ao chão (Isaias 65.20). As pessoas mais velhas, portanto, se desejarem preservar a sua honra, devem ainda se apegar à sua integridade, e então os seus cabelos brancos serão, realmente, uma coroa para elas; elas são merecedora s de dupla honra. A graça é a glória da velhice.

 

V. 32 – Isto nos recomenda a graça da mansidão, da longanimidade, que bem nos convirá, a todos, particularmente às cabeças grisalhas (v. 31). Observe:

1. A sua natureza. Ela é tardia em irar-se, não se inflama facilmente, não se ressente de provocações, dedica algum tempo para considerar antes de permitir que a nossa paixão irrompa, para que não transgridamos os limites devidos, ela nos leva a ser tão lentos em nossos movimentos rumo à ira, de modo que possamos facilmente ser interrompidos e apaziguados. Ela nos capacita a ter o domínio sobre os nossos próprios espíritos, nossos apetites e sentimentos, e todas as nossas tendências, mas particularmente as nossas paixões, a nossa ira, conservando-a sob orientação e controle, e a administração rígida da religião e da razão justa. Devemos ser senhores da nossa ira, como Deus é.

2. A sua honra. Aquele que obtém e conserva o controle de suas paixões é melhor do que o valente, melhor do que aquele que depois de um longo cerco conquista uma cidade, ou depois de uma longa guerra subjuga uma cidade. Aqui está alguém melhor do que Alexandre ou César. A conquista de nós mesmos e das nossas paixões desenfreadas exige a sabedoria verdadeira, e um controle mais firme, constante e regular, do que a conquista de uma vitória sobre os exércitos de um inimigo. Uma conquista racional é mais honrosa para uma criatura racional do que uma conquista brutal. É uma vitória que não traz nenhum dano a ninguém; não sacrifica vidas nem tesouros, mas apenas alguns desejos vis. É mais difícil; portanto, mais glorioso, reprimir uma insurreição em casa, do que resistir a uma invasão de fora; na verdade, os ganhos da mansidão e da longanimidade são tais que, por elas, nós somos mais do que vencedores.

 

V. 33 – Observe:

1. A divina Providência ordena e designa aquelas coisas que, para nós, são perfeitamente casuais e fortuitas. Nada acontece por acaso, nem um só evento é determinado por um destino cego, mas tudo acontece pela vontade e conselho de Deus. Deus está intimamente envolvido naquilo de que o homem não participa.

2. Quando são feitos apelos solenes à Providência, pelo lançar de sortes, para decidir aquele problema do momento que não poderia ser decidido de outra maneira, nem tão bem decidido, Deus deve ser buscado em oração, para que o resultado seja apropriado (A sorte perfeita, 1 Samuel 14.41; Atos 1.24); e, uma vez decidido o assunto, devemos aquiescer satisfeitos com o fato de que a mão de Deus estava nele. e que esta mão o orientou, pela sabedoria infinita. Todas as disposições da Providência a respeito dos nossos assuntos devem ser consideradas como sendo a decisão da nossa sorte, a determinação do que entregamos a Deus, e devem ser apropriadamente conciliadas.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.