PSICOLOGIA ANALÍTICA

APROXIMAÇÕES ENTRE TEMPO E ESPAÇO

Onde está o passado? pessoas que falam idiomas como o português tendem a pensar que aquilo que passou está à esquerda, e o futuro, à direita. Estudos também mostram que distância física e emocional coincidem no cérebro.

Aproximações entre tempo e espaço

A ideia abstrata de tempo costuma ser relacionada, em termos concretos, ao conceito de espaço. Dizemos, por exemplo, que alguns personagens históricos “pensam à frente de sua época” ou que “deixamos o passado para trás”. Esse modo de falar pode ser mais do que apenas metáfora. Um estudo publicado este ano em Psychological Science sugere que é necessário definir, a priori, o espaço para depois entender o tempo. Os pesquisadores descobriram que se alguém não compreende o primeiro conceito com precisão terá dificuldade com o outro. Nesse novo estudo, pesquisadores investigaram a compreensão do tempo de pacientes com uma condição bastante específica. Eles apresentam a síndrome de negligência unilateral: ignoram o lado esquerdo do espaço (não se lembram de uma cena completa ou até mesmo deixam de comer metade da comida do prato) após uma lesão ou acidente vascular cerebral (AVC) no lobo parietal inferior direito. Pessoas que falam idiomas escritos da esquerda para a direita, como o português, o inglês ou o francês, tendem a pensar a linha do tempo com o passado à esquerda e o futuro à direita. Levando em conta essa in formação, a equipe se concentrou em como a negligência unilateral pode alterar o lado esquerdo da cronologia mental, isto é, o pensamento sobre o passado.

Os cientistas selecionaram sete falantes de francês com negligência unilateral, sete pacientes com AVC sem a síndrome e sete pessoas sadias para participar de um estudo simples de memória. Eles aprenderam alguns fatos sobre um personagem fictício – um homem de 40 anos chamado David. Algumas informações sobre ele faziam sentido dez anos no passado e outras só seriam possíveis em dez anos no futuro. Então, os cientistas pediram aos voluntários que se lembrassem de todos os fatos que pudessem a respeito de David. Depois disso, deveriam dizer em que época da vida do personagem as situações aconteceram, aos 30 ou aos 50 anos. Como os pesquisadores suspeitavam, os voluntários com negligência unilateral tiveram maior dificuldade para recordar fatos do passado, mas não do futuro.

Na hora de desenhar um rosto, por exemplo, pacientes com dano cerebral podem representar apenas a sobrancelha e a orelha direita ou agrupar todas as características desse lado, segundo a autora do estudo, a psicóloga Lera Boroditsky, da Universidade da Califórnia em San Diego. “As memórias ficaram confusas; de alguma forma, os participantes tinham muita dificuldade de recordar elementos associados ao passado ou acreditar que fatos antigos aconteceram no futuro”, diz.

A pesquisadora acredita que quando perdemos a compreensão interna de espaço, a capacidade correspondente de percepção do tempo é afetada. Ela agora pretende repetir o estudo com falantes de hebraico e árabe, que leem (e compreendem a linha do tempo) da direita para a esquerda, para verificar se negligenciam o futuro em vez do passado.

MESMA HORA, MESMO LUGAR

Outros estudos também procuram decifrar como conceitos espaciais e temporais se sobrepõem e se complementam, muitas vezes fazendo com que uma percepção seja alterada ou mesmo prejudicada em razão da outra. Na base desses estudos está a hipótese, cada vez mais aceita, de que distância física e emocional coincide no cérebro. Isso equivale a dizer que tempo, espaço e relações sociais partilham um idioma comum. Talvez isso ocorra porque essas concepções dividem padrões comuns de atividade cerebral. É o que mostra um estudo recente, publicado em Journal of Neuroscience.

Interessados em entender porque a metáfora de distância serve para diferentes domínios conceituais, pesquisadores da faculdade de psicologia da Universidade Dartmouth usaram ressonância magnética funcional para analisar o cérebro de 15 pessoas enquanto observavam objetos domésticos (próximos ou distantes), fotografias de amigos ou apenas conhecidos e liam frases como “em poucos segundos” ou “daqui a um ano”.

Os padrões de atividade no lóbulo parietal inferior direito, uma região associada ao processamento de informações de distância, permitiram que os cientistas identificassem quando os participantes do experimento pensavam sobre algo perto ou distante em qualquer categoria, o que indica que certos aspectos relacionados a tempo, espaço e relacionamentos são processados de maneira similar no cérebro. Os resultados sugerem que as funções cerebrais superiores são organizadas mais em torno de cálculos, como perto versus longe, do que domínios conceituais, como tempo ou relações sociais.

Aproximações entre tempo e espaço. 3 

PARA QUE LADO É AMANHÃ?

Pessoas que falam línguas diferentes vislumbram o futuro apontando em diferentes direções.

Aproximações entre tempo e espaço. 2

 

 

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OUTROS OLHARES

UM PASSO ALÉM

O diagnóstico de uma doença rara pode levar até três décadas. Agora, um aplicativo usa recursos de inteligência artificial para resolver a questão em minutos.

Úm passo além

Apesar de todos os avanços estupendos na medicina nas últimas décadas, o diagnóstico de uma doença rara ainda é um quebra-cabeça e tanto para os médicos – e pode levar até impressionantes três décadas. A dificuldade é conhecida pelos pacientes, familiares e especialistas como “odisseia diagnóstica”, numa alusão às inúmeras reviravoltas, erros, dúvidas e pouquíssimas respostas. Além do desgaste emocional, o atraso compromete o tratamento e a qualidade de vida dos pacientes. Recentemente, um estudo publicado pela revista Nature Medicine trouxe uma grande e nova esperança capaz de transformar essa realidade. Pesquisadores da FDNA, uma empresa americana de biotecnologia, desenvolveram um aplicativo que utiliza uma simples foto do paciente para detectar síndromes pouco frequentes. Diz Salmo Raskin, geneticista da clínica Genétika, em Curitiba, e professor titular da Universidade Positivo: “O programa tem um potencial inédito para impactar diretamente a vida das pessoas doentes”.

Chamado Face2Gene, o sistema usa recursos de inteligência artificial para classificar as características faciais que são típicas de metade das 5.000 doenças raras já identificadas pela medicina. Os pesquisadores desenvolveram um algoritmo capaz de distinguir e detectar traços bastante específicos da face humana, muitos dos quais são imperceptíveis a olho nu. Em seguida, os cientistas abasteceram o sistema com 17.000 fotos do rosto de pacientes com doenças raras devidamente diagnosticadas. Com isso, é possível mostrar que traços faciais aparentemente saudáveis – olhos amendoados, queixo pequeno, sobrancelha arqueada, rosto levemente triangular, por exemplo – são, na verdade, indicativos de alguma doença rara. Na prática médica, o profissional fotografa o rosto do paciente e, em questão de minutos, o aplicativo interpreta a imagem. A acurácia do programa é de 91%. Ele pode ser usado no computador ou no celular e já está disponível para os médicos, inclusive no Brasil.

A maioria das chamadas doenças raras é de origem genética. São crônicas, graves, degenerativas e põem muitas vezes a vida em risco – 30% das crianças doentes morrem antes dos 5 anos. No universo das 5.000 doenças raras já descritas na literatura médica, as mais conhecidas são as síndromes de Turner e Noonan, caracterizadas por baixa estatura, problemas cardíacos e de desenvolvimento cognitivo. Cada uma delas tem uma grande diversidade de sintomas, que variam não só de doença para doença, mas também de doente para doente. Como nem todas as síndromes são caracterizadas por variações na anatomia facial, só metade delas poderia ser diagnosticada pelo sistema inteligente. A facilidade proporcionada pelo programa também vem cobrir outra lacuna no universo das doenças raras: a escassa mão de obra especializada. De acordo com levantamento realizado pelo Conselho Federal de Medicina, o Brasil conta com apenas 305 médicos geneticistas, que são os especialistas da área. Quem tem mais contato com essa realidade são os pediatras, já que 80% das doenças raras surgem na infância.

Não há cura para as doenças raras. Existem tratamentos, no entanto, que podem amenizar os sintomas, melhorar a qualidade de vida ou, a depender da patologia, aumentar o tempo de sobrevida. Mas medicamentos específicos são pouquíssimos. Estima-se que haja menos de duas dezenas de terapias para esses problemas. O número baixo está diretamente relacionado ao fato de que são doenças pouco frequentes – elas acometem apenas 6% da população. Com isso, a indústria farmacêutica não tem interesse comercial em desenvolver tratamentos tão específicos. Um exemplo recente é o medicamento chamado Spinraza. É indicado a pacientes que sofrem de atrofia muscular espinhal, condição que provoca fraqueza na musculatura do corpo. O tratamento custa o estrondoso valor de 1,5 milhão de reais no primeiro ano, e 1 milhão a cada ano para o resto da vida. Atualmente, pacientes com a doença conseguem o remédio apenas de duas formas: pagando do próprio bolso ou por meio de ações judiciais em que pedem que o medicamento seja fornecido pelo Ministério da Saúde ou pela operadora do plano de saúde. Diante da dificuldade de diagnóstico e de acesso a tratamentos eficazes, o aplicativo preenche uma lacuna importante – e consiste na novidade de maior impacto que surgiu na área nos últimos dez anos.

Um passo além. 2

GESTÃO E CARREIRA

INIMIGO OCULTO

Você é passivo – agressivo? Identificar e lidar com esse traço de personalidade tão presente no dia a dia do trabalho é importante para a saúde mental.

Inimigo oculto

No segundo semestre do ano passado, a Adobe – empresa desenvolvedora de software, com sede na Califórnia, Estados Unidos, divulgou o resultado de uma pesquisa sobre hábitos relacionados ao uso do e­ mail. Entre outras informações, o estudo realizado com cerca de 1.000 executivos americanos apontou quais são as frases mais irritantes que as pessoas utilizam nas mensagens endereçadas aos colegas de trabalho. Na lista das campeãs aparecem “Não sei se você viu o meu último e-mail’, “Alguma novidade?”, “Como dito anteriormente”, “Desculpe pelo e-mail triplicado”. Essas expressões causam um tremendo desconforto nos destinatários porque carregam, nas entrelinhas, uma crítica velada, uma cobrança sutil ou uma provocação educada – características de um comportamento classificado pela psicologia como passivo-agressivo.

Quem apresenta esse tipo de personalidade tenta fugir do confronto direto em qualquer relacionamento, seja em casa, seja no trabalho. São pessoas que não têm coragem de expressar seus desejos e opiniões – por isso, concordam com o outro pela frente e reclamam dele pelas costas. “Isso cria uma desconexão entre o que elas dizem e o que faz, afirma Isabel Silva, psicóloga e consultora de carreira da Career Minute. No ambiente profissional, um funcionário que age assim é aquele que se opõe a um plano proposto por um colega, mas não verbaliza isso e acaba oferecendo apoio. “Como discorda do projeto, ele resiste em segui-lo e toma atitudes capazes de sabotá-lo”, diz Isabel. Perder o prazo de entrega propositadamente, chegar atrasado às reuniões e colocar vários obstáculos na hora de executar as próprias tarefas são algumas delas. “Uma pessoa passivo-agressiva não gosta de cumprir regras”, afirma.

Nessa situação, ao ser questionado pelo chefe, o “sabotador” não assume sua responsabilidade pela falha e costuma se fazer de vítima, alegando que está sobrecarregado ou que é cobrado injustamente. Também pode dar uma resposta irônica ou mal­ humorada, o que gera um clima desconfortável entre as partes.

Além de minar a credibilidade, o comportamento passivo-agressivo traz consequências negativas para a equipe. “Ele cria um ambiente tóxico capaz de atrapalhar a produtividade, provocar insegurança e adicionar tensão aos relacionamentos”, afirma Lívia Marques, psicóloga organizacional e coach.

SOLITÁRIO, ANSIOSO E INSEGURO

A passivo-agressividade já foi considerada um transtorno mental no passado. Hoje é vista pela comunidade científica apenas como um traço de personalidade que começa a ser desenvolvido na infância; por influência da família. “Se, ao manifestar emoções e vontades, a criança é repreendida pelos pais com ironia ou violência, por exemplo, há chances de ela se tornar um adulto que vai se relacionar de forma passivo-agressiva”, diz Isabel Silva. Perfeccionismo e medo excessivo do fracasso, do sucesso ou da rejeição também estimulam esse comportamento.

No entanto, é difícil detectar, à primeira vista, se o colega que senta ao seu lado tem atitudes passivo-agressivas – até porque esse assunto ainda não recebe a devida atenção dentro das empresas. Mas uma coisa é certa: o passivo­ agressivo sempre deixa rastros pelo caminho. Alguém com essa personalidade geralmente é pessimista, crítico, pouco flexível, vive inventando intrigas e fica “em cima do muro” quando precisa opinar sobre um determinado tema. “Adotar esse comportamento é uma forma de se proteger, já que, ao blindar nossos desejos, criamos uma barreira contra a vulnerabilidade”, diz o coach Flávio Resende.

Se ter uma pessoa dissimulada na equipe já é capaz de azedar o clima e comprometer a produtividade do grupo, mais complicado ainda é lidar com um gestor que age de maneira passivo- agressiva. “Ângela*, de 29 anos, analista de sistemas sentiu o problema na pele. O chefe de um projeto no qual ela atuava dizia ficar contente com seu trabalho, mas vivia falando mal dela para os colegas. Como se não bastasse, o gestor a envolvia em piadas inapropriadas sempre que tinha oportunidade. “Uma vez fiquei tão irritada que manifestei minha insatisfação. Ele me respondeu “calma, é brincadeira. Acha mesmo que eu estava falando sério? Que ingenuidade”, diz Ângela. O relacionamento ficou desgastado e a analista pediu demissão nove meses depois com o apoio da equipe. “Achei que fosse crescer na empresa, mas percebi que minha saúde mental era mais importante do que o emprego. Até cheguei a conversar com o RH, mas, como nada mudou, resolvi sair”.

Segundo a psicóloga Isabel Silva, é difícil sobreviver quando o passivo-agressivo ocupa uma posição de comando – a menos que você caia nas graças dele. “Esse tipo de chefe costuma ser solitário, ansioso e inseguro. O comportamento dele pode gerar assédio moral, sofrimento psicológico e até depressão”, afirma. Segundo ela, a melhor alternativa nessa situação é se esforçar para que o gestor se sinta seguro – isso porque um passivo-agressivo tende a baixar a bola quando confia nos outros. “Demonstre atitude positiva diante das demandas, seja resiliente, apresente soluções para os problemas do dia a dia e convide-o a entender seus motivos quando for expor ideias contrárias às dele”. “Se nada mudar, avalie se o emprego traz benefícios que superam os custos de administrar um chefe complicado. Se não for o caso, siga outro rumo.

DUAS CARAS, EU?

Admitir a própria passivo-agressividade não é uma tarefa simples, mas importantíssima para o desenvolvimento pessoal. Esse foi o caso de Andréa*, de 46 anos, administradora que atua na área de eventos. Ela sempre teve dificuldade em dizer “não” e em manifestar seu descontentamento nas relações profissionais. Para se proteger achava melhor concordar com as decisões alheias do que expor suas opiniões. No entanto, procrastinava as tarefas reclamava da gestora e, ainda que inconscientemente, fazia algum detalhe dos projetos dar errado. “Sentia prazer em me vingar da minha chefe, me orgulhava da minha rebeldia. É como se dissesse a ela “você não é tão boa quanto acredita”, afirma. Andrea sentia medo de assumir responsabilidades, era insegura para estabelecer seus próprios objetivos de carreira. Embora seu comportamento nunca tenha causado um dano grave à companhia, ela percebeu que era passivo-agressiva quando começou a fazer psicoterapia depois da morte da mãe. “Vivia me fazendo de vítima e reclamando que todo mundo era promovido menos eu. Com o tratamento, tive coragem de olhar para dentro e ver que, se eu quisesse um futuro melhor tinha de correr atrás em vez de ficar me lamentando”, diz. Hoje, Andrea segue na mesma empresa e não tem mais fama de “duas caras” entre os colegas. “Aos poucos minha líder percebeu que estou madura e confiante. Sempre que me pego sendo passivo-agressiva, respiro fundo e mudo conscientemente a rota. É um compromisso que tenho comigo mesma.”

Buscar apoio é importantíssimo para se relacionar melhor com as pessoas, evitar problemas emocionais como a depressão. Afinal, um passivo-agressivo sofre porque recebe de volta a hostilidade que direciona e incita nos outros. Entender a origem desse comportamento é o primeiro passo para mudá-lo. O segundo é trabalhar a autoconfiança. E vale ressaltar que conflitos sempre existirão no ambiente de trabalho ou fora dele – e não há nada de ruim nisso, desde que se respeitem as próprias posições e as dos demais.

***Os nomes das personagens foram trocados para manter o anonimato das profissionais.

AI, QUE RAIVA!

O ranking das frases mais irritantes do e-mail corporativo, de acordo com pesquisa da Adobe feita com 1.000 executivos americanos:

Inimigo oculto.2 

Inimigo oculto. 3

VOCÊ É PASSIVO-AGRESSIVO NO TRABALHO?

Faça o teste, idealizado pela psicóloga e coach Lívia Marques, e avalie se precisa ajustar seu comportamento.

1 – VOCÊ TEM DIFICULDADE DE DIZER NÃO A UM COLEGA OU AO CHEFE?

□ (A) Nenhuma. Se for preciso, digo não numa boa.

□ (B) Sim. Recentemente assumi uma tarefa, mas logo depois comuniquei a meu gestor que não daria para realizá-la.

□ (C) Sim. Às vezes digo que farei a tarefa, mas não consigo terminá-la no tempo solicitado. Daí, entrego após o prazo – e só com algumas informações corretas.

□ (D) Sim. Aceito a tarefa e depois procrastino a entrega.

2 – VOCÊ CONFIA EM SI MESMO E LIDA BEM COM SUAS FRAQUEZAS?

□ (A) Sim. Sempre busco suavizar meus pontos fracos.

□ (B) Nem sempre. Em alguns momentos, gosto que alguém me diga que sou capaz. Depois percebo que não preciso agir assim.

□ (C) Claro que não! sou frequentemente criticado e questiono meu gestor sobre isso. Às vezes aceito a crítica, mas na maioria das vezes sei que o feedback é falso.

□ (D) Não. Fico chateado, mas não deixo transparecer. Quando tenho uma oportunidade, sou sarcástico com a pessoa.

3 – VOCÊ “EXPLODE” QUANDO ACONTECE ALGUM IMPREVISTO?

□ (A) Não. Imprevistos sempre aparecem.

□ (B) Dificilmente. Se eu perceber que vou explodir, me isolo por um tempo.

□ (C) Explodo e não sei como reverter a situação. Não fico bem quando isso acontece e sinto que estou perdendo o controle.

□ (D) Não, mas minhas atitudes demonstram que não gostei do ocorrido.

4 – SEU CHEFE TE DEU UM FEEDBACK NEGATIVO. VOCÊ LEVA PARA O LADO PESSOAL?

□ (A) Aceito numa boa, pois sei que é para o meu crescimento.

□ (B) Quando ele me chama para dar o feedback, já penso que será negativo e sou reativo. Após a explicação do meu gestor, consigo entender melhor.

□ (C) Quando recebo o feedback negativo, percebo que meu gestor muda o tom para

amenizar a situação, pois sabe que tenho um comportamento explosivo.

□ (D) Com certeza é um ataque pessoal. Finjo concordar com as críticas, mas fico quieto o resto do dia.

5 – VOCÊ SE SENTE INJUSTIÇADO OU POUCO VALORIZADO NO ESCRITÓRIO?

□ (A) Às vezes, mas, quando isso acontece, busco um feedback e reavalio minhas atitudes.

□ (B) Às vezes, mas, quando paro para refletir, vejo que nem tudo sai como eu desejo.

□ (C) Sim, me sinto injustiçado e acho que mereço mais. no entanto, sei que meu comportamento explosivo afasta oportunidades.

□ (D) Sempre me sinto assim.

6 – UM COLEGA RECEBE UMA PROMOÇÃO. VOCÊ:

□ (A) Reconhece o merecimento dele e o incentiva a continuar dando o melhor de si.

□ (B) Fica chateado e não quer mais pensar na situação.

□ (C) Fica chateado, raivoso e consternado por não ter sido você

□ (D) Elogia o colega em público e depois diz que ele só conseguiu a promoção porque é amigo do gestor.

7 – SEU CHEFE PEDE A TODOS QUE DEEM IDEIAS ANTES DE TOMAR A DECISÃO FINAL. O QUE VOCÊ FAZ?

□ (A) Pergunto como seria essa ação e qual o problema que precisa ser sanado.

□ (B) Digo que tenho uma ideia, mas depois percebo que ela não era boa para aquela situação.

□ (C) Digo que sei o que fazer. dou várias ideias sem sentido, mas acredito que elas são maravilhosas. Quando vou incluir no projeto, vejo que não era bem aquilo o desejado e digo que não posso contribuir.

□ (D) Procrastino e, quando cobrado, digo que não sabia que ele queria que fizesse tão rápido.

8 – VOCÊ ESTÁ ZANGADO COM UM COLEGA. COMO AGE?

□ A) Chamo o colega e explico o que senti. Dessa forma sei que podemos manter uma conversa amigável e ter um bom entendimento sobre a situação.

□ (B) Saio de perto para tentar entender a situação, depois converso com ele.

□ (C) Na maioria das vezes nem quero chegar perto dele, pois não gosto de suas atitudes e sempre temos problemas. Falo apenas o necessário

□ (D) Digo que não estou com raiva, mas excluo a pessoa.

MAIS RESPOSTA A

Você raramente apresenta traços de passivo-agressividade. É o tipo de pessoa que comunica seus pensamentos e necessidades de forma assertiva na maioria das situações e demonstra respeito pelo ponto de vista dos outros. Também procura manter o ambiente de trabalho leve e produtivo.

 

MAIS RESPOSTA B

Em determinados momentos, você assume atitudes condizentes com as de uma pessoa passivo-agressiva. Embora esse comportamento não chegue a prejudicar sua carreira, é bom identifica-lo e refletir o que o leva a se posicionar dessa forma. A autoanálise amplia, e muito, a inteligência emocional.

MAIS RESPOSTAS C

Talvez você nem perceba, mas está agindo com ironia ou vitimismo de maneira frequente. Comece a prestar mais atenção em seu comportamento para não deixar com que a passivo-agressividade avance e comprometa seu desempenho profissional. Considere procurar um terapeuta.

MIS RESPOSTA D

Você tem uma personalidade passivo-agressiva. Os sintomas mais marcantes são o sarcasmo, a dificuldade de falar não, a ironia, a auto piedade e a desconexão entre o que você diz e faz. Procure ajuda profissional para entender o que faz você agir dessa forma – só assim conseguirá melhorar sua credibilidade no trabalho e ter relacionamentos mais saudáveis.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 16: 16 – 19

Pensando biblicamente

A SOBERBA E A HUMILDADE

 

V. 16 – Aqui, Salomão não somente declara que é melhor obter sabedoria do que ouro ( Provérbios 3.14,8 ,19), mas fala disto com certeza, que é muito melhor, indescritivelmente melhor – com admiração (Quão melhor!), como alguém maravilhado com a desproporção – com um apelo à consciência dos homens (”Julguem vocês mesmos o quanto é melhor”) – e com uma adição com o mesmo propósito. que é mais excelente adquirir a prudência do que a prata e todos os tesouros dos reis, e também dos seus favoritos. Observe:

1. A sabedoria celestial é melhor do que a riqueza terrena, e deve ser preferida a ela. A graça é mais valiosa do que ouro. A graça é a dádiva do favor peculiar de Deus; o ouro, somente da providência comum. A graça é para nós mesmos; o ouro, para os outros. A graça é para a alma e a eternidade; o ouro, somente para o corpo e o tempo. A graça nos prestará bons serviços à hora da morte, quando o ouro não nos terá qualquer utilidade.

2. Obter esta sabedoria celestial é melhor elo que obter a riqueza terrena. Muitos se esforçam e sofrem para obter riquezas, sem conseguir; mas a graça nunca foi negada a qualquer pessoa que a buscasse com sinceridade. Existe urna vaidade e perturbação de espírito na obtenção da riqueza, mas alegria e satisfação de espírito na obtenção da sabedoria. Grande paz têm os que a amam.

 

V. 17 – Observe:

1. É o caminho dos retos desviarem-se do pecado e de tudo o que se parece com pecado ou que conduza ao pecado; e é um alto caminho, assinalado com autoridade, trilhado por muitos que o trilharam antes de nós, no qual nos encontramos com muitos que nos farão companhia; é um caminho fácil de encontrar, e seguro para se percorrer, como um alto caminho (Isaias 3 5.8). ”Apartar-se do mal é a inteligência”.

2. Os justos têm o cuidado de preservar as suas almas, para que não sejam contaminados com o pecado, e para que, pelas dificuldades do mundo, não venham a ser privados delas, especialmente para que não pereçam para sempre (Mateus 16.26). Portanto. eles se preocupam em guardar o seu caminho. e não se desviar dele, para qualquer lado, mas seguir, rumo à perfeição. Os que aderem ao seu dever asseguram a sua felicidade. Guarda o teu caminho, e Deus te guardará.

 

V. 18 – Observe:

1. A soberba cairá. Os que têm um espírito soberbo, que se julgam acima do que é apropriado, e que olham aos outros com desprezo, que com sua soberba afrontam a Deus e inquietam outras pessoas, serão abatidos, quer por arrependimento, quer por ruína. É a honra de Deus humilhar os soberbos (Jó 40.11,12). É um ato de justiça que aqueles que se exaltaram sejam abatidos. Faraó, Senaqueribe, Nabucodonosor, foram exemplos disto. Os homens não podem punir a soberba, mas admirá-la ou temê-la, e por isto Deus tomará a punição por ela em suas próprias mãos. Deixai-o, que lide com os soberbos.

2. Os soberbos são frequentemente mais soberbos, e insolentes, e presunçosos, pouco antes da sua destruição, de modo que há certo prenúncio de que estão à beira da morte. Quando os soberbos desafiam os juízos de Deus, e se consideram à maior distância deles, é sinal de que estão à porta; veja o caso de Ben-Hadade e Herodes. Ainda estava a palavra na boca do rei (Daniel 4.31). Não devemos, portanto, temer a soberba dos outros, mas temer imensamente a soberba em nós mesmos.

 

V. 19 – O fato de que é melhor ser pobre e humilde do que ser rico e soberbo é um paradoxo que os filhos deste mundo não conseguem entender, e ao qual irão endossar.

1. Os que dividem o despojo normalmente são soberbos; eles valorizam a si mesmos, e desprezam os outros, e as suas mentes se exaltam com a sua condição; portanto, os que são ricos neste mundo têm a necessidade de ser instruídos para que não sejam altivos (1 Timóteo 6.l7). Aqueles que são soberbos e que desejam ser vistos, que pressionam, lutam e cavam em busca de promoção, são os homens que comumente dividem o despojo, e o dividem entre si; eles têm o mundo à sua disposição; tudo está ao alcance de suas mãos. 

2. Sob todos os pontos de vista, é melhor compartilhar a sorte daqueles cuja condição seja humilde, e cuja mente não seja altiva, do que cobiçar e desejar aparentar algo no mundo, em meio a uma condição bastante alvoroçada. A humildade, ainda que nos exponha ao desprezo no mundo, nos recomenda ao favor de Deus, nos qualifica para as suas benevolentes visitas, nos prepara para a sua glória, nos protege de muitas tentações, e preserva a tranquilidade e o repouso de nossas almas, e é muito melhor do que a altivez que, embora arrebate a honra e a riqueza do mundo, coloca o homem em uma situação terrível: Deus passa a ser o seu inimigo, enquanto o diabo passa a ser o seu senhor.