ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 16: 6 – 9

Pensando biblicamente

A SOBERANIA DA PROVIDÊNCIA DIVINA

 

V. 6 – Veja aqui:

1. Como a culpa do pecado é tirada de nós – pela misericórdia e pela verdade de Deus, a misericórdia contida na promessa, a verdade na realização, a misericórdia e a verdade que se encontram em Jesus Cristo, o Mediador – pelo concerto da graça, em que a misericórdia e a graça brilham de maneira tão reluzente – pela nossa misericórdia e verdade, como a condição para o perdão, e uma qualificação necessária para ele – por elas, e não pelos sacrifícios legais (Miqueias 6.7,8).

2. Como o poder do pecado é rompido em nós. Pelos princípios de misericórdia e verdade dominantes em nós, se purifica a iniquidade; no entanto, pelo temor do Senhor, e a influência desse temor, os homens se desviam do mal; não ousarão pecar contra Deus os que conservarem, em suas mentes, um santo temor e reverência por Ele.

 

V. 7 – Observe:

1. Deus pode converter adversários em amigos, quando desejar. Aquele que tem todos os corações em suas mãos pode acessar os espíritos dos homens, e dominá-los, trabalhando imperceptivelmente, mas irresistivelmente, neles; pode fazer com que os inimigos de um homem tenham paz com ele, pode fazê-los mudar de ideia, ou forçá-los a urna submissão aparente. Ele pode matar todos os inimigos, e reunir os que estavam muito afastados, uns dos outros.

2. Ele fará isto por nós, quando nós o agradarmos. Se nos preocuparmos em nos reconciliarmos com Deus, e nos conservar no seu amor, Ele inclinará os que nos invejam e nos perturbam, para que alimentem uma boa opinião a nosso respeito, e se tornem nossos amigos. Deus fez com que Esaú tivesse paz com Jacó, Abimeleque com Isaque, e que os inimigos de Davi buscassem a sua benevolência e desejassem uma aliança com Israel. A imagem de Deus aparecendo para os justos, e a sua benevolência particular para com eles, são suficientes para recomendá-los ao respeito de todos, até mesmo dos que têm os mais elevados preconceitos contra eles.

 

V. 8 – Aqui:

1. Supõe-se que um homem bom e honesto possa ter apenas um pouco da riqueza deste mundo (penso que a maioria dos justos não é rica) – que um homem possa ter apenas um pouco, e ainda assim possa ser honesto (embora a pobreza seja uma tentação à desonestidade, Provérbios 30.9. mas não uma tentação invencível) – e que, por algum tempo, um homem possa enriquecer por meio de fraude e opressão, vindo a ter grandes rendas, mas ele não pode fazer bom uso do que é obtido e conservado sem justiça.

2. Sabe-se que uma pequena propriedade obtida com honestidade, com que um homem se satisfaz, de que usufrui confortavelmente, com que serve a Deus com alegria, e à qual dedica a um uso com justiça, é muito melhor, e mais valiosa, do que uma grande propriedade, obtida com injustiça, e então conservada ou gasta de maneir a injusta. Ela traz consigo mais satisfação interior, uma melhor reputação para os que são sábios e bons; ela durará mais tempo, e terá maior valor no grande dia, quando os homens serão julgados, não segundo o que tiveram, mas segundo o que fizeram.

 

V.  9 – O homem aqui nos é descrito:

1. Como uma criatura racional. que tem a faculdade de considerar por si só: “O coração do homem considera o seu caminho”, traça um objetivo, e planeja caminhos e meios que conduzam a este fim, coisa que não conseguem fazer as criaturas inferiores, que são governadas pelos sentidos e instintos naturais – o que torna mais vergonhoso para o homem, não considerar a maneira como agradar a Deus e se preparar para o seu estado eterno.

2. Mas, como uma criatura dependente, que se sujeita à orientação e ao domínio do seu Criador. Se os homens considerarem seu caminho, de modo a fazer da glória de Deus o seu objetivo e da sua vontade a sua lei, poderão esperar que Ele lhes dirija os passos, pelo seu Espírito e sua graça, de modo que não errem o seu caminho nem deixem de chegar ao seu fim. Mesmo que os homens conduzam suas questões terrenas polidamente, e com grande probabilidade de sucesso, ainda assim Deus ordena o evento, e às vezes dirige os seus passos, para onde eles menos pretendiam. A intenção é nos ensinar a dizer: “Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo” (Tiago 4.14,15, na versão RA), e a dirigirmos os nossos olhos para Deus, não somente nas grandes reviravoltas de nossas vidas, mas em cada passo que dermos. Que Cristo encaminhe a nossa viagem (1 Tessalonicenses 3.11).

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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