ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 16: 1-5

Pensando biblicamente

A SOBERANIA DA PROVIDÊNCIA DIVINA

 

V. 1 – Ao lermos este versículo, vemos que ele nos ensina uma grande verdade, a de que não temos suficiência, para pensar ou falar por nós mesmos, nada que seja sábio e bom, mas que toda a nossa suficiência está em Deus , que está com o coração e com a boca, e opera em nós tanto o querer como o efetuar (Filipenses 2.3; Salmos 10.17). Mas muitos interpretam de outra maneira: a preparação do coração está no homem (ele pode planejar e designar, isto e aquilo), mas a resposta da língua. não somente a transmissão do que ele decidiu falar, mas o resultado e o sucesso do que ele decidiu fazer, vêm do Senhor. Isto é, em resumo:

1. O homem propõe. Ele tem liberdade de pensamento e livre arbítrio; que forme seus projetos, e conceba seus esquemas, conforme julgar melhor: mas, afinal:

2. Deus dispõe. O homem não pode continuar com suas atividades sem o auxílio e a bênção de Deus, que criou a boca do homem e nos ensina o que temos que dizer. Na verdade, Deus pode, facilmente, contrariar os propósitos dos homens, e frequentemente o faz, e frustra os seus desígnios. Era uma maldição que estava preparada no coração de Balaão, mas a resposta da língua foi uma bênção.

 

V. 2 – Observe:

1. Todos nós somos propensos a ser parciais, na avaliação de nós mesmos: todos os caminhos do homem, todos os seus desígnios, todas as suas obras, são limpos aos seus olhos, e ele não vê nada de errado neles, nada que o condene, ou que prove que os seus projetos não sejam para o bem; e por isto ele tem confiança de sucesso, e de que a resposta da língua será de acordo com as expectativas do coração; mas há uma grande dose de contaminação que se prende aos nossos caminhos, da qual não estamos cientes, ou não julgamos tão má como deveríamos.

2. Temos a certeza de que o juízo de Deus, a nosso respeito, é segundo a verdade: “O Senhor pesa os espíritos”, em uma balança justa e inequívoca, Ele conhece o que há em nós, e profere a sentença de maneira correspondente, escrevendo TEQUEL, pesado foste na balança e achado em falta; e de acordo com o seu juízo, devemos permanecer ou cair. Ele não somente vê os caminhos dos homens, mas pesa os seus espíritos, e nós somos como nossos espíritos.

 

V. 3 – Observe:

1. É uma coisa muito desejável, ter os nossos pensamentos estabelecidos, e não jogados e precipitados, por temores e preocupações inquietantes – para prosseguirmos em um caminho firme de honestidade e piedade, sem sermos perturbados, ou desestabilizados, por qualquer evento ou mudança – satisfeitos, na certeza de que tudo terá bom resultado, no final, e por isto, estar sempre calmos e tranquilos.

2. A única maneira de termos os nossos pensamentos estabelecidos é confiar as nossas obras ao Senhor. As grandes preocupações das nossas almas devem se r confiadas à graça de Deus. com uma dependência e submissão à conduta dessa graça (2 Timóteo 1.12); todas as nossas preocupações devem ser confiadas à providência de Deus, e à soberana, sábia e piedosa disposição dessa providência. Confia as tuas obras ao Senhor (este é o significado da palavra); transfere o fardo das tuas preocupações para Deus. Apresenta o problema diante dele, em oração. Torna tuas obras conhecidas do Senhor (assim alguns interpretam), não somente as obras da tua mão, mas as do teu coração; e então deixa-as com Ele, com fé e confiança nele, submissão e resignação a Ele. A vontade do Senhor será feita. Nós poderemos, então, ficar tranquilos, quando decidirmos que o que quer que agrade a Deus. agradará a nós.

 

V. 4 – Observe:

1. Deus é a primeira causa. Ele é o primeiro de todas as coisas e todas as pessoas, a fonte da existência; a cada criatura, Ele deu a sua existência, e indicou o seu lugar. Até mesmo os ímpios são suas criaturas, ainda que sejam rebeldes; Ele lhes deu os poderes com os quais eles lutam contra Ele, entretanto o fato de que não permitam que aquele que os criou os governe agrava a sua iniquidade, e, portanto, embora Ele os tenha criado, não os salvará.

2. Deus é o fim derradeiro. Tudo pertence a Ele, e se origina dele, e por isto, tudo é para Ele, e por Ele. Ele criou tudo. conforme a sua vontade e para o seu louvor; Ele se determinou a servir aos seus próprios propósitos com todas as suas criaturas, e não falhará em seus desígnios; todos são seus servos. Ele não é glorificado pelo ímpio, mas por causa dele, será glorificado. Ele não torna ímpio nenhum homem, mas criou àqueles a quem previu que seriam ímpios: ainda assim, Ele os fez (Genesis 6.6), porque sabia como obter honra por causa deles. Veja Romanos 9.22. Ou (como alguns interpretam), Ele criou os ímpios, para que fossem empregados por Ele, como instrumentos da sua ira no dia do mal, quando Ele trouxer o juízo ao mundo. Ele faz algum uso, até mesmo dos ímpios, como de outras coisas, para que sejam a sua espada, a sua mão (Salmos 17.13,14). O rei da Babilônia é chamado seu servo.

 

V. 5 – Observe:

1. A soberba dos pecadores coloca Deus contra eles. Aquele que, sendo exaltado em posição, é altivo de coração, cujo espirita é exaltado com a sua condição, de modo que se torna insolente na sua conduta, para com Deus e o homem, que saiba que, ainda que ele admire a si mesmo, e os outros o bajulem, ainda assim é uma abominação para o Senhor. O grande Deus o despreza; o santo Deus o detesta.

2. O poder dos pecadores não os pode proteger de Deus, ainda que eles se fortaleçam, unindo as mãos. Embora eles possam se fortalecer, uns aos outros, com suas confederações e combinações, unindo suas forças contra Deus, não escaparão ao seu justo juízo. Ai daquele que contende com o seu Criador (Provérbios 11.21; Isaias 45.9).

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.