ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 15: 25-33

Pensando biblicamente

O CONTRASTE ENTRE OS JUSTOS E OS ÍMPIOS

 

V. 25 – Observe:

1. Deus se alegra em abater os que são exaltados, e normalmente faz isto, no curso da sua providência: Os soberbos, que se exaltam a si mesmos, que desafiam a Deus que está acima deles, e pisam nos que estão à sua volta, são aqueles a quem Deus resiste, e a quem irá destruir, não somente a eles, mas também às suas casas, de que se orgulham e de cuja continuidade e perpetuidade são confiantes. A soberba é a ruína de multidões.

2. Deus se alegra em sustentar os que estão aflitos, e frequentemente o faz de maneira admirável: ele firmará a herança da viúva, que homens ofensivos e soberbos dilapidam, e que a pobre viúva não é capaz de defender e confirmar. A honra de Deus consiste em proteger os fracos e defender os que são oprimidos.

 

V. 26 – A primeira parte deste versículo fala de pensamentos, a segunda, de palavras, mas o significado é o mesmo: pois os pensamentos são palavras de Deus, e as palavras são avaliadas pelos pensamentos de que se originam, de modo que:

1. Os pensamentos e as palavras dos ímpios, que são, como eles mesmos, ímpios, que visam maldades, e têm alguma má intenção, são uma abominação para o Senhor; Ele sente desprazer com eles, e os levará em conta. Os pensamentos dos ímpios, na sua maioria, são odiados por Deus, e são uma ofensa para Ele, que não somente conhece o coração e tudo o que acontece nele, mas exige o lugar mais íntimo e mais elevado nele.

2. Os pensamentos e as palavras dos puros, dos limpos, sendo, como eles mesmos, limpos, puros, honestos e sinceros, são palavras agradáveis e pensamentos agradáveis, agradáveis ao santo Deus, que se alegra na pureza. Isto pode ser interpretado, tanto sobre as suas devoções a Deus (as palavras de suas bocas e as meditações dos seus corações, em oração e louvor, são aceitáveis a Deus. Salmos 19.14; 69.13), como sobre as suas palavras para com os homens, que tendem à edificação. Ambos são agradáveis, quando se originam de um coração puro, sim, de um coração que foi purificado.

 

V. 27 – Observe:

1. Os que são cobiçosos provocam problemas às suas famílias: o que se dá à cobiça, e por isto se torna um escravo do mundo, levantando-se cedo, ficando desperto até tarde, e comendo o pão da preocupação, devido à cobiça – aquele que se apressa, e pressiona, a si mesmo e a todos ao seu redor, nos negócios, se irrita com cada perda e desapontamento, e discute com todos os que atrapalham o seu lucro – perturba a sua casa, é um fardo e uma irritação, para os seus filhos e os seus servos. Aquele que, na sua cobiça, recebe subornos (RA), e usa maneiras ilícitas de obter dinheiro, deixa uma mal­ dição, com o que obtêm, aos que vierem depois dele, que mais cedo ou mais tarde trará aflições à sua casa (Habacuque 2.9,10).

2. Os que são generosos, além de justos, transmitem uma bênção às suas famílias: “O que aborrece as dádivas” (“o que odeia o suborno”, na versão RA), que não permite que suas mãos peguem os subornos que são postos nelas, para perverter a justiça e que abomina­ rá todas as maneiras indiretas e pecaminosas de obter dinheiro – que detesta ser torpe e mercenário, e está disposto, se houver oportunidade, a fazer o bem gratuitamente – viverá; ele terá o conforto da vida, e viverá em prosperidade e prestígio; o seu nome e a sua família viverão e continuarão.

 

V. 28 – Aqui temos:

1. Um homem bom prova ser sábio com o bom controle da sua língua; aquele que faz isto, é um varão perfeito (Tiago 3.2). E parte do caráter de um homem justo que, convencido da importância que deve dar às suas palavras, e da boa ou má influência que elas têm sobre os outros, deve se preocupar em falar sinceramente (é o seu coração que responde, isto é, ele fala o que pensa, e não ousa fazer outra coisa, ele fala verazmente segundo o seu coração, Salmo 15.2), e falar de maneira pertinente e benéfica, e por isto procura responder, de modo que suas palavras possam ter graça (Neemias 2.4; 5.7).

2. Um ímpio prova ser um tolo, pelo fato de que nunca presta atenção ao que diz, mas a sua boca derrama em abundância coisas más, para a desonra de Deus e da religião, sua própria vergonha, e sofrimento para os outros. Sem dúvida, é um mau coração que transborda o mal.

 

V. 29 – Observe:

1. Deus se coloca à distância dos que o desafiam: os ímpios dizem ao Todo-Poderoso, aparta-te de nós, e por isto, Ele está longe deles; Ele não se manifesta a eles, não tem comunhão com eles, não deseja ouvi­ los, não os irá ajudar, nem mesmo no momento da sua necessidade. Eles estarão para sempre banidos da sua presença, e Ele os manterá à distância. “Apartai-vos de mim, malditos”.

2. Ele se aproximará, com misericórdia, dos que se aproximam dele, no caminho do dever; Ele escutará a oração dos justos, e a aceitará, ficará satisfeito com ela, e concederá uma resposta de paz a ela. É a oração de um justo que pode muito em seus efeitos (Tiago 5.16). Ele se aproxima deles, é uma ajuda presente, em tudo o que lhe pedirem.

 

V. 30 – Aqui, duas coisas são declaradas como agradáveis:

1. É agradável ter uma boa perspectiva de ver a luz do sol (Êxodo 11.7), e com ela, ver as maravilhosas obras de Deus, com que este mundo inferior é embelezado e enriquecido. Os que têm necessidade de misericórdia sabem como valorizá-la; como “a luz dos olhos alegra o coração”! Esta consideração deve nos tornar agradecidos pela nossa visão.

2. É mais agradável ter um bom nome, um nome respeitado por Deus e pelas pessoas boas, devido às boas coisas que se pratica: é como um unguento precioso (Eclesiastes 7.1). “A boa fama engorda os ossos”; ela traz um prazer secreto, que é fortalecedor. É também muito consolador ouvir (como alguns interpretam) um bom relato, a res­ peito dos outros; um homem não tem maior alegria do que a de ouvir que seus amigos andam na verdade.

 

V31 – Observe:

1. Um homem sábio está sempre disposto a ser repreendido, e por isto convive com os que, tanto por suas palavras como por seus exemplos, lhe mostram o que há de errado nele: “Os ouvidos que escutam a repreensão” amarão aquele que repreende. As repreensões fiéis e amistosas são aqui chamadas de “repreensão da vida”, não somente porque devem ser feitas de maneira vigorosa, e com prudente zelo (e devemos repreender por meio de nosso modo de viver, e também por nossa doutrina), mas porque, quando são bem aceitas, são meios de vida espiritual, e levam à vida eterna, e (como pensam alguns) para distingui-las de censuras e repreensões por sucesso, que são, na verdade, repreensões de morte, que não devemos considerar, nem pelas quais nos devemos influenciar.

2. Os que são sábios a ponto de suportar a repreensão se tornarão mais sábios (Provérbios 9.9), e acabarão sendo contados entre os sábios da sua época, e terão habilidade e autoridade, para repreender e instruir outras pessoas. Os que aprendem bem, e obedecem bem, provavelmente, com o tempo, ensinarão bem, e governarão bem.

 

V. 32 – Veja aqui:

1. A tolice dos que não desejam ser ensinados, que rejeitam a instrução, que não dão ouvidos a ela, mas que lhe dão as costas, ou que não a ouvem, mas fecham seu coração a ela. Eles rejeitam a correção; eles não a aceitarão, nem do próprio Deus, mas lutarão contra ela. Os que fazem isto menosprezam as suas almas; eles mostram que têm uma má opinião sobre as suas almas, e se preocupam pouco com elas, esquecendo-se que elas são racionais e imortais, e que a instrução é designada a cultivar a razão e preparar para o estado imortal. O erro fundamental dos pecadores é menosprezar suas próprias almas; desta maneira, eles negligenciam o que têm que prover para elas, e as maltratam, as expõem, preferem o corpo à alma, e prejudicam a alma, para satisfazer o corpo.

2. A sabedoria dos que estão dispostos, não somente a ser ensinados, mas também a ser repreendidos: o que escuta a repreensão e corrige os erros pelos quais é repreendido, adquire entendimento, pelo qual a sua alma é protegida dos maus caminhos e conduzida nos bons caminhos, e assim ele evidencia a apreciação que tem pela sua própria alma e também lhe atribui verdadeira honra.

 

V. 33 – Veja aqui o grande interesse como também o dever que temos:

1. Que nos submetamos ao nosso Deus e conservemos uma reverência por Ele: o temor do Senhor, assim como é o princípio da sabedoria, também é a instrução e correção da sabedoria; os princípios da religião, se aderidos fortemente, aprimorarão o nosso conhecimento, corrigirão nossos erros, e serão o melhor guia do nosso caminho. Um temor por Deus sobre nossos espíritos nos dará os mais sábios conselhos e nos castigarão, quando falarmos ou agirmos tolamente.

2. Que nos curvemos diante de nossos irmãos. e tenhamos respeito por eles. Onde há humildade, há um feliz prenúncio de honra e preparativos para ela. Aqueles que se humilharem serão exaltados, tanto aqui como no futuro.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.