PSICOLOGIA ANALÍTICA

MENSAGENS ESCONDIDAS

Os estímulos que recebemos de maneira subliminar, ou abaixo do nível da consciência, surtem algum efeito sobre nossas escolhas, mesmo que não possamos nos dar conta. Essa influência, no entanto, ocorre apenas em situações bastante específicas.

Mensagens escondidas

Recebemos mensagens o tempo todo – tanto a respeito do mundo externo quanto de estados internos. Muitas dessas informações processamos conscientemente, mas inúmeras delas passam despercebidas. Ou seja: registramos, mas não temos consciência de que o fazemos. A música que toca distante, por exemplo, pode influenciar nossas escolhas. E se alguém nos perguntar se o som tem alguma relação com nossa opção, provavelmente vamos jurar que não. Um experimento, porém, mostrou que certos “detalhes” podem ter mais efeito sobre nós do que supomos. O psicólogo Adrian North e seus colegas, na época, na Universidade de Leicester, na Inglaterra, expuseram uma seleção de quatro vinhos alemães e quatro franceses, igualmente caros, em um supermercado britânico. Durante alguns dias, os cientistas intercalaram canções alemãs e francesas no ambiente. Depois, entrevistaram os clientes que compraram a bebida e descobriram que poucos haviam se dado conta de ter escutado alguma música. Porém, aqueles expostos a canções francesas escolheram vinhos dessa nacionalidade com maior frequência, e o mesmo se deu em relação às bebidas alemãs.

“Esse tipo de estudo nos leva a considerar que, assim como a música, a publicidade com mensagens abaixo do nível da consciência pode exercer influência em situações imediatas do cotidiano”, afirma o psicólogo social Wolfgang Stroebe, professor das universidades de Utrecht e de Groningen. Segundo ele, as mensagens teriam de ser curtas, aparecer no momento em que decidimos algo e estarem relacionadas às nossas intenções imediatas ou aos nossos hábitos. “Pelo que sabemos hoje, é improvável que anúncios publicitários com conteúdos subliminares possam induzir consumidores a comprar determinada marca dias depois”, afirma. Na prática, portanto, mensagens “escondidas” em músicas, peças publicitárias ou filmes são menos potentes ou aterrorizantes do que se acreditava no passado.

ASCENSÃO E QUEDA

A noção de que podemos ser influenciados sem nos darmos conta é antiga – evidências históricas sugerem que no século 5º a.C. os pensadores gregos já tentavam empregar linguagem sutil, mas persuasiva para induzir pessoas disfarçadamente. Em meados do século 20, essa famosa ideia capturou a atenção popular, mas só recentemente a ciência começou a analisar os efeitos reais daquilo que é transmitido abaixo do limiar da consciência.

1943 – Mensagens subliminares foram ocasionalmente incorporadas em programas de rádio, cinema e televisão. Em um curta de animação do Patolino daquele ano, por exemplo, as palavras “compre edições” aparecem brevemente na tela. Ninguém sabia se influenciariam as pessoas, mas decidiu-se que tentar não faria mal.

1957 – O pesquisador de mercado James Vicary afirmou que, ao disparar rapidamente as palavras “Coma pipoca” e “Beba Coca-Cola” durante um filme por uma fração de segundo, ele conseguiu aumentar significativamente a venda desses produtos. Cinco anos mais tarde, Vicary admitiu que havia falsificado o estudo. A essa altura, porém, a preocupação do público e o interesse de anunciantes e agências governamentais já tinham crescido em relação ao poder manipulador dessas mensagens.

Final dos anos 1960 até a década de 1980 – Muitos estudos científicos ao longo desse período começaram a desacreditar as alegações de que dados subliminares pudessem influenciar o comportamento de maneira sutil. Uma pesquisa, por exemplo, mostrou que disparar rapidamente as palavras “Chocolates Hershey” numa série de slides durante uma palestra não interferiu na opção de estudantes em relação à escolha desse produto durante um período de dez dias.

1990 – Apesar de muitos estudos continuarem a pôr em xeque os argumentos de que mensagens abaixo do limiar da consciência pudessem causar algum efeito psicológico, outras pesquisas começaram a apontar pequenos efeitos. Em uma delas, em 1992, um grupo de participantes visualizou imagens de uma pessoa envolvida em uma atividade diária comum. Depois de cada figura, os cientistas lançaram rapidamente uma fotografia: metade notou algo positivo e a outra parte, algo negativo. Esses últimos relataram imaginar a pessoa fotografada numa luz mais prejudicial.

Início de 2000 – As pesquisas continuam a sugerir que dados subliminares de fato influenciam nossa percepção; o efeito é apenas mais sutil do que pensávamos.

2006 – Os estudos mostram finalmente que mensagens que passam despercebidas pela consciência podem favorecer a publicidade em certas situações. Por exemplo, uma pesquisa de 2006 constatou que participantes que viam rapidamente uma imagem de uma bebida de marca, nesse caso a Lipton Ice Tea, eram mais propensos a escolhê-la para saciar a vontade de tomar algo. Essa associação só se manteve, porém, entre aqueles que já estavam com sede. (Outro estudo provocador mostrou que figuras embutidas relacionadas com o desejo de beber algo em um episódio de Os Simpsons realmente deixaram as pessoas com mais sede.

2007 – Informações subliminares podem colaborar também no desempenho acadêmico. Em um estudo de 2007, cientistas mostraram rapidamente a estudantes palavras escondidas relacionadas ou não com a inteligência, como “talento” e “grama”, respectivamente, antes de um teste prático. Aqueles que perceberam os termos associados com o intelecto se saíram melhor na avaliação num prazo médio de um a quatro dias.

2010-2016 – Estudos de neuroimagem demonstram que o cérebro responde a mensagens indiretas de maneira mensurável. Os níveis de atividade mudam na amígdala (associada ao processamento das emoções), na ínsula (envolvida com a consciência), no hipocampo (relacionado com a execução das memórias) e no córtex visual.

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OUTROS OLHARES

A SINA DAS MENINAS-NOIVAS

O Brasil é o país com o quarto maior número de “casamentos infantis”.

A sina das meninas-noivas

Para dar um fim ao martírio de dividir o mesmo teto com seu pai, cuja rotina incluía bater nos filhos e na mulher depois da lida na roça, Eriane Costa Ribeiro decidiu deixar o inferno familiar aos 12 anos. Acreditava ter algum futuro ao juntar-se com um homem de 38 anos que a assediava no bairro do Rio dos Cachorros, zona rural de São Luís, no Maranhão. A pequena Eriane estava apenas trocando de algoz. Na nova moradia, era espancada pelo companheiro todos os dias, além de cozinhar e limpar a casa. Com ele, teve uma filha. Cansada das agressões, fugiu de casa – sem levar a criança – para se abrigar na residência de um vizinho, que se tornou seu novo companheiro: Raimundo Nonato, de 48 anos. Hoje, aos 17, a adolescente espera o segundo filho e aparenta ter mais de 30 anos. Eriane deixou a escola na meninice e é economicamente dependente de Raimundo Nonato. Ela não sabe a tabuada de cor, mas dá conta de carpir um quintal de 300 metros quadrados e limpar a fossa usada como banheiro. Cozinha, limpa, engoma as camisetas do cônjuge, a quem chama de “senhor”.

Eriane é parte da fotografia triste do Brasil que continua afundado na miséria e no abismo da desigualdade social – e o Maranhão é o epicentro desse drama, com seu alto nível de pobreza e um dos mais elevados índices de “casamentos infantis”, expressão usada para designar casais em que um dos integrantes, ou ambos, não atingiu a maioridade.

O Brasil ocupa a quarta posição entre os países com maior número de casamentos infantis. Ao todo, 3 milhões de brasileiros vivem nessa condição – número inferior apenas ao da Índia (15,5 milhões), de Bangladesh (4,4 milhões) e da Nigéria (3,5 milhões). Em proporção da população, o Brasil fica à frente da Índia. Aqui, a incidência é de 1,4% da população. Na Índia, é de 1,2%. Nas franjas mais jovens, entre 10 e 14 anos, existem hoje 22.849 meninos em “situação de matrimônio”, como dizem os estudiosos do assunto. No caso das meninas, o número salta para 65.709.

Por definição, casamento é a união consensual entre duas pessoas donas de maturidade emocional e física com o desejo mútuo de construir uma família. A teoria parece um conto de fadas diante da realidade das meninas-noivas. As causas estão na gravidez precoce, na baixa escolaridade, na ausência de trabalho, na falta de perspectiva a longo prazo e na fuga de uma família desestruturada. Muitas vezes, todos esses fatores atravessam, juntos e incontornáveis, o destino da mesma garota. As sequelas vão além da perniciosa manutenção do círculo da pobreza. Segundo estudo da Harvard Medical School, as meninas­ noivas têm sete vezes mais riscos de morrer no parto por não terem corpo de adultas; seus bebês têm probabilidade 60% maior de morrer do que a média. As mães precoces também exibem alto índice de depressão, ansiedade e agressividade. ”A menina se vê presa em uma situação da qual não pode sair, por depender do marido para ter um teto e comer. Isso gera revolta. Muitas ficam agressivas e descontam a raiva nos filhos, com falta de paciência ou com violência física”, diz Stephany Mello, psicóloga e assistente social da prefeitura de Codó, uma das cidades mais pobres do Maranhão, onde há dezenas de meninas com menos de18 anos casadas.

No passado, o casamento de homens já na maturidade com meninas mal saídas da infância era uma praxe que contava com o respaldo da Igreja Católica. “O padre orientava o marido a consumar o casamento depois de a menina ter a primeira menstruação”, diz a historiadora Mary Del Priore. A prática acontecia em todas as classes sociais. As monarquias se uniam para manter a nobreza, o poder e a fortuna. A infanta Carlota Joaquina, por exemplo, casou-se aos 10 anos com o futuro rei dom João VI, então com18 anos. Era assim.

Ao longo do tempo, o próprio conceito de infância mudou com o aumento da expectativa de vida – um brasileiro vivia apenas 33 anos no início do século XX. Até a década de 50, ainda se considerava que a vida adulta da menina começava no dia seguinte ao início do ciclo menstrual. A migração da população do campo para a cidade, o surgimento da pílula anticoncepcional e os avanços nos direitos das mulheres mudaram o panorama. Somadas todas as mudanças na sociedade e a despeito dos avanços, é chocante o alto índice de casamentos infantis no Brasil. “Essa prática nociva tem como raiz a desigualdade de gênero”, diz a advogada Paula Tavares, especialista no assunto do Banco Mundial. “Em regiões onde o sexo feminino não tem a oportunidade de contribuir para a família, entrando no mercado de trabalho formal para ajudar com as despesas, as filhas são vistas como um fardo.” Há pais que não relutam em deixar as filhas sair de casa com 11 ou 12 anos para formar família com sujeitos mais velhos. Há os que, ao descobrir que a filha perdeu a virgindade, a expulsam de casa, alimentando o círculo vicioso.

“Os envolvidos em casamentos infantis não percebem a situação como absurda”, diz Alselmo Costa, coordenador da Plan International, uma ONG inglesa presente no Brasil há mais de vinte anos, dedicada aos problemas da infância. Essa constatação é sempre mais comum em regiões paupérrimas. “Na pobreza, o desconhecimento é substituído pela necessidade e pelas falsas ideias.” Em Timbiras, no Maranhão, apesar de não existir em estatísticas oficiais e confiáveis, os pares de idades muito discrepantes são corriqueiros. Timbiras tem IDH de 0,537, igual ao da Síria, país imerso em guerra civil. A maioria dos 28.000 habitantes do município vive em casas erguidas com barro. Banheiros com pia e vaso sanitário são luxo para poucos. A população cava buracos no quintal para as necessidades fisiológicas, o que atrai ratos, insetos e infecções. É preciso percorrer estradas esburacadas e sem segurança para chegar aos colégios de pau a pique, de condições precárias. Eis um terreno perfeitamente propício para a proliferação de relacionamentos tortos. É assim em boa parte das regiões desvalidas do Norte e do Nordeste.

O matrimônio infantil, no entanto, está longe de ser exclusividade dessas regiões. A cidade de São Paulo soma 25.561 casamentos de adolescentes de 15 a 18 anos incompletos em cartório civil. Mas, no entanto, 95% dos casos de casamento infantil no Brasil ocorrem sem registros oficiais. Quando a pobreza não é a mola propulsora dos casamentos infantis, entram em cena os valores religiosos e familiares. “Eu me casei depois de pedir orientação ao meu pastor”, diz a paulistana Daniele de Lima. Ela subiu ao altar grávida, aos 17 anos, após conhecer o companheiro, da mesma idade, pelo aplicativo Tinder. Ambos foram emancipados pelos pais para poder trocar as alianças. Nas grandes capitais, ao contrário do que ocorre nos centros distantes, o matrimônio entre jovens tem alto índice de separação.

Em um daqueles atrasos que se perpetuam sem que ninguém saiba exatamente como nem por quê, o casamento infantil não é ilegal no Brasil. Pela lei, qualquer menina pode se casar depois dos 16 anos desde que tenha autorização dos responsáveis. Em caso de gravidez, as garotas têm o direito de casar-se ainda antes disso: a partir dos 14 anos. “Se elas não têm maturidade para cuidar de si próprias, como vão tomar conta de uma família?”, questiona a deputada carioca Laura Carneiro. Ela é autora de um projeto de lei para retirar do Código Civil a permissão para casamentos abaixo da idade de 16 anos mesmo no caso de gravidez. “Tentei fazer com que esse projeto de lei fosse mais rigoroso, liberando o matrimônio apenas depois dos 18 anos, mas houve muita pressão de bancadas conservadoras no Congresso.” O projeto foi aprovado na Câmara, mas ainda tem de passar pelo Senado.

Ao estipular os 16 anos como idade mínima para casar-se, o legislador brasileiro deixou exposto um total de 3,4 milhões de meninas. O impacto de um matrimônio com tão pouca idade é permanente, mesmo depois do divórcio. O tempo que uma menina-esposa passou distante da escola não volta. As portas para o mercado de trabalho se fecham. Não por acaso, a Organização das Nações Unidas estabelece a idade de 18 anos como a mínima para constituir família. Em 2017, alguns países deram passos civilizatórios importantes ao mudar suas leis e acatar essa recomendação da ONU, caso da Guatemala, El Salvador, Honduras e Trinidad e Tobago. “Quando a mulher não tem perspectiva de estudar, trabalhar, ganhar seu dinheiro e, então, construir um futuro com autonomia, a única forma de se sentir útil é casar e engravidar”, diz Paula Tavares, do Banco Mundial. Sem quebrar esse ciclo, sem interromper os casamentos infantis, o Brasil jamais conseguirá chegar ao futuro.

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GESTÃO E CARREIRA

VITRINE COLORIDA

Você sabia que o mercado de produtos e modas infantis está em alta? Só nos últimos anos, ele aumentou o faturamento de R$2,7 bilhões para R$3,9 bilhões. Para os lojistas, essa pode ser uma boa oportunidade de divulgar os seus produtos e fidelizar novos clientes. Nossos especialistas dão todas as orientações e indicam as feiras como bons investimentos.

Vitrine colorida

No Brasil, o mercado de feiras infantis movimenta grandes cifras. Para ter uma ideia, são vendidas cerca de 1,5 bilhão de peças infantis por ano e US$ 8,4 bilhões em valores de produção, segundo números da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). Ainda de acordo com estimativas do Inteligência de Mercado (IEMI), o segmento de vestuário para o público de O a 16 anos deverá movimentar R$52 bilhões no varejo em 2018, apontando uma receita 5,3% maior em relação a 2017. A produção em grande escala aconteceu em função das pequenas empresas atuantes nesse segmento. Para quem já está no ramo e deseja lucrar ainda mais, as feiras infantis prometem ser um grande negócio. O mercado atual oferece feiras para todos os setores e bolsos. Elas acontecem em hotéis, centros de convenções e shoppings.

Feiras que já são tradicionais e com muitos fornecedores tendem a ser realizadas em centros de convenções. Já as menores, ainda em fase de maturação, em hotéis e shoppings.

Se você é lojista e vende acessórios para crianças e bebês, já pensou em participar de feiras infantis?

As feiras e exposições são eventos grandes e que possuem um amplo alcance. Quem expõe nesse espaço tem a oportunidade de mostrar seus produtos para públicos que dificilmente os veria. Tanto as feiras como as exposições funcionam como vitrines de temáticas específicas e durante um tempo determinado.

Elas são ótimas ferramentas de marketing, pois potencializam o seu negócio e geram leads. Sem contar que nesses momentos o lojista terá contato direto com o seu consumidor, nesses eventos as empresas aproveitam para demonstrar seus produtos, serviços e também comercializá-los.

O consultor especializado em Negócios voltados ao segmento infantil, responsável pelo Seminário Internacional de Entretenimento Infantil, Hubert Krause, que sempre acompanha as feiras, considera a participação nelas uma excelente oportunidade para criar relacionamento com os clientes. Ele relata que a internet, estratégias de marketing digital e as redes sociais facilitaram o contato com as marcas, no entanto o lucro não vem da quantidade de oportunidades, mas da qualidade das relações de negócio criadas. “Portanto, nada melhor do que o tête-à-tête que existe em uma feira para a promoção do relacionamento entre cliente e empresa”, conta Krause.

 

SÓ VANTAGENS

Os benefícios de participar desses eventos são muitos, entre eles está o reconhecimento, a credibilidade e a notoriedade da marca. Participar de uma feira também demonstra profissionalismo e que a empresa está estruturada.

A proprietária da marca expositora Que Te Encante, da Feira Ópera, Daniela Bibas, viu nas feiras infantis grandes oportunidades. Ela conta que sempre valoriza esses eventos e que eles são a melhor maneira de se aproximar do público, conhecendo suas expectativas e alinhando a forma de atuação. “Além disso, as feiras são extremamente positivas quando tratamos dos aspectos comerciais. Se não fossem elas, seria muito mais difícil, diria quase impossível, apresentar nosso trabalho para lojistas de todo o País”, conta.

Ela explica ainda que, quando escolhe uma feira para participar, leva em consideração, principalmente, o público-alvo e as marcas que estarão presentes. “Todos os nossos lançamentos de coleção são realizados em feiras, e isso tem sido muito interessante, pois temos uma resposta muito rápida e direta do mercado”, completa a diretora de marketing da rede de roupa infantil Tip Top, Daniela Boll.

O lado interessante das feiras é que elas abrem espaço para os expositores pequenos. A diretora comercial da feira Ópera, Fernanda Menezes, explica que há nas feiras um bloco onde reúnem várias marcas com coleções menores, marcas conceituais e que certamente serão um grande diferencial para as lojas trabalharem com elas. “Uma fábrica menor, muitas vezes, permite que a loja coloque sua marca ou que personalize a coleção”, relata.

COMO FUNCIONA

O mercado das feiras infantis é amplo e sempre está aberro a novos expositores, em especial aqueles que trazem in ovações. No entanto, para participar, é necessário fazer um planejamento. Pois o lojista que deixa para a última hora provavelmente não conseguirá espaço ou então pagará um preço muito mais alto e sem possibilidade de parcelamento.

Deve se preparar com pelo menos um ano de antecedência e, durante es­ se período, Krause aconselha a se capitalizar para então poder investir em um estande atrativo e com uma boa equipe para atendimento, além de material gráfico de qualidade (cartões, flyers, catálogos) e brindes para distribuição. Fernanda conta que é muito importante começar antes, pois é fundamental fazer um planejamento de coleção e de produção. Vender e não entregar pode queimar a marca. “Para navegantes de primeira viagem o ideal é buscar consultores do mercado. Nós temos parceiros que indicamos constantemente para esse suporte”, aconselha a diretora comercial.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Para não pesar no orçamento, você pode investir de maneira proporcional, levando em conta o valor da sua empresa no mercado. “Empresas reconhecidas e estruturadas que atingem uma grande fatia de mercado, se participarem de forma pequena ou discreta em uma feira, poderão despertar desconfiança no mercado e em seus clientes. Empresas pequenas que vão de forma grande e volumosa para uma feira, porém não têm reconhecimento, notoriedade, também podem gerar desconfiança e correm o risco de assumirem um prejuízo muito grande”, aconselha Hubert Krause.

Para ter uma ideia, na maioria das vezes as organizadoras de feiras vendem espaço por metro quadrado, ou por modelo de estande pronto. Krause explica que o metro quadrado de um estande em feira infantil com abrangência nacional pode variar de R$500,00 a R$1.500,00. A exposição de produtos precisa respeitar as regras da empresa organizadora da feira. Mas é importante que o lojista priorize aqueles que ele acredita ter um diferencial em relação à concorrência, produtos com os quais tenha uma boa competitividade. Lembre-se de que as feiras costumam reunir concorrentes diretos e que estarão a poucos metros do seu estande, portanto é bom caprichar. É importante ter em mente que se o seu produto é voltado para crianças pequenas de até quatro anos, seu público-alvo são os pais, em especial as mães. Crianças dessa faixa etária ainda não influenciam muito na decisão de compra.

Agora, se o produto é voltado para crianças acima de cinco anos, seu público-alvo são as crianças. “Nessa idade já influenciam na decisão de compra. Se elas não curtirem, não pedirão aos pais para comprar”, indica o consultor especializado em negócios voltados ao segmento infantil.

Tão necessário quanto a escolha dos produtos é a organização deles e o planejamento do estande. Para fazer isso, uma boa dica inicial é definir o seu público­ alvo. Observe e estude o comportamento deste grupo de pessoas. Para chamar a atenção, use e abuse dos objetos de decoração, de comunicação visual, brindes, móveis, entre outros.

LUCRO CERTO

Além do reconhecimento da marca, as feiras possibilitam aos lojistas um ganho extra. Dependendo do produto, você pode lucrar muito nelas. E mais, ela pode trazer lucro durante um ano inteiro, e não apenas em uma época. Encare a feira como uma ampliação de relacionamentos, contato com os clientes, feedback sobre a sua marca. O ponto forte dela é o marketing e isso consequentemente lhe trará lucro, mesmo que a médio ou a longo prazo. “O cliente teve um contato próximo com a marca, e se o lojista tiver realizado um bom atendimento, ele tende a procurar a empresa sempre quando precisar. É importante também que se estruture para captar contatos e ativá-los após a feira. Se o cliente se interessou na feira, ainda que não feche algo, já passa a um cliente potencial”, lembra Fernanda Menezes.

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COMO SE ORGANIZAR PARA AS FEIRAS INFANTIS

1 – Precisa fazer conta, estudar o público visitante, entender como cada evento/feira se posiciona, qual a tradição dele e até conversar com quem já teve a experiência para saber se o seu negócio tem similaridade.

2 – Estudar quem já teve a experiência economiza alguns passos. Claro que cada experiência é única, mas certamente você terá algum proveito conversando com quem já fez esse caminho.

3 – Uma vez decidido ir à feira, faça bem feito: posicione bem sua comunicação, sua marca; seus produtos e vitrine serão alvo do público visitante.

4 – Treine e direcione seu atendimento para acolher o visitante da forma correta; ele carregará consigo toda a experiência que obtiver nesse momento.

5 – Se o evento do qual estiver participando for de vendas, público final, ofereça vantagens competitivas; promoções e brindes podem ser uma alternativa. Se a feira for de negócios, a característica e o objetivo são outros.

6 – Sempre escolha as feiras e bazares viabilizando a sua participação com um investimento que faça sentido, e para isso estude cada oportunidade.

7 – Faça um cadastro dos visitantes. Reserve um tempo para criar esse elo, algumas feiras oferecem o serviço de coleta de dados, onde você pode locar o equipamento que vai auxiliá-lo na captura de todas as informações do visitante. Caso não tenha este serviço disponível, faça o cadastro da melhor maneira que lhe convém, no iPad, na ficha de papel mesmo, mas não deixe de fazer.

PARTICIPAR DE FEIRAS INFANTIS É BOM PORQUE…

É uma boa oportunidade de posicionar a sua empresa ou marca no mercado.

Você apresenta as novidades de uma forma diferenciada e cria um relacionamento com o público-alvo.

OS CRITÉRIOS DE ESCOLHA DA FEIRA

SABER quem é o seu público e se está de acordo com o público-alvo da feira que você deseja participar.

ACOMPANHAR o calendário de feiras. No começo de cada ano esses eventos são anunciados na internet. Associações varejistas ou o próprio Sebrae sempre divulgam os eventos que acontecerão ao longo do ano. Portanto, se você entendeu que é o seu momento de expor, antecipe-se e conheça um pouco cada um deles.

Uma BOA DICA é: antes de expor em uma feira, seja visitante e analise o que gostaria de ter como consumidor.

 

PLANEJE-SE PARA ELAS

FEIRAS GRANDES:

Com pelo menos um ano de antecedência. Nesse prazo é possível fazer um planejamento bem consistente.

FEIRAS MENORES, COM POUCA BUROCRACIA, COMO BAZARES E OUTROS:

De cinco a seis meses são suficientes para se organizar, saber o que levar e como se comunicar.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 15 – 1-2

Pensando biblicamente

O USO APROPRIADO DA LÍNGUA

 

V. 1 – Salomão, como conservador da paz pública, aqui nos diz:

1. Como a paz pode ser mantida, para que possamos saber como mantê-la, em nosso lugar; é com palavras brandas. Se a ira se erguer, como uma nuvem ameaçadora, cheia de tempestades e trovões, uma resposta branda a dispersará e desviará. Quando os homens forem provocados, fale gentilmente com eles, e dirija-lhes palavras boas, e eles serão pacificados, como foram os efraimitas, pela mansidão de Gideão (Juízes 8.1-3); ao passo que, em ocasião similar, pela aspereza de Jefté, se exasperaram, e as consequências foram más (Juízes 12.1-3). A razão se expressará melhor, e uma causa justa será mais bem defendida com mansidão, em lugar de paixão; os argumentos mais fortes são melhor expressos através de palavras brandas.

2. Como a paz será rompida, de modo que nós não façamos nada para o seu rompimento. Nada incita tanto a ira, e semeia a discórdia como palavras duras e o uso de nomes ofensivos, como “Raça”, e “louco”, repreendendo os homens por suas fraquezas e infelicidades, por sua origem ou educação, ou qualquer coisa que os diminua e os torne inferiores; ideias escarnecedoras e iníquas, com as quais os homens exibem a sua sagacidade e perversidade, suscitam a ira dos outros, e isto aumenta e inflama a sua própria ira. Em lugar de perder a oportunidade de fazer uma zombaria, alguns preferirão perder um amigo e fazer um inimigo.

 

V. 2 – Observe:

1. Um bom coração no controle da língua se torna muito útil. Aquele que tem conhecimento não deve apenas usá-lo para seu próprio proveito, mas usá-lo, usá­lo apropriadamente, para a edificação de outros; e é a língua que deve fazer uso dele, em palavras proveitosas e piedosas, ao fornecer instruções apropriadas e opor­ tunas, conselhos e consolações, com todas as expressões possíveis de humildade e caridade, e então o conhecimento é usado de maneira apropriada; e a qualquer que tiver, e que use o que tem, será dado.

2. Um coração ímpio no controle da língua se torna muito prejudicial; pois a boca dos tolos derrama a estultícia, que é muito ofensiva; e as palavras corruptas que resultam de um mau tesouro (a imundície, e a conversa fútil, e as zombarias) corrompem as boas maneiras de alguns, e os perverte, e entristece os bons corações dos outros e os perturba.