ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 14: 31-35

Pensando biblicamente

O CONTRASTE ENTRE OS JUSTOS E OS ÍMPIOS

 

V. . 31 – Aqui, Deus tem prazer em se interessar, mais do que poderíamos imaginar, pelo tratamento dado aos pobres.

1. Ele se considera insultado com os insultos que são feitos a eles. O que oprime ao pobre, aproveitando-se dele porque é pobre e não tem como se sustentar, deve saber que insulta aquele que o criou. Deus o criou, e lhe deu a sua existência, o mesmo que é o autor da nossa existência; todos nós temos um só Pai, um Criador; veja como Jó considerou isto (Jó 31.15). Deus o fez pobre, e lhe indicou este destino, de modo que, se lidarmos cruelmente com alguém porque é pobre, isto repercute na presença de Deus, por lidarmos cruelmente com esta pessoa. Esta é uma humilhação, que faz com que a pessoa pobre venha a ser pisada.

2. Ele se considera honrado pelas bondades que lhes são feitas; Ele as considera como sendo feitas a Ele mesmo, e se mostrará, consequentemente, satisfeito com elas: “Tive fome, e destes-me de comer”. Portanto, aqueles que procuram oferecer alguma honra verdadeira a Deus demonstrarão isto através da compaixão que tiverem para com os pobres, para com os quais Ele se empenhou, de urna maneira especial, desejando protege­ los e favorecê-los.

 

V. 32 – Aqui temos:

1. A condição desesperada de um ímpio, quando sai ao mundo: “Pela sua malícia, será lançado fora o ímpio”. Ele se agarra tão fortemente ao mundo que não pode encontrar forças em seu coração para deixá-lo, mas é lançado fora dele; a sua alma é exigida, é forçada a se retirar dele, e o pecado se apega tão intimamente a ele, que se torna inseparável; e vai com ele para o outro mundo; ele é lançado fora, com a sua maldade, morre em seus pecados. sob a culpa e o poder deles, sem ser justificado, sem ser santificado. A sua iniquidade é a tempestade em que ele é lançado, como pragana perante o vento, expulsa do mundo.

2. A condição confortável de um homem piedoso, quando conclui seu caminho: “O justo até na sua morte tem esperança”, esperança de felicidade do outro lado da morte, de coisas melhores no outro mundo do que teve neste. Os justos, então, têm em si a graça da esperança; embora tenham dores, e algum temor da morte, ainda assim têm esperança. Eles têm diante de si o bem que esperavam, a bendita esperança que Deus, que não mente, prometeu.

 

V. 33 – Observe:

1. A modéstia é urna das marcas da sabedoria. Aquele que é verdadeiramente sábio esconde o seu tesouro, de modo a não se vangloriar dele (Mateus 13.44), ainda que não esconda o seu talento, de modo a não negociar com ele. “No coração do prudente, repousa a sabedoria”; a sua mente absorve o seu conhecimento, e o tem preparado, mas não fala dele em alguma ocasião inoportuna nem faz estardalhaços. O coração é a sede dos sentimentos, e ali a sabedoria deve repousar, no seu amor prático, e não nadar até a cabeça.

2. A franqueza e a ostentação são sinal de tolice. Se os tolos têm algum pequeno resquício de conhecimento, aproveitam todas as oportunidades, ainda que alheias à situação, de exibi-lo, e o apresentam com destaque. Ou a tolice que há no interior dos tolos se conhece pela sua disposição em falar. Muitos homens tolos se esforçam muito mais para exibir a sua tolice do que um sábio pensa que vale a pena se esforçar para exibir a sua sabedoria.

 

V. 34 – Observe:

1. A justiça exalta as nações, ao reinar nelas. Uma administração justa do governo, a equidade imparcial entre os homens, o incentivo público dado à religião, a prática e profissão de virtude, a proteção e preservação de homens virtuosos, a caridade e a compaixão com estrangeiros (as esmolas são, às vezes, chamadas de justiça), estas coisas exaltam uma nação; elas sustentam o trono, elevam as mentes das pessoas e qualificam uma nação para a benevolência de Deus, o que as exalta, como uma nação santa (Deuteronômio 26.19).

2. O pecado, reinando em uma nação, traz desgraça a ela: “O pecado é o opróbrio dos povos”, é uma vergonha para qualquer cidade ou reino, e os torna desprezíveis entre os seus vizinhos. O povo de Israel foi exemplo frequente das duas partes desta observação; eles eram grandes quando eram bons, mas quando abandonavam a Deus, todos à sua volta os insultavam e os pisavam. É, portanto, o interesse e o de­ ver dos príncipes, usarem o seu poder para suprimirem a maldade e apoiarem a virtude.

 

V. 35 – Isto mostra que, em uma corte e em um governo bem organizados, sorrisos e favores são distribuídos entre os que se dedicam a funções públicas, de acordo com os seus méritos: Salomão informa que adotará esta regra:

1. Os que se comportarem de maneira prudente serão respeitados e promovidos, independentemente dos inimigos que possam ter e que procurem miná-los e prejudicá-los. Nenhum homem deverá negligenciar as suas funções ou serviços para agradar um grupo, ou um favorito.

2. Os que forem egoístas e falsos, que traírem a sua nação, oprimirem os pobres e semearem a discórdia, desta maneira causando vergonha, serão removidos e banidos da corte, independentemente dos amigos que possam falar a seu favor.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.