PSICOLOGIA ANALÍTICA

“EFEITO FOFURA” É COMPROVADO POR JAPONESES

Efeito fofura é comprovado por Japoneses

Quer manter o foco? Bichinhos fofos podem ajudá-lo a realizar esse objetivo. É o que garante um grupo de cientistas japoneses. Pesquisadores da Universidade de Hiroshima pediram a 50 estudantes que desempenhassem tarefas que exigiam atenção, como participar de um jogo infantil bastante popular no Japão, que consiste em movimentar pequenos objetos com uma pinça sem deixá-los cair. Os jovens foram divididos em dois grupos e apenas os integrantes do primeiro viram fotos de bichinhos antes do início da atividade. Os cientistas constataram que os voluntários que observaram as imagens demonstraram muito mais foco e minúcia que os colegas da outra equipe. Segundo os autores do estudo, publicado no periódico científico PloS One, mais que provocar emoções positivas, essas imagens despertam uma espécie de instinto protetor, o que deixa as pessoas mais atenciosas e cuidadosas de forma geral, e isso se manifesta nos níveis cognitivo e motor. “É possível que o aumento da sensibilidade estimule movimentos mais suaves e precisos”, diz o coordenador da pesquisa, Hiroshi Nittono. O processo mental pode ser comparado ao do motorista que tende a ser mais cuidadoso quando está com uma criança no carro.

OUTROS OLHARES

É AINDA MAIS NOCIVO

Estudo americano mostra que o bullying faz mais mal do que se acreditava: reduz a atividade de regiões cerebrais relacionadas à motivação e às emoções.

É ainda mais nocivo

“Noé pôs os pés sobre a toalha, puxou pelos cabelos de Oliver, beliscou- lhe as orelhas e chamou-lhe um nome feio. (…) Em suma, não houve diabrura que não fizesse ou dissesse.” O trecho da obra Oliver Twist, de Charles Dickens, publicada há 180 anos, é a comprovação de que o bullying vem de longe, talvez mesmo de tempos imemoriais. Faltava entender os danos reais, do ponto de vista de formação da personalidade, que esses ataques comuns na juventude podem provocar. Cientistas do King’s College London, no Reino Unido, deram um passo inédito ao revelarem estudo publicado na revista Molecular Psychiatry, que o bullying é capaz de modificar a arquitetura do cérebro na adolescência e, com isso, favorecer a ansiedade na vida adulta. É o primeiro trabalho a associar a exposição crônica à violência a mudanças neurológicas.

No levantamento, os pesquisadores acompanharam 682 jovens com idade entre 14 e 19 anos da Inglaterra, Irlanda, França e Alemanha durante cinco anos. Em três momentos (aos 14, aos 16 e aos 19 anos), eles foram submetidos a questionários para que se avaliasse se haviam sido vítimas de bullying. Também fizeram exames de ressonância magnética para monitoração do desenvolvimento do cérebro. Ao fim, detectou-se que 36 jovens sofriam bullying de forma crônica. Entre eles, houve redução significativa do volume cerebral em duas áreas: o putâmen e o caudado. Localizadas na base do cérebro, essas estruturas estão associadas aos mecanismos de recompensa, motivação, atenção e processamento de emoções. As alterações estão ligadas a um risco maior de desenvolver transtorno de ansiedade, que se caracteriza pela preocupação excessiva e interfere em situações do cotidiano, como as relações com outras pessoas, o trabalho ou a atividade escolar.

Estima-se que 30% dos jovens entre 14 e 19 anos sofram constantemente com bullying. Pesquisas anteriores já haviam revelado que os adolescentes expostos a esse tipo de agressão correm um risco até três vezes maior de se tornar ansiosos e ter problemas para lidar com questões do dia a dia. Mas até agora nunca havia sido evidenciado um impacto profundo, como a mudança na estrutura cerebral. O novo trabalho dá um passo fundamental para que se conheçam de modo mais completo os efeitos do bullying no corpo humano.

A adolescência é um momento crítico e sensível. É nessa fase que o organismo começa a desenvolver mecanismos de socialização, como participar de grupos e fazer de tudo para ser aceito pelos colegas. É justamente nesse período que o bullying tende a ocorrer em níveis exponenciais. Diz Guilherme Polanczyk, psiquiatra de crianças e adolescentes no Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo: “Na adolescência, a valência do estímulo social é muito forte. Uma agressão que atrapalhe essa capacidade ganha proporções negativas ainda maiores”.

O bullying é resultado de uma dinâmica de poder desproporcional – na qual o mais forte agride o mais fraco de modo intencional e repetitivo. Ele pode acontecer de diversas formas, por meio de violência física, agressão verbal e mesmo ações indiretas, como isolamento ou exclusão social. A ação do agressor é quase sempre sutil e, geralmente, os adultos – pais e professores – demoram a perceber a situação. As vítimas não costumam reagir, por vergonha ou medo de rejeição, o que aumenta o risco de perpetuação do bullying. Fatores biológicos, comportamentais e genéticos fazem com que a agressão seja mais prejudicial a alguns do que a outros.

Só recentemente o bullying passou a ser pesquisado. Em 1997, a psicóloga americana Susan Swearer começou a estudar o problema. Até pouco tempo atrás, muitos ainda acreditavam que esse tipo de situação pudesse fortalecer o caráter de uma pessoa, que o sofrimento seria um aprendizado. Bobagem. O fato definitivo é que nenhuma dose de bullying é saudável – para ninguém.

É ainda mais nocivo. 2

GESTÃO E CARREIRA

QUEM ACREDITA QUE OS HOMENS SÃO MAIS CRIATIVOS? ELAS!

Ideias preconcebidas – muitas vezes equivocadas – sobre gênero podem passar despercebidas no mercado de trabalho e perpetuadas como se fossem verdades; seus efeitos no âmbito individual e social são bastante prejudiciais, em especial para as mulheres.

Quem acredita que os homens são mais criativos - Elas

Quem tem soluções mais inteligentes para problemas que surgem no dia a dia profissional? Eles ou elas? Depende. Entretanto, pesquisadores da Universidade Duke empreenderam vários estudos sobre preconceito de gênero e originalidade no ambiente de trabalho e chegaram a uma descoberta preocupante: são as mulheres que mais têm avaliações duras e restrições à capacidade criativa de outras mulheres. Em um dos estudos, os participantes deveriam classificar o quanto determinadas características de personalidade seriam centrais para a criatividade. Os resultados mostraram que voluntários dos dois gêneros associavam esse atributo a estereótipos de traços “masculinos” – independência e ousadia – mais do que com os “femininos” – cooperativismo e sensibilidade. Em outro experimento, os cientistas solicitaram aos voluntários que avaliassem um projeto de casa. Tanto os homens como as mulheres identificaram o desenho como mais criativo quando os pesquisadores diziam que era de autoria masculina.

O estudo mostra claramente que os participantes associaram a criatividade com “incomparáveis” qualidades masculinas – ousadia, independência e disposição para assumir riscos. Por isso, muitos acreditam que eles em geral são mais originais do que elas. “Isso é preocupante, já que não afeta apenas avaliações sobre trabalho, como o projeto de um arquiteto”, observa a pesquisadora Devon Proudfoot, doutoranda da Universidade Duke, que trabalhou com seus colegas Aaron Kay e Christy Koval. Entretanto, o resultado não foi surpreendente, pelo contrário: os cientistas já esperavam encontrar esses resultados. O trio descobriu também que os chefes de 134 executivos classificaram as mulheres como significativamente menos criativas do que os homens. Isso tem repercussões: em outro estudo, gerentes do sexo masculino identificados como mais originais do que as gestoras também foram considerados mais merecedores de recompensas

O padrão de resultados encontrado é mais consistente com a tendência dos supervisores de subestimar a criatividade das mulheres, mas não de superestimar a dos funcionários do sexo masculino – o que explicita a diferença de gênero nessas avaliações. Ou seja: mulheres tendem a desmerecer a criatividade feminina.

DISTORÇÃO CULTURAL

O trabalho surgiu de um programa mais amplo que examina as forças sociais e psicológicas que podem ajudar a explicar por que posições de alto nível são pouco ocupadas por mulheres. As evidências mostram também que a originalidade é cada vez mais valorizada no mundo do trabalho. Em uma pesquisa recente com 1.500 CEOs, essa característica foi identificada como a habilidade mais importante para o futuro. Assim, as percepções sobre isso exercem forte influência sobre quem avança ou não.

Mas essa não é a única explicação para a escassez de mulheres no topo. Várias pesquisas revelam que os homens são considerados líderes mais aptos, inteligentes e efetivos do que elas – o que, obviamente, não significa que isso se comprove na prática. “Sabemos também que a percepção de criatividade é suscetível de ser correlacionada com a concepção de capacidade”, afirma Proudfoot. Porém, seu estudo não especifica que, em razão de profissionais masculinos serem vistos como mais capazes em certos aspectos, são considerados, por padrão, especialmente inovadores.

Ela enfatiza que o controle estatístico sobre a percepção de competências e habilidades dos participantes avaliados mostra que não se trata apenas de preconceito geral contra as mulheres no trabalho. Está associado com algo muito específico em relação à criatividade.

“Nossos estudos sugerem que a impressão de que os homens são mais originais tem a ver com a crença de que isso exige autonomia, independência e pensamento e que diverge do status quo – traços considerados masculinos”, explica a pesquisadora. “Não podemos desprezar o fato de que vivemos em uma cultura muito individualista, que enfatiza a independência como forma de realização, e nossa tendência é associar a inovação com autonomia”, salienta Proudfoot. Mas ela reconhece que a investigação não abarca uma interpretação cultural específica sobre a originalidade, já que foi feita apenas com americanos.

DESCANSE PRIMEIRO

O fato é que tanto eles como elas sustentam estereótipos com base no gênero. E aí a pergunta parece inevitável: e se mulheres simplesmente agissem de maneira “mais masculina” no trabalho? Em um dos estudos desenvolvidos pelos três cientistas, os participantes leram elogios sobre gestores do sexo masculino e do feminino. Os pesquisadores constataram que os homens que, segundo a descrição, se comportavam de forma acentuadamente “masculina” eram percebidos como mais criativos e merecedores de promoções ou bônus. “Mas não observamos o mesmo efeito sobre as gestoras, quando as informações sobre o modo de agir eram idênticas”, conta Proudfoot.

E o preconceito não se limita a algumas organizações de menor porte. Ao que tudo indica, a maioria das pessoas é suscetível de ser influenciada por estereótipos de gênero em um momento ou outro – e o preconceito de gênero é nocivo não só para as pessoas, mas também para organizações e economias. “Nosso trabalho tem implicações no sucesso organizacional; empresas menos propensas a enxergar as ideias e soluções das mulheres como criativas perdem, obviamente, grandes inovações”, diz a pesquisadora.

Lidar com essa questão é um grande desafio, já que muitos mecanismos sustentam a desigualdade de gênero em nossa sociedade. “Essa pesquisa foca apenas um deles, mas temos conhecimento de que podemos ser muito cruéis quando julgamos os outros”, afirma Proudfoot.

Ela lembra que muitas vezes somos influenciados por estereótipos e categorias sociais e, considerando que muitos de nós passamos boa parte do nosso tempo ocupados e nos sentimos sobrecarregados mentalmente, não é raro fazermos avaliações rápidas, influenciadas pelas limitações cognitivas. Proudfoot enfatiza que estudos anteriores já comprovaram que nos tornamos mais propensos a ser persuadidos por estereótipos quando estamos cansados ou esgotados, sem os recursos mentais necessários para desenvolver uma impressão mais acurada. Ou seja: pode ser fundamental ter uma boa noite de sono antes de fazer a avaliação do desempenho alheio.

Os cientistas têm outro projeto em andamento, que analisa dados longitudinais sobre empreendedores masculinos e femininos e se todos têm a mesma probabilidade de receber financiamento de capital de risco. O objetivo é verificar até que ponto as percepções sobre criatividade e tomada de risco podem ajudar a explicar eventuais lacunas nesse aspecto.

O grupo também está interessado em encontrar respostas para duas perguntas.

PRIMEIRA: mulheres associadas com características masculinas são percebidas como mais originais que outras?

SEGUNDA: existe algum contexto em que o preconceito de gênero não favorece os homens?

“Em um de nossos estudos, por exemplo, descobrimos que designers de moda masculinos não eram percebidos como mais criativos do que as mulheres; queremos examinar o porquê”, diz Proudfoot.

Os cientistas reconhecem que os resultados obtidos até agora são apenas a primeira evidência comprovada do preconceito de gênero sobre a criatividade, mas o objetivo é encontrar maneiras práticas de mitigar essas tendências. O que eles já sabem é que é importante ficar atento para identificar até que ponto somos influenciados por inclinações preconcebidas na hora de avaliar produções criativas. Apenas estar consciente disso já é um pequeno passo na direção certa.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 14: 26-30

Pensando biblicamente

O CONTRASTE ENTRE OS JUSTOS E OS ÍMPIOS

 

V. 26 – 27 – Nestes dois versículos, nós somos convidados e incentivados a viver no temor de Deus, pelos benefícios que acompanham uma vida religiosa. O temor do Senhor representa, aqui, todos os princípios da graça, produzindo práticas de graça.

1. Onde ele reina, é produzida uma santa segurança e uma serenidade de espírito. Nele, há firme confiança; ele capacita o homem a se apegar à sua pureza e à sua paz, não importando o que aconteça, e lhe dá coragem, diante de Deus e do mundo. Eu sei que serei achado justo – Nenhuma destas coisas me abala, em nada tenho a minha vida por preciosa; esta é a linguagem de tal confiança.

2. Ele transmite uma bênção à posteridade. Os filhos daqueles que, pela fé, fazem de Deus a sua confiança, serão encorajados pela promessa de que Deus será o Deus para o qual os crentes e a sua semente poderão fugir, como seu refúgio, e nele encontrarão abrigo. Os filhos de pais religiosos frequentemente se beneficiam das instruções e do exemplo de seus pais, e têm melhores resultados com sua fé e orações: Nossos pais confiaram em ti, portanto nós também confiaremos.

3. É uma fonte abundante e eterna de consolação e alegria; é uma fonte de vida, que fornece constante prazer e satisfação à alma, alegrias que são puras e frescas, que são vida para a alma e que extinguem a sua sede, e que jamais secarão; é um poço de águas vivas, que está jorrando e que é o prenúncio da nossa vida eterna.

4. É um antídoto soberano contra o pecado e a tentação. Os que têm uma verdadeira satisfação com os prazeres da religiosidade não serão atraídos pelas iscas do pecado para engolir o seu anzol; eles sabem onde obter coisas melhores do que qualquer coisa que o pecado possa fingir oferecer, e por isto, é fácil, para eles, se afastar dos laços da morte e impedir que seus pés sejam levados até eles.

 

V. 28 – Aqui estão duas máximas da política, que trazem consigo a sua própria evidência:

1. É uma grande honra para um rei ter um reino populoso; é um sinal de que ele governa bem, uma vez que os estrangeiros são convidados para vir e se estabelecer sob a sua proteção, e os seus próprios súditos vivem confortavelmente; é um sinal de que ele e o seu reino estão sob a bênção de Deus, cujo resultado é a frutificação e a multiplicação. É a sua força, que o torna considerável e formidável; feliz é o rei, o pai da sua nação, que tem sua aljava cheia de flechas; ele não se envergonhará, mas falará com os seus inimigos à porta (Salmos 127.4,5). É, portanto, sensato que os príncipes, por um governo manso e gentil, ao encorajar o comércio e a agricultura, e facilitando-lhes estas coisas, assim promova o benefício do seu povo. E que todos os que desejam o bem do reino de Cristo, e a sua honra, façam tudo o que puderem, em suas posições, para que muitos possam ser acrescentados à sua igreja.

2. Quando o povo é oprimido, o príncipe é enfraquecido: Na falta de povo, está a perturbação do príncipe; o comércio morre, o solo não é arado, faltam recrutas para o exército, para a marinha, e tudo porque não há mãos suficientes. Veja o quanto a honra e a segurança dos reis dependem do seu povo, o que é uma razão pela qual eles devem governar por amor, e não com rigor. Os príncipes são corrigidos por aqueles juízos que diminuem o número das pessoas, como vemos em 2 Samuel 24.13.

 

V. 29 Observe:

1. A mansidão é sabedoria. Entende corretamente a si mesmo, e o seu dever e interesse, as fraquezas da natureza humana e a constituição da sociedade humana aquele que é tardio em irar-se, e sabe como perdoar os erros dos outros, bem como os seus próprios, como adiar e moderar os seus ressentimentos, de modo que, com nenhuma provocação, perderá o controle da sua própria alma. O longânimo realmente deverá ser considerado um homem inteligente, alguém que aprende com Cristo, que é a própria Sabedoria.

2. A paixão desenfreada é tolice proclamada: o de ânimo precipitado, cujo coração se inflama com qualquer fagulha de provocação, pensa exaltar a si mesmo e fazer com que os que estão à sua volta sintam respeito e reverência por ele, mas o que realmente exalta é a sua própria loucura; ele a revela, como aquilo que é exaltado e visível a todos, e se submete a ela, como ao governo de alguém que é exaltado.

 

V. 30 – O versículo anterior mostrou o quanto a nossa reputação, e este mostra o quanto a nossa saúde, dependem do bom governo das nossas paixões e da preservação do controle da mente.

1. Um espírito de cura, constituído de amor e mansidão, uma disposição sincera, amistosa e alegre, é a vida da carne, e contribui para uma boa constituição do corpo; as pessoas bem humoradas costumam engordar.

2. Um espírito irritadiço, invejoso, descontente, é a sua própria punição; ele consome a carne, alimentando-se do ânimo animal, empalidece a aparência e é o apodrecimento dos ossos. Os que veem a prosperidade dos outros e se entristecem, que ranjam os dentes e se consumam (Salmos 112.10).