ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 14: 14-20

Pensando biblicamente

O CONTRASTE ENTRE OS JUSTOS E OS ÍMPIOS

 

V. 14 – Observe:

1. A infelicidade dos pecadores será um resultado eterno de seus pecados: “Dos seus caminhos se fartará o infiel de coração”. que, por medo de sofrer ou esperando benefícios ou prazer, abandona Deus e o seu dever; Deus lhe dará o suficiente de seus próprios caminhos. Os pecadores não desejam abandonar os seus desejos e paixões brutos, e por isto se manterão fiéis a eles, para seu eterno terror e tormento. As expressões “Quem está sujo suje-se ainda”, e “Filho, lembra-te”, os encherá em seus próprios caminhos, e apresentará os seus pecados diante deles. A infidelidade começa no coração; é o coração per­ verso da descrença que se afasta de Deus; e os pecadores infiéis têm mais terror quando refletem sobre os seus próprios caminhos (Lucas 11.26).

2. A felicidade dos santos será uma eterna satisfação em suas graças, como sinais da benevolência particular de Deus, e as qualificações para ela: “O homem bom se fartará de si mesmo”, por aquilo que Deus operou nele. Ele se alegra em si mesmo (Gálatas 6.3). Da mesma maneira como os pecadores nunca pensam que têm pecados suficientes, até que estes os levem para o inferno, também os santos nunca pensam que têm graças suficientes, até que elas os levem ao céu.

 

V. 15 – Observe:

1. É loucura ser totalmente crédulo, acreditar em cada notícia, dar ouvidos às estórias de cada homem, ainda que muito improváveis, confiar em coisas pela sua fama comum, confiar em cada profissão de amizade e dar crédito a todos os que prometam algum tipo de pagamento: “O simples dá crédito a cada palavra”, esquecendo­ se de que todos os homens, em algum sentido, são mentirosos, em comparação com Deus, pois em todas as suas palavras devemos crer, com fé implícita, pois Ele não mente.

2. É sensato ser cauteloso: “O prudente atenta para os seus passos”, experimenta antes de confiar; avaliará tanto a credibilidade da testemunha como a probabilidade do testemunho, e então julgará os fatos quando se tornarem manifestos, ou suspenderá a sua avaliação, até que tudo venha a lume. “Não creiais em todo espírito, mas provai”.

 

V.16 – Observe:

1. O santo temor é uma excelente proteção para todas as coisas santas, e contra tudo o que é profano. É sensato se afastar do mal, do mal do peca.do, e consequentemente, de todos os outros males; portanto, é sensato temer, isto é, zelar por nós mesmos, com zelo santo, conservar um terror da ira de Deus, temer se aproximar das fronteiras do pecado ou flertar com os princípios dele. O sábio teme e desvia-se do mal, e se aterroriza quando se flagra entrando em tentação.

2. A presunção é loucura. Aquele que, quando advertido do perigo que corre, se encoleriza e se dá por seguro, insistindo furiosamente, que não suporta ser censura.do, que desafia a ira e a maldição de Deus, e, sem temer o perigo, persiste na sua rebelião, que é ousado com as oportunidades de pecar, e brinca à beira do precipício, é um tolo, pois age contra a sua razão e os seus interesses, e a sua ruína será rapidamente a prova da sua loucura.

 

V. 17 – Observe:

1. Os homens violentos são, com razão, motivo de riso. Os homens que são mesquinhos e nervosos, e logo se irritam com a menor provocação, farão doidices; fazem e dizem o que é ridículo, e se expõem ao desprezo; eles mesmos não podem deixar de se envergonhar disto, passado o calor da situação. Esta consideração deve envolver especialmente aqueles que têm uma reputação de sabedoria e honra, com o máximo cuidado para refrearem as suas atitudes impensadas, sim, para que não se precipitem.

2. Os homens perversos são, com razão, temidos e detesta­ dos, pois são muito mais perigosos e enganadores a todas as sociedades: O homem de más imaginações – que insufla seus ressentimentos até que tenha uma oportunidade de se vingar, e que trama secretamente como prejudicar o seu próximo e lhe fazer mal, como Caim tramou matar Abel – será aborrecido e odiado por toda a humanidade. O caráter de um homem irado é digno de piedade; em meio à surpresa de uma tentação, ele se perturba e causa infelicidade a si mesmo, mas isto logo acaba, e então ele se lamenta. Mas o caráter de um homem vingativo e rancoroso é odioso; não há proteção contra ele, nem cura para ele.

 

V. 18 – Observe:

1. O pecado é a vergonha dos pecadores: os simples, que amam a simplicidade, não conseguem nada com isto; herdarão a estultícia. Eles a terão como herança, segundo alguns. Esta corrupção da natureza é derivada dos nossos primeiros pais, junto com todas as calamidades que a acompanham; foi a herança que eles transmitiram à sua raça degenerada, uma doença hereditária. Eles gostam tanto dela como um homem gosta da sua herança, e se apega a ela, e detesta a ideia de se separar dela. O que eles mais valorizam é realmente tolo; e qual será o resultado da sua simplicidade, ainda que tolice? Eles lamentarão para sempre a sua tola escolha.

2. A sabedoria é a honra dos sábios: os prudentes se coroarão de conhecimento, e o considerarão como o seu mais brilhante ornamento, e não há nada que ambicionem tanto; eles a prendem às suas cabeças, como uma coroa, da qual não se separarão, de maneira nenhuma; eles buscam chegar ao topo e à perfeição do conhecimento, que irá coroar os seus princípios e progressos. Eles terão o louvor por isto; as cabeças sábias serão respeitadas como se fossem cabeças coroadas. Eles coroam o conhecimento (assim alguns interpretam); eles dão uma credibilidade à sua profissão. A sabedoria não é somente justificada, mas também é glorificada em todos os seus filhos.

 

V. 19 – Isto é:

1. Os ímpios são frequentemente empobrecidos e abatidos, de modo que são forçados a implorar; pois a sua iniquidade os leva a apuros; ao passo que os homens bons, pela bênção de Deus, são enriquecidos, e capacita­ dos a dar, e efetivamente dão até mesmo aos maus; pois onde Deus concede a vida, não devemos negar o sustento.

2. Às vezes Deus faz com que até mesmo os homens iníquos e maus reconheçam a excelência do povo de Deus. Os iníquos devem se inclinar sempre perante a face dos justos, e às vezes devem fazer isto para saberem que Deus os ama (Apocalipse 3.9). Eles desejam o seu favor (Ester 7.7), e as suas orações (2 Reis 3.12).

3. Chegará o dia em que os retos terão o domínio (Salmos 49.14), quando as virgens loucas virão implorando azeite às prudentes, e baterão em vão àquela porta do Senhor pela qual entram os justos.

 

V. 20 – Isto mostra, não qual deveria ser, mas qual é o caminho comum do mundo – evitar os pobres e gostar dos ricos.

1. Poucos aprovarão aqueles que o mundo censura, embora, não fosse por isto, seriam dignos de respeito: O pobre, que deveria ser merecedor de piedade, e encorajado, e aliviado, é odiado, considerado com estranheza e mantido à distância, é aborrecido até do companheiro, que, antes que o pobre caísse em desgraça, era seu amigo íntimo, e dizia ter carinho por ele. A maioria dos nossos amigos é como as andorinhas: eles vão embora no inverno. É bom termos Deus como nosso amigo, pois Ele não nos abandonará mesmo que nos tornemos pobres.

2. Todos cortejarão aqueles para os quais o mundo sorri, ainda que, não fosse por isto, se1iam indignos: os amigos dos ricos são muitos, são amigos de suas riquezas, esperando obter alguma coisa delas. Há pouca amizade no mundo, exceto a que é governada por interesses próprios, e isto não é amizade verdadeira, nem aquilo com que um homem sábio se valorizará, ou em que depositará alguma confiança. Os que fazem do mundo o seu deus idolatram aqueles que têm muitos bens, e buscam o seu favor, como se, na verdade, fossem os favoritos do Céu.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.