PSICOLOGIA ANALÍTICA

DEPENDENTES DE BRONZEAMENTO

Luz ultravioleta ativa as mesmas vias de recompensa cerebral que drogas opioides, como a heroína.

Dependentes de bronzeamento

Apesar da conhecida associação entre bronzeamento sem proteção e risco de câncer de pele, muitos se expõem ao sol em excesso durante o verão. De acordo com um estudo publicado na Cell, isso ocorre por motivações que vão muito além da vaidade de “pegar uma cor”. No experimento relatado, camundongos ficaram dependentes de betaendorfina, uma molécula opioide endógena produzida pela pele quando exposta à luz ultravioleta.

Pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts examinaram minuciosamente o sistema opioide, o caminho da recompensa percorrido por drogas como a heroína. Trabalhos anteriores já haviam constatado que a betaendorfina e o pigmento da pele, a melanina, se originavam da mesma proteína. Outros estudos também apontam nessa direção: pessoas que se bronzeiam frequentemente apresentaram sintomas de abstinência quando ingeriram uma droga que bloqueou os receptores opioides.

Nesse novo estudo, cientistas submeteram ratos depilados a uma dose diária de luz ultravioleta suficiente para bronzear, mas sem provocar queimaduras – equivalente a 20 ou 30 minutos do sol do meio-dia da Flórida para um ser humano de pele clara. Depois de alguns dias, os níveis de betaendorfina aumentaram no sangue dos camundongos. Em seguida, os pesquisadores avaliaram, com calor e toque, a tolerância à dor, um marcador da dependência de drogas opioides. Os ratos submetidos aos raios UV demonstraram limiar até três vezes mais elevado do que os ratos que não passaram pelo bronzeamento. A resistência ao incômodo aumentou na mesma medida em que os níveis de betaendorfina se elevaram.

Quando os ratos bronzeados receberam um bloqueador opioide, o limiar de dor voltou ao normal. Os animais apresentaram também sintomas de abstinência, como tremores nas patas e ranger de dentes, chegando a modificar comportamentos para evitá-la: aqueles que receberam bloqueadores de opioide em uma caixa escura preferiam passar o tempo em uma branca, apesar da propensão natural dos roedores a ambientes sem iluminação.

Seres humanos e ratos compartilham esses processos químicos. “A betaendorfina pode causar dependência em pessoas”, acredita o coautor do estudo, David Fisher, diretor do Programa Melanoma no Hospital Geral de Massachusetts. “Tomar sol é gratificante para o cérebro porque precisamos de vitamina D”, explica. O próximo passo, diz, é investigar se há relação desses processos com transtornos afetivos sazonais, o que pode permitir um novo alvo terapêutico.

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OUTROS OLHARES

BEBÊS SOB MEDIDA

Por que não devemos deixar nosso medo da desigualdade impedir o progresso tecnológico que poderia tornar a próxima geração mais saudável, feliz e inteligente.

Bebês sob medida

Imagine inovações tecnológicas que nos permitam gerar filhos livres de doenças genéticas – ou, pelo menos, com um risco bastante reduzido de tê-las. Imagine, ainda, que possamos nos assegurar de que as crianças do futuro sejam significativamente mais inteligentes, saudáveis e, no geral, mais capazes que as do passado. Deveríamos dar boas-vindas a esse futuro! No entanto, muitos veem com alarme a perspectiva de designer babies, ou bebê geneticamente modificado. Um artigo recente, publicado na prestigiosa MIT Technology Review, mostra algumas das razões para esse alarme – e por que tais reações negativas são problemáticas. Há uma forte tendência de julgar inovações tecnológicas de alto padrão, ao mesmo tempo que se relevam sérios problemas no status quo.

A autora do artigo, a jornalista cientifica Laura Hercher, não condena o uso de triagem genética para assegurar que bebês estejam livre de doenças. Sua preocupação é que isso criará desigualdades perigosas, porque nem todo mundo terá acesso à novas tecnologias, principalmente no começo. Segundo Hercher, alguns serão incapazes de se beneficiar delas, porque lhes faltam recursos ou instalações disponíveis em sua região geográfica. Outros se recusarão a utilizá-la porque a “tecnologia reprodutiva é menos aceita em grupos raciais, étnicos e religiosos nos quais ser visto como infértil carrega um estigma”. A menos que essas desigualdades sejam eliminadas, ela argumenta, bebês geneticamente modificados criarão disparidades perigosas.

“Nosso desconforto acerca de designer babies sempre teve a ver com o fato de que tal tecnologia torna tudo mais desigual – pega iniquidades existente e a transforma em algo inato. Se não abordarmos essas diferenças, arriscamos criar uma sociedade na qual alguns grupos, por causa de sua cultura, geografia ou pobreza, carregam um fardo maior de doença genética. O que poderia ocasionar uma mudança mais profunda numa sociedade do que tomar doenças genéticas – algo que sempre foi a epítome de nossa humanidade compartilhada – e transformá­la em algo que só acontece com algumas pessoas?”, pontua Hercher em seu artigo.

O problema com essa crítica aos bebês geneticamente modificados é que ela ignora problema muito maia graves no status quo. Já vivemos numa sociedade em que doenças genéticas só “acontecem com algumas pessoas”. Acontecem apenas com os azarados o suficiente para nascerem com os genes errados. São há dúvidas de que aqueles nessa categoria – e sua família – “carregam um fardo maior de doença genética”. Quando eu estava no ensino médio, havia um garoto em minha rua que tinha síndrome de Down. É bem óbvio que o fardo da doença genética está muito mais presente nele do que em mim.

Tampouco é verdade que os perigos de uma doença genética estejam distribuídos igualmente na sociedade, no sentido de que qualquer família tem mais ou menos o mesmo risco de passá-la para seus filhos. Nada é mais distante da verdade do que isso. Na maioria dos casos, os filhos têm mais chances de desenvolver uma doença genética se há um histórico dessa doença na família. Algumas atingem desproporcionalmente grupos raciais ou étnicos específicos. A doença de Tay-Sach, por exemplo, e tá em grande parte confinada a judeus asquenazes e outros poucos grupos.

Ainda que a tecnologia de designer babies esteja disponível para algumas famílias, mas não para todas, ela poupará muitos pais do risco de repassarem doenças genéticas. Também reduzirá a de igualdade de modo geral, ao diminuir a percentagem da população afetada por elas. A tecnologia pode ser valiosa para famílias e grupos étnicos com um histórico de doenças genéticas que, de outras maneiras, teriam de fazer a dolorosa escolha entre privar- e de ter filho – com exceção, talvez, de adoção – ou arriscar passar adiante uma condição debilitante.

Como com qualquer outro avanço tecnológico, a opção de bebês modificados provavelmente estará disponível para o mais abastado ante de se estender para o restante da população. Dado o precedente, porém, é provável que ela se torne mais barata com o tempo e se estenda para ainda mais pessoas. Mesmo aquelas que não puderem aproveitar a nova tecnologia no início – ou aquele que implemente não quiserem ou não necessitarem – poderão se beneficiar de sua introdução. Elas também viverão melhor numa sociedade onde menos pessoas sofrerão perda de seu potencial por doença genética; logo, mais pessoas poderão ter uma vida feliz e produtiva.

Imagine que, graças à tecnologia, a família Jones tenha uma filha sem síndrome de Down ou sem doença de Tay-Sachs, que, em outras circunstâncias, poderiam tê-la afligido. O resultado disso é que ela cresce e se torna uma cientista bem-sucedida. Ela e o resto dos Jones não serão os únicos que estarão melhor. Outros se beneficiarão de novas descobertas feitas por ela. Se você multiplicar esse efeito por milhares de outros casos parecidos, fica claro que bebês geneticamente modificados podem ter um grande potencial de impacto positivo na sociedade, mesmo que a tecnologia não se torne universalmente disponível.

Como Hercher aponta, muitas pessoas que aceitam o uso da tecnologia para antecipar doença e opõem a seu uso para “melhorar” a capacidade de crianças – para deixá-las mais inteligentes, fortes ou saudáveis, por exemplo -, outro foco de preocupações sobre desigualdade. Se algumas famílias são capazes de aumentar o Q.I. de sua criança por meio de intervenção genética, enquanto outras não, os filhos dessas primeiras podem ter uma vantagem “injusta”.

Assim como as preocupações de Hercher sobre o uso da tecnologia para prevenir doenças genéticas, esse tipo de argumento ignora a enorme desigualdade já existente no status quo. Algumas pessoas já têm grandes vantagens em relação a outras devido, em parte, a dotes genéticos distintos. A tecnologia de bebês modificados poderia reduzir essas desigualdades na mesma medida que as aumenta. Por exemplo, se ela permite que uma grande parte da sociedade aumente seu Q.l. para, digamos, 150, crianças que teriam retardo mental se beneficiarão muito mais do que aquelas que teriam uma inteligência relativamente alta de qualquer forma.

E, assim como a prevenção de doenças, o aprimoramento genético pode ser uma bênção até para aquele que não se beneficiarão dela diretamente. Pessoas que são mais inteligentes e saudáveis também serão mais produtivas. E o restante da sociedade – incluindo aquele que não têm nenhuma “melhoria” genética – poderão aproveitar a produtividade extra. Para a maioria, os efeitos provavelmente serão grandes o suficiente para superar qualquer impacto negativo de ter de competir com os “melhorados” por empregos ou oportunidade educacionais específicas. Se você duvida disso, considere se sua vida estaria melhor caso alguma força cósmica do Universo assegurasse que o Q.I. de todo mundo ficasse abaixo de 120 e apenas o seu fosse muito mais alto que isso. Você estaria, então, numa posição muito melhor para competir por emprego que requerem inteligência. Mas é mais provável que você estivesse muito pior do que antes, de modo geral, por causa do declínio em produtividade no restante da sociedade. E, e reduzir a habilidade de outro membro da sociedade piora sua vida, é provável que bloquear tecnologia que possa aumentar a produtividade de todos também piore.

Além de aumentar a produtividade e inovação, o aprimoramento genético pode ajudar a mitigar problema de ignorância política, que atualmente têm um impacto muito negativo em políticas públicas. Aqui também podemos nos beneficiar do aprimoramento de outros, mesmo que nossos genes permaneçam os mesmos.

Nem a prevenção de doenças genéticas nem o aprimoramento de habilidades é um jogo de soma zero em que os ganhos de alguns só podem vir à custa de outros. Ao contrário, melhoria para uns também fornecem benefícios para muitos outros, incluindo aqueles com genes “normais”.

Assim como com outros tipos de cuidados médicos, há uma justificativa para o governo subsidiar aprimoramento genético para os filhos dos pobres, já que reduzir a incidência de doenças genéticas pode reduzir também os custos de assistência médica a longo prazo. Entretanto, mesmo na ausência desses subsídios, a tecnologia de bebês geneticamente modificados provavelmente trará mais benefícios do que danos.

Apesar de meu entusiasmo pelos designers babies, apontarei algumas ressalvas. Primeiro, cria perigo ao permitir que o governo esteja encarregado de manipulações genéticas. Entre outras coisas, governantes poderiam se aproveitar para assegurar que a próxima geração tenha as mesmas visões políticas do partido no poder (a orientação política é, em parte, geneticamente determinada). A solução para esse problema é deixar essas questões a cargo dos pais, em vez dos funcionários do governo, a não ser, talvez, por alguns padrões de segurança.

Um segundo perigo é que alguns aprimoramentos podem não ser socialmente benéficos, mas apenas combustível para uma “corrida armamentista” de soma zero. Por exemplo, alguns dados sugerem que pessoas mais altas têm vantagem ao competir por emprego e parceiros. É improvável, entretanto, que a sociedade estivesse melhor se todos fossem 30 centímetros mais altos. A altura é primariamente um “bem posicional”, cujo benefício vem de ser mais alto que os rivais. Usar o aprimoramento genético para aumentar o tamanho das pessoas tem o potencial de fazer mais mal do que bem. Podemos ter uma população mais alta que precisa de mais comida e outros recursos, mas essa mudança não traria nenhum benefício para a sociedade em geral.

Suspeito que casos desse tipo são a exceção, não a regra. A maioria do aprimoramento que beneficiam o indivíduo também é provavelmente benéfica para a sociedade. Ainda assim, essa é uma questão a ser considerada.

Por fim, é possível que a tecnologia de designer baby nunca avance a ponto de podermos fazer intervenções além da muito modestas. Também é legítimo considerar a segurança e confiabilidade das inovações. Não tenho expertise científica para analisar essas questões. Mas, se designer babies são de fato viáveis, deveríamos querer que essas tecnologias se espalhem o mais rápido possível, e não que seja bloqueada por preocupações quanto à desigualdade.

Bebês sob medida. 2

GESTÃO E CARREIRA

EQUIPE NO SUFOCO

A crise econômica encolheu as equipes e, como consequência, as sobrecarregou. Atualmente é comum um funcionário desempenhar várias funções para suprir a falta de outro. A grande questão das empresas tem sido driblar o estresse, o cansaço e a baixa produtividade do grupo.

Equipe no sufoco

A combinação crise econômica, política, diminuição da equipe, concorrência por preços baixos, competitividade, impostos estratosféricos e corte de custos são alguns dos problemas pelos quais as empresas passam. Tudo isso tem feito com que muitas tarefas sejam realizadas por apenas uma pessoa, a produtividade caia e o estresse tome conta de tudo.

É inquestionável que a situação atual do mundo empresarial tem elevado ainda mais um dos maiores problemas da modernidade, o estresse, e por conta dele há a diminuição da produtividade dos trabalhadores.

Uma equipe menor tem que dar conta de mais trabalho, melhorar a produtividade, fazer frente à concorrência e mostrar perfeição em suas tarefas.

Contudo, o que uma pequena em­ presa com equipe enxuta pode fazer? Ela não consegue contratar mais porque precisa de mais “trabalho” para isso, mas, ao mesmo tempo, se pegar “mais tarefas”, prejudica a equipe. Como resolver esses problemas?

Não é nada fácil, mas algumas ações podem facilitar isso, entre elas, a prática do feedback do líder com os funcionários, o conhecimento dele sobre as motivações e sonhos de seus liderados, o desenvolvimento de uma comunicação estratégica, a promoção do corporativismo, entre outras.

O ESTRESSE E A SOBRECARGA

Segundo um estudo realizado pela International Stress Management Association (lsma – Brasil), o nosso País é o segundo mais estressado do mundo em um ranking com dez.

O principal motivo levantado pelos participantes da pesquisa é o trabalho. Dentro desse tópico estão: trabalho levado para casa, falta de tempo para atividades relaxantes, longas jornadas, sobrecarga de tarefas e tensão no ambiente corporativo.

Por conta desse problema, segundo dados da Previdência, só no ano de 2015 foram feitos 2.899 pedidos de afastamento pelos trabalhadores. O estresse perde somente para os traumas ósseos e para as lesões causadas por esforço repetitivo como razão para afastamento do trabalho.

A psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Rita Calegari, explica que o gestor precisa se preocupar com a saúde física e emocional dos funcionários, e isso significa otimizar onde vai investir. “Os atestados e turn over serão uma realidade difícil de gerir e que se tornarão um problema a mais para o alcance de êxito da empresa. Quanto mais ineficazes são o processo e a gestão, me­ nos se alcança o resultado e mais se cobra das pessoas, que passam a entregar cada vez menos e pior”, lembra.

Para isso, Rita indica alguns pontos importantes para a empresa observar, entre eles, priorizar as atividades, extraindo o essencial a ser entregue para sua sustentabilidade e marca; automatizar o máximo de atividades possível; investir em bons equipamentos, que sejam ágeis, fáceis de manusear e práticos; investir em sistemas de informática que otimizem a busca por dados, informações e atividades; ter gestores maduros e com experiência na atividade; desenvolver fluxos de eficiência usando ferramentas de gestão.

Para aumentar a produtividade da empresa é necessária a presença de: boa gestão, visão de negócio, capacidade de priorização, coerência organizacional, agilidade nas soluções, processos pouco burocratizados, envolvimento da equipe, processo de delegar maduro, compartilhar sucesso, ouvir a equipe, acatar sugestões, assumir erros com transparência, investir nas relações interpessoais e na qualidade dos processos.

TRABALHO EM EQUIPE E MUDANÇAS DE MENTALIDADES

Além do estresse dos funcionários sobrecarregados, a empresa tem que lidar com outras questões que causam desgaste em seus mecanismos de funcionamento. Entre eles estão a insegurança, as frustrações, medo de perder o emprego e o descontentamento por conta das pressões, cobranças do chefe e dos clientes. Os trabalhadores recebem o mesmo salário para fazer o dobro ou o triplo. Como o líder pode minimizar esse quadro?

Uma das coisas que ele não deve fazer é se isolar e tentar solucionar a situação sozinho. É preciso fazer o contrário, aproximar-se da equipe, procurar ouvi­la e em conjunto arrumar uma adequação que contribua com todos.

O gestor deve ler a compreensão exata daquilo que os funcionários pensam e sentem para conseguir desenvolver uma estratégia. Um dos principais lemas é engajar a equipe no processo, fazê-la vestir a camisa.

Deve também criar um planejamento que vai desde a organização das tarefas diárias até pequenas coisas, como a arrumação de arquivos e documentos. É preciso pensar em economizar tempo, energia, estimular todos e muitas vezes mudar as mentalidades.

A consultora de Estratégia em Gestão de Pessoas e coach Sabrina Espíndola explica que a empresa pequena tem que pensar igual à grande para ter produtividade e sustentabilidade. Assim sendo, a coach sugere criar processos como se fossem uma linha de produção de uma fábrica, com cada etapa, desde a entrada do cliente até a entrega do serviço e do produto. “Pode ser em uma reunião de brainstorming (tempestade de ideias) ou em um treinamento. Porém, o importante é escrever esse fluxo junto com a equipe para que todas as etapas sejam contempladas”, ensina.

Com o intuito de estimular a equipe, use a criatividade para selecionar os materiais como cartolinas com hidrocor ou um simples papel A4 com lápis e caneta. Sabrina indica que o resultado precisa estar escrito como é praticado hoje para somente depois fazer esse mesmo exercício pensando em como poderia otimizar essa “produção”.

Outro ponto interessante é usar da tecnologia para aumentar a produtividade e acompanhar os projetos, como o aplicativo Trello. “Nele o líder ou a equipe incluem um projeto e suas etapas, prazos e os responsáveis. Todos que es­ tão envolvidos conseguem alimentar as informações no aplicativo para informar e dar ciência de tudo que foi feito, o que está pendente ou em atraso. Assim conseguem melhorar a comunicação entre a equipe, além de diminuir o retrabalho”, aconselha.

É fundamental não esquecer de alinhar as metas do líder com a equipe para definir etapas e prazos do projeto. “Ter reuniões semanais de dez minutos para a equipe falar das evoluções e das dificuldades que estão encontrando também aumenta a produtividade”, finaliza a coach.

ARRUME SEUS DOCUMENTOS E ECONOMIZE MESES

Manter os setores, documentos e arquivos em ordem pode ajudar, e muito, a equipe a não se sobrecarregar ainda mais. A fundadora da Redata Organização da Informação – empresa especializada em gestão documental -, Mariza Cardoso, relata que os documentos perdidos ou mesmo em mau estado de conservação causam estresse e perda de tempo de funcionários, que usam parte considerável do período de trabalho para encontrá-los. “Já vi departamentos inteiros serem mobilizados por horas por apenas um documento”, conta.

A organização dos documentos é tão importante para a manutenção do tempo da empresa que, segundo dados de associações internacionais e consultorias como a PwC, um gestor chega a perder um mês por ano buscando informações em arquivos desorganizados. “Já os profissionais gastam até 15% do tempo lendo informações e 50% procurando onde foram guardadas. E os colaboradores perdem até duas horas diárias procurando documentos extraviados”, relata Mariza.

 

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COMO EVITAR A SOBRECARGA EM 4 PASSOS

 PROCESSOS:

Tenha os processos da empresa claros e escritos para que qualquer pessoa que leia entenda como funciona. Um dos principais erros das empresas é deixar grandes processos nas mãos de apenas uma pessoa, que os tem todo na cabeça. Para mitigar, diminuir os riscos de ter perdas de produção, tenha seus processos escritos e arquivados em papel e na nuvem.

REVISE OS PROCESSOS:

Para aumentar a produtividade de um ano para o outro revisite os seus processos com a equipe para pensar em soluções que diminuam os custos ou o tempo desses processos.

TECNOLOGIA:

Busque no mercado uma tecnologia que seja ideal para o seu tipo de mercado. Existem as mais variadas soluções. Caso não tenha nada. a minha sugestão é: invente uma que contribua para todo o seu mercado – e ainda ganhará muito dinheiro.

GESTÃO DE PESSOAS:

A sua equipe precisa “vestir a camisa” da empresa. É comprovado por pesquisas que ser feliz no ambiente de trabalho aumenta a qualidade de vida das pessoas e a produtividade. Humanize a sua marca. Toda empresa é feita de pessoas. Por mais tecnologia que exista, sua empresa precisará ser orquestrada por pessoas para que os processos e a tecnologia tragam mais resultados. Invista na gestão de pessoas para contratar um perfil profissional adequado ao que precisa e desenvolva o que for necessário com palestras, treinamentos, coaching ou mentoria.

 

 COMO A SOBRECARGA REPERCUTE NO TRABALHO?

CLIMA ORGANIZACIONAL: Funcionários sem qualidade de vida começam a perder a eficácia porque é humanamente impossível produzir por um longo tempo em um giro de produção muito alto. Os problemas que surgem são: clima da empresa de insatisfação coletiva, faltas ao trabalho, afastamento por doença e desligamento.

 PERDA DE CLIENTE: O impacto final será na retenção do cliente. O seu funcionário vai tratar mal o cliente, reclamar da empresa, entregar um trabalho de mediano a ruim. Comisso, a imagem e a marca da empresa começam a ficar arranhadas.

FALÊNCIA: Isso tudo pode ainda piorar quando seus resultados não forem mais os mesmos e começar a entrar em processo de falência.

 

4 PASSOS PARA MANTER A PRODUTIVIDADE DOS PROFISSIONAIS EM ALTA

METAS: Defina quais serão as metas do ano, os principais projetos e clientes que serão da sua responsabilidade. Lembre­se de alinhar a meta com o responsável pela execução. Metas claras são aquelas que respondem a estas perguntas: O quê? (Descreva detalhadamene), quem sãos os responsáveis? Qual é o prazo de cada etapa e da entrega final? Quanto custa? A minha sugestão para a pergunta “Como?” é deixar como um desafio para a sua equipe, você pode se surpreender com as possibilidades de criatividade. Porém, caso observe que a pessoa tenha dificuldade, neste caso vale o passo a passo de como fazer por enquanto.

ALINHE AS EXPECTATIVAS: Verifique que a sua demanda foi compreendida pela pessoa que está recebendo a meta. Pergunte de vez em quando como está a produção, se tem algum dificultador.

REUNIÕES PRODUTIVAS: Agende reunião com a equipe, se possível semanalmente, para saber as evoluções dos projetos e as principais dificuldades encontradas. Ao final da reunião, é necessário haver sugestões da equipe para solucionar o problema. Tudo registrado (na planilha ou no app Trello) para acompanhamento do que está em andamento, do que foi realizado ou está atrasado.

CELEBRE: Faça a sua equipe se sentir importante quando atingir uma meta com qualidade. Pequenos gestos demonstrando qual foi o diferencial dele naquela entrega servirão de grande motivação para continuar fazendo sempre o melhor. Alguns exemplos simples: um cartão de reconhecimento assinado pelo diretor, um almoço pago pela empresa, uma simbologia como um balão de festa dizendo que ele atingiu a meta.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 14: 14-20

Pensando biblicamente

O CONTRASTE ENTRE OS JUSTOS E OS ÍMPIOS

 

V. 14 – Observe:

1. A infelicidade dos pecadores será um resultado eterno de seus pecados: “Dos seus caminhos se fartará o infiel de coração”. que, por medo de sofrer ou esperando benefícios ou prazer, abandona Deus e o seu dever; Deus lhe dará o suficiente de seus próprios caminhos. Os pecadores não desejam abandonar os seus desejos e paixões brutos, e por isto se manterão fiéis a eles, para seu eterno terror e tormento. As expressões “Quem está sujo suje-se ainda”, e “Filho, lembra-te”, os encherá em seus próprios caminhos, e apresentará os seus pecados diante deles. A infidelidade começa no coração; é o coração per­ verso da descrença que se afasta de Deus; e os pecadores infiéis têm mais terror quando refletem sobre os seus próprios caminhos (Lucas 11.26).

2. A felicidade dos santos será uma eterna satisfação em suas graças, como sinais da benevolência particular de Deus, e as qualificações para ela: “O homem bom se fartará de si mesmo”, por aquilo que Deus operou nele. Ele se alegra em si mesmo (Gálatas 6.3). Da mesma maneira como os pecadores nunca pensam que têm pecados suficientes, até que estes os levem para o inferno, também os santos nunca pensam que têm graças suficientes, até que elas os levem ao céu.

 

V. 15 – Observe:

1. É loucura ser totalmente crédulo, acreditar em cada notícia, dar ouvidos às estórias de cada homem, ainda que muito improváveis, confiar em coisas pela sua fama comum, confiar em cada profissão de amizade e dar crédito a todos os que prometam algum tipo de pagamento: “O simples dá crédito a cada palavra”, esquecendo­ se de que todos os homens, em algum sentido, são mentirosos, em comparação com Deus, pois em todas as suas palavras devemos crer, com fé implícita, pois Ele não mente.

2. É sensato ser cauteloso: “O prudente atenta para os seus passos”, experimenta antes de confiar; avaliará tanto a credibilidade da testemunha como a probabilidade do testemunho, e então julgará os fatos quando se tornarem manifestos, ou suspenderá a sua avaliação, até que tudo venha a lume. “Não creiais em todo espírito, mas provai”.

 

V.16 – Observe:

1. O santo temor é uma excelente proteção para todas as coisas santas, e contra tudo o que é profano. É sensato se afastar do mal, do mal do peca.do, e consequentemente, de todos os outros males; portanto, é sensato temer, isto é, zelar por nós mesmos, com zelo santo, conservar um terror da ira de Deus, temer se aproximar das fronteiras do pecado ou flertar com os princípios dele. O sábio teme e desvia-se do mal, e se aterroriza quando se flagra entrando em tentação.

2. A presunção é loucura. Aquele que, quando advertido do perigo que corre, se encoleriza e se dá por seguro, insistindo furiosamente, que não suporta ser censura.do, que desafia a ira e a maldição de Deus, e, sem temer o perigo, persiste na sua rebelião, que é ousado com as oportunidades de pecar, e brinca à beira do precipício, é um tolo, pois age contra a sua razão e os seus interesses, e a sua ruína será rapidamente a prova da sua loucura.

 

V. 17 – Observe:

1. Os homens violentos são, com razão, motivo de riso. Os homens que são mesquinhos e nervosos, e logo se irritam com a menor provocação, farão doidices; fazem e dizem o que é ridículo, e se expõem ao desprezo; eles mesmos não podem deixar de se envergonhar disto, passado o calor da situação. Esta consideração deve envolver especialmente aqueles que têm uma reputação de sabedoria e honra, com o máximo cuidado para refrearem as suas atitudes impensadas, sim, para que não se precipitem.

2. Os homens perversos são, com razão, temidos e detesta­ dos, pois são muito mais perigosos e enganadores a todas as sociedades: O homem de más imaginações – que insufla seus ressentimentos até que tenha uma oportunidade de se vingar, e que trama secretamente como prejudicar o seu próximo e lhe fazer mal, como Caim tramou matar Abel – será aborrecido e odiado por toda a humanidade. O caráter de um homem irado é digno de piedade; em meio à surpresa de uma tentação, ele se perturba e causa infelicidade a si mesmo, mas isto logo acaba, e então ele se lamenta. Mas o caráter de um homem vingativo e rancoroso é odioso; não há proteção contra ele, nem cura para ele.

 

V. 18 – Observe:

1. O pecado é a vergonha dos pecadores: os simples, que amam a simplicidade, não conseguem nada com isto; herdarão a estultícia. Eles a terão como herança, segundo alguns. Esta corrupção da natureza é derivada dos nossos primeiros pais, junto com todas as calamidades que a acompanham; foi a herança que eles transmitiram à sua raça degenerada, uma doença hereditária. Eles gostam tanto dela como um homem gosta da sua herança, e se apega a ela, e detesta a ideia de se separar dela. O que eles mais valorizam é realmente tolo; e qual será o resultado da sua simplicidade, ainda que tolice? Eles lamentarão para sempre a sua tola escolha.

2. A sabedoria é a honra dos sábios: os prudentes se coroarão de conhecimento, e o considerarão como o seu mais brilhante ornamento, e não há nada que ambicionem tanto; eles a prendem às suas cabeças, como uma coroa, da qual não se separarão, de maneira nenhuma; eles buscam chegar ao topo e à perfeição do conhecimento, que irá coroar os seus princípios e progressos. Eles terão o louvor por isto; as cabeças sábias serão respeitadas como se fossem cabeças coroadas. Eles coroam o conhecimento (assim alguns interpretam); eles dão uma credibilidade à sua profissão. A sabedoria não é somente justificada, mas também é glorificada em todos os seus filhos.

 

V. 19 – Isto é:

1. Os ímpios são frequentemente empobrecidos e abatidos, de modo que são forçados a implorar; pois a sua iniquidade os leva a apuros; ao passo que os homens bons, pela bênção de Deus, são enriquecidos, e capacita­ dos a dar, e efetivamente dão até mesmo aos maus; pois onde Deus concede a vida, não devemos negar o sustento.

2. Às vezes Deus faz com que até mesmo os homens iníquos e maus reconheçam a excelência do povo de Deus. Os iníquos devem se inclinar sempre perante a face dos justos, e às vezes devem fazer isto para saberem que Deus os ama (Apocalipse 3.9). Eles desejam o seu favor (Ester 7.7), e as suas orações (2 Reis 3.12).

3. Chegará o dia em que os retos terão o domínio (Salmos 49.14), quando as virgens loucas virão implorando azeite às prudentes, e baterão em vão àquela porta do Senhor pela qual entram os justos.

 

V. 20 – Isto mostra, não qual deveria ser, mas qual é o caminho comum do mundo – evitar os pobres e gostar dos ricos.

1. Poucos aprovarão aqueles que o mundo censura, embora, não fosse por isto, seriam dignos de respeito: O pobre, que deveria ser merecedor de piedade, e encorajado, e aliviado, é odiado, considerado com estranheza e mantido à distância, é aborrecido até do companheiro, que, antes que o pobre caísse em desgraça, era seu amigo íntimo, e dizia ter carinho por ele. A maioria dos nossos amigos é como as andorinhas: eles vão embora no inverno. É bom termos Deus como nosso amigo, pois Ele não nos abandonará mesmo que nos tornemos pobres.

2. Todos cortejarão aqueles para os quais o mundo sorri, ainda que, não fosse por isto, se1iam indignos: os amigos dos ricos são muitos, são amigos de suas riquezas, esperando obter alguma coisa delas. Há pouca amizade no mundo, exceto a que é governada por interesses próprios, e isto não é amizade verdadeira, nem aquilo com que um homem sábio se valorizará, ou em que depositará alguma confiança. Os que fazem do mundo o seu deus idolatram aqueles que têm muitos bens, e buscam o seu favor, como se, na verdade, fossem os favoritos do Céu.