GESTÃO E CARREIRA

DEMISSÃO: SEMPRE EXISTE OUTRO CAMINHO

Em meio à crise econômica, é preciso buscar estratégias para manter os colaboradores – essenciais para qualquer negócio – e cumprir com a folha de pagamento, evitando demissões.

Demissão - Sempre existe outro caminho

Com o início de um novo ano, é normal que as empresas façam um balanço e tenham um cuidado maior com relação à folha de pagamento. Como o Brasil está passando por um momento de transição política e crise econômica, muitos empresários reavaliam as despesas e receitas, considerando um corte no quadro de funcionários.

É uma decisão delicada e que pode afetar, ainda mais, o mercado consumidor, visto que os pequenos negócios respondem por mais de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. São essas micro, pequenas e médias empresas que concentram cerca de 54% das contratações formais no mercado de trabalho.

Contudo, muitos empresários veem nessa medida uma saída para ajustar as contas de seu negócio e reduzir custos na tentativa de minimizar os efeitos da crise. No entanto, especialistas afirmam que esse é um erro clássico, apesar de ser a primeira opção para muitos empresários. Todo o processo de desligamento traz despesas para a empresa, por isso é necessário analisar bem o impacto financeiro que a instituição terá com a demissão. “Os encargos de uma rescisão contratual são altos e podem ser um gasto a mais em um momento de instabilidade econômica”, lembra o gerente da unidade de atendimento individual do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Ênio Duarte Pinto.

DISPENSANDO O INTANGÍVEL

Para não chegar a um ponto em que o corte da folha seja uma necessidade ou uma alternativa, o ideal é se preparar bem antes de começar a empreender e se planejar para momentos de baixa no caixa. Nos casos de negócio em anda­ mento, em situações nas quais há dificuldades em enxergar outros caminhos para um problema ou algo que o incomode, o empresário pode procurar instituições que apoiam e capacitam empreendedores. Cursos livres de produtividade, gestão de tempo, resolução de problemas e criatividade também podem ajudar a desenvolver habilidades essenciais para o mercado e a enxergar além. “O empreendedor precisa tentar lapidar sua formação para gerenciar de maneira mais profissional o negócio e, principalmente, ouvir a razão de existência do negócio dele: o cliente”, diz Ênio Duarte Pinto. “Uma empresa não existe só porque tem sede, produto, estoque ou empreendedor; a empresa existe porque tem cliente – externo e interno”.

Independentemente do porte, o resultado vem de pessoas. ”A demissão, ou seja, abrir mão de pessoas para resolver qualquer crise deve ser, realmente, o último caso. Mas, infelizmente, no Brasil é comum essa atitude também por conta dos encargos trabalhistas e altos tributos”, afirma o consultor e fundador do Instituto Gestão Consciente, João Cosenza, que ressalta: “O que o empresário esquece de considerar, nesse processo, é o custo de recontratar. Porque, em caso de demitir um funcionário mais antigo com um salário mais alto, por exemplo, apesar de diminuir os custos, vai com ele toda uma experiência, histórico e o conhecimento sobre a empresa, suas rotinas e necessidades”, diz.

Além disso, como as micro e peque­ nas empresas são muito voláteis, a necessidade de contratar pessoal virá em um curto espaço de tempo. Além de ter gasto com a rescisão contratual, o empresário terá de gastar na hora de contratar, com o processo seletivo, com o contrato, com treinamento. “É um pensamento contra- produtivo demitir hoje para contratar pouco tempo depois”, avalia o consultor do Sebrae.

“Quando pensamos na perda de um bom colaborador, estamos pensando em um funcionário que, além de ter a familiaridade com os processos e cultura da empresa, cumpre com as suas entregas”, pondera a consultora e assessora de carreira da Catho, Carla Carvalho. Nesse caso a perda por parte da empresa não se aplica apenas aos gastos com os processos rescisórios, mas com gastos que vão desde a realização de um trabalho de (re) contratação (que envolve tempo e custos) até a integração desse colaborador no ambiente de trabalho.

Formar um profissional leva tempo, por mais que seja tecnicamente muito bom; cada empresa é um produto, uma rotina, uma cultura organizacional que precisa de tempo para ser incorporada por um novo funcionário recém-contratado, e isso também é custo e deve ser colocado na ponta do lápis. “A integração de um novo colaborador implica o investimento em capacitação e também o seu tempo de adaptação, que poderá de alguma forma refletir nos resultados”, lembra Carla.

Para a especialista em recursos humanos e diretora do Grupo Capacitare, Débora Nascimento, na conta do empresário precisa haver avaliações e reavaliações constantes ao longo do ano e identificar em quais momentos há lacunas que ele precisa preencher com novas receitas; além disso, ele deve avaliar como pode fazer um aproveitamento do time sem abrir mão de ninguém”, indica Débora. “Pode-se pensar, por exemplo, em novo produto ou serviço que possa, naquele momento, manter a rentabilidade e suprir isso. Muitas vezes, o bom profissional se paga, traz retorno financeiro. Então, o empresário precisa ter a visão de aproveitá-lo em todas as frentes possíveis, até mesmo em sugestões e desenvolvimento de nova forma de receita”, ressalta a especialista.

Em vez de demitir, a pequena empresa tem outras opções de ajustar seus custos, como promover férias em rodízio, o que é muito propício nesse primeiro trimestre, ter mais rigor nos controles de custos fixos, como estoque e contas a pagar e a receber, fazer um controle de caixa mais seguro e procurar renegociar prazos de pagamentos em contratos já firmados. “Ninguém quer perder cliente nesse momento de crise. Os fornecedores de pequenas empresas também não. Esse é o momento para dilatar prazos de pagamento”, exemplifica Ênio Pinto.

Em meio a crises econômicas nacionais, é um momento também de repensar e reorganizar formas de aprovação de crédito junto a clientes e parceiros. Vendas a prazo, que antes eram mais facilitadas, hoje devem ter maior rigor, até mesmo para não cair em inadimplência alta. Buscar alternativas de obtenção de crédito com juros mais atrativos é também outra clica em momentos de incerteza. Além disso, o gerente do Sebrae aconselha aos empresários a socializar a compra de seus insumos, ou seja, procurar seu concorrente para fazer compras conjuntas ajuda a reduzir os valores dos insumos e a barganhar o preço e o prazo de pagamento com os fornecedores.

TRANSPARÊNCIA E ENVOLVIMENTO

Nesses momentos, algumas informações podem e devem ser compartilhadas com os colaboradores a fim de estabelecer um bom vínculo e talvez até a conscientização diante do momento que a empresa enfrenta. “Essa atitude e postura por parte do empresário trará ao colaborador o sentimento de fazer parte do negócio, favorecendo a criação de um ambiente mais colaborativo”, pontua Carla Carvalho. “Trabalhar de forma coletiva, definir metas, dar e receber feedbacks, valorizar os colaboradores e o trabalho realizado, além de manter a comunicação e o otimismo, são importantes para que seja possível criar um ambiente que impulsione a melhora do cenário e traga novas aspirações”, complementa a especialista da Calho.

Caso as alternativas já tenham sido estudadas e não se encaixem e/ou sejam inviáveis ao seu negócio naquele momento, lembre -se de que o desligamento de um funcionário nunca será algo agradável. Apesar disso, o empregador pode e deve fazer com que o profissional seja tratado de forma correta e digna. “Man­ ter essa transparência e respeito com a pessoa garantirá maior dignidade a ela e maior possibilidade de recontratação no futuro, caso haja necessidade”, lembra João Cosenza.

Para o quadro de colaboradores que fica, a transparência deve ser a mesma. Segundo o consultor do Instituto Gestão Consciente, quando há cortes no quadro de funcionários, quem fica costuma ser envolvido em uma insegurança quanto a sua posição e em uma sobrecarga de atividades. “Vale também um trabalho do RH para tentar motivar os funcionários que ficam para manter a produtividade e o ânimo, tendo sempre em mente que o resultado depende de pessoas”, sugere.

Demissão - Sempre existe outro caminho. 2

ALTERNATIVAS PRINCIPAIS

FÉRIAS COLETIVAS – Apesar do investimento dos honorários das férias, nesses casos, a empresa deixa de ter custos de manutenção do escritório e consegue, talvez, adiar ou minimizar as demissões.

LAY OFF – Uma suspensão temporária do contrato de trabalho de dois a cinco meses em que o funcionário deve participar de um curso de qualificação.

FLEXIBILIZAR O HORÁRIO E REDUZIR O SALÁRIO – Desde que acordado entre as partes, não onera o empregador, não dispensa o empregado e ainda há certa economia de gastos fixos na empresa, como água, luz e telefone. Pode ser feito em até 25%, uma vez que a empresa prove que está em um momento difícil, e por até três meses, segundo Lei Trabalhista.

BANCO DE HORAS – Desde que se tenha acordo com os sindicatos via convenção coletiva, é uma excelente alternativa, porque também dá a possibilidade de o funcionário resolver problemas, férias ou qualquer coisa que precise ou prefira.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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