ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 13: 21-25

Pensando biblicamente

O JUSTO, EXCLUSIVAMENTE FELIZ

 

V21 – Observe aqui:

1. Quão inevitável é a destruição dos pecadores; a ira de Deus os persegue, e todos os terrores dessa ira; “o mal perseguirá aos pecadores”, onde quer que estejam, como o vingador de sangue perseguia o assassino; além disso, os pecadores não têm uma cidade de refúgio à qual possam fugir; eles tenta m escapar, mas é inútil. Aquele a quem Deus persegue, certamente será alcançado e destruído. Eles podem prosperar durante algum tempo, e sentir muita segurança, mas a sua perdição não dormita, a despeito do que tentem fazer.

2. Quão irrevogável é a felicidade dos santos; o Deus que não mente determinou que “os justos serão galardoados com o bem”. Eles serão abundantemente recompensa­ dos por todo o bem que fizeram, e por todo o mal que sofreram neste mundo; de modo que, embora muitos possam ter sido perdedores, por sua justiça. não serão perdedores por isto. Embora a recompensa não venha rapidamente, virá, no dia do pagamento, no mundo da retribuição; e será uma abundante recompensa.

 

V. 22 – Veja aqui:

1. Como dura a propriedade de um bom homem: “O homem de bem deixa urna herança aos filhos de seus filhos”. É parte do seu louvor o fato de que ele se preocupe com a sua descendência. que não gaste tudo consigo mesmo, mas se preocupe em fazer o bem para os que virão depois dele, não retendo mais do que é apropriado, mas o faça com urna frugalidade prudente e decente. Ele educa seus filhos para que também possam deixar a herança para seus filhos: e, em particular, é cuidadoso, tanto com justiça como com caridade, para obter a bênção de Deus sobre tudo o que tem, e em transmitir esta bênção a seus filhos, sem o que o maior esforço e frugalidade serão inúteis. O homem de bem, sendo bom e fazendo o bem, honrando o Senhor com a sua substância e gastando-a no seu ser viço, deixa urna herança aos filhos de seus filhos; ou, se não lhes deixar uma grande quantidade dos bens deste mundo, a suas orações, as suas instruções e o seu bom exemplo serão o melhor que poderá transmitir – as promessas do concerto serão uma herança para os filhos de seus filhos (Salmos 103.17).

2. Como ela aumenta, pelo acréscimo da riqueza do pecador, pois esta é depositada para o justo. Se perguntarmos: Como podem ficar tão ricos os homens bons, que não têm a mesma ansiedade que os outros com relação a este mundo, e que comumente sofrem para terem o seu próprio bem-estar? Aqui temos a resposta: Deus, na sua providência, frequentemente traz às mãos dos justos aquilo que os ímpios prepararam para si mesmos.

O inocente repartirá a prata (Jó 27.16,17). Os israelitas despojarão os egípcios (Êxodo 12.36) e comerão as riquezas das nações (Isaias 61.6).

 

V. 23 – Veja aqui:

1. Como uma pequena propriedade pode ser melhorada pelo empenho, de modo que um homem, ao tirar o máximo proveito de tudo, possa viver confortavelmente nela: “Abundância de mantimento há na lavoura do pobre”, que tem apenas um pouco, mas se esforça com aquele pouco e o administra bem. Muitos apresentam como uma desculpa para a sua ociosidade o fato de que têm muito pouco com que trabalhar, mas quanto menor o campo, mais devem ser empregados o talento e o esforço do proprietário, e isto terá um resultado excelente. Que escave, e não precisará mendigar.

2. Como uma grande propriedade pode ser arruinada pela imprudência: ”Alguns há que têm muito, mas se consomem por falta de juízo”, isto é, falta de prudência na administração do que têm. Os homens compram mais do que podem, recebem mais pessoas ou se alimentam melhor do que o seu dinheiro lhes permite, ou têm mais servos do que podem pagar, caindo em decadência sem poderem aproveitar ao máximo o que têm; ao tentarem juntar dinheiro para si mesmos, ou ao se endividarem com os outros, as suas propriedades são consumidas, e as suas famílias são reduzidas, e tudo isto ocorre por falta de juízo.

 

V. 24 – Observe:

1. Para a educação dos filhos, naquilo que é bom, é necessário corrigi-los devidamente, pelo que há de errado; cada filho nosso é um filho de Adão, e por isto tem em seu coração aquela loucura que exige repreensão, maior ou menor, a vara e a repreensão que dão sabedoria. Observe que é a sua vara que deve ser usada, a vara de um pai, orientada pela sabedoria e pelo amor, e destinada para o bem, e não a vara de um servo.

2. É bom começar cedo com as restrições necessárias aos filhos quanto àquilo que é mau, antes que os maus hábitos sejam confirmados. É mais fácil curvar o galho enquanto este é tenro.

3. Realmente odeiam seus filhos, ainda que pareçam gostar deles, os que não os mantêm sob uma rígida disciplina, e com todos os métodos apropriados, inclusive métodos severos (quando os gentis não surtem efeito, nem lhes fazem perceber seus erros), incutindo neles o temor à transgressão. Eles abandonam seus filhos ao seu pior inimigo, à mais perigosa doença e, por isto, os odeiam. Que isto reconcilie os filhos à correção que seus bons pais lhes dão: eles o fazem por amor, e para o bem deles (Hebreus 12.7-9).

 

V. 25 – Observe:

1. É a felicidade dos justos que eles tenham o suficiente e que saibam quando já estão satisfeitos. Eles não desejam ser saciados, mas, sendo moderados em seus desejos, logo ficam satisfeitos. A natureza se satisfaz com um pouco, e a graça, com ainda menos; o suficiente é tão bom como um banquete. Aqueles que se alimentam do pão da vida, que se banqueteiam com as promessas, encontrarão abundante satisfação da alma na expressão: come e sacia-te.

2. É a infelicidade dos ímpios que, pela insaciabilidade de seus próprios desejos, sempre passem necessidade; não somente as suas almas não ficarão satisfeitas com o mundo e a carne, mas até mesmo seu ventre terá necessidade; o seu apetite sensual sempre deseja algo. No inferno, lhes será negada urna gota de água.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.