PSICOLOGIA ANALÍTICA

O SOFRIMENTO PELA BUSCA DA BELEZA

A crença de que é possível melhorar a própria aparência traz mais ansiedade que sensação de bem-estar.

O sofrimento pela busca da beleza

Estudos sugerem que acreditar que podemos nos empenhar para mudar algumas características favorece a motivação. Por exemplo, saber que podemos trabalhar traços de personalidade que nos incomodam – como introversão ou instabilidade emocional – ou que é possível explorar a própria inteligência. Um trabalho publicado na Social Cognition, porém, mostra que esse efeito benéfico não ocorre quando o assunto é a própria aparência: a crença de poder melhorá-la cada vez mais traz mais ansiedade que sensação de bem-estar.

Pesquisadores da Universidade do Estado de Oklahoma observaram que mulheres com ideias maleáveis sobre a beleza (por exemplo, que acreditavam poder se tornar mais bonitas com empenho) demonstraram maior risco de ansiedade (relacionada à aparência) e de construir a autoestima com base no visual, em comparação àquelas com concepções estabelecidas sobre a beleza. As mais inseguras tendiam a manifestar também interesse em cirurgia plástica. Esses efeitos não foram encontrados entre homens.

As consequências que as crenças podem causar dependem de quão realista é a busca. Os ideais de beleza tipicamente apresentados pela mídia – jovem, magra, com pele e cabelos impecáveis (com a ajuda do Photoshop) – são inatingíveis. “Pesquisas anteriores demonstram que concepções flexíveis podem favorecer a motivação, o que pode ser positivo para manter o interesse e aprimorar habilidades matemáticas, por exemplo”, argumenta a psicóloga social Melissa Burkley, coautora do estudo. “Mas, quando os objetivos são tão irreais quanto os padrões de beleza impostos às mulheres de hoje, aumentar a motivação pode favorecer comportamentos prejudiciais.”

Anúncios

OUTROS OLHARES

MUNDO SEM FILTROS

A Superabundância de informações que nos atinge diariamente tem se mostrado um desafio na educação, pois hoje as crianças têm fácil acesso a qualquer assunto.

Mundo sem filtros

Vivemos uma época peculiar da história da humanidade, devido em grande parte às transformações tecnológicas, científicas, culturais, políticas, financeiras e sociais que se desenvolveram a partir das últimas décadas do século XX. Ver o homem chegar à Lua, assistir ao vivo a Guerra do Golfo hoje parecem até fatos comuns, mas marcaram a vida de toda uma geração.

Acompanhamos atualmente inúmeras e rápidas mudanças em nosso mundo, que habitualmente aconteciam paulatinamente ao longo de duas ou mais gerações, com uma ciclagem cada vez mais acentuada, alterando padrões de convívio social, de troca de informações, de incremento científico, qualidade de vida e longevidade, nunca antes assistidos. Essas atualizações constantes, que nos são praticamente impostas pelos meios de comunicação, interagem sobre toda a sociedade criando novas demandas e conquistas, gerando um movimento acelerado e constante de adequações de toda ordem.

E com esse quadro, de repente, vimos também entrar em nossas vidas, e em nossas casas e escolas, uma imensidão desgovernada de notícias, fatos amplamente divulgados e nem sempre com a seriedade necessária. E infelizmente se multiplicou, sem o devido cuidado, o acesso a noticiários veiculados pelas telinhas, onde predomina a exposição desmedida da violência física, mental, psicológica, e cada vez fica mais difícil compreender e conseguir esclarecer para as novas gerações alguns fatos – e suas consequências – que se desenrolam, tamanha a profusão de contextos de onde surgem.

Quando se fala em educação, existem pontos positivos e negativos decorrentes dessa superabundância de informações que nos atinge diariamente. Entre eles, destaca-se o fato de que sinalizam o despreparo dos adultos em lidar com tantas transformações simultâneas e ajudar as crianças a absorvê-las de modo positivo. De outro, estimula a reflexão dos adultos sobre como educar, em uma época em que não há mais praticamente nenhuma certeza de como será o futuro.

Dúvidas, dúvidas e mais dúvidas: “Será preciso ter mais cuidado ao filtrar informações ou isso pode tornar as crianças despreparadas para o mundo em que vivem? É possível se conversar sobre qualquer tema com as crianças? Como não deixar as crianças confusas frente a notícias controversas, diálogos tendencionistas, cheios de ódio e preconceito?”.

Pais e educadores enfrentam uma realidade que por si só já é ameaçadora: hoje não dá para dizer que tal assunto é “coisa de adulto”, pois, o que não explicarem, facilmente as crianças vão buscar entender na internet ou mesmo com seus amigos. E, nesse caso, nada garante que terão uma visão responsável, elucidativa e adequada sobre qualquer assunto.

Além disso, basta ligar a televisão em qualquer programa, mesmo no horário infantil, para ouvirmos falar sobre temas controversos, sem fundamento real, notícias sobre agressões, roubos, assaltos, crimes, onde não se economizam imagens de cenas chocantes, bizarras, que se imagina mais adequadas para o final da noite. Natural, desejável? Não, pois é uma violência contra um ser em desenvolvimento, que fica impactado com informações que não têm condições de entender e assimilar devidamente, e muitas vezes nem consegue se expressar a respeito, outras vezes acaba por se tornar refratário à agressividade do meio, tamanha a bagagem de informações inadequadas que recebe.

O que muda ao se comentar notícias com crianças de diferentes idades é o grau de complexidade da nossa explicação, a escolha das palavras mais simples e corriqueiras, o cuidado com a forma de nos expressar, o contorno mais respeitoso ‘a mente infantil e a exposição menos comprometida com a opinião pessoal. Críticas a um fato podem ser feitas desde que acompanhadas de um lado construtivo: isso ensina a pensar!

Às vezes os pais julgam que os filhos não têm nenhum conhecimento sobre temas polêmicos e ficam surpresos quando os ouvem conversarem entre si ou opinarem sobre eles. Esse é um ótimo momento para estender o assunto, explicar às crianças o que ocorre de fato, em uma linguagem adequada, ensinado a exercitar seu pensamento, reflexão e responsabilidade pessoal e social. Assim, aprendem a distinguir os fatos reais das perturbadoras e fantasiosas interpretações que infelizmente brotam em uma parte das mídias.

É muito comum ainda os familiares se atrapalharem querendo ensinar tudo de uma só vez sobre uma dúvida, até para se esquivarem de outras perguntas. Mas com isso as crianças continuam sem entender e perdem a confiança, o vínculo com quem poderá ajudá-los no futuro em situações semelhantes.

O melhor caminho é mesmo tentar saber da criança o que ela já conhece do assunto para responder a contento, sem preconceitos, com responsabilidade. Assim também se ensina a não terem receio de perguntar sempre que necessário, pois sentirão o interesse e o respeito que o adulto tem por ela.

Como princípio, mentir é o pior caminho: os pais devem enaltecer nos fatos aquilo que percebem como menos preocupante, conflituoso e doloroso para a criança.

Os maiores cuidados consistem em evitar que a criança fique sem resposta e procurar sempre estar a seu lado para ajudá-la a compreender assuntos dolorosos ou muito polêmicos, evitando que tenha múltiplos contatos com esse tipo de notícia sozinha ou acompanhada de pessoas que não vão ajudá-la.

Educar hoje tornou-se um grande desafio. Mostrar interesse e desejo de aprender junto com a criança costuma abrir espaço para muitos e bons diálogos ft1turos, base para uma educação em um mt1ndo constantemente em evolução.

 

 MARIA IRENE MALUF – é especialista em Psicopedagogia, Educação Especial e Neuroaprendizagem. Foi presidente nacional da Associação Brasileira de Psicopedagogia – ABPp (gestão 2005/07). É autora de artigos em publicações nacionais e internacionais. Coordena curso de especialização em Neuroaprendizagem. irenemaluf@uol.com.br

GESTÃO E CARREIRA

COMO FAZER QUE O ANO NOVO SEJA DIFERENTE E MELHOR?

“Toda teoria é inútil se não soubermos como aplicá-la”

Como fazer que o ano nc seja diferente e melhor

Foram 12 meses, 365 dias, 8.760 horas ou 525.600 minutos. Todos esses números são representações de um ano. Pois é, passou rápido mesmo e chegamos ao final de mais um ciclo. E a pergunta que fica é: Como você poderia medir sua vida no ano de 2018 que ficou?

Em dias, em noites, em pores do sol, em xícaras de café, em centímetros, em quilômetros, em risos, em discussões, em cabelos brancos, em angústias, nas estações do ano, em viagens, barreiras que enfrentou, em resultados financeiros, nas contas pagas, nos erros, nos acertos, nas promoções, em aniversários, em domingos ensolarados, em sextas-feiras de alegria, em segundas-feiras de trabalho, no que aprendeu ou no que esqueceu… Poderia enfileirar uma série de medidas para você escolher.

Mas… Será que nossa vida pode ser medida através dessas métricas?

Como você mede um ano em sua vida? Na época do final do ano que passou e do início de um novo ano é comum colocarmos na balança as nossas realizações pessoais e profissionais, e principalmente fazermos planos para o ano seguinte esperando que tudo seja diferente e melhor.

Você deve estar se perguntando: Mas como fazer que o ano novo seja diferente e melhor? Adoro o “como fazer”. Toda teoria é inútil se não soubermos como aplicá-la. Sempre fui uma pessoa muito pragmática, prática, com grande necessidade de saber como fazer as coisas.

E para que tenha um novo ano repleto de momentos memoráveis, importante colocar em prática as seguintes competências:

VISÃO CLARA:

É quando você clareia seus propósitos e acende uma chama interna do desejo. Ter visão é ver um estado futuro com os olhos da mente. Ver o que é possível nas pessoas, nos projetos, nas causas, nos empreendimentos. A visão ocorre quando seus objetivos são bem definidos.

DISCIPLINA:

É o fazer acontecer. É lidar com os fatos difíceis, pragmáticos, lidar com a realidade e fazer o sacrifício que for necessário para que as coisas aconteçam. É pagar o preço da transformação da sua visão em realidade.

DETERMINAÇÃO:

É o passo inicial da persistência, a determinação diz que você não pode desistir, que tem de lutar até o fim para fazer seus objetivos acontecerem.

FLEXIBILIDADE:

Seus valores são inegociáveis. Todo o restante é passível de revisão. Pergunte-se: isso fará alguma diferença daqui a um ano? Se a resposta for não, ceda imediatamente e deixe suas energias concentradas em um propósito de valor.

PARCERIA:

Sem parceria não há negócios. sem negócios não há riqueza, nem abundância, nem sucesso. Parceria exige reciprocidade. objetivos comuns, confiança e complementaridade.

CRIAR PAIXÃO PELO QUE FAZ:

Paixão vem do coração e se manifesta através do otimismo, empolgação e determinação. É o fogo, desejo, força da convicção e o impulso que sustentam a disciplina para realizar a visão. É o que nos dá força para continuar quando tudo está para desistir.

Então vamos nos aperfeiçoar cada vez mais, criar objetivos e estar preparados para o concorrido mercado em 2019.

 

DANIELA DO LAGO – É especialista em comportamento no trabalho, mestra em administração, coach de carreira, palestrante e professora na área de liderança e gestão de pessoas. w.w.w.danieladolago.com.br

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 13: 1-4

Pensando biblicamente

MÁXIMAS MORAIS

 

V. 1 – Entre os filhos dos mesmos pais, não é novidade que alguns sejam auspiciosos e outros, o oposto; aqui, somos ensinados a distinguir.

1. Há grande esperança nos que têm reverência por seus pais, e que estão dispostos a ser aconselhados e admoestados por eles. Aquele que assim se conduz é um filho sábio, e está no caminho para se tornar ainda mais sábio, ouvindo a correção de seu pai, desejoso de atendê-la, considerá-la e agir de acordo com ela, e não meramente ouvi-la.

2. Há pouca esperança naqueles que não apenas não ouvem nenhuma repreensão com paciência, mas escarnecem e se recusam a se submeter ao controle e à censura dos que lidam com eles com fidelidade. Como podem corrigir os seus erros os que não desejam ouvir sobre eles, mas consideram seus inimigos os que lhes fazem esta gentileza?

 

V. 2 – Observe:

1. Se o que vier do coração for bom e de um bom tesouro, o resultado será benéfico. A consolação e satisfação interior serão o pão diário; ou melhor, serão um banquete contínuo para os que se deleitam naquela instrução que visa edificar.

2. A violência retornará para aquele que a realizou: a alma dos prevaricadores, que abriga e trama a maldade, e dá vazão a ela, por obras e palavras, comerá a violência; eles terão o seu ventre cheio dela. “Tornai-lhe a dar como ela vos tem dado” (Apocalipse 18.6). Cada homem beberá o que prepara, comerá o que fala, pois por nossas palavras seremos justificados ou condenados (Mateus 12.37). Conforme os nossos frutos, também assim será a nossa comida (Romanos 6.21,22).

 

V.  3 – Observe:

1. “O que guarda a sua boca conserva a sua alma”. Aquele que é cauteloso, que pensa duas vezes antes de falar, que, se tiver tido algum mau pensamento, coloca a sua mão sobre a boca, para suprimi-lo, que mantém uma rédea forte sobre a sua língua e uma mão rígida nesta rédea, guarda a sua boca de uma grande quantidade de culpas e tristezas, e se livra do problema de muitas reflexões amargas sobre si mesmo, e também de reflexões dos outros sobre ele.

2. Muitos são destruídos por uma língua descontrolada: O que muito abre os lábios, para proferir o que lhe vier à mente, que adora vociferar e se gabar e fazer ruído, e manifesta tal liberdade de expressão que desafia, tanto a Deus como ao homem, este tem perturbação – este seu modo de ser será a destruição da sua reputação, dos seus interesses, da sua consolação e da sua alma, para sempre (Tiago 3.6).

 

V. 4 – Aqui temos:

1. A desgraça e a vergonha dos preguiçosos. Veja quão loucos e absurdos eles são; eles desejam os ganhos do diligente, mas não fazem os mesmos esforços que os diligentes; eles cobiçam tudo o que há para ser cobiçado, mas não desejam fazer nada do que deve ser feito; e, portanto, coisa nenhuma alcançam; “se alguém não quiser trabalhar, não coma também” (2 Tessalonicenses 3.10). O desejo do preguiçoso, que deveria ser o seu estímulo, se torna o seu tormento; o que deveria ocupá-lo, o deixa sempre desconfortável, e representa realmente um maior esforço para ele do que o trabalho viria a ser.

2. A felicidade e a honra dos diligentes: a alma dos diligentes engorda; eles terão abundância, e desfrutarão dela confortavelmente, e ainda mais, por ser o fruto da sua diligência. Isto é particularmente verdadeiro nas questões espirituais. Os que descansam em desejos ociosos não sabem quais são os benefícios da religião; ao passo que aqueles que se esforçam na obra de Deus encontram o prazer e também se beneficiam dele.