PSICOLOGIA ANALÍTICA

LUGAR BOM DE BRINCAR

Tipo de pátio escolar influencia o quanto crianças se exercitam, e isso tem efeito em seu rendimento intelectual; áreas com grama e playground favorecem a atividade física, enquanto espaços cobertos com concreto convidam ao sedentarismo.

Lugar bom de brincar

Brincar é divertido – e fundamental para a saúde psíquica. A importância da atividade lúdica, amplamente estudada por psicólogos, psicanalistas e educadores, chegou a ser reconhecida internacionalmente em 1959, quando a prática – entendida como uma vertente do direito à liberdade – foi assegurada na Declaração Universal dos Direitos da Criança. Obviamente existem formas variadas de brincar e, embora por muito tempo os jogos pedagógicos dirigidos tenham sido privilegiados no ambiente escolar, nos últimos anos muitos estudos comprovaram que correr e pular livremente também traz benefícios. E não apenas para o corpo, mas também é fundamental para o desenvolvimento emocional e cognitivo dos pequenos. Segundo pesquisas do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês), meninos e meninas deveriam se exercitar pelo menos uma hora por dia. Mas, menos da metade de crianças de 6 a 11 anos e apenas 8% dos jovens de 12 a 19 anos atingem essa meta. Algumas escolas ajudam a promover atividades físicas e, pelo menos na teoria, o intervalo entre as aulas pode responder por até 40% das necessidades diárias de exercício de uma criança. Na prática, porém, esse horário nem sempre é utilizado para a atividade física. Então, como exatamente crianças e adolescentes passam a tão bem-vinda pausa longe da carteira?

Na Dinamarca, um estudo sobre como jovens em idade escolar transitam por ambientes urbanos ofereceu uma oportunidade para descobrir a resposta. A ideia dos cientistas foi curiosa: equipar centenas de alunos com acelerômetros e monitores de GPS durante suas horas de vigília. A pesquisadora Henriette Bondo Andersen, do Departamento de Ciência do Esporte e Biomecânica Clínica da Universidade do Sul da Dinamarca, usou alguns dos dados coletados para analisar como crianças passavam o tempo do intervalo. Ela avaliou se diferentes tipos de pátios escolares, inclusive os formados por espaços gramados, parques com brinquedos (escorregador e balanços, por exemplo) ou áreas com pisos de asfalto, influenciavam os níveis de atividade.

Os pesquisadores de sua equipe descobriram que crianças são significativamente mais ativas quando brincam em áreas com grama e em playgrounds. Lugares recobertos com concreto produziram o menor gasto energético, e em todas as cinco áreas estudadas, meninas passaram mais tempo paradas, em comparação aos meninos. Os resultados foram publicados no periódico científico Landscape and Urban Planning. Conclusões sobre que elementos de pátios escolares funcionam melhor para promover atividade física poderiam ajudar planejadores e construtores a criar locais mais favoráveis e estimulantes à prática de exercícios. “Atualmente estamos trabalhando com sete escolas que se propuseram a reformar seus playgrounds e acrescentar áreas para dança, escaladas, skate e trampolins”, conta Henriette Andersen. O objetivo é configurá-los de um jeito que crianças possam optar mais facilmente por serem ativas.”

Lugar bom de brincar. 2

NOVAS CONEXÕES CEREBRAIS

É comum que desde a pré-escola os professores estimulem as crianças a ficar sentadas em vez de se movimentar, já que prevalece a ideia de que, quanto mais quietos e “comportados” forem os alunos, mais fácil será controlá-los. No Brasil, muitas escolas chegaram mesmo a eliminar aulas de educação física para dar mais espaço para áreas básicas do ensino fundamental, como leitura, escrita e matemática. Pesquisas sugerem, no entanto, que essa providência foi equivocada. O tempo gasto em passeios ao ar livre, corrida ou participação em esportes coletivos ajuda as crianças a se concentrar e melhora seu desempenho em sala de aula. Estudos recentes relacionam a cognição dos alunos com parâmetros de atividades físicas como capacidade aeróbica {cardíaca, pulmonar e dos vasos sanguíneos}, de responder a exercícios físicos intensivos e com o índice de massa corporal (IMC), que associa peso à altura. E o mais importante: envolver as crianças em programas de exercícios parece ajudá-las a se sair bem na escola, já que os treinos físicos expandem habilidades mentais, estimulando a formação de novas conexões entre as células cerebrais.

OUTROS OLHARES

CÂNCER: MAIS PERTO DA CURA

A chegada de remédios modernos contra o câncer a um custo menor deixará mais gente livre da doença.

Mais perto da cura

A americana Judy Perkins, 49 anos, é a primeira mulher do mundo a estar livre do câncer de mama há mais de dois anos depois de ter usado uma das estratégias da imunoterapia, o método mais avançado para tratar e, em muitos casos, curar o câncer. Trata-se de um tratamento biológico que fortalece o sistema imunológico para combater a enfermidade. No caso de Judy, cujo tumor havia se espalhado por outros órgãos (metástase), os médicos do Instituto Nacional de Saúde dos EUA extraíram dela células de defesa que localizam e matam o tumor, e as multiplicaram em laboratório, injetando-as novamente depois. As lesões cancerígenas sumiram. O mesmo estratagema foi usado com sucesso contra câncer de pulmão e de pele.

Embora o câncer seja entendido como uma doença complexa, que exige em geral mais do que uma abordagem, é sobre a imunoterapia que se deposita grande parte da esperança de cura para a maioria dos tipos da enfermidade. Não foi à toa que o Nobel de Medicina de 2018 foi para os médicos que deram início às pesquisas na área (o americano James Allison e o japonês Tasuku Honjo). O método enche os médicos de entusiasmo, inclusive como recurso em pacientes nos quais o câncer se espalhou. “É possível que estejamos começando a curar pacientes metastáticos”, afirma o oncologista Pedro De Marchi, do Hospital do Amor, em Barretos, referência nacional no tratamento. “Temos pacientes que já pararam com os remédios e a doença não se desenvolve há cinco anos”, diz.

PRODUTOS EM ANÁLISE

Além do caminho usado em Judy — por enquanto menos usual —, há os remédios imunoterápicos. Um dos obstáculos a seu uso, porém, é o custo. São medicações biológicas, cujo processo de fabricação é bem diferente, e mais caro, do aplicado nos medicamentos convencionais. Por isso, no Brasil há apenas um imunoterápico disponível pelo SUS, no Hospital do Amor, indicado contra tumores de pulmão e melanoma (agressivo câncer de pele) em estágios avançados. Uma rodada do tratamento custa cerca de R$ 30 mil. Com a chegada dos biossimilares (semelhantes aos biofármacos de referência) ao mercado, a cura fica mais perto. Eles custam cerca de 30% menos. Com o fim das patentes, que começam a cair, a tendência é que os biossimilares entrem com força no mercado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já aprovou um biossimilar contra câncer e outros três passam pelo processo de aprovação. Eles têm prioridade de análise. “Queremos tornar esse tratamento mais acessível”, explica Alessandra Soares, responsável pela área de registros de medicamentos e alimentos da Anvisa.

Mais perto da cura. 2

GESTÃO E CARREIRA

FRANQUIA – PADRÃO DE QUALIDADE

Manter o padrão e a qualidade de uma rede de franquias é um desafio para muitos franqueadores. Estratégias adotadas por algumas redes mostram que é preciso acompanhar de perto a operação do franqueado para que tudo saia como planejado.

Franquia - padrão de qualidade.jpg

A missão de manter o padrão de qualidade em franquias é um os principais desafios desse modelo de negócio. A manutenção da proposta de valor, os atributos de marca e os processos são essenciais para favorecer a prosperidade da rede.

Toda marca carrega no seu DNA as características que as diferem das demais. Uma rede forte e bem estruturada em seu processo de expansão dissemina os atributos que valorizam e os valores nos quais acredita. Isso quer dizer que todos os franqueados representam aquilo que a franqueadora idealizou e devem trabalhar para perpetuar o modelo de sucesso. “Para que isso aconteça, a franqueadora deve ser rigorosa na padronização de processos e procedimentos da operação, pois essa é a forma de garantir que os franqueados sigam as premissas do negócio”, comenta a sócia-fundadora e diretora-geral do Grupo Bittencourt, Claudia Bittencourt.

A importância de definir e perpetuar um padrão de qualidade em franquias é exatamente pela necessidade de oferecer ao cliente sempre o mesmo serviço, o mesmo produto, sob os atributos da marca, mantendo o padrão de qualidade e garantindo a ideal experiência do consumidor. “Essa é a forma de assegurar ao cliente que, independentemente da unidade que frequente, ele receberá o que espera, baseando-se nas suas experiências de compras anteriores”, acrescenta a especialista.

SEM FAZER VISTAS GROSSAS

Fazer vistas grossas ao não cumpri­ mento dos processos, padrões e conformidades é colocar em risco o sucesso do negócio como um todo. Uma das garantias de êxito de uma rede de franquias é exatamente sua capacidade de manutenção dos padrões determinados para atendimento ao cliente: layout das lojas, postura dos atendentes, qualidade dos produtos e serviços prestados e qualquer outro padrão que dissemine a cultura da empresa, os atributos e os valores que deverão ser percebidos pelos clientes. “Antes mesmo de adquirir determinada franquia, o candidato é informado das diversas exigências, dos processos e conformidade que deverão ser cumpridos para que os padrões não se percam e para que a experiência de consumo na rede esteja garantida ao cliente”, explica Claudia Bittencourt.

Se, ao fazer a escolha do franqueado, a franqueadora definir não apenas pela disponibilidade de investimento, e sim pelo perfil ideal do franqueado para operar o negócio com sucesso e manter um bom e próximo relacionamento com ele, verá reduzir drasticamente a postura de alguns “rebeldes sem causa” na rede.

E quando o trabalho da consultoria de campo tem valor agregado e vai além da supervisão, de modo que o franqueado perceba que a franqueadora tem o objetivo de ajudá-lo a atingir resultados, ficará ainda mais fácil o relacionamento. E todos tendem a ganhar: franqueado, franqueador e cliente.

NÍVEL DE EXIGÊNCIA

Na VitaDerm, rede que vende produtos hipoalergênicos, a ordem é exigir o cumprimento integral dos manuais da marca, entre eles, o de Marketing, de Operacionalização de Loja, Arquitetônico e de Marca. Além disso, as franquias são cobradas através de um checklist de franquias sobre diversos aspectos da operacionalização do negócio do franqueado, desde gestão dos estoques até visual merchandising. “Verificamos regularmente as redes sociais das franquias, enviamos clientes ocultos para averiguar a qualidade do atendimento das lojas e periodicamente fazemos auditorias através dos consultores de campo da empresa”, pontua o gerente de marketing da VitaDerm, Angelo Molino Junior.

NA INTERNET

Já a rede Grupo Life Brasil, especializada em seguros pessoais, acredita que a manutenção da qualidade se dá por meio de treinamentos constantes. Os franqueados têm à disposição a Universidade Corporativa Unilife, plataforma com mais de 270 horas anuais de formação e com acesso on-line 24 horas.” Além do treinamento que oferecemos, acompanhamos diariamente o desempenho de cada unidade, pois dessa forma conseguimos identificar e corrigir falhas na operação com agilidade”, esclarece, CEO e founder do Grupo Life Brasil, Alberto Júnior.

Além disso, três vezes por semana, a franqueadora promove transmissões, ao vivo, nos canais da rede para manutenção das ferramentas de vendas e produtos, gerando assim um alinhamento ao sistema de vendas e método próprio. “Com o nosso acompanhamento constante de resultados, identificamos com facilidade os empreendedores que não seguem as estratégias que ensinamos, pois apresentam resultados inferiores às demais unidades, e com essas informações em mãos, atuamos com rapidez para oferecer o melhor suporte aos franqueados”, diz Alberto Júnior.

FORNECEDORES ALIADOS

O monitoramento dá-se por várias formas quando o assunto é a manutenção de qualidade. A rede Oakberry Açaí Bowls tem como aliadas as empresas que fornecem produtos para os franqueados. “Todos os fornecedores da rede são homologados pela franqueadora e enviam relatórios semanais/mensais com as compras feitas por cada um dos franqueados. Dessa forma e junto ao faturamento das unidades podemos perceber quando algo está fora do padrão”, conta o CEO e fundador da Oakberry Açaí Bowls, Georgios Frangulis.

A rede possui ainda uma equipe de supervisão que faz visitas a todas as unidades e preenche formulários em que analisam todos os pontos da operação.

PENTE-FINO

A rede Não+Pelo não tolera falta de padrão nas normas de atendimento. Por isso, faz um pente-fino constante nos franqueados.

As apostas estão em cliente oculto presencial e através de ligações telefônicas, vistoria diária nas redes sociais, vistoria através da equipe comercial e técnica. “A ausência desse padrão causa desunião e falta de unicidade na comunicação da rede, gerando prejuízos para a marca e principalmente para o nosso cliente”, analisa o CEO da Não+Pelo, Joaquim Martins.

 CHECAGEM E “RECHECAGEM”

Trabalhar com produtos alimentícios é um desafio ainda maior. Não é para menos que a rede Chiquinho Sorvetes está sempre “em cima” do franqueado para nada sair do planejado. A rede não abre mão do nível máximo de padrão, nem que para isso precise checar e “rechecar”. ” Nossa consultoria de campo trabalha na orientação dos franqueados, fazendo visitas frequentes para manutenção do padrão. Caso seja necessário, a auditoria é acionada para ir a campo”, afirma o fundador e presidente da Chiquinho Sorvetes, Isaías Bernardes de Oliveira. A “marcação cerrada” faz-se necessária, ainda mais por se tratar de uma rede que conta com mais de 460 unidades em operação.

FAZER VALER

Claudia Bittencourt, do Grupo Bittencourt, garante que nas redes de franquias nada acontece sem um motivo, e via de regra há uma parcela de culpa maior da franqueadora do que do franqueado. “Ele pode ter sido mal escolhido, faltou a análise mais aprofundada de seu perfil e histórico de comportamento; o suporte não está sendo adequado para que ele obtenha os resultados esperados ou, ainda, o negócio não foi bem formatado e a operação pode não trazer resultados suficientes para mantê-lo; ou falta-lhes produtos, no caso de a franqueadora ser a única fornecedora da rede, e ele tem que buscar alternativas fora da marca, desrespeitando as regras”, enumera.

Outro aspecto é que o franqueado não se toma rebelde de uma hora pra outra, geralmente é por um acúmulo de demandas não atendidas, gerando insatisfação com o negócio. “Vale uma reflexão da franqueadora e tentar buscar as causas antes de penalizar”, alerta Claudia.

 PUNIÇÃO?

A partir do momento da identificação de problemas em operações que não respeitam o padrão, qual a melhor postura a ser tomada’? O CEO do Grupo MD – especialista em marketing e comunicação para varejo e franquias -, Denis Santini, é enfático: “Conscientização e educação, no sentido literal, de educar o franqueado e ajudá-lo a capacitar a sua equipe, e ainda mostrar os riscos que atitudes e/ ou processos podem ter para o consumidor final”.

Claudia Bittencourt complementa: “Ao realizar acordos para a melhora na postura do franqueado e o problema continuar, é chegada a hora de fazer valer o contrato e as cláusulas lá dispostas e, dependendo do caso, repensar a parceria, avaliando um possível distrato entre as partes”.

Franquia - padrão de qualidade. 2 

TOME NOTA: FERRAMENTAS DE CONTROLE

 

SERVIÇO E PRODUTOS FINAIS:

Para ter um bom controle é necessário processos claros, treinamento e principalmente acompanhamento e correção rápida – novamente o papel-chave do consultor de campo.

BRANDING E IMAGEM DE MARCA:

É fundamental uma atuação forte do marketing na disseminação da cultura da empresa da franquia em toda a cadeia. lntranet, treinamento, materiais de comunicação para o franqueado e para a equipe, e vamos lá!

CONSULTOR DE CAMPO:

Novamente ele tem papel fundamental na construção e manutenção da imagem do franqueador para o franqueado, equipe do franqueado e, claro, consumidor final.

 

FONTE:

DENIS SANTINI, do Grupo MD.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 12: 13-19

Pensando biblicamente

VERDADE E FALSIDADE

 

V13 – Veja aqui:

1. O ímpio se envolve em problemas por sua tolice, quando Deus, com justiça, o deixa à sua própria mercê. O laço do ímpio está na transgressão dos lábios, e suas gargantas são cortadas com suas próprias línguas. Ao falarem mal de pessoas dignas, eles se expõem à justiça pública; ao falarem maldades, eles se tornam ofensivos e causam ressentimentos pessoais, são processados por difamação, e sofrem ações legais por causa de suas palavras. Muitos homens pagaram caro, neste mundo, pela transgressão de seus lábios, e sentem em sua própria pele o castigo, por falta de controle em suas línguas (Salmos 64.8).

2. O justo sairá da angústia por sua própria sabedoria, quando Deus vier em seu socorro, em misericórdia. O justo sairá destes problemas da mesma maneira como os ímpios mergulharão de cabeça neles. É indicado que o justo pode, talvez, vir a ter dificuldades, mas, ainda que caia, não será completamente destruído (Salmos 34.19).

 

V. 14 – Aqui somos assegurados, para nos incentivar em toda boa obra e toda boa palavra:

1. Que até mesmo as boas palavras poderão ter um bom resultado (v. 14): Cada um se farta de bem (isto é, obtém consolos atuais, aquele prazer interior que é verdadeiramente satisfatório) pelo fruto da sua boca, pelo bem que ele faz, com suas palavras piedosas e seus conselhos prudentes. Enquanto estamos ensinando os outros, podemos, nós mesmos, aprender, e nos alimentar com o pão da vida que partimos para os outros.

2. Que as boas obras serão abundantemente recompensadas: O que as mãos do homem fizerem, por meio de todo o seu trabalho e esforço por amor, tudo o que ele fez para a glória de Deus, e para o bem da sua geração, isso ele receberá – ele colherá o que semeou. Ou isto pode ser interpretado como a regra geral de justiça: Deus recompensará cada um segundo as suas obras (Romanos 2.6).

 

V. 15 – Veja aqui:

1. O que impede que um tolo seja sábio: “O caminho do tolo é reto aos seus olhos”; ele pensa que está no caminho certo em tudo o que faz, e sendo assim não pede conselhos, porque não percebe que precisa deles; ele tem certeza de que conhece o caminho, e não pode se enganar, e por isto, nunca pergunta qual é o caminho. A regra que ele segue é fazer aquilo que parecer correto aos seus olhos, andar no caminho do seu coração. Ele faz da sua vontade a sua lei. É um tolo que é governado por seus olhos, e não pela sua consciência.

2. O que impede que um homem sábio seja tolo; ele deseja ser aconselhado, deseja que lhe deem conselhos, e dá ouvidos ao conselho, não confiando no seu próprio juízo, mas valorizando a orientação dos que são sábios e bons. É sábio (este é um sinal de que é sábio, e provavelmente continuará sendo sábio) aquele cujos ouvidos estão sempre abertos para bons conselhos.

 

V. 16 – Observe:

1. A paixão é loucura: um tolo é conhecido pela sua ira (assim interpretam alguns): não que um sábio não possa irar-se, quando há causa justa para isto, mas então ele tem a sua ira sob controle, é senhor da sua ira, ao passo que a ira de um tolo o domina. Aquele que, quando provocado, irrompe em expressões, palavras ou comportamentos indecentes, cuja paixão altera o seu comportamento, e o torna infame, e o leva a se esquecer de si mesmo. Nabal é o seu nome, e a loucura está com ele. “A ira do louco se conhece no mesmo dia”; ele proclama a sua loucura abertamente, com quem quer que ele esteja. Ou é conhecida no dia em que ele é provocado; ele não pode evitar a demonstração dos seus ressentimentos. Os que logo se iram, que são rapidamente levados a uma explosão, pela menor fagulha, não têm o controle que deveriam ter sobre o seu próprio espírito.

2. A mansidão é sabedoria: “O avisado encobre a afronta”.

(1) Ele encobre a paixão que está no seu próprio seio; quando seu ânimo é incitado, e seu coração se aquece dentro dele, ele guarda a sua boca, como com uma rédea, e suprime seus ressentimentos, abafando-os e sufocando-os. A ira é uma afronta, e ainda que um homem sábio possa não estar completamente livre dela, ainda assim ele se envergonha por causa dela, e a rejeita, e não permite que o mau espírito fale.

(2) Ele encobre a provocação que lhe é feita, a indignidade que lhe é feita, finge que não a vê, para que não leve os seus ressentimentos longe demais. É uma bondade para nós mesmos, e contribui para o repouso de nossas próprias mentes, atenuar e desculpar as ofensas e afrontas que recebemos, em lugar de agrava­ las e piorá-las, como somos propensos a fazer.

 

V. 17 – Aqui temos:

1. Um homem honesto elogiado por um testemunho fiel. Aquele que se empenha em dizer a verdade e descrever tudo de maneira exata, de acordo com o que sabe. seja em juízo ou em conversas comuns, esteja sob juramento ou não, exibe justiça; ele mostra que é governado pelos princípios e leis da justiça, e promove a justiça, honrando-a, e servindo à sua administração.

2. Uma falsa testemunha condenada por uma mentira: esta pessoa mostra engano e fraude, não somente por não se importar em enganar àqueles com quem lida, mas pelo grande prazer que sente nisto, e porque está possuída por um espírito de mentira (Jeremias 9.3-5). Todos nós devemos nos preocupar em conservar um temor e abominar o pecado da mentira (Salmos 119.163), sendo movidos por um princípio dominante de honestidade.

 

V. 18 – A língua é morte ou vida, veneno ou remédio, de­ pendendo de como é usada.

1. Há palavras que ferem e matam, sim, que são como pontas de espadas. Palavras ofensivas entristecem a alma daqueles a quem são ditas, e lhes ferem o coração. As calúnias, como uma espada, ferem a reputação daqueles sobre quem são proferidas, e talvez de maneira incurável. Os boatos e as más conjecturas, como uma espada, dividem e separam os laços do amor e da amizade, e separam os que já foram preciosos, uns aos outros.

2. Há palavras que curam: a língua dos sábios é saúde, elas fecham aquelas feridas provocadas pela língua difamadora, restaurando-a, restaurando a paz e ajustando divergências, e persuadindo à reconciliação. A sabedoria encontrará remédios apropriados para as maldades que são feitas pela difamação e pelas más línguas.

 

V19 – Devemos observar, para a honra da verdade, esta situação sagrada:

1. Que, se for dita a verdade, ela será válida. e a despeito de quem quer que possa ficar descontente com ela, ela ficará firme. Grande é a verdade, e ela prevalecerá. O que é verdade sempre será verdade; nós podemos agir de acordo com ela, sem temer ser refutados e envergonhados.

2. Que, se a verdade for negada, ainda assim, com o tempo. se tornará conhecida. Uma língua mentirosa, que distorce as coisas, dura só um momento. A mentira será refutada. O mentiroso, quando examinado, será descoberto em várias estórias; ele não é coerente consigo mesmo como aquele que fala a verdade; e, quando descoberto em uma mentira, não consegue seu objetivo, nem terá credibilidade mais tarde. A verdade pode ser eclipsada, mas virá à luz. Portanto, os que fazem de uma mentira o seu refúgio, encontrarão um refúgio de mentiras.