ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 11: 24 – 26

Pensando biblicamente

O LOUVOR DA LIBERALIDADE

 

V. 24 – Observe:

1. É possível que um homem enriqueça, gastando prudentemente o que tem, quando espalha o que tem em obras de piedade, caridade e generosidade, e ainda se lhe acrescenta mais; na verdade, por estes meios ele poderá prosperar, assim como o trigo cresce, ao ser plantado. Ao usar entusiasmadamente o que temos, os nossos espíritos se alegram, e assim se tornam adequados para o que temos que fazer, observando cuidadosamente que o que temos é aumentado; assim, se ganha uma reputação que contribui para a prosperidade. Mas deve-se atribuir isto especialmente a Deus; Ele abençoa a mão que dá, tornando-a, assim, uma mão que conquista (2 Coríntios 9.1-15). Dai, e dar-se- vos- á (Lucas 6.38).

2. É possível que um homem empobreça, poupando mesquinhamente o que tem, retendo mais do que é justo, sem pagar dívidas justas nem ajudar os pobres, sem prover o que é conveniente para a família nem permitir despesas necessárias para a preservação dos bens; isto é para a sua perda; isto limita o esforço dos homens, diminui o seu interesse, destrói a sua credibilidade e lhes rouba as bênçãos de Deus: e, ainda que os homens poupem o que têm, se Deus o soprar e o atacar, isto resultará em nada. Tudo será consumido (Ageu 1.6,9).

 

V. 25 – Tão relutantes somos em relação às obras de caridade, e tão prontos a pensar que a caridade nos diminui, que precisamos que nos seja repetido muitas vezes o quanto é para o nosso próprio benefício fazer o bem aos outros, como vimos antes (v. 17).

1. Nós teremos a consolação disto em nosso próprio seio: A alma generosa, liberal, a alma abençoada que ora pelos aflitos e provê para eles, que espalha bênçãos com lábios piedosos e mãos generosas, esta alma engordará com verdadeiro prazer e será enriquecida com mais graça.

2. Nós teremos a recompensa, de Deus e dos homens: o que regar os outros, com as correntezas da sua generosidade, também será regado; Deus certamente o restituirá, nos orvalhos, nas chuvas abundantes, da sua bênção, que Ele derramará, até que não haja mais espaço para recebê-la (Malaquias 3.10). Os homens que tiverem algum senso de gratidão a restituirão, se houver oportunidade; o misericordioso encontrará misericórdia, e o generoso será tratado com generosidade.

3. Nós seremos capacitados para fazer ainda mais bem: o que regar, será como a chuva (assim alguns interpretam); ele será recrutado como são as nuvens, que retornam depois da chuva, e será ainda mais útil e aceitável. como a chuva é para a grama recém cortada. Aquele que ensina aprenderá (é a paráfrase dos caldeus); aquele que usa o seu conhecimento para ensinar a outros será ensinado por Deus; a qualquer que tiver. e usar o que tem, ser-lhe-á dado.

 

V. 26 – Veja aqui:

1. O uso que devemos fazer das dádivas da generosidade de Deus; não devemos escondê-las, meramente para o nosso próprio benefício, para que possamos ser enriquecidos por elas, mas devemos exibi-las para o benefício dos outros, para que eles possam ser sustentados e mentidos por elas. É um pecado, quando o trigo é precioso e escasso, retê-lo, esperando que ele fique ainda mais precioso, de modo a insuflar o mercado, quando o preço já chegou tão alto que os pobres sofrem por isto; e nesta ocasião, é dever daqueles que têm estoques de trigo, considerar os pobres, e estar dispostos a vender a preço de mercado, contentando-se com lucros moderados, e não almejar lucrar com os juízos de Deus – esta é uma caridade nobre e cara, por parte daqueles que têm recursos estocados, para ajudar a regular o mercado, quando o preço dos gêneros de primeira necessidade subir excessivamente.

2. A consideração que devemos ter com o que diz o povo. Não devemos julgar como algo indiferente e não merecedor da nossa atenção o fato de termos a má vontade e as más palavras. ou a boa vontade e as boas palavras dos nossos próximos, as suas orações ou as suas maldições; aqui, somos ensinados e temer as suas maldições, e a abrir mão do nosso lucro, em lugar de nos arriscar a elas; e a cortejar as suas bênçãos, e nos esforçar ao máximo para adquiri-las.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.