ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 11: 15 – 19

Pensando biblicamente

 AS RECOMPENSAS DA JUSTIÇA

 

V15 – Aqui nos é ensinado:

1. De modo geral, que não podemos usar os nossos bens como quisermos (Aquele que nos deu esses bens se reserva um poder de nos orientar sobre como devemos usá-los, pois eles não nos pertencem; nós somos apenas administradores), e também que Deus, na sua lei, busca os nossos interesses e nos ensina aquela caridade que começa em casa, bem como aquela que não deve terminar ali. Existe uma boa administração que é uma qualidade piedosa, e um discernimento para ordenarmos os nossos assuntos, que é parte do caráter de um homem bom (Salmos 112.5). Cada homem deve ser justo com a sua família, caso contrário não será fiel à sua administração.

2. E m particular; que não devemos nos envolver impensadamente com fianças ou garantias,

(1) porque existe o perigo de nos causarmos problemas com isto, e às nossas famílias também, depois da nossa morte: ”Aquele que fica por fiador do estranho”, de qualquer pessoa que lhe peça e prometa que será sua fiadora em outra ocasião, de alguma pessoa que talvez conheça, e cuja situação pensa conhecer, mas está enganado, “decerto sofrerá severamente”. ele será, certamente e tristemente, enganado e quebrantado por isto, e talvez vá à falência. O nosso Senhor Jesus foi fiador por nós, quando éramos estranhos, ou melhor, inimigos, e foi ferido por isto; agradou ao Senhor feri-lo.

(2) Porque aquele que se decide contra as fianças conserva a sua firmeza. Aquele que assim decide deve tomar cuidado para não gastar em seus negócios mais do que o seu próprio crédito lhe permitir; de modo que não precise pedir aos outros que sejam fiadores por ele.

 

V .16 – Aqui:

1. É admitido que os fortes adquirem riquezas, que aqueles que trabalham com grande afã e apressadamente no mundo, que são homens de espírito vivaz e interesse e são capazes de prosperar contra todos os que se colocam em seu caminho, geralmente guardam o que têm e conseguirão mais, ao passo que aqueles que são fracos se tornam presas fáceis de todos ao seu redor.

2. Admite-se como certo que uma mulher piedosa é tão preocupada em preservar a sua reputação de sabedoria e modéstia, humildade e cortesia, e todas aquelas outras graças que são os verdadeiros ornamentos do seu sexo, quanto os homens fortes se preocupam em proteger os seus bens; e aquelas mulheres que são verdadeiramente piedosas, de igual maneira, protegerão a sua honra com toda sua prudência e bom comportamento. Uma mulher piedosa é tão honrosa quanto um homem valente, e a sua honra é igualmente segura.

 

V17 – É um princípio comum, cada um por si. Ninguém é tão próximo a mim, como eu mesmo. Se isto for interpretado corretamente, será uma razão para a apreciação de disposições piedosas em nós mesmos e na crucificação das disposições corruptas. Nós somos nossos amigos ou nossos inimigos, mesmo com respeito a consolação atual. conforme sejamos ou não governados por princípios religiosos.

1. Um homem misericordioso, terno, bem-humorado, faz bem à sua própria alma, e se mantém tranquilo. Ele tem o prazer de cumprir o seu dever, e contribuir com a consolação daqueles que são, para ele, como a sua própria alma; pois nós somos membros, uns dos outros. Aquele que transmite aos outros as boas coisas temporais que tem, descobrirá que Deus lhe transmitirá suas bênçãos espirituais, que farão o melhor bem para a sua própria alma (veja Isaias 58.7, e versículos seguintes). Se não escondes os teus olhos da tua própria carne. mas fazes o bem aos outros, como a ti mesmo, se fazes o bem com a tua própria alma e o estendes aos que têm fome. farás o bem à tua própria alma; pois o Senhor satisfará a tua alma e fortificará os teus ossos. Alguns entendem que é parte do caráter de um homem misericordioso, o fato de que ele faça o bem por si mesmo; a disposição que o inclina a ser caridoso com os outros o obrigará a se permitir, também, aquilo que é conveniente, e a desfrutar do bem de todo o seu esforço. Podemos interpretar a alma como o homem interior, como o apóstolo a chama, e então isto nos ensina que o primeiro e grande ato de misericórdia é fornecer às nossas almas os esteios necessários para a vida espiritual.

2. Um homem cruel, rebelde, de má índole, perturba a sua própria carne, e assim o seu pecado se torna a sua punição; ele passa fome, e morre, por falta de algo que ele tem, porque não tem um coração disposto para usar os seus recursos (de qualquer espécie) para o bem dos outros, ou mesmo para o seu próprio bem. Ele atormenta os seus parentes mais próximos, que são, e que devem ser. para ele, como a sua própria carne (Efésios 5.29). A inveja, e a maldade, e a avareza do mundo, são a podridão dos ossos e a destruição da carne.

 

V.18 – Observe:

1. Os pecadores se enganam, fatalmente: O ímpio realiza uma obra enganosa, e edifica para si mesmo uma casa sobre a areia, que o enganará, quando vier a tempestade, e promete a si mesmo, por este pecado, aquilo que ele nunca ganhará; na verdade, esta obra corta a sua garganta quando sorri para ele. O pecado me enganou, e me matou.

2. Os santos guardam as melhores garantias para si mesmos: aquele que semeia justiça, que é bom e se empenha em fazer o bem, visando uma recompensa futura, tem uma recompensa assegurada; ela é tão assegurada para ele como a verdade eterna pode torná-la. Se a semeadura não falhar, a colheita também não falhará (Gálatas 6.8).

 

V. 19 – Aqui é demonstrado que a justiça, não somente pelo juízo divino, terminará em vida, e a impiedade, em morte, mas que a justiça, na sua própria natureza, tem uma tendência direta à vida, e a impiedade, à morte.

1. A verdadeira santidade é a verdadeira felicidade; é um preparativo para ela, um prenúncio e um penhor dela. A justiça inclina, predispõe e encaminha a alma para a vida.

2. De igual maneira, os que se permitem pecar estão se adequando para a destruição. Quanto mais violento é o homem em suas buscas pecaminosas, mais resoluta mente ele se predispõe à sua própria destruição; ele a desperta, quando ela parecia adormecer, e a apressa, quando ela parecia tardar.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.