ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 11: 9 – 14

Pensando biblicamente

VERDADES COMUNS

 

V9 – Aqui temos:

1. A hipocrisia engenhando a calamidade. Não é somente o assassino com a sua espada, mas também o hipócrita, com a sua boca, que danifica o seu próximo, levando ao pecado ou ao engano, com pretextos de bondade e boa vontade. A vida e a morte estão no poder da língua, mas nenhuma língua é mais fatal do que a língua lisonjeira.

2. A honestidade derrotando o desígnio e escapando à armadilha: Por meio do conhecimento dos esquemas de Satanás o justo libertado será das armadilhas que o hipócrita preparou para ele; os sedutores não enganarão os eleitos. Pelo conhecimento de Deus, e das Escrituras, e pelos seus próprios corações, os justos serão libertados daqueles que espreitam e esperam para enganar, e assim, destruir (Romanos 16.18,19).

 

V. 10 – 11 – Aqui observamos:

I – Que os homens bons são, em geral, amados por seus próximos, mas ninguém se importa com os ímpios.

1. É verdade que há alguns poucos que são inimigos dos justos, que têm preconceitos contra Deus e a santidade, e que, portanto, se incomodam em ver homens bons no poder e em prosperidade; mas todas as pessoas indiferentes, mesmo aquelas que não vivem uma grande religiosidade, têm uma palavra boa a respeito de um homem bom; e por isto, quando tudo vai bem com os justos, quando eles progridem e adquirem urna capacidade de fazer o bem, de acordo com os seus desejos, é muito melhor para todos os que estão ao redor deles, e a cidade exulta. Pela honra e pelo encorajamento da virtude, e como é o cumprimento da promessa de Deus, devemos ficar alegres por ver os virtuosos prosperando no mundo, e conquistando uma boa reputação, e o prestígio que merecem.

2. Os ímpios podem, talvez, ter, aqui e ali, alguém que lhes deseje o bem, entre os que são, de maneira geral, como eles, mas entre a maioria dos seus próximos, eles obtêm apenas má vontade; eles podem ser temidos, mas não são amados, e por isto, quando perecem, há júbilo; todos se alegram ao vê-los desgraçados e desarmados, afastados de posições de confiança e poder, expulsos do mundo, e desejam que nenhum problema maior venha à cidade, porque esperam que os justos possam tomar o lugar deles, quando sofrerem angústias, no lugar dos justos (v. 8). Que, portanto, um senso de honra nos conserve nos caminhos da virtude, para que possamos viver desejados e morrer lamentados, e não ser expulsos do palco da vida sob as vaias da plateia (Jó 27.23; Salmos 52.6).

 

II – Que há boas razões para isto, porque os que são bons fazem o bem, mas (como diz o provérbio dos antigos), a iniquidade vem dos ímpios.

1. Os homens bons são bênçãos públicas. Com a bênção dos sinceros, as bênçãos com que eles são abençoados, que ampliam a sua esfera de utilidade – com as bênçãos com que eles abençoam os seus próximos, seus conselhos, seus exemplos, suas orações, e todos os aspectos da sua utilidade para o interesse público – com as bênçãos com que Deus abençoa os outros, por causa deles – com tudo isto, se exalta a cidade, e se torna mais confiável para os habitantes, e mais considerável entre os seus vizinhos.

2. Os ímpios são transtornos públicos, não somente incômodos, mas as pragas da sua geração. A cidade é derribada pela boca dos ímpios, cujas atitudes más corrompem as boas maneiras, são suficientes para perverter uma cidade, para arruinar a virtude que nela houver; e para fazer com que os juízos de Deus venham sobre ela.

 

V. 12 – 13 – O silêncio é recomendado, como um sinal de verdadeira amizade, e algo que a preserva; portanto, é uma evidência,

1. De sabedoria: Um homem de entendimento, que domina o seu próprio espírito, ainda que provocado, cala-se, para que não dê vazão à sua paixão e nem acenda a paixão de outras pessoas, por linguajar ultrajante ou por reflexões mal-humoradas.

2. De sinceridade: Aquele que tem um espírito fiel, não somente à sua própria promessa, mas ao interesse de seu amigo, encobre todo assunto que, se divulgado, pode prejudicar seu próximo.

 

II – Este encobrimento amistoso e prudente é aqui apresentado em oposição a duas maldades terríveis da língua:

1. Escarnecer de um homem, diante dele: O que despreza o seu próximo é falto de sabedoria; ele despreza o seu próximo, chama-o de Raca, e de louco, diante da menor provocação, e pisa sobre ele, como alguém indigno de ser colocado com os cães do seu rebanho. Acaba menosprezando a si mesmo aquele que menospreza a alguém que é feito do mesmo material.

2. Falar maldosamente de alguém, nas suas costas: um mexeriqueiro, que espalha todas as estórias que puder descobrir, sejam verdadeiras ou falsas, de casa em casa, para fazer maldades e semear discórdias, revela segredos que lhe foram confiados, e assim, infringe as leis e perde todos os privilégios da amizade e da convivência.

 

V. 14 – Aqui temos:

1. O mau presságio da ruina de um reino: “Não havendo sábia direção”, nenhum conselho, mas sendo tudo feito precipitadamente e impensadamente, sem busca prudente pelo bem comum, mas somente visando interesses divididos, “o povo cai, fragmentado em facções, cai como presa fácil a seus inimigos comuns. Os conselhos de guerra são necessários para as operações de guerra; dois olhos veem mais do que um; e o conselho mútuo é necessário para a ajuda mútua.

2. O bom presságio da prosperidade de um reino: “Na multidão de conselheiros”, que veem necessidades, uns dos outros, e que agem de comum acordo visando o bem-estar público, “há segurança”; pois um deles poderá discernir os métodos pendentes que outro não perceber. Nos nossos assuntos particulares, frequentemente veremos que será vantajoso que nos aconselhemos com muitas pessoas; se elas estiverem de acordo nos seus conselhos, o nosso caminho será ainda mais claro; se elas divergirem, ouviremos o que nos é dito, de todos os lados, e seremos mais capazes de tomar uma decisão.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.