ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 11: 3 – 8

Pensando biblicamente

AS VANTAGENS DOS JUSTOS

 

 V. 3 – Não somente temos a promessa de que Deus guiará os justos, e a ameaça de que Ele irá destruir os transgressores, mas, para que possamos ter ainda mais certeza de ambas, isto é aqui descrito como se a natureza da questão fosse tal, nos dois lados, que fizesse isto, por si mesma.

1. A sinceridade de um homem sincero será, ela mesma, o seu guia, no caminho do dever e no caminho da segurança. Os seus princípios são fixos, o seu governo é assegurado e por isto o seu caminho é plano; a sua sinceridade o mantém firme, e ele não precisa mudar de direção a cada vez que muda o vento, não tendo outro objetivo senão o de manter uma boa consciência. A sinceridade e a retidão guardarão os homens (Salmom 25.21).

2. A perversidade de um homem desleal será, ela mesma, a sua ruína. Da mesma maneira como a sinceridade de um homem bom será a sua proteção, ainda que ele esteja muito exposto, também a perversidade dos pecadores será a sua destruição, ainda que eles se julguem tão fortificados. Eles cairão nas covas que eles mesmos tiverem cavado (Provérbios 5.22).

 

V. 4 – Observe:

1. O dia da morte será um dia de ira. Ele é um mensageiro da ira de Deus; por isto, depois que Moisés tinha meditado sobre a mortalidade do homem, ele aproveita a ocasião para admirar a força da ira de Deus (Salmos 110.5). Esta é uma dívida, não para com a natureza, mas para com a justiça de Deus. Depois da morte, segue-se o juízo; e este será um dia de ira (Apocalipse 6.17).

2. As riquezas não servirão de nada para os homens, naquele dia. Elas não desviarão o golpe, nem diminuirão a dor, e muito menos removerão o ferrão; que benefício os direitos de primogenitura deste mundo, então, terão? No dia dos juízos públicos, as riquezas frequentemente expõem os homens, em lugar de protegê-los (Ezequiel 7.19). 3. É somente a justiça que liberta do mal da morte. Uma boa consciência suavizará a morte, e remo­ verá o terror dela; é privilégio somente dos justos não sofrer a segunda morte, e não serem muito feridos pela primeira morte.

 

V. 5 – 6 – Estes dois versos, na verdade, dizem a mesma coisa, e também coincidem com o verso 3. Pois as verdades aqui têm tal certeza e importância que nunca serão excessivamente inculcadas. Que sejamos governados por estes princípios. 

I – Os caminhos da religião são planos e seguros, e neles podemos desfrutar de uma santa segurança. Um princípio vivo de honestidade e graça será:

1. A nossa melhor orientação no caminho correto, e em caso de dúvida nos dirá: “Este é o caminho, andai nele”. Aquele que age sem um guia olha à frente e procura enxergar o caminho diante de si.

2. A nossa melhor libertação de todos os falsos caminhos: Ajustiça dos virtuosos será uma armadura para eles, que os livrará das seduções do mal e do mundo, e de suas ameaças. Os caminhos dos ímpios são perigosos e destrutivos: O ímpio cairá em desgraça e destruição, pela sua própria impiedade, e será apanhado na sua própria perversidade, como em uma cilada. ”A tua ruína, ó Israel, vem de ti mesmo” (Oséias 13.9, na versão RA). O seu pecado será a sua punição – aquela mesma coisa pela qual se empenharam, para se abrigar, se voltará contra eles.

 

V. 7 – Observe:

1. Mesmo os ímpios, enquanto vivem, podem conservar uma expectativa confiante de uma felicidade quando morrerem, ou, pelo menos, uma felicidade neste mundo. O hipócrita tem a sua esperança, na qual se envolve, como uma aranha, em sua teia. O materialista espera grandes coisas da sua riqueza; ele diz que são bens acumulados para muitos anos, e espera ter nela a sua tranquilidade, e ser feliz, mas na morte, a sua expectativa será frustrada; o materialista deverá deixar este mundo, em que esperava continuar, e o hipócrita não alcançará o muito que esperava desfrutar (Jó 27.8).

2. Será o grande agravamento da infelicidade dos ímpios o fato de que as suas esperanças se converterão em desespero, exatamente quando eles esperavam que elas fossem coroadas de benefícios. Quando um homem piedoso morre, as suas expectativas são excedidas, e todos os seus temores desaparecem; mas quando um ímpio morre, as suas expectativas são destruídas, despedaçadas, e neste mesmo dia perecem os seus pensamentos com que ele se alegrava, e desaparecem as suas esperanças.

 

V. 8 – Como sempre na morte, também, algumas vezes, na vida, os justos são notavelmente favorecidos, e os ímpios, atormentados.

1. Os bons são libertados da angústia, na qual se consideravam perdidos, e seus pés são colocados em um lugar de abundância (Salmos 66.12; 34.19). Deus encontrou uma maneira de libertar o seu povo, mesmo quando eles estiveram desesperados e quando seus inimigos triunfaram, como se o deserto os tivesse aprisionado.

2. Os ímpios caem na angústia da qual se julgavam a salvo, ou melhor, à qual eles tinham sido úteis para levar os justos, de modo que, aparentemente, ficam em seu lugar, como um resgate pelos justos. Mardoqueu é salvo da forca, Daniel, da cova dos leões, e Pedro, da prisão; e os seus perseguidores ficam em seus lugares. Os israelitas são libertados do mar Vermelho, e os egípcios se afogam nele. Tão preciosos são os santos, aos olhos de Deus, que Ele dá homens por eles (Isaias 43.3,4).

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.