ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 10:  22 – 25

Pensando biblicamente

AS VANTAGENS DOS JUSTOS

 

V. 22 – A riqueza terrena é aquilo a que a maioria dos homens dedica os seus corações; mas, de um modo geral, eles se confundem, tanto a respeito da natureza daquilo que de­ sejam, quanto na maneira como esperam obtê-lo. Aqui, portanto, lemos:

1. Qual é a riqueza realmente desejável: A riqueza realmente desejável é não ter somente abundância, mas tê-la e não ter nenhuma tristeza com ela, não ter preocupação inquietante para obtê-la e conservá-la, é não ter nenhuma irritação de espírito no desfrute dela, nenhuma angústia aflitiva pela sua perda, nenhuma culpa gerada pelo mau uso dela – é tê-la, e ter a coragem de aceitar a sua consolação, fazendo o bem com ela e servindo a Deus com alegria e satisfação no coração, no uso dela.

2. Como esperar obter esta riqueza desejável: Não nos tornando escravos do mundo (Salmos 127.2), mas pela bênção de Deus. É isto que enriquece e não acrescenta dores; o que vem do amor de Deus tem a graça de Deus consigo, para preservar a alma dos desejos e paixões turbulentos dos quais o acréscimo de riquezas é, normalmente, o incentivo. Ele tinha dito (v. 4), a mão dos diligentes enriquece, como um meio; mas aqui ele atribui isto à bênção do Senhor; mas esta bênção está sobre a mão dos diligentes. Está, portanto, nas riquezas espirituais. A diligência em obtê­ las é nosso dever, mas a bênção e a graça de Deus devem ter toda a glória por aquilo que adquirimos (Deuteronômio 8.17,18).

 

V .23 – Aqui temos:

1. Um pecado extremamente grave: “Um divertimento é para o tolo praticar a iniquidade”; isto é tão natural para ele, e tão agradável, como é o riso, para um homem. A iniquidade é seu Isaque (esta é a palavra, aqui); é seu deleite, seu amado, e aquilo em que ele se compraz. Quando é advertido para não pecar, pela consideração à lei de Deus e à revelação da sua ira contra o pecado, ele zomba da admoestação, e ri com o brandir da lança; quando peca, em lugar de se entristecer por isto, ele se vangloria por ter pecado, ridiculariza as repreensões, e ri das condenações da sua própria consciência (Provérbios 14.9).

2. Uma sabedoria extremamente sábia, pois traz consigo a evidência da sua própria excelência; ela pode ser estabelecida, por si só, e isto já é elogio suficiente; não é preciso dizer mais nada em louvor de um homem de entendimento, além disto: é um homem inteligente, ele tem sabedoria; ele é tão sábio, a ponto de não cometer maldades, ou, se tiver come­ tido, por descuido, ele é tão sábio, a ponto de não brincar sobre isto. Ou, para declarar a sabedoria realmente sábia, interprete da seguinte maneira: Assim como é um divertimento, para o tolo, praticar a iniquidade, para o homem inteligente, o mesmo é o ser sábio, e mostrar isto. Além da recompensa futura, um homem bom tem tanto prazer atual, nas restrições e nos exercícios da religião, como os pecadores podem alegar ter, nas liberdades e nos prazeres do pecado, e muito mais, e muito melhor.

 

V. 24 – 25 – Aqui é dito, e repetido, para os justos, que tudo lhes sairá bem, e aos ímpios, Ai deles – eles são comparados, entre si, para mútuo exemplo.

I – As coisas serão tão más, com os ímpios, como eles poderiam temer, e tão boas, com os justos, como eles poderiam desejar.

1. Os ímpios, é verdade, se sustentam. às vezes, na sua iniquidade, com vãs esperanças que os enganarão, mas, em outras ocasiões, eles não podem deixar de ser assombrados com justos temores, e estes temores os esmagarão; eles perceberão que o Deus que eles provocam será tão terrível como eles, quando estiverem sob os seus maiores desalentos. Assim como é o teu temor, também a tua ira (Salmos 90.11). Os ímpios temem a punição do pecado. mas não têm sabedoria para melhorar a situação dos seus temores; e assim, o que temem vem até eles, e os seus terrores atuais são prenúncios de seus tormentos futuros.

2. Os justos, é verdade, têm, às vezes, os seus temores, mas o seu desejo se dirige para a benevolência de Deus e uma felicidade nele, e este desejo será concedido. De acordo com a sua fé, e não com o seu temor, lhes será dado (Salmos 37.4).

 II – A prosperidade dos ímpios logo terminará, mas a felicidade dos justos jamais terminará (v.25). Os ímpios fazem muito ruído, apressam tanto a si mesmos como aos outros, como um redemoinho, que ameaça destruir tudo o que esteja à sua frente; mas, como um redemoinho, em certo momento ele acaba, e eles morrem, de maneira irrecuperável; não mais existem; ao seu redor todos estão quietos e satisfeitos, assim que termina a tempestade (Salmos 37.10,36; Jó 20.5). Os justos, ao contrário, não se exibem; ficam escondidos, como uma fundação, que é baixa e fora de vista, mas são determinados na sua resolução de se agarrar a Deus, estabelecidos em virtude, e serão uma fundação eterna, um bem inalterável e inabalável. Aquele que é santo será santo, e imutavelmente feliz; a sua esperança está edificada sobre uma rocha, e, por isto, não se abalará pela tempestade (Mateus 7.24). O justo é a coluna do mundo (assim alguns interpretam); o mundo continua, por causa dele; a santa semente é a essência dele.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.