GESTÃO E CARREIRA

A LINGUAGEM DO FUTURO

A habilidade de programar será exigida em todas as áreas e se tornará tão importante quanto saber falar inglês. Descubra como entrar nesse universo.

A linguagem do futuro

Imagine estar em uma reunião em que apenas você não fala a língua em que ocorrem os debates. É assim que vão começar a se sentir aqueles que ainda não aprenderam a programar. Isso porque a linguagem dos códigos, antes restrita a quem trabalhasse com tecnologia e aos “nerds”, está se tornando cada vez mais comum no dia das pessoas. No futuro próximo, desvendar esse idioma será tão básico no cotidiano do trabalho quanto falar inglês. “Essa será a linguagem mais importante dos próximos anos, não porque todo mundo vai programar, mas porque todo mundo vai depender da programação para trabalhar”, afirma Juliano Seabra, diretor de inovação e novos negócios da Totvs. O impacto será tão grande que, de acordo com o relatório The Next Era of Human-Machine Partner- ships (“A nova era de parcerias homem-máquina”, numa tradução livre), elaborado pela Dell Technologies em parceria com o Institute for the Future (IFF), até 2030 todas as empresas serão baseadas em tecnologia, qualquer que seja seu setor de atuação. Por isso, é bom se preparar. Hoje, candidatos que sabem escrever um sistema já são vistos com bons olhos — e a demanda só vai crescer. “No caso dos recursos humanos, por exemplo, temos plataformas de treinamento e sistema de contratação com robô interagindo com funcionários. Se tenho gente no meu setor que sabe programar, não dependo da área de TI para tudo”, diz Carla Alessandra de Figueiredo, gerente executiva de RH da Stefanini, que está treinando não só os funcionários, mas também os filhos deles no tema. “É como conhecer o pacote Office. Todo mundo terá de saber essa linguagem para extrair o máximo possível da tecnologia”, diz Carla. Mas quem quer se destacar precisa ir além de simplesmente criar alguns códigos. É necessário compreender o que está por trás desse processo. “Você precisa entender a lógica e saber como estruturar um algoritmo. Assim, evita ter que contratar alguém para executar uma ideia simples ou analisar informações necessárias para algumas tarefas”, diz Marielen Ferreira, cientista de dados da Totvs.

ALTA DEMANDA

No Guia Salarial 2019, da consultoria Robert Half, que indica quais carreiras estarão em alta no ano que começa, o programador aparece como uma das profissões de destaque. O documento ressalta que, “se antigamente o departamento de TI era visto como de suporte, hoje é vital e estratégico para os negócios”. De acordo com Caio Arnaes, gerente sênior de recrutamento da Robert Half, o crescimento dessa área tem a ver com a automação dos processos, com a necessidade de analisar a quantidade de dados gerados (o famoso big data) e com a interação com os clientes por meio de aplicativos. “A demanda deve se manter nos próximos anos. Esses profissionais não vão apenas criar softwares, mas entender essa nova linguagem e utilizá-la no dia a dia de seu trabalho”, diz Caio. Os salários acompanham a crescente do setor. Um exemplo é o desenvolvedor mobile, que em 2018 ganhou entre 6.000 e 11.000 reais e deve receber de 6.000 a 13.000 reais em 2019, uma alta de quase 12%.

Embora as vagas estejam aí, há um apagão de programadores e cientistas de dados — não só no Brasil, de acordo com Luís Gonçalves, vice-presidente sênior e gerente-geral para o Brasil na Dell EMC. “Essa é uma preocupação mundial. Há déficit de pessoal por causa da velocidade da transformação digital, o que tem feito com que, em alguns países, não seja exigida a formação universitária para trabalhar nessa área”, diz.

O lado bom é que existem muitos cursos para quem quer aprender por conta própria. Fazer um deles ajudou Jessica Oliveira, de 25 anos, a conquistar um estágio no setor de análise de dados e sistemas no site de notícias Nexo. “Fiz curso de iniciação em programação front-end na PrograMaria, que atende apenas mulheres. Não foi o primeiro, mas o mais condensado. Aprendi a utilizar e pesquisar as ferramentas e tags de html, o que ajuda a tornar o código mais acessível ao usuário final. Meu trabalho hoje tem a ver com o que aprendi”, diz Jéssica. “Gosto do universo da informática e quero continuar estudando, pois essa é uma área muito aberta que sempre tem novidades e novas vagas.”

 POR ONDE COMEÇAR

Cursos para quem quer ingressar no universo dos códigos

A linguagem do futuro. 2

 

A linguagem do futuro. 3

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.