ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 10:  18 – 21

Pensando biblicamente

O USO APROPRIADO DA LÍNGUA

 

V. 18 – Observe aqui, a malícia é loucura e iniquidade.

1. É assim, quando oculta pela lisonja e dissimulação: É um louco, ainda que possa se considerar um político, o que encobre o ódio com lábios falsos, porque, se esse ódio irromper, ele se envergonhará perante os homens, e perderá a oportunidade de satisfazer a sua maldade. Os lábios mentirosos são suficientemente maus, por si só, mas têm uma malignidade peculiar neles quando se fazem um disfarce para a maldade. Mas é um louco o que pensa esconder alguma coisa de Deus.

2. Não é nada melhor, quando ela é expressa em linguajar rancoroso e perverso: O que difama é um insensato, também, pois Deus, mais cedo ou mais tarde, exibirá aquela justiça como a luz que ele se esforça para esconder, e encontrará uma maneira de remover a reprovação.

 

V.19 – Aqui, somos advertidos a respeito do controle da língua, esse dever necessário de um cristão.

1. É bom falar pouco, porque na multidão de palavras não falta transgressão, ou o pecado não cessa. Normalmente, os que falam muito, falam muitas coisas incorretas, e entre tantas palavras não conseguem deixar de incluir palavras vãs, pelas quais, em breve, terão que se explicar. Aqueles que amam ouvir a si mesmos não consideram aquilo que é necessário para o arrependimento. O problema deles é que o arrependimento será exigido, mais cedo ou mais tarde, onde não faltarem as transgressões.

2. É, portanto, bom controlar nossa boca, como com rédeas: O que modera os seus lábios, que se controla frequentemente, suprime o que pensou e retém o que poderia expressar, é prudente; isto é uma evidência da sua sabedoria, e nisto ele procura a sua própria paz. O pouco que é dito é mais facilmente corrigido (Amós 5.13; Tiago 1.19).

 

V. 20 – 21 – Aqui nos é ensinado como valorizar os homens, não pela sua riqueza e promoção no mundo, mas pela sua virtude.

I – Os homens bons são bons para alguma coisa. Ainda que sejam pobres e humildes neste mundo, e possam não ter poder ou riquezas com que fazer o bem, enquanto tiverem uma boca para falar, eles serão valiosos e úteis, e por causa disto devemos honrar os que temem ao Senhor, porque do bom tesouro de seu coração produzem boas coisas.

1. Isto os torna valiosos: Prata escolhida é a língua do justo; eles são sinceros, livres dos dejetos da maldade e dos maus desígnios. As obras de Deus são comparadas à prata refinada (Salmos 12.6), e por isto podemos confiar nelas; e assim são as palavras dos homens justos. Elas têm peso e valor, e enriquecerão os que as ouvirem com sabedoria, que é melhor do que a prata escolhida.

2. E os torna úteis: Os lábios do justo apascentam muitos, pois estão cheios da Palavra de Deus, que é o pão da vida, e esta confiável doutrina de que as almas se alimentam. Um discurso piedoso é alimento espiritual para os necessitados, sim, para os famintos.

II – Os ímpios não servem para nada.

1. Não se obtém nenhum bem com eles: o coração dos ímpios é de nenhum preço, e por isto, o que sai da abundância de seu coração não pode valer muito. Os seus princípios, as suas noções, os seus pensamentos, os seus propósitos, e todas as coisas que estão nele e o afetam, são terrenas e carnais, e por isto, de nenhum valor. Aquele que vem da terra fala da terra, e não entende nem aprecia as coisas de Deus (João 3.31; 1 Coríntios 2.14). O ímpio alega que, embora não fale de religião como o justo, ainda assim ele a traz dentro de si, e agradece a Deus pelo fato de que o seu coração é bom; mas aquele que sonda o coração aqui diz o contrário: isto “é de nenhum preço”.

2. Não se pode fazer nenhum bem a eles. Enquanto muitos são apascentados pelos lábios dos justos, os tolos, por falta de entendimento, morrem; e tolos, realmente, morrerão, pela falta daquilo que poderiam obter tão facilmente. Os tolos morrem, por falta de um coração (este é o significado da palavra); eles perecem por falta de consideração e resolução; eles não têm coragem de fazer nada, para o seu próprio bem. Enquanto os justos alimentam os outros, os tolos morrem de fome.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.