ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 10:  8 – 17

Pensando biblicamente

SINAIS DE SABEDORIA E LOUCURA

V. 8 – Aqui temos:

1. A honra e a felicidade dos obedientes. Eles aceitarão os mandamentos; eles considerarão um privilégio, e realmente uma tranquilidade para eles, estarem sujeitos a um governo, o que lhes poupa os esforços de deliberar e decidir por si mesmos; e aceitarão como uma benevolência o fato de que lhes seja dito qual é o seu dever, e admoestados a respeito dele. E esta é a sua sabedoria; são sábios de coração os que são dóceis, e obedientes; e aqueles que se curvam ficarão em pé, e serão estabelecidos; eles prosperarão se forem bem aconselhados.

2. A vergonha e a ruína dos desobedientes, que não desejarem ser governados, nem suportar nenhum jugo, que não querem ser ensinados, nem receber nenhum conselho. São loucos, pois agem contra si mesmos e contra os seus próprios interesses; eles são loucos palradores, de lábios loucos, de conversa louca, sem sentido, e se vangloriam, falando com desprezo dos que os admoestam (3 João 10), e com a pretensão de dar conselhos e ditar a lei aos outros. De todos os loucos, nenhum é mais problemático do que o louco palrador, e nenhum se expõe mais; mas eles cairão no pecado, no interno, porque não quis eram receber os mandamentos. Os que falam muito, raramente olham para seus pés, e por isto tropeçam e caem.

 

V. 9 – Aqui lemos, e podemos ter a certeza de que:

1. A integridade do homem será a sua segurança; Aquele que anda em sinceridade para com Deus e o homem. que é fiel a ambos, que deseja o que deveria e tenciona o que diz, anda seguro, ele está a salvo sob a proteção divina, e tranquilo, em urna santa segurança. Ele prossegue pelo seu caminho com humilde ousadia, bem armado contra as tentações de Satanás, as dificuldades do mundo e as difamações dos homens. Ele sabe sobre qual base se encontra, qual guia segue, qual guarda o protege, e para qual glória se dirige, e por isto prossegue com segurança e grande paz (Isaias 32.17; 33.15,16). Alguns entendem que é parte do caráter de um homem reto o fato de que ele anda com segurança, em oposição a andar arriscando-se. Ele não ousará fazer aquilo com cuja legitimidade não esteja plenamente satisfeito na sua própria consciência, mas verá o seu caminho livre, em tudo.

2. A desonestidade dos homens será a sua vergonha: Aquele que perverte os seus caminhos, que se desvia para caminhos tortuosos, que tenta ludibriar a Deus e aos homens, que olha para um lado e segue para outro, ainda que possa, por algum tempo, disfarçar-se, dará a conhecer o que ele realmente é. É certeza absoluta que, em um ou outro momento, ele se trairá; pelo menos, Deus o revelará, no grande dia. Aquele que perverte os seus caminhos será feito um exemplo, para advertir os outros. É assim que alguns entendem esta situação.

 

V. 10 – A maldade é aqui descrita como acompanhando:

1. Os pecadores oportunistas, engenhosos dissimulados: o que acena com os olhos, como se não observasse você, quando. ao mesmo tempo, está esperando uma oportunidade para lhe fazer mal, que faz sinais aos seus cúmplices para que venham ajudá-lo em seus projetos ímpios, que são todos executados por truques e artimanhas, dá dores, e traz tristeza, tanto aos outros como a si mesmo. A ingenuidade não será desculpa para a iniquidade – tal pecador deverá se arrepender ou agir de um modo ainda pior; deverá lamentar este pecado ou ser arruinado por ele.

2. Os pecadores públicos, tolos, e que se revelam: O tolo de lábios, cujos pecados vão a juízo, será transtornado, como foi dito antes (v. 8). Mas o seu caso é o menos perigoso dos dois, e, embora ele se destrua, não cria tanta tristeza para os outros como o que acena com os olhos. O cão que morde nem sempre é o cão que ladra.

 

V. 11 – Observe aqui:

1. Quão diligente é um homem bom, ao comunicar a sua bondade, em fazer o bem com ela: A boca do justo, a saída da sua mente, é manancial de vida; é uma fonte constante, de onde saem bons discursos para a edificação dos outros, como correntes que regam o solo e o tornam frutífero, e para sua consolação, como águas que matam a sede do viajante cansado. É como uma fonte de vida, que é pura e limpa, não somente não envenenada, mas não enlameada, não contendo nenhuma mensagem corrupta.

2. Quão diligente é um homem mau , escondendo a sua iniquidade, para fazer o mal com ela: A boca dos ímpios encobre a maldade, disfarça a maldade pretendida com declarações de amizade, para que possa ser executada com mais segurança e eficácia, como Joabe beijou e matou, e Judas beijou e traiu; este é o seu pecado, ao qual corresponde a punição (v. 6): A violência cobre a boca dos ímpios; o que ele conseguiu com violência, será tirado dele (Jó 5.4,5).

 

V. 12 – Aqui temos:

1. O grande criador de contendas – o ódio. Mesmo quando não há oportunidade manifesta de contenda, ainda assim o ódio busca a oportunidade e assim excita contendas e realiza a obra do diabo. Estas são as mais desprezíveis pessoas de má índole, as que se alegram em atrair seus próximos pelos ouvidos, por meio de fábulas, suspeitas e descrições indevidas, insuflando as fagulhas da contenda, que estavam enterradas, e convertendo-as em chama, junto à qual, com incontável prazer, aquecem suas mãos.

2. O grande pacificador; que é o amor, que cobre todas as transgressões, isto é, as ofensas nos relacionamentos, que ocasionam discórdia. O amor, em lugar de divulgar e agravar a transgressão a esconde e aplaca, até onde ela pode ser escondida e aplacada. O amor irá perdoar a transgressão que cometemos por engano e inadvertidamente, quando podemos dizer que não tínhamos má intenção, mas foi um descuido, e quando amarmos ao nosso amigo, apesar de tudo, isto encobrirá a transgressão. O amor também irá ignorar a ofensa que nos for feita, e a cobrirá, e a usará para o bem: com isto, a luta é evitada, ou, se tiver sido iniciada, a paz será recuperada e restaurada rapidamente. O apóstolo cita isto: O amor cobrirá a multidão de pecados (1 Pedro 4.8).

 

 V. 13 – Observe:

1. A sabedoria e a graça são a honra dos homens bons: nos lábios daquele que tem entendimento, aquele bom entendimento que têm os que obedecem aos mandamentos, se acha a sabedoria, isto é, ela é descoberta ali, e consequentemente, se descobre que ele tem consigo um bom tesouro, e que ele é usado, consequentemente, para o benefício dos outros. É honra de um homem ter sabedoria, mas muito mais ser útil para tornar sábios os outros.

2. A loucura e o pecado são a vergonha dos maus: ”A vara é para as costas do falto de entendimento”, daquele que não tem entendimento; ele se expõe às punições da sua própria consciência, aos açoites da língua, às censuras do magistrado, e aos justos juízos de Deus. Os que prosseguem, loucamente e voluntariamente, em caminhos ímpios, estão preparando varas para si mesmos, cujas marcas serão a sua desgraça perpétua.

 

V. 14 – Observe:

1. É a sabedoria dos sábios que acumulem um estoque de conhecimento útil, que ser á a sua preservação. Portanto, nos lábios do sábio se acha a sabedoria (v. 13), porque ela está guardada em seus corações, e deste depósito, como o bom chefe de família, eles trazem coisas novas e velhas. Devemos guardar qualquer conhecimento que possa ser, em algum momento, útil para nós, porque não sabemos quando, mas em algum momento ou outro poderemos ter algum uso para ele. Nós devemos continuar guardando e acumulando, enquanto vivermos; e devemos nos certificar de guardá-lo em segurança, para que não tenha que ser buscado quando precisarmos dele.

2. É a loucura dos loucos que acumulem maldade em seus corações, que está pronta e preparada para eles, em tudo o que dizem, e que opera terror e destruição, para os outros e para si mesmos. Eles amam as palavras devoradoras (Salmos 52.4) e estas são as que mais aparecem. A sua boca está muito próxima da destruição, tendo as flechas afiadas de palavras amargas sempre à mão para atirar.

 

V. 15 – Isto pode ser interpretado de duas maneiras:

1. Como uma razão pela qual devemos ser diligentes em nossas atividades, para que possamos evitar aquele desconforto desanimador e depressivo que acompanha a pobreza, e possamos desfrutar do benefício e conforto que têm os que estão em uma boa situação no mundo. Esforçar-se é, realmente, a maneira de fazer com que nós mesmos e nossas famílias estejamos em tranquilidade. Ou,

2. Como uma descrição dos enganos comuns, tanto de ricos como de pobres, a respeito de sua condição externa.

(1) Os ricos se julgam felizes porque são ricos, mas este é o seu engano: A fazenda do rico é, no seu próprio conceito, a cidade da sua fortaleza, porém ela é fraca demais e completamente insuficiente para protegê-los do pior dos males. Suas riquezas provarão que eles não estão tão a salvo como imaginam; na verdade, elas podem, talvez, expô-los.

(2) Os pobres se julgam infelizes porque são pobres, mas isto é um engano: a destruição dos pobres é a sua pobreza; ela diminui seu ânimo e destrói todas as suas consolações; mas um homem pode viver com muito conforto, ainda que tenha apenas um pouco de que viver, se puder estar satisfeito, e conservar uma boa consciência, e viver pela fé.

 

V. 16 – Aqui, Salomão confirma o que seu pai tinha dito: “Vale mais o pouco que tem o justo do que as riquezas de muitos ímpios” Salmos 37.16).

1. Talvez um homem justo não tenha nada além do que aquilo pelo que trabalha arduamente; ele come somente a obra das suas mãos, mas essa obra conduz à vida: ele não deseja nada além de ter um sustento honesto, não cobiça ser rico e nobre, mas deseja viver e sustentar a sua família. Isto não diz respeito somente à sua própria vida, mas ele deseja se capacitar para fazer o bem aos outros; ele trabalha, para que tenha o que repartir (Efésios 4.28); todas as suas atividades resulta m em um ou outro bom resultado. Ou isto pode se referir ao seu trabalho na religião; ele se esforça naquilo que tem uma tendência para a vida eterna; ele semeia no Espírito, para que possa ceifar a vida eterna.

2. Talvez a riqueza de um ímpio seja o fruto pelo qual ele não se esforçou, mas veio facilmente, e assim conduz ao pecado. Ele faz dela o alimento e o combustível de seus desejos, o seu orgulho e a sua luxúria; com ela, ele obtém danos, e não o bem; ele é prejudicado por ela, e é insensibilizado por ela, em seus caminhos ímpios. As coisas deste mundo são boas ou más, vida ou morte, conforme são usadas, e conforme são as pessoas que as têm.

 

V. 17 – Observe aqui:

1. Que estão certos os que não somente recebem a instrução, mas que a retém, que não permitam que ela lhes escape por descuido, como acontece com muitos, nem permitem que ela passe para os que desejam roubá-la deles, mas os que guardam a instrução a salvo, pura e intacta, para seu próprio uso, para que possam se governar por ela, e que a guardam para o benefício dos outros, para que possam instruí-los – os que fazem isto estão no caminho da vida, o caminho que tem em si verdadeira consolação e a vida eterna, no seu final.

2. Que estão errados os que não somente não recebem instrução, mas deliberadamente e obstinadamente a recusam, quando lhes é oferecida. Eles não desejam que o seu dever lhes seja ensinado, porque isto lhes revela os seus erros; eles têm particular aversão àquela instrução que traz consigo repreensão, e certamente erram; este é um sinal de que erram em avaliação, e têm falsas noções sobre o bem e o mal; é uma causa para os seus erros no seu modo de vida. O viajante que errou o caminho, e não aceita que isto lhe seja dito nem que lhe mostrem o caminho correto, necessariamente continuará errado, e estará errado incessantemente; certamente não encontrará o caminho da vida.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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