OUTROS OLHARES

É MUITO FÁCIL SER LOUCO

Os números apresentados pelos diversos estudos – e pela mídia – atestam que nem sempre o certo está mesmo correto.

É muito fácil ser louco

As estatísticas em Psiquiatria servem tal qual os postes servem ao bêbado: quando muito de apoio ou para urinar, e não para iluminar o caminho. Em outras palavras, valem quase nada. E as razões são inúmeras, a começar pela absoluta falta de critério e norma, amostragens viciadas, métodos pouco abrangentes e diversidade de critério entre os muitos outros fatores que podem ocorrer. Mas, mesmo que fossem totalmente bem-feitas, que o método aplicado fosse perfeito etc., o resultado seria desprezível, por sua própria natureza vulnerável. Vamos a alguns exemplos. Dizem que “normal” é o que está dentro da média. Certo? Não, errado, uma vez que, em uma população de indivíduos criminosos, o normal será o honesto, isso sem citar o gênio, que é um anormal, pois refoge da média por ser muito mais inteligente do que a maioria das pessoas. Além disso, o superdotado iguala-se ao retardado mental, pois este também fica na mesma faixa percentual daquele: são ambos anormais, pouco importa a qualidade. Mais um exemplo concreto: saiu recentemente nos jornais que apenas 4% dos indivíduos que foram presos em flagrante delito (e ouvidos em audiência de custódia, que é realizada em até 24 horas para que o juiz decida sobre a necessidade de mantê-los presos ou não) e colocados em liberdade recaíram em um espaço de seis meses. Assim, tem-se a ideia de que os juízes acertaram em não manter o criminoso preso, pois somente 4 deles voltaram a delinquir. Certo? Errado, pois é possível deduzir que, se apenas essa ínfima porcentagem de criminosos reincidiu, é porque a polícia não cumpriu com o seu dever ou não teve tempo hábil para prendê-los novamente. Mas o pior de tudo quanto às estatísticas são os números aleatórios lançados em revistas, jornais e meios de comunicação em geral, segundo os quais tanto por cento da população sofre de tal doença, tanto por cento daquela outra e assim por diante. Então, vamos aos números concretos compilados recentemente que incidem nos transtornos mentais: 4% da população sofrem de distúrbio bipolar; 3.5% de mal de Alzheimer; 2,7% de alcoolismo; 2,3% de toxicomania; l.6% de esquizofrenia; 3.3% de transtorno obsessivo-compulsivo;  3% de psicopatia; 2,5% de síndrome do pânico; 3.2% de anorexia nervosa; 2,6% de déficit de atenção, 3,4% de psicose não especificada. Pois bem, somando-se tudo, há cerca de 33% de portadores de algum transtorno mental e colocado na Classificação Internacional das Doenças, a CID -10.

Com esses números podemos concluir que se o distinto leitor estiver conversando com duas pessoas e essas lhe parecerem normais, com todo o respeito, o perturbado é o senhor, pois, a cada três pessoas, pelas estatísticas que são publicadas, pelo menos uma apresenta algum transtorno mental classificável. É cômico, sim, mas muito mais profundo que isso, é trágico, pois essa pestilência grassa solta nas atuais “pesquisas psiquiátricas e doutrinas acadêmicas, a determinar, para muitos, a prescrição dos remédios certo e o errado.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.

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