PSICOLOGIA ANALÍTICA

BRINCADEIRA DE GENTE GRANDE

Nos últimos meses, os livros de colorir se tornaram uma espécie de febre entre adultos. Os mais conhecidos trazem temáticas inspiradas em plantas e animais, mitologia, obras de arte ou simplesmente figuras geométricas. Mas há também aqueles com desenhos que ajudam a conhecer a anatomia do corpo e até obra com ilustrações eróticas. Qualquer que seja o tema, a prática costuma ser útil para desenvolver a concentração e livrar-se da irritação.

Brincadeira de gente grande

De uns tempos para cá, eles ganharam status de objetos de desejo. Os livros para colorir expostos nas prateleiras das livrarias e até nas bancas de revistas parecem fazer um convite explícito para que suas páginas sejam pintadas, adornadas, customizadas: usar cores livremente para deixar a vida mais leve e divertida, num pequeno exercício de transformação.  Num mundo em que tantas vezes as pessoas se sentem tolhidas, têm dificuldade de fazer escolhas e intervir de forma efetiva para mudar situações que as incomodam, transformar uma página: com traços em preto e branco numa pintura alegre pode ter efeito terapêutico –  ou, no mínimo, ajudar a passar o tempo quando a irritação se tornar uma ameaça para si mesmo ou para o outro. Talvez por isso, esses livros – a maioria com desenhos rebuscados, em variados tamanhos, alguns bastante elaborados, e mesmo aqueles sem tanto charme – se tornaram uma espécie de brincadeira de gente grande.

O interesse se reflete em números e até os fabricantes de lápis estão comemorando o sucesso. Não é para menos: estojos mais sofisticados, com até 120 cores – que fazem brilhar os olhos de muitas crianças – passaram a ser mais procurados por adultos como nunca antes. No mês de abril, a Faber-Castell, maior fabricante desse tipo de artigo no mundo, vendeu no Brasil cinco vezes mais lápis de cor, em comparação ao mesmo mês de 2017.

E haja lápis para pintar os livros que já ultrapassaram os de autoajuda nas listas dos mais comprados no Brasil. Segundo o Publishnews, portal de notícias do mercado editorial, dos dez livros mais vendidos na semana de 4 a 10 de maio, oito (incluindo o primeiro e o segundo da lista) eram para colorir. No total, mais de 147 mil exemplares apenas dessas obras. Até a primeira quinzena de abril, por exemplo, já havia m sido vendidos 65 mil exemplares do Floresta encantada, lançado no início do mês. Desde dezembro, 150 mil cópias do livro Jardim secreto foram comercializadas, ambos da Sextante.

“Encontre o caminho através de samambaias e flores, casas na árvore e galhos espinhosos para chegar ao coração da floresta”, convida logo nas primeiras páginas de Floresta a ilustradora escocesa Johanna Basford, autora dos dois livros com intricados traços feitos à mão, inspirados na fauna e na flora da região rural onde mora. Além disso, será possível descobrir objetos escondidos pelas páginas – uma espécie de caça ao tesouro que convida à introspecção.

Embora já façam sucesso na Europa há algum tempo, os livros, de colorir parecem ser novidade no país. No entanto, frequentadores de livrarias mais atentos certamente já viram versões desse tipo de obra nas prateleiras nos últimos 20 anos. Só nos últimos tempos, porém, as pessoas estão se autorizando a investir tempo e energia em livros de pintar. A editora argentina Vergara & Riba, por exemplo, tem em seu catálogo obras de bolso para colorir com mandalas (figuras concêntricas presentes em inúmeras culturas) e rangolsi (desenhos indianos, geralmente esféricos) desde que chegou ao Brasil, em 1998. Desde então, a empresa registra vendas constantes, apesar de moderadas, mas em fevereiro detectou crescente interesse por nessas figuras circulares que, segundo algumas linhas de filosofia oriental, ajudariam a circunscrever o pensamento dentro de um círculo.

CONTRA O ESTRESSE

O que parece ser uma forma ingênua de passar o tempo pode revelar também uma maneira criativa de organizar ideias, acalmar o turbilhão de pensamentos que, não raro, invadem a mente – e relaxar. Não por acaso, várias dessas obras ressaltam no subtítulo o propósito de combater o estresse. É o caso, por exemplo, de Fantasia celta Livro de colorir antiestresse ou mesmo do campeão de vendas jardim secreto Livro de colorir e caça ao tesouro antiestresse.

Não seria exagero pensar que o exercício de manter o foco enquanto pintamos evita o cansaço que causa o hábito de passarmos boa parte de nossos dias emendando uma preocupação na outra, em geral pensando sobre algo do passado ou do futuro – o que nos deixa alheios ao que está acontecendo no presente.  O estado mental oposto, a atenção plena (mindfulness, em inglês), se caracteriza por um estado de consciência calmo e concentrado – associado ao bem-estar físico e mental. Conforme desenvolvemos mecanismos para nos voltar para o “aqui-agora”, também passamos a direcionar nosso foco de atenção de maneira mais geral. Em última instância, a habilidade de dirigir a mente de forma consciente se traduz na possibilidade de controlar aquilo em que pensamos. Não é de surpreender que o domínio dessa habilidade nos torne mais autônomos e satisfeitos. E é aí que entram as ilustrações e os lápis de cor: o exercício motor poder funcionar justamente como uma espécie de “âncora” no momento presente, criando um espaço mental no qual é possível simplesmente relaxar.

Provavelmente ninguém imagina que se dedicar a essa atividade, por si só, seja suficiente para resolver problemas mais profundos – mas a proposta tem sua lógica. Quando nos empenhamos – ainda que por alguns minutos – em uma tarefa diversa daquela a que estamos acostumados, que exige concentração e criatividade, será mais fácil distanciar-nos de problemas e preocupações, o que nos permite olhar a situação de forma crítica, mas sem nos “misturarmos” com aquilo que incomoda. Ao resgatar a capacidade lúdica (que, às vezes, em meio a demandas e correrias, deixamos de lado), a mente parece desanuviar­ se. E o mundo interno fica um pouquinho mais colorido.

Brincadeira de gente grande. 2

ARTE, BIOLOGIA OU SEXO? VOCÊ ESCOLHE

Se a ideia é unir o agradável ao útil, pintar gravuras pode ser um bom jeito de aproximar-se das obras de grandes pintores e familiarizar-se com elas. A coleção espanhola Mandala para relajarse, por exemplo, traz figuras inspiradas nas obras de Gaudí, Van Gogh, Velásquez, Picasso e Leonardo da Vinci. O fato de o livro não trazer título e referências em português não apresenta prejuízos, já que a linguagem da cor é universal.

Agora, se a proposta for conhecer melhor a anatomia do corpo humano, com suas veias, grupos musculares, tendões, ossos, além de bifurcações e trajetos dos nervos e integração de órgãos, uma pedida é Netter: anatomia para colorir, de John T. Hansen, inspirado no clássico Atlas de anatomia humana, de Frank H. Netter. Ao comprar a versão para pintar, que ganhou sua segunda edição este ano, a pessoa recebe acesso on-line ao site Student Consult para consultar o atlas, imprimir cópias adicionais das páginas para colorir, visualizá-las detalhadamente como referência e acessar os links de integração para o conteúdo dos outros títulos do site.

Mas, mesmo que não trouxesse nenhum benefício prático, ainda assim vale ria a pena pintar gravuras. Para muita gente que após 20, 30 anos ou até mais está às voltas com caixas de lápis de cor, a melhor razão para aventurar-se nesse desafio parece ser simplesmente divertir-se. E só esse já é um excelente motivo para colorir figuras. Afinal, para muitos, a atividade remete a momentos agradáveis na infância e permite experimentações e combinações inusitadas de cores – que dificilmente seria possível de outra forma, pelo menos para a maioria dos mortais, que não trabalham com artes plásticas.

E mesmo para quem não se sente atraído por flores, bichinhos e símbolos há opções interessantes – e até um pouco apimentadas. É o caso do primeiro volume de Suruba para colorir (Bebei Books), lançado em março. Participam da obra 35 autores, entre eles Laerte, Adão lturrusgarai, Kiko Dinucci e João Montanaro. As ilustrações não deixam dúvida de que pintar é mesmo coisa de gente grande.

E até para aqueles que não fazem questão de usar lápis de cor, é possível recorrer ao mouse ou ao teclado para pintar. Há opções como acessar siteshttp://pt.hellokids. com/r-20 l 5 /desenhos-para-colorir/páginas-para-colorir- para-adultos e http://www.thecolor.com/Category/Coloring/Famous-Paintings.aspx, onde os desenho são baixados gratuitamente. Embora as imagens não sejam tão detalhadas ou rebuscadas, também podem ser um bom divertimento.

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OUTROS OLHARES

MULHERES EM MARCHA

A presença delas nas Forças Armadas cresceu 28% em cinco anos, mas ainda são poucas as que conseguem chegar ao topo da carreira militar.

Mulheres em marcha

É famosa a cena em que a atriz Demi Moore, na pele da tenente Jordan O’Neil, passa por uma sessão de tortura m G.I. Jane, que no Brasil virou Até o limite da honra. Com muito tiro, porrada e bomba, o filme de 1997 conta a história fictícia da primeira mulher a encarar o treinamento para ingresso numa das mais especializadas tropas militares do mundo. Na tela, a oficial vai parar no quartel dos Seals, a força de operações especiais da Marinha americana, por capricho de uma senadora, que pressiona o governo a aceitar uma mulher num curso em que os alunos passam por exercícios extenuantes cruéis. De olho na reeleição, a política enxerga no rostinho bonito da militar uma chance de ganhar dividendos explorando o caso na imprensa. Em meio a muita ação, a trama leva o telespectador ao tema central do roteiro. A mulheres têm condições de encarar missões em igualdade de condições com os homens? A sociedade aceitará enterrar mães e filhas mortas em batalhas futuras?

Exagero de Hollywood à parte, a presença de mulheres nas Forças Armadas crescem no mundo todo. No Brasil, elas já atuam em áreas e postos diversos e cumprem tarefas que, há até bem pouco tempo, eram exclusivamente desempenhadas por homens. Incluindo tropas especiais. Nos quartéis, elas provam que também podem defender o país. Longe de fraquejar, para usar uma expressão do presidente Jair Bolsonaro que causou mal-estar e revolta nas redes sociais durante a campanha presidencial, a mulheres já são 31.600 no quadro do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Em cinco anos, a presença delas nas Forças Armadas saltou 28%: em 2014, eram 24.765, representando 6,34% das tropas ativas nas três Forças. Um percentual que em 2018 alcançou 9% do total do contingente militar brasileiro, o maior da história. Não é pouca coisa: nos Estados Unidos, o percentual feminino é de cerca de 15%.

Olhando os números, a presença delas na carreira militar segue um padrão semelhante ao de outras carreiras no país: muito intensa na base da pirâmide e rara no topo. A Marinha, a primeira das três Forças a aceitar o ingresso de mulheres, em 1980, é também a única a ter oficiais-generais do sexo feminino em seus quadros. E são apenas duas: a contra-almirante médica Dalva Maria Carvalho Mendes, de 62 anos, que chegou ao posto em 2012, do corpo de saúde; e a engenheira Luciana Mascarenhas da Mota Marroni, de 53 anos, promovida ao posto de contra-almirante no ano passado, do corpo de engenheiros. O posto de contra-almirante da Marinha equivale ao de general de brigada do Exército e ao de brigadeiro da Aeronáutica – todos postos de duas estrelas.

Nas Forças Armadas, em algumas áreas as mulheres já superam o número de homens. Na Marinha, por exemplo, há os setores médicos, onde as mulheres são 436 dos 810 profissionais (54%); de cirurgiões-dentistas, com 217 entre 334 oficiais (65%); e o quadro de apoio à saúde, em que 77% são mulheres (278 de 360). “Lá em casa agora é o marido que bate continência. Já era na prática, mas agora é de direito”, afirmou em tom de brincadeira Luciana Marroni, casada com um capitão de mar e guerra, uma patente abaixo de sua na hierarquia da Marinha.

Na Aeronáutica, a inclusão de mulheres nos quartéis aconteceu pela primeira vez em 1982. Trinta e sete anos depois, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem o maior número de mulheres: 12.300 militares, ou cerca de 17,5% de todo o contingente, que é de 70.169. Nenhuma é brigadeiro, é verdade. Em 2006, formou-se a primeira turma de oficiais aviadoras da FAB. Elas poderão chegar ao posto de tenente-brigadeiro do ar e assumir o comando da Aeronáutica. Atualmente, a Força Aérea tem um total de 58 oficiais aviadoras, que atuam em todas as funções: pilotam caças, aviões de transporte, aeronaves de reconhecimento e de patrulha, além de helicópteros.

Mulheres em marcha. 2

Uma das pioneiras é a coronel Carla Lyrio Martins, de 53 anos, primeira mulher a comandar uma organização militar da FAB. A mineira – que é médica hematologista e casada – conta que decidiu fazer o concurso nacional da Aeronáutica logo que se formou na faculdade de medicina em Petrópolis. Ingressou, pela porta da frente, em 1990. “O que me levou a optar por uma carreira nas Forças Armadas? Foi a segurança e a estabilidade no emprego. Procurei uma instituição que pudesse me dar ferramentas para exercer a medicina com a melhor qualidade possível. Além disso, em minha opinião, na Aeronáutica o crescimento profissional se dá pela meritocracia, o que torna o ambiente saudável para as mulheres, com respeito e igualdade de condições”, afirmou a oficial, que, na hora vagas, se cerca de música e dança: foi professora de balé, é fã de Marina e Adriana Calcanhotto curte o solo de guitarra do mexicano Carlo Santana.

Mulheres em marcha. 4

No Exército, a presença de mulheres em todas as posições também cresceu. Em 2018 elas já somavam 10.863 militares, cerca de 5% de toda a tropa. Além disso, pela primeira vez na história, a Força permitiu o ingresso de mulheres na Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende, Rio de Janeiro, e na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em Campinas, São Paulo, onde são formados oficiais combatentes. Embora muito general torça o nariz para essa evolução, a primeira turma da Aman chega ao segundo ano almejando subir até a patente de general de Exército (quatro estrelas), o topo da carreira em tempos de paz, e reivindicar, no futuro, o comando geral da Força “No Exército existe respeito. Sua opinião importa”, disse a major Ana Cristina Christiano Silva Joras, de 48 anos, uma flamenguista que vive em Brasília, mas cresceu no Rio, gosta de ir à Lapa e é fã dos sambistas Paulinho da Viola e Teresa Cristina

No Brasil dos contrastes, onde um fosso de desigualdade ainda separa mulheres e homens na relação de trabalho e remuneração, um estudo recente da coordenação de trabalho e rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sugere um aspecto inesperado num ambiente aparentemente tão masculino. A análise reforça a opinião que a médica Carla Martins dá a respeito da meritocracia e igualdade de condições: as Forças Armadas, a Polícias Militares e os Corpos de Bombeiros militares são os únicos campos de atividade profissional no Brasil em que o rendimento médio das mulheres é superior ao dos homens.

Coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo Pereira lembra que essa diferença surpreendente pode estar associada a uma pequena distorção. “Existem dois fatores que podem explicar isso: ainda é baixa a participação das mulheres nesse grupo; e o fato de elas ocuparem cargos mais elevados”.

Fora dos quartéis, a realidade parece ser mesmo outra. Em 2018, segundo o IBGE, o pai tinha 101,9 milhões de homens e 106,5 milhões de mulheres. Apesar de serem maioria na população e terem mais escolaridade do que os homens, as mulheres ganham bem menos. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua do lBGE, elas ganhavam no terceiro trimestre de 2018 cerca de R$ 1.851, enquanto os homens recebiam R$ 2.385. Ou seja, o rendimento das mulheres equivalia a cerca de 78% do rendimento dos homens. Além disso, no Brasil, 60,9 % dos cargos gerenciais, públicos ou privados, são ocupados por homens, em comparação a apenas 39,1% pelas mulheres.

Mulheres em marcha. 3

“A pesquisa aponta uma correlação forte dessa desigualdade com o nível de escolaridade dos trabalhadores. À medida que a escolaridade aumenta, cresce a desigualdade de rendimento entre homens e mulheres”, explicou Cimar Pereira. “Entre o trabalhador sem instrução menos de um ano de estudo, as mulheres ganhavam aproximadamente 80 % do rendimento conferido aos homens. Entre aquele com superior completo, e a estimativa era significativamente inferior, 60%.”

O estudo do IBGE vai ao encontro de outro, publicado em 2017 pelo Instituto Igarapé.

Batizado de Situações extraordinárias: a entrada de mulheres na linha de frente das Forças Armadas, o artigo de Renata Avelar Giannini, Maiara Folly e Mariana Fonseca Lima aponta que as mulheres teriam maiores habilidades para atividades de inteligência e maior capacidade de resistência e resiliência. Já os homens, uma maior propensão a ações que exigem vigor físico. O trabalho analisou depoimentos de mulheres e homens da Escola Naval (Marinha), da Academia Militar de Agulhas Negras e da Academia da Força Aérea (AFA). Três das principais escolas de formação de oficiais das Forças Armadas.

Em tempo de militares homens no comando central da República, o aumento de mulheres nos postos mais altos das Forças Armadas brasileiras é um avanço, mas não tem sido uma conquista simples. Na trincheira pela busca de igualdade, a batalha tem sido dura. Mesmo com duas oficiais-generais, a Marinha só foi autorizada a abrir vaga num concurso para o ingresso de oficiais no corpo operativo no ano passado: para a Armada e os Fuzileiros Navais. Isso ignifica que as candidatas que começaram neste ano o curso de oficial na Escola Naval podem ir para guerra e até alcançar o posto máximo em tempo de paz: o de almirante de esquadra. Vai demorar, mas num futuro ainda distante, calculam-se 30 anos, elas poderão pleitear o comando da Marinha. “Pode parecer simples, mas foi uma vitória de muitos anos de luta. Com mobilização de muitas”, disse a contra­ almirante Dalva Maria Carvalho Mendes.

Com seu uniforme branco, as duas estrelas reluzindo nos ombros, a contra-almirante foi pessoalmente conversar com os deputados e senadores em Brasília sobre a importância de que a lei fosse mudada para permitir que mulheres ingressassem na Escola Naval em igualdade de condições com os homens, uma militância que pode parecer estranha para um oficial­ general das Forças Armadas. Não foi uma ação isolada de uma feminista, definição que a própria Dalva Mendes rejeita. O comando da Marinha apoiou. “Fui lá para mostrar que podemos desempenhar as mesmas funções. Acho que participei de umas quatro reuniões com a bancada feminina da Câmara dos Deputados. Também estive no Senado Federal. Conseguimos uma grande vitória. Diferente a gente sempre vai ser. A diferença é importante. Faz crescer. Mas as mulheres têm algumas habilidades que os homens não possuem. E vice-versa. Nem toda mulher pode ser fuzileira, assim como nem todo homem”, disse ela. Pioneira, em 1981 fez parte da turma de 202 mulheres que entraram pela primeira vez nas Forças Armadas.

A contra-almirante lembrou que o tempo da subserviência da mulher passou e que a participação dos homens nas tarefas domésticas aumentou. Ela atribui o aumento de casos de feminicídio no país à reação de homens com “cabeça atrasada”. “A sociedade ainda é hostil com as mulheres, gerando reação. Principalmente de homens que ainda não conseguiram compreender a necessidade de estar realmente junto. De compartilhar responsabilidade”, disse a oficial. Dalva Mendes contou que aprendeu a respeitar o próximo numa vila de casas no bairro do Caju, típica da Zona Norte do Rio, onde morou ainda muito jovem com o pai e os avós. O avô, contou ela, trabalhava com mármore, mais tarde usado como base para as sepulturas. A avó era tecelã das boas.

“Meu pai era nordestino. Cobrava muito. Eu tinha de chegar antes das 22 horas em casa e não podia namorar. Apesar de tudo, ele ensinou: ‘ Filha minha tem de se sustentar. Não pode depender de homem’. Isso foi determinante em minha criação e de minha irmã. Eu sou almirante. Minha irmã é juíza. Meu pai repetia e explicava que nós tínhamos de ficar com nossos parceiros porque queríamos, por amor, e não por precisar deles”, lembrou, orgulhosa. “Isso foi extremamente positivo em minha formação.”

Sobre a mudança na regra de ingresso na Escola Naval, a contra-almirante prevê urna competição saudável pela frente. “Você acha que os meninos ficarão satisfeitos de disputar com as meninas? Claro que não. Mas isso faz parte. Essa adaptação precisa acontecer. Faz parte da evolução”, disse. “No Congresso Nacional, os deputados não entendiam por que a mulher não podia entrar na Escola Naval. Expliquei que havia uma legislação que impedia. Impedia em defesa da família. Um conceito da sociedade que trata a mulher como matriz, que precisa ficar como semente. E aí? Na hora que tão invadindo sua pátria, a mulher vai ficar em casa, escondida embaixo de um fogão?”

GESTÃO E CARREIRA

ESTÁ NA HORA DE MUDAR DE EMPREGO?

Faça o teste e confira

Está na hora de mudar de emprego

Muitas pessoas estão descontentes com seus empregos, mas não tem certeza se é o momento certo para buscar novas oportunidades. Você já se perguntou se está feliz no trabalho? Pois é, poucos se perguntam, e quando fazem, bate o receio de alçar voos e buscar novas oportunidades. Porém, mais do que remuneração e benefícios, fazer aquilo que gosta e no lugar que gosta faz toda a diferença.

Confira o teste publicado por Ernesto Berg (consultor de empresas e especialista em desenvolvimento organizacional, negociação, gestão do tempo e administração de conflitos), no livro “35 Testes para Avaliar suas Habilidades Profissionais” e veja se está na hora de mudar de emprego.

1.Você gosta do local (ambiente e colegas) onde trabalha?
( ) Sim
( ) Não
( ) +ou- / as vezes

2. Você gosta do trabalho que faz?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

3. Você sente-se valorizado pelo seu chefe?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

4. Seu trabalho é rotineiro? (não lhe abre novas perspectivas?) 

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

5. Você procura frequentemente ofertas de emprego fora da empresa em que trabalha?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

6. Você sente que estagnou no trabalho e está andando em círculos?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

7. De manhã, quando acorda, você vai desanimado para o trabalho?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

8. Você perdeu admiração pelo seu chefe ou pela sua empresa?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

9. Ao terminar o expediente, você tem a sensação de liberdade ao sair do trabalho?

( ) Sim
( ) Não
( ) +ou- / as vezes

10. Você costuma se queixar do seu trabalho, ou do seu chefe, para seus amigos, colegas e familiares?

( ) Sim
( ) Não
( ) +ou- / as vezes

11. Você sente que suas competências e habilidades estão sendo subutilizadas no seu setor ou na empresa?

( ) Sim
( ) Não
( ) +ou- / as vezes

12. Você perdeu a paixão pelo trabalho que faz?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

13. Mesmo que não seja o ideal, por enquanto, seu salário satisfaz você?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

14. Você se relaciona bem com seus colegas de trabalho?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

15. Existem fofocas ou “panelinhas” no seu ambiente de trabalho?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

16. Você perdeu a vontade de dar o melhor de si pela empresa?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

17. Você se relaciona bem com o seu chefe?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

18. Domingo à noite, você sente-se angustiado ao saber que terá uma semana inteira de trabalho pela frente?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

19. Você sente-se inseguro no emprego?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

20. Você diria que está acomodado (ou conformado) com seu atual emprego?

( ) Sim

( ) Não

( ) +ou- / as vezes

 

FAÇA SUA CONTAGEM DE PONTOS.

Marque um ponto para cada resposta SIM dadas às seguintes afirmações: 1, 2, 3, 13, 14, 17

Marque um ponto para cada resposta NÃO dadas às seguintes afirmações: 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 15, 16, 18, 19, 20

Marque meio ponto para cada resposta MAIS OU MENOS/ÀS VEZES

TOTAL DE PONTOS:

SUA AVALIAÇÃO

De 17 a 20 pontos. Ótimo. Essa pontuação mostra que você está satisfeito com seu atual trabalho (ao menos por enquanto), está motivado e sente-se encorajado a desenvolver sempre mais suas aptidões e progredir na empresa onde trabalha. Continue assim e fique atento às suas possibilidades profissionais e ao que ocorre em sua companhia.

 

14 a 16,5 pontos. Sua pontuação é média. É o que se costuma chamar de área cinzenta: você não se sente muito motivado, como também não está tão aborrecido. Dá para ir “levando”, de acordo com a situação do momento, das atividades que você tem pela frente e do seu estado de espírito, bem como do estado de espírito da equipe e do seu chefe. Está na hora de fazer uma análise sobre suas atividades e seus objetivos na empresa. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, porque elas podem alertá-lo a respeito de sua situação.

 

Abaixo de 14 pontos. Sua pontuação é baixa. Realmente você não se sente realizado no seu emprego. Várias podem ser as causas da desmotivação, como: você está desempenhando um trabalho do qual não gosta, você não se sente valorizado, não se relaciona bem com seus colegas ou seu chefe, perdeu o status na organização, foi preterido numa promoção com a qual contava, o salário não satisfaz suas necessidades básicas etc. etc. Independente do motivo, isto está te levando para baixo. Repense sua situação na empresa e analise seriamente se já não é momento de mudar de trabalho ou de atividade, mas, sobretudo, analise também suas atitudes em relação a você mesmo, aos seus colegas de trabalho e à empresa onde trabalha. Veja as questões onde você não pontuou, ou obteve meio ponto, porque elas vão lhe dizer muito a respeito de sua situação.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 8: 22-31

Pensando biblicamente

A sabedoria Eterna e Divina

 

Parece claro que quem fala aqui é uma pessoa inteligente e divina, e que isto não se refere a uma mera propriedade essencial da natureza divina, pois a Sabedoria, aqui, tem propriedades pessoais e ações; e esta pessoa inteligente não pode ser outra, senão o próprio Filho de Deus, a quem as principais coisas aqui ditas sobre a sabedoria são atribuídas em outras passagens das Escrituras, e devemos explicar as Escrituras por si mesmas. Se o próprio Salomão elogiou a sabedoria como um atributo de Deus, pelo qual Ele criou o mundo e o governa, de modo a recomendar aos homens o estudo daquela sabedoria que lhes foi dada, e que lhes pe1tence, o Espírito de Deus, que compunha o que ele escrevia, o transportava, como a Davi, frequentemente, a tais expressões que não poderiam dizer respeito a ninguém além do Filho de Deus, e que nos levariam ao conhecimento de grandes coisas a respeito dele. Toda revelação divina é a revelação de Jesus Cristo, que Deus Pai lhe deu, e aqui somos informados de quem Ele é, e o que Ele é, como Deus: o Senhor Jesus Cristo foi designado, nos eternos conselhos. para ser o Mediador entre Deus e os homens. A melhor explicação destes versos é encontrada nos quatro primeiros versos do Evangelho de João. “No princípio, era o Verbo”, etc. A respeito do Filho de Deus observe aqui:

 

I – A sua personalidade e subsistência distinta, sendo Um só com o Pai, e com a mesma essência, e ainda assim uma pessoa diferente. Ele possuía a sabedoria (v. 22), Ele a ungiu (v. 23), Ele a gerou (vv. 24,25), estava com Ele (v. 30), pois Ele era a imagem expressa desta pessoa (Hebreus 1.3).

 

II – A sua eternidade; Ele foi gerado pelo Pai. pois o Senhor o possuiu, como seu próprio Filho, o seu Filho amado, e o acolheu no seu seio; Ele foi gerado como o Filho Unigênito do Pai, e isto antes de todos os mundos, algo que é muito enfatizado aqui. O Verbo era eterno, e tinha uma existência antes do mundo, antes do princípio dos tempos; consequentemente, Ele era antes da eternidade. O Senhor o possuiu no princípio ele seus caminhos, de seus eternos conselhos, e antes de suas obras mais antigas. Este caminho. na verdade, não teve princípio, pois os propósitos ele Deus, são em Si mesmos, eternos, como Ele mesmo, mas Deus nos fala na nossa própria linguagem. A Sabedoria explica a si mesma (v. 23): “Desde a eternidade, fui ungida”. O Filho de Deus, nos conselhos eternos de Deus, foi designado e promovido para ser a sabedoria e a fortaleza do Pai, luz e vida, e integralmente, tanto na criação como na redenção do mundo. O fato de que Ele foi gerado para sua existência, e estabelecido com os conselhos divinos em relação ao seu ofício, antes que o mundo fosse criado, é aqui apresentado sob uma grande variedade de expressões, muito semelhantes àquelas através das quais a eternidade do próprio Deus é expressa: ”Antes que os montes nascessem” (Salmos 90.2).

1. Antes do começo da terra – e ela foi criada no princípio – antes que o homem fosse criado; portanto, o segundo Adão teve uma existência antes do primeiro, porque o primeiro Adão foi criado da terra, o segundo teve uma existência antes da terra; portanto, Ele não é da terra (João 3.31).

2. Ela já existia ”Antes de haver abismos” (v. 24), quando não havia profundezas nas quais as águas se unissem; antes de haver fontes de que estas águas pudessem surgir, quando não havia nada daquela profundeza em que o Espírito de Deus se movia para a produção da criação visível (Genesis 1.2). 3. Antes dos montes, os montes eternos (v. 25). Elifaz, para convencer Jó da sua incapacidade de julgar os conselhos divinos, pergunta a ele (Jó 15.7): “Foste gerado antes dos outeiros?” Não, não foste. Mas o Verbo divino foi gerado antes dos outeiros. 4. Antes das partes habitáveis do mundo, que os homens cultivam, e cujos produtos colhem (v. 26), os campos, os vales e planícies, para os quais os montes são como um muro, e que são a parte mais alta do pó do mundo; o princípio do pó (segundo alguns), os átomos que compõem as várias partes do mundo; a principal parte do pó, assim pode ser interpretado, e interpretado sobre o homem, que foi criado do pó e é pó, mas é a parte principal do pó, pó vivificado, pó refinado. O Verbo eterno teve seu princípio antes que o homem fosse criado, pois nele estava a vida dos homens.

 

III – A sua ação, na criação do mundo. Ele não somente teve uma existência antes do mundo, mas estava presente, não como um espectador, mas como o arquiteto, quando o mundo foi criado. Deus silenciou e humilhou Jó, perguntando a ele: “Onde estavas tu quando eu fundava a terra?… Quem lhe pôs as medidas, se tu o sabes?” (Jó 38.4-5, etc.). Foste tu aquele Verbo eterno e sabedoria, que foi o dirigente supremo daquele grande acontecimento? Não; tu és de ontem. Mas aqui o Filho de Deus, referindo-se, aparentemente, às palavras que Deus disse a Jó, se declara como engajado naquilo de que Jó não poderia pretender ser uma testemunha, nem em que poderia pretender ter atuado – a criação do mundo. Por Ele, Deus fez os mundos (Efésios 3.9; Hebreus 1.2; Cl 1.16).

1. Quando, no primeiro dia da criação, no princípio do tempo, Deus disse, “Haja luz”, e com uma palavra a produziu, esta Sabedoria eterna era aquele Verbo Todo-Poderoso: “Quando ele preparava os céus, aí estava eu”, a origem daquela luz que, a despeito do que quer que seja aqui, ali é substancial.

2. Ele não foi menos ativo quando. no segundo dia, estendeu o firmamento, o vasto espaço, e “quando compassava ao redor a face do abismo” (v. 27), rodeando-o por todos os lados com aquela abóbada, aquela cortina. Ou isto pode se referir à ordem exata e ao método com que Deus estruturou todas as partes do universo, da mesma maneira como um artista delimita a sua obra com sua linha e compassos. A obra não se diferenciou, em nada, do plano formado na mente eterna.

3. Ele também esteve ativo no trabalho do terceiro dia, quando as águas acima dos céus foram reunidas, para estabelecer as nuvens, e as águas debaixo dos céus, fortificando as fontes do abismo, que expelem essas águas (v. 28), e preservando os termos do mar, que é o receptáculo dessas águas (v. 29). Isto descreve a honra desta Sabedoria eterna, pois, por este exemplo, Deus prova ser o Deus que deve ser grandemente temido (Jeremias 5.22), pois tinha posto a terra como limite do mar, para que a terra seca pudesse continuar a aparecer acima das águas, adequada para uma habitação para o homem; e assim Ele indicou a fundação da terra. Quão capaz, quão adequado, é o Filho de Deus, para ser o Salvador do mundo, tendo sido o Criador do mundo!

 

IV – O infinito prazer que o Pai tem nele, e Ele no Pai (v. 30): “Eu estava com ele”, como alguém criado com Ele. Como por geração eterna, Ele foi gerado do Pai, também por conselho eterno, Ele foi criado com Ele, o que indica não somente o amor infinito do Pai pelo Filho, que, por isto, é chamado de Filho do seu amor (Provérbios 1.13), mas a mútua consciência e o bom entendimento que havia entre eles, a respeito da obra da redenção do homem, que o Filho devia realizar, e a cujo respeito o conselho de paz foi feito entre ambos (Zacarias 6.13). Ele foi aluno do Pai, como eu poderia dizer, treinado desde a eternidade para aquela obra que, com o tempo, na plenitude do tempo, Ele deveria realizar, e é aqui tomado sob a tutela e proteção especial do Pai; Ele é “o meu Servo, a quem sustenho” (Isaias 42.1). Ele fez o que viu o Pai fazer (João 5.19), agradou ao Pai, buscou a sua glória, agiu de acordo com a ordem que recebeu de seu Pai, e tudo isto como alguém criado com Ele. Ele era, diariamente, a alegria de seu Pai (“o meu Eleito, em quem se compraz a minha alma”, diz Deus, Isaías 42.1), e Ele também se alegrava sempre, diante dele. Isto pode ser interpretado de três maneiras:

1. A respeito do infinito prazer que as pessoas da bendita Trindade têm, umas nas outras, de que consiste grande parte da felicidade da natureza divina. Ou,

2. A respeito do prazer que o Pai teve nas operações do Filho, quando criou o mundo; Deus viu tudo o que o Filho fez, e, eis que era muito bom, e isto o agradou, e por isto o seu Filho foi, diariamente, dia após dia, durante os seus dias da criação, “as suas delícias”, o seu deleite (Êxodo 39.43). E o Filho também de alegrava diante dele, na beleza e harmonia de toda a criação (Salmos 104.31). Ou,

3. Sobre a satisfação que tinham, um no outro, com referência à grande obra da redenção do homem. O Pai se alegrava no Filho, como Mediador entre Ele e o homem, e ficou satisfeito com o que Ele propôs (Mateus 3.19), e por isto o amou, porque Ele se dispôs a dar sua vida pelas ovelhas; Ele depositou uma confiança no Filho, de que realizaria a sua obra, e não falharia nem fugiria dela. O Filho também se alegrou sempre diante dele, se alegrou em fazer a sua vontade (Salmos 40.8), tendo se devotado intimamente à sua missão, como alguém que estava satisfeito com ela, e, quando começou, expressou tanta satisfação nela como sempre, dizendo: “Eis aqui venho; no rolo do livro está escrito de mim”.

 

V – O piedoso interesse que Ele tinha pela humanidade (v. 31). A Sabedoria se alegrava, não tanto com os ricos produtos da terra, ou os tesouros escondidos nas suas entranhas, como com as partes habitáveis da terra, pois suas delícias estavam com os filhos dos homens; e isto é dito com um ar particular de prazer não somente na criação do homem (Genesis 1.26). “Façamos, mas na redenção e salvação do homem. O Filho de Deus foi ordenado, antes da fundação do mundo, para esta grande obra (1 Pedro 1.20). Os remanescentes dos filhos dos homens lhe foram dados, para ser trazidos, por intermédio da sua graça, para a sua glória, e estes eram aqueles em quem estavam as suas delícias. A sua igreja era a parte habitável da sua terra, tornada habitável para Ele, para que o Senhor Deus pudesse habitar até mesmo entre aqueles que tinham sido rebeldes; e nisto Ele se alegrou, com a perspectiva de ver a sua semente. Embora Ele previsse todas as dificuldades com que iria se deparar na sua obra, os serviços e os sofrimentos pelos quais deveria passar, ainda assim, porque isto resultaria na glória do seu Pai e na salvação daqueles filhos dos homens que lhe foram dados, Ele esperava ansiosamente por isto, com a maior satisfação imaginável, em que temos todo o encorajamento que podemos desejar, para vir até Ele e confiar nele por todos os benefícios a nós designados pela sua gloriosa realização