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– AÇÚCAR, + VIDA

Acordo do Ministério da Saúde com a indústria diminuirá a quantidade de açúcar na comida e, em até quatro anos, provocará uma saudável mudança nos hábitos alimentares do brasileiro.

- Açúcar, + vida

A guerra do consumidor brasileiro por alimentos mais saudáveis nas prateleiras dos supermercados ganhou mais uma batalha. Na segunda-feira 26, de novembro, o Ministério da Saúde firmou um acordo com a indústria de alimentos e bebidas e até 2022 será reduzida a quantidade de açúcar em biscoitos, bolos, produtos lácteos, achocolatados e misturas, aos moldes do que foi realizado com o sódio – um acordo de 2011 conseguiu até junho retirar 17,2 toneladas da substância dos alimentos. “Desde 2017 fizemos reuniões com representantes da indústria, nutricionistas e representantes de movimentos sociais para chegarmos a um acordo”, diz Wilson Mello, do Conselho Diretor da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia), que representa 68 empresas que assinaram o Termo de Compromisso e que, juntas, dominam 87% do mercado. Na prática, 1.147 itens terão de alterar suas fórmulas e a previsão é que em quatro anos serão retiradas 144,3 mil toneladas de açúcar dos alimentos. “Os clientes estão exigindo através da compra produtos com menos açúcar, gordura e sódio. Além disso, temos pressão de ONGs e do governo por causa do aumento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão. A indústria quer ser parte da solução”, diz ele.

Os índices de obesidade dispararam nos últimos anos no Brasil. Na última década, o crescimento foi de 60%. Já o diabetes entre homens aumentou 54% e entre as mulheres, 28%. São parte importante do problema os produtos industrializados, já que correspondem a 36% do açúcar consumido pela população. Atualmente os brasileiros consomem em média 80 gramas de açúcar por dia, ou 18 colheres de chá, quase o dobro do recomendado pela Organização Mundial da Saúde. “Essa parceria é muito importante para a saúde pública, porque reduz a chance de doenças no futuro”, diz Cristina Bellotti Formiga Bueno, endocrinologista da Santa Casa de São Paulo e coordenadora do Centro de Diabetes do Hospital Samaritano. “O consumo de açúcar em excesso causa ganho de peso, predisposição ao diabetes, aumento do risco cardiovascular e derrame”, diz ela. A má alimentação também pesa no Sistema Único de Saúde (SUS). Um estudo realizado pelo Ministério da Saúde identificou que em 2011 os gastos federais com a atenção às doenças crônicas foram de 16,2 bilhões. “Os custos são crescentes devido ao aumento da prevalência dessas doenças”, diz Michele Lessa, Coordenadora de Alimentação e Nutrição do órgão. “São necessárias múltiplas abordagens para alcançar a redução pretendida, como educação e informação à população, medidas para facilitar escolhas alimentares mais saudáveis e ações voltadas para o setor produtivo”, diz ela.

A redução de açúcar nos produtos será feita em duas etapas, uma até 2020 e outra até 2022. O objetivo é fazer com que o paladar do brasileiro vá se adaptando com o novo sabor dos produtos, uma vez que o açúcar não será substituído por outra substância, como adoçantes, mas apenas parcialmente retirado dos produtos. A quantidade nos achocolatados em pó, por exemplo, será reduzida para 90,3g/100g até o final de 2020 e depois para 85g/100g até 2022, o que significa 20 colheres de chá de açúcar a menos. A indústria garante que essa mudança não implicará em produtos mais caros ao consumidor. “O processo de produção não terá um custo mais alto, apenas diferente. Será uma adaptação, mas a indústria está acostumada”, diz Wilson Mello, da Abia. A saúde do brasileiro agradece.

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NOVO RÓTULO ÀVISTA

A ANVISA ANALISA PROPOSTAS DE MUDANÇAS NAS INFORMAÇÕES DOS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS.

A Anvisa está preparando um novo modelo que facilite ao consumidor identificar seprodutos alimentícios estão dentro do recomendado pelas organizações de saúde. Atualmente as informações dos itens são de difícil interpretação para a população brasileira. Duas propostas estão sendo analisadas. O modelo da Rede Rotulagem propõe na parte frontal dos alimentos um “semáforo” que classifica açúcares, gordura saturada e sódio com as cores vermelha, amarela e verde e as legendas ALTO, MÉDIO ou BAIXO. Já o modelo da Aliança Pela Alimentação Adequada e Saudável propõe triângulos pretos de advertência com frases como “alto em sódio” e “alto em açúcares”.

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Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.