PSICOLOGIA ANALÍTICA

“VAMOS ESPERAR E VER O QUE ACONTECE…”

Acompanhamento psicológico pode ser fundamental para ajudar pacientes com doenças graves a fazer melhores escolhas. Em muitos casos, fortalecer a confiança na própria capacidade de lidar com uma situação sobre a qual não temos total controle pode ser mais saudável que recorrer imediatamente a uma cirurgia.

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Imagine receber um diagnóstico de câncer ou aneurisma potencialmente perigoso e, em seguida, ouvir que o melhor é não fazer nada – apenas aguardar. Essa abordagem, chamada de “espera vigilante”, é a opção mais acertada para um número crescente de pacientes, graças a novos e poderosos exames de imagem. No entanto, lidar com a incerteza é difícil para a maioria das pessoas.

“À medida que a tecnologia é aprimorada, identificamos algumas doenças cada vez mais cedo, antes que se tornem sintomáticas ou perigosas”, diz a mastologista Shelley Hwang, do Centro Médico da Universidade Duke. Ela atende mulheres com uma condição pré-cancerosa arriscada que optam pela observação. Pacientes com câncer de próstata representam outro grande grupo para quem essa é a opção mais indicada, considerando que a progressão da doença costuma ser bem lenta e a cirurgia pode causar incontinência e impotência, além de outros efeitos colaterais. Fumantes ou pessoas que abandonaram o cigarro, em geral, apresentam nódulos pulmonares preocupantes, mas apenas cinco em cada cem de fato desenvolvem a doença.

Apesar das probabilidades favoráveis, muitos experimentam intensos sentimentos de angústia depois do diagnóstico. Anualmente, apenas 10% de 100 mil homens com câncer de próstata, elegíveis do ponto de vista médico para a abordagem cirúrgica, optam por ela; e um quarto dos que inicialmente escolhem a observação desiste em até três anos, segundo relatório publicado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH) dos Estados Unidos. “A ansiedade não justifica a escolha por tratamentos invasivos”, afirma o psicólogo David Victorson, professor da Universidade Northwestern. Contudo, muitos acreditam piamente que a cirurgia é a única opção – e pedem por ela, apesar de ser invasiva e desconfortável.

Considerando isso, os cientistas investigam a melhor forma de ajudar quem sofre com essa situação. Um estudo recente comprova o que intuitivamente sabemos: fortalecer a confiança na capacidade de lidar com a situação inquietante e assustadora, sobre a qual não temos total controle, é solução mais saudável e eficiente. Os pesquisadores pediram a 71 pacientes com câncer de próstata, em espera vigilante, que avaliassem a si mesmos de acordo com uma série de declarações sobre gestão do estresse. Os voluntários deveriam classificar o quanto concordavam com afirmações como “sempre que me sinto contrariado, reexamino meus pensamentos para ter outras perspectivas” ou “sei que sou capaz de escolher a melhor maneira de administrar situações difíceis”.

Aqueles que acreditavam ter maior recurso interno para lidar com os contratempos apresentaram menor angústia associada ao câncer do que os que se sentiam menos preparados para enfrentar esse tipo de circunstância, segundo os resultados publicados no Journal of Behavioral Medicine. Na opinião dos autores do estudo, é importante, portanto, que médicos contem com a ajuda de psicólogos que acompanhem esses pacientes para fazer um levantamento cuidadoso sobre a autoconfiança dessas pessoas antes de sugerir a espera vigilante. Nesse sentido, o acompanhamento psicológico pode ser um grande diferencial na forma de lidar com o diagnóstico.

FALAR SOBRE O MEDO

Uma boa opção para os mais ansiosos é a meditação consciente, que ajuda o praticante a se concentrar no presente e a amenizar suas preocupações. Victorson liderou um estudo, atualmente submetido para publicação, com pacientes com câncer de próstata. O pesquisador descobriu que 23 homens que se submeteram a essa técnica por oito semanas apresentaram significativamente maior segurança, e o sofrimento associado ao diagnóstico se mostrou um catalisador para mudanças psicológicas positivas, em comparação com 18 que receberam apenas um livro de meditação para ler. Os ganhos permaneceram por pelo menos um ano.

Certamente não há uma única forma eficiente de lidar com a ansiedade nem um caminho que seja adequado a todas as pessoas. Mas os resultados apontam uma saída: escolher entre uma longa espera que pode trazer angústia e um tratamento arriscado não é a única opção. Encontrar um espaço seguro para falar de temas que nos afligem, como o medo da dor e da morte, pode ser o caminho mais seguro e trazer ótimos resultados.

Vamos esperar e ver o que acontece. 2 

CRENÇAS QUE FAZEM MAL

O diagnóstico de uma doença grave costuma cair como uma bomba na vida do paciente e daqueles que estão próximos. Por mais equilíbrio emocional que a pessoa tenha, não raro a notícia deflagra sentimentos angustiantes e a sensação de desamparo. Em alguns casos, esses estados de espírito chegam imediatamente; em outros, demoram algum tempo para aparecer, mas nem por isso são menos desconfortáveis ou requerem menos atenção. Considerando que a ansiedade tem caráter antecipatório e seu principal sintoma seja o medo, é compreensível que apareça justamente como algo assustador (e nem sempre possível de controle) em nossa vida.

Não há receita única e infalível para se haver com o desconforto, mas ter a ajuda de um psicólogo (e em muitos casos de um psiquiatra que possa receitar medicamentos necessários) pode ser decisivo. Além disso, porém, algumas predisposições para rever valores e crenças fazem enorme diferença.

Em primeiro lugar, e em vez de recriminação, ajuda muito buscar entendimento e aceitação da situação, sem perder tempo e energia procurando culpados. O psicólogo Robert L. Leahy, diretor do Instituto Americano de Terapias Cognitivas, ex-presidente da Associação Internacional de Terapia Cognitiva e Comportamental, nos Estados Unidos, sugere alguns pontos que valem a pena ser questionados:

PRECISO SER FORTE PARA APOIAR MINHA FAMÍLIA

É fundamental lembrar-se de que o paciente é você – o que quer dizer que merece ser cuidado e pode pedir ajuda. É louvável que queira proteger seus entes queridos e justamente por isso é tão importante ter o espaço protegido de um acompanhamento psicológico para que possa falar de suas dúvidas, fantasias e angústias, sem receio de alarmar alguém.

VOU FICAR MAIS DOENTE POR CAUSA DA ANSIEDADE

Isso não é verdade. Ela pode ser desagradável, mas não perigosa. Na verdade, trata-se simplesmente de pensamentos que nos tiram do momento presente e nos fazem nos preocupar com o que acreditamos que está por vir – sem termos certeza do que realmente acontecerá. Muitas vezes, o medo faz a situação parecer muito mais grave do que realmente é.

NÃO QUERO PARECER FRACO

Não há nada de ilógico ou vergonhoso na ansiedade. A força pode estar justamente na capacidade de se reconhecer frágil. Ela não é algo que você escolhe, assim como o diagnóstico que recebeu. Na verdade, essa inquietação indica que você tem capacidade de detectar o perigo para lidar com ele da melhor forma possível.

PRECISO ME LIVRAR DESTE MAL-ESTAR

Não, não precisa. Você não conseguirá afastar totalmente a ansiedade, principalmente num momento tão delicado, em que a própria saúde está em risco. Negar os sentimentos incômodos apenas os fortalece, por isso o mais saudável é reconhecer que eles existem. Curiosamente, quando você aceita a angústia, ela se torna menos intensa e ameaçadora.

MINHA ANSIEDADE ESTÁ SAINDO DO CONTROLE

Mesmo em situações compreensivelmente assustadoras, a ansiedade dura algum tempo e depois se torna mais leve. Pode surgir novamente, mas é importante se lembrar de que você não precisa estar no controle da situação; na maioria das vezes, aliás, o controle é uma ilusão. É possível deixar que a ansiedade esteja presente, sem que isso o impeça de desfrutar daquilo que é importante ou prazeroso para você.

PRECISO SER POSITIVO

Sim, essa atitude é importante, mas você tem todo o direito de se sentir ansioso também. Seja flexível e reconheça que sua mente está tentando protegê-lo, avisando-o de que algo escapou do seu controle. É compreensível que tenha medo ou raiva e não há por que se culpar por isso.

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OUTROS OLHARES

ELES DEVEM SE MEXER MUITO MAIS

Levantamento mundial mostra que os jovens não praticam atividade física em níveis adequados. No Brasil, a situação é a mesma e também preocupa.

Eles devem se mexer muito mais

O resultado do terceiro levantamento feito pela Aliança Global para Atividade Física de Crianças — entidade internacional dedicada ao estímulo da adoção de hábitos saudáveis pelos jovens — foi decepcionante. Realizado em 49 países de seis continentes com o objetivo de aferir o quanto crianças e adolescentes estão fazendo exercícios físicos, o estudo mostrou que elas estão muito sedentárias. Em 75% das nações participantes, o nível de atividade física praticado por essa faixa etária está muito abaixo do recomendado para garantir um crescimento saudável e um envelhecimento de qualidade — com bom condicionamento físico, músculos e esqueletos fortes e funções cognitivas preservadas. De “A” a “F”, a maioria dos países tirou nota “D”.

O resultado apresenta praticamente os mesmos índices registrados nos dois levantamentos anteriores, em 2014, em 15 países, e em 2016, com a participação de 38 nações. Significa que nesses quatro anos nada mudou. A principal causa do sedentarismo infantil está associada ao estilo de vida contemporâneo, baseado no uso de carros para ir de um lugar ao outro, em poucos espaços ao ar livre para brincar e no tempo excessivo passado online, em redes sociais e jogos. “Tudo isso coloca as novas gerações em um caminho perigoso”, disse Mark Tremblay, presidente da Aliança e professor da Universidade de Ottawa, no Canadá.

DESAFIOS PELA FRENTE

O sedentarismo é fator de risco para diversas doenças, a começar pela obesidade e diabetes. Sem tratamento, a combinação das três condições leva a desfechos como o infarto e o acidente vascular cerebral. Mais recentemente, a falta ou pouca atividade física também foi vinculada ao desenvolvimento do câncer, mesmo que de forma indireta, ao facilitar o ganho de peso. A obesidade figura entre os gatilhos para o desenvolvimento de vários tumores, entre eles o de mama. Em seu alerta, feito durante o anúncio dos resultados, na segunda-feira 26, Tremblay lembrou os desafios que os jovens terão pela frente em um mundo que passa por mudanças climáticas importantes e rápidas transformações tecnológicas. “Eles precisarão estar fisicamente bem e se tornarem adultos resilientes, que sobrevivam a isso tudo e ajudem a mudar o mundo”, ressaltou o médico.

As conclusões deixam claro que enfrentar a inatividade física infantil exige uma abordagem ampla que envolva aplicação de políticas públicas, incentivo familiar e escolar e mudança de cultura. Na Eslovênia, que obteve algumas das melhores notas, o esporte é um item da identidade nacional. No Japão, desde 1953 vigora uma lei determinando a “prática da caminhada para a escola”. Ela estabelece que escolas do ensino fundamental sejam localizadas a não mais do que quatro quilômetros da residência do estudante e que as de ensino médio não podem ficar a mais de seis quilômetros da casa do aluno.

As médias brasileiras seguem os níveis pífios encontrados na maioria dos outros países. O país não tirou nenhuma nota “A” nos itens analisados — de atividade física em geral a estímulo familiar e na escola. A melhor avaliação foi no quesito “esporte organizado”, no qual o País tirou nota “C+”. O coordenador da parte brasileira foi Diego Augusto Santos Silva, professor de educação física da Universidade Federal de Santa Catarina. “A situação do Brasil é preocupante. As crianças e adolescentes têm poucas oportunidades de prática de atividade física dentro e fora da escola”, afirma. O documento aponta três prioridades para o Brasil: implantar políticas de estímulo em todo o território (muitas regiões não contam com nada nesse sentido), tornar a educação física prioridade nas escolas e melhorar a estrutura das cidades assegurando às crianças parques e ruas seguras onde possam brincar ao ar livre.

Eles devem se mexer muito mais.2

GESTÃO E CARREIRA

O QUE A REDE DIZ SOBRE SUA MARCA

Ferramentas que ajudam a cruzar informações são importantes e tornam-se decisivas para quem busca sucesso nas redes sociais.

O que a rede diz sobre sua marca

O Facebook é uma rede social que conta com bilhões de usuários em todo o mundo. Uma população virtual de consumidores de conteúdo, interação e marcas. Muita gente ainda pensa que administrar uma fanpage dentro desta rede requer apenas boa vontade e se esquece da técnica, da estratégia e do investimento correto. Mas é preciso extrair mais e mais da rede social, podendo render lucro para sua empresa ou, ao menos, deixá-la “bem na foto” do mundo virtual.

De nada adianta ter uma fanpage bonita e atualizada se você não souber se ela está trazendo retorno. É preciso analisar dados e, a partir de então, planejar o que vem pela frente. O próprio Facebook dá um empurrãozinho nisso por meio da ferramenta Insights. Por meio dela, a pessoa responsável pelo conteúdo na rede pode saber quem é o público que mais interage com os posts, qual o melhor horário para postar, qual publicação teve maior número de engajamento e também aquela que não trouxe nenhuma interação. “É a partir dessas informações que a linha editorial e a estratégia de conteúdo são montadas”, afirma a especialista de Redes Sociais, Talita Bazetto.

Além disso, o Facebook Insights permite analisar, por exemplo, dados como a idade dos fãs e seus hábitos de consumo. É uma forma de permitir que a marca seja mais competitiva. O professor da Pós-Graduação em Marketing Digital do Centro Universitário Newton Paiva, de Belo Horizonte/MG, Edson Alves, exemplifica dizendo que uma marca que quer falar com um público jovem, em idade pré-vestibular, erra quando as postagens e geração de conteúdos estejam atraindo homens com mais de 34 anos. “Em casos como esse, o Insights, com sua coleta de dados, mostrará que algo está errado, e deve-se rever a linha editorial da página para se adaptar ao target efetivo”, reforça o especialista.

Mais do que analisar dados, é preciso que eles façam parte de um planejamento amplo. O fundador e CEO da agência digital A2C, Anderson de Andrade, gosta de dizer que “não há formula, e sim muito estudo”. E ele está completo de razão, afinal, administrar Facebook requer planejamento, muito planejamento. “No planejamento estratégico a equipe de mídia deve fazer estudos e entender a necessidade do cliente e com quem ele se comunicará. Esse será o principal público”, explica.

Diante desses estudos, você começa perceber que em alguns horários suas publicações atraem melhores resultados. Receita que vale para todos? Jamais. Tudo vai depender do público que deseja atingir. Mais uma vez, entra em cena o tal do planejamento. “Deve-se fazer um exame do público-alvo das postagens, da ligação deste com a marca e uma avaliação sistemática do funcionamento dos posts pelos horários de maior engajamento. Não é ciência exata”, comenta Edson Alves.

Tudo depende dos objetivos da marca, ou seja, para certas empresas o importante serão os likes, para algumas, os compartilhamentos, e para outras, o diálogo, seja via inbox ou nos comentários da página. Em um caso específico existe uma regra para o horário, é o que garante Talita Bazetto: ”A única exceção é para posts de datas comemorativas. Esses devem ser publicados sempre na parte da manhã”.

DETALHES IMPORTAM

No portal Dona da Cama – e-commerce de pijamas – a gestão das redes sociais da marca é feita na base dos detalhes. Toda a estratégia é pensada para que as conversões de vendas aconteçam, por isso, as postagens precisam ter a comunicação adequada para conquistar o consumidor. A marca divide as publicações em duas frentes: as institucionais e as promocionais. “Para assegurar conteúdo de qualidade, é importante abordar assuntos do universo do público-alvo, ficar sempre atento às fontes seguras e às regras de cada rede social”, diz a diretora do Dona da Cama, Gabriela Neves.

A executiva cobra da equipe que o caminho oferecido para realizar a compra esteja em perfeito funcionamento, desde o Facebook até a loja virtual. Para esse tipo de post o Facebook oferece inúmeras ferramentas, todas com regras e formas corretas de se utilizar.

Pontos bem definidos que ajudam nos resultados positivos. As publicações são diárias, e o comportamento dos consumidores da marca fez com que as publicações passassem a ser realizadas na parte da tarde, já que a análise dos dados mostrou que as vendas acontecem com mais intensidade depois das 18h. “O que buscamos com maior veemência é a unidade da comunicação e a escolha dos assuntos abordados. É muito importante transmitir sempre o conceito da marca, que, no caso da Dona da Cama, consideramos um grande diferencial”, conta Gabriela.

MAIS ATENÇÃO

Mas nem todas as empresas dão à fanpage do Facebook a devida atenção que ela merece. Pode parecer loucura de imaginar, mas algumas marcas deixam a página às moscas, sem novas publicações ao longo de diversas semanas. Essa é apenas uma das mancadas que persistem em acontecer. E tem mais. ‘Tem empresa que mantém um perfil – de amigo – ao invés de uma fanpage. Isso ainda acontece muito. Outro erro é o spam de propaganda, que espanta o usuário e prejudica a fanpage, aparecendo cada vez menos para esse usuário”, destaca o CEO da Agência ISSO É.com, Alex Villaverde.

Na lista dos deslizes entra também o excesso de “amor próprio” nutrido pela marca. Postagens que falam somente da empresa e dos produtos ou serviços oferecidos. Uma chatice repetitiva e desinteressante que afasta os fãs.

Talita Bazetto lembra também que não respeitar a opinião do usuário é um erro inaceitável, podendo gerar uma crise. “As redes sociais estão aí para aproximar empresa e cliente. Se existe uma opinião ou uma reclamação, a empresa precisa respeitar e se posicionar. Ignorar ou apagar uma mensagem pode gerar grandes problemas nas redes sociais”, ressalta Talita. Por isso, quem fala quer ser ouvido. Dê a devida atenção aos seus seguidores e fãs.

AS MELHORES PUBLICAÇÕES

Já que os especialistas ouvidos apontaram o que não pode ser feito, agora chegou a hora de dizer o que deve ser praticado. Mais uma vez, não há uma receita. É preciso saber usar a estratégia do trio: planejar ação, executar a postagem e analisar os resultados. Várias coisas podem ser testadas, como o tamanho das postagens (textos) e o tipo de postagem: perguntas, quizzes, vídeos, links, usar ou não imagens… O importante é dividir as postagens por tipo e medi-las de maneira eficiente! Nunca se esqueça de incentivar a interação.

Anderson de Andrade da A2C destaca que antes o Facebook dava mais resultados com o uso de imagens, mas a moda agora são os pequenos vídeos, chamados de Cinemagraphs. “Cabe lembrar que sempre é necessário ter um plano de mídia para que o conteúdo funcione da melhor maneira possível”, complementa.

Percebeu que gerir uma rede social não é tarefa fácil? É possível extrair, e muito, dela, mas para isso saiba que é preciso ter alguém capacitado à frente de sua fanpage. Não qualquer “alguém”, e sim o especialista que saiba transformar o resultado em retorno direto ou indireto para sua marca. “Crie um canal com conteúdo relevante que estreite esse relacionamento. É a partir daí que o retorno esperado pode chegar, pois quando as pessoas se sentem conectadas com uma empresa, têm mais propensão a optar pelo seu produto ou serviço”, orienta Talita Bazetto.

Não saia fazendo de qualquer maneira sua gestão em redes sociais. Tenha suas prerrogativas e seus objetivos bem delineados. Defina os investimentos em tempo, dinheiro e pessoal de maneira clara. ”Através do planejamento são definidos fatores como o objetivo da marca, forma de atuação, tipo de abordagem, estratégias a ser utilizadas e posicionamento em situações de risco como reclamações”, finaliza Edson Alves, do Centro Universitário Newton Paiva.

 

 COMO BOMBAR SUA FANPAGE

OS TEXTOS DEVEM SER SUCINTOS

As pessoas não querem ler textos longos, pois são cansativos. Prefira textos curtos, do tipo “direto ao ponto”. Se precisar publicar algo maior, faça um link e direcione para seu site ou blog.

USE IMAGENS

O Facebook, especialmente na América do Sul, é extremamente imagético.

Selecione imagens legais ligadas ao assunto exposto e publique-as conjuntamente. Não se esqueça de adaptar as imagens ao padrão de formato do Facebook.

USE LINKS ENCURTADOS

Quando precisar usar o redirecionamento para algum link, faça a sua redução. A ideia é não ter links enormes, ocupando uma importante fatia do texto. Há várias ferramentas gratuitas para esse fim.

USE VÍDEOS COM MODERAÇÃO

O uso de vídeos é muito bem-vindo e atrai a atenção de muita gente, mas lembre-se: os vídeos devem ter boa qualidade, devem ter fonte quando você os republicar e devem estar alinhados com os objetivos de planejamento da marca.

VARIE OS POSTS

Lembre-se de não falar apenas do seu produto ou serviço. Coloque outros assuntos interessantes, ligados de alguma forma ao negócio. Uma academia de musculação pode, por exemplo, falar sobre “dicas nutricionais” ou “sobre uma maquiagem legal para a balada”. Use e abuse da criatividade na hora de formatar essa Linha Editorial.

 Fonte: EDSON ALVES, do Centro Universitário Newton Paiva.

 

NÃO COMETA ESTES ERROS

  • Não definir um conceito.
  • Não ter uma linha editorial e visual única para que os usuários possam se identificar com a marca.
  • Não falar o mesmo “idioma” dos usuários.
  • Pensar apenas no Facebook, e não em todos os canais da marca. Fazer conteúdo cruzado é de extrema importância para que a marca se consolide no ecossistema digital como um todo.
  • Não monitorar. É o monitoramento que vai mostrar se a sua estratégia está indo para o caminho certo ou para o errado. Quanto mais alinhado estiver com sua equipe mais rápida será a tomada de decisões importantes para a sua marca.

Fonte: ANDERSON DE ANDRADE, Da A2C.

ALIMENTO DIÁRIO

PROVÉRBIOS 1: 10-19

Pensando biblicamente

Conselhos dos Pais

 

Aqui, Salomão fornece outra regra geral para os jovens, para que descubram os caminhos da sabedoria, e se conservem neles, e esta regra é prestar atenção à armadilha das más companhias. Os salmos de Davi começam com esta advertência, e também os provérbios de Salomão; pois nada é mais destrutivo, tanto para uma devoção vívida quanto para um modo de vida regular (v.10): “Filho meu, se os pecadores, com blandícias, te quiserem tentar, não consintas”. Este é um bom conselho para que os pais deem aos seus filhos, quando os enviam ao mundo; é a mesma coisa que Pedro disse aos seus convertidos (Atos 2.40), “Salvai-vos desta geração perversa”. Observe:

1. Como as pessoas ímpias se empenham para seduzir os outros, levando-os aos caminhos do destruidor: elas tentarão enganar e seduzir. Os pecadores adoram ter companhia em meio ao pecado; os anjos que caíram se tornaram tentadores quase ao mesmo tempo em que se tornaram pecadores. Eles não ameaçam ou argumentam, mas seduzem com adulação e palavras bonitas; com uma isca eles atraem o jovem incauto para o anzol. Mas se equivocam se pensam que, ao trazer os outros para participar da sua culpa, levando-os a ficar presos, de certa forma, no pecado com eles, terão menos a pagar; pois terão ainda mais pelo que responder.

2. Como devem ser cautelosos os jovens para não se deixar seduzir por eles: “Não consintas”; embora eles te atraiam, não te poderão forçar. Não digas o que eles dizem, nem faças o que eles façam ou desejam que faças; não tenhas comunhão com eles. Para reforçar esta advertência:

 

I – Ele representa os argumentos enganadores que os pecadores usam em suas seduções, e as artes da adulação de que lançam mão para enganar as almas instáveis. Ele os compara a ladrões de estrada, que fazem tudo o que podem para atrair outras pessoas a seu bando (vv. 11-14). Veja aqui o que eles desejam que o jovem faça: “Vem conosco” (v. 11); conceda-nos a tua companhia. A princípio, eles fingem não pedir nada mais do que isto; mas os convites vão mais longe (v. 14): “Lançarás a tua sorte entre nós”; vem ser nosso parceiro, unir a tua força à nossa, e vamos viver e morrer juntos: ganharás o que nós ganharmos; teremos todos uma só bolsa, para que juntos possamos gastar alegremente – pois isto é tudo o que eles visam. Eles propõem a gratificação de dois desejos insaciáveis e irracionais, e com isto atraem sua presa à armadilha:

1. A sua crueldade. Eles têm sede de sangue, e odeiam os que são inocentes (ainda que estes nunca lhes façam qualquer provocação), porque pela sua honestidade e empenho eles os envergonham e condenam: “Espiemos o sangue, espreitemos sem razão os inocentes”; eles não têm consciência de nenhum crime, e consequentemente não percebem nenhum perigo, e viajam desarmados; por isto serão presas fáceis para nós. E, como será doce tragá-los vivos! (v. 12). Estes homens sanguinários fazem isto com a mesma voracidade com que o leão faminto devora o cordeiro. Se alguém objetar: “os restos do assassinado relevará os assassinos”, eles respondem, “Não há perigo, nós os tragaremos inteiros, como os que descem à cova”. Quem poderia imaginar que a natureza humana iria se degenerar a ponto de tornar um prazer que um homem destrua outro!

2. A sua cobiça. Eles esperam conseguir uma boa pilhagem (v. 13): ”Acharemos toda sorte de fazenda preciosa”; E o que importa se arriscarmos os nossos pescoços para isto? “…encheremos as nossas casas de despojos”. Veja aqui:

(1) A ideia que eles têm da riqueza do mundo. Eles a chamam de “fazenda preciosa”; mas não é fazenda nem preciosa, é uma sombra, é vaidade, especialmente aquilo que é obtido pelo roubo (Salmos 62.10). É algo que não dará a nenhum homem satisfação genuína. É desprezível, é comum, mas, aos olhos deles, é preciosa, e por isto eles arriscarão suas vidas, e talvez suas almas, em busca dela. Este é um dos erros que destrói milhares de pessoas, porque supervalorizam a riqueza deste mundo e a consideram fazenda preciosa.

(2) A abundância dessa riqueza que prometem a si mesmos: “Encheremos as nossas casas com ela”. Os que lidam com o pecado se prometem impressionantes barganhas, e isto pode se converter em algo importante (“Tudo isto te darei”, diz o tentador); mas eles somente sonham que comem; as casas cheias se reduzem a um mero punhado, como a erva nos telhados das casas.

 

II – Ele mostra como são perniciosos estes caminhos, como uma razão pela qual devem temê-los (v. 15): “Filho meu, não te ponhas a caminho com eles”; não te associes com eles; afasta-te deles, o máximo que puderes; desvia o teu pé das suas veredas; não sigas o exemplo deles, não faças o que eles fazem. Tal é a corrupção da nossa natureza que os nossos pés são muito propensos a andar pelos caminhos do pecado, de modo que é preciso usar uma violência necessária conosco para desviar nossos pés dessas veredas, e nos reprimir se alguma vez dermos o menos passo em direção a elas. Considere:

1. Quão perniciosos os seus caminhos são, na sua própria natureza (v.16): “Porque os pés deles correm para o mal”, para aquilo que é desagradável a Deus, e prejudicial à humanidade, e se apressam a derramar sangue. Observe que o caminho do pecado é descendente; os homens não somente não conseguem parar de percorrê-lo, mas, quanto mais continuam nele, mais depressa correm, e se apressam nele, como se tivessem medo de não conseguir causar suficientes danos e estivessem decididos a não perder tempo. Eles dizem que agirão sem pressa (“espiemos o sangue”, v. 11), mas você perceberá que estão apressados, pois Satanás encheu muito os seus corações.

2. Quão perniciosas serão as consequências disto. A eles, é dito, claramente, que este caminho ímpio certamente resultará na sua própria destruição, e ainda assim eles persistem nele. Nisto,

(1) Eles são como a ave tola, que vê a rede estendida para aprisioná-la, porém isto é inútil, pois ela é atraída pela isca, não dando atenção ao aviso que seus próprios olhos lhe deram (v. 17). Mas nós nos consideramos mais valiosos do que muitos pardais, e por isto devemos ter mais inteligência, e agir com mais cautela. Deus nos fez mais sábios do que as aves dos céus (Jó 35.11); mas será que nos mostraremos tão simplórios como elas?

(2) Eles são piores do que as aves, e não têm a sensatez que às vezes pensamos que têm; pois o caçador sabe que é inútil armar sua armadilha aos olhos da ave, e por isto ele se empenha para escondê-la. Mas o pecador vê a destruição no fim do seu caminho; o assassino, o ladrão, vê a prisão e a forca diante de si, ou melhor, eles podem ver o inferno diante de si mesmos; os guardas, a lei, lhes dizem que certamente morrerão, mas não adianta; eles correm para o pecado, e se precipitam nele, como o cavalo na batalha. Pois, na verdade, a pedra que eles rolam retornará sobre eles mesmos (vv. 18,19). Eles espiam e espreitam o sangue e a vida dos outros, mas isto provará ser, contrariamente às suas intenções, uma grande ameaça ao seu próprio sangue e às suas próprias vidas; eles chegarão, no final, a um fim vergonhoso; e, se escaparem à espada do magistrado, ainda assim há uma Nêmeses divina que os persegue. A vingança não permite que vivam. A sua cobiça de ganhos os leva àquelas práticas que não permitirão que vivam nem metade dos seus dias, mas cortará à metade o número dos seus meses. Eles têm poucas razões para se orgulhar de sua propriedade pelo fato de que tiram a vida dos proprietários e passam a outros senhores; e o que lucrou um homem, ainda que ganhe o mundo, se perder a sua vida? Pois, então, ele não consegue mais desfrutar o mundo; muito menos se perder a sua alma, e ela se afogar em destruição e perdição, como acontece com multidões, pelo amor ao dinheiro.

Embora Salomão especifique somente a tentação de roubar nas estradas, ele pretende, com isto, nos advertir contra todos os outros males a que os pecadores atraem os homens. Estes são os caminhos dos bêbedos e impuros; eles se permitem estes prazeres que tendem à sua ruína, aqui e para sempre; e por isto, não consintam com eles.