PSICOLOGIA ANALÍTICA

VENCENDO A ANSIEDADE NA ADOLESCÊNCIA

Abordagens mente-corpo como yoga, meditação, mindfulness, hipnose e biofeedback se mostram eficazes para acalmar o cérebro emocional.

Vencendo a ansiedade na adolescência

A ansiedade demasiada e duradoura é um dos maiores desafios da saúde mental da população, começando cedo na trajetória de vida. Embora não seja muitas vezes devidamente notada, é uma condição que atinge também crianças e adolescentes. Um terço dos adolescentes nos EUA, por   exemplo, é afetado pela ansiedade. Cerca de 10% dos adolescentes têm um nível tão alto de ansiedade que causa prejuízos significativos para sua vida, caracterizando um quadro de psicopatologia. Essa ansiedade clínica, que é perturbadora, persistente e excessiva, requer intervenções que possam ser aplicadas em larga escala e de forma eficaz.

A ansiedade nada mais é do que a ativação prolongada do sistema de resposta a ameaças que temos no cérebro, cuja peça central é a pequena estrutura chamada amigdala, alojada profundamente no lobo temporal. A amígdala recebe informações dos sentidos e de nosso processamento interno e sua função é avaliar ameaças e reagir orquestrando um conjunto amplo de respostas no corpo e na mente. No caso de avaliar que existe algo ameaçador, a amigdala reage desencadeando uma cascata de reações, que genericamente chamamos de resposta de luta ou fuga” por que serve ‘basicamente para preparar o corpo para fugir da ameaça ou lutar contra ela. O sistema simpático é ativado e, por vias neuroendócrinas, hormônio de estresse como adrenalina e cortisol são liberados na corrente sanguínea, atingindo receptores, em todo nosso organismo. Quando a ansiedade é prolongada e excessiva, o estresse crônico e instala, com inúmeras consequências em nossa saúde física mental, podendo desencadear transtornos mentais, ou doenças no próprio corpo.

Os tratamentos mais reconhecidos e utilizados para tratar a ansiedade são terapia cognitivo-comportamental ou medicação. A medicação para tratar essa condição está associada a inúmeros problemas, como alta taxa de recaída e efeitos colaterais significativos. A terapia cognitivo-comportamental ou TCC, é validada por inúmeros estudos que apontam sua eficácia. No entanto, nem todos têm acesso à terapia e, considerando a dimensão do problema, outras abordagens que sejam efetivas também se mostram válidas e necessárias. No arsenal de tratamentos cientificamente validados estão despontando as abordagens que atuam na mente e no corpo, algumas muito antigas, mas que somente agora estão sendo pesquisadas com maior rigor. As abordagens mente-corpo, são geralmente de baixo custo disponíveis e sem efeitos colaterais.

A implementação de tratamentos mente-corpo está atualmente apoiada por um corpo crescente de evidências como sendo um conjunto de estratégias de baixo risco e excelente custo-benefício no manejo de adolescentes ansiosos. Essas terapias mente-corpo abrangem a autorregulação e mudanças positivas no pensamento para ajudar a promover a saúde física, o autocontrole e o   bem-estar emocional. Uma pesquisa realizada com adolescentes analisou a eficácia de   abordagens mente-corpo como biofeedback, meditação de atenção plena ou mindfulness, yoga e hipnose, mostrando que todas representam abordagens promissoras no tratamento da ansiedade.

A meditação da atenção plena, também chamada de meditação mindfulness, envolve o aumento da autoconsciência e o uso de técnicas de respiração.  Os participantes fazem exercícios em que focam a atenção no momento presente, afastando gentilmente os pensamentos intrusivos que emergem na consciência. Estudos anteriores mostram que isso pode beneficiar a ansiedade, e nesta pesquisa com adolescentes se mostrou uma técnica válida. A yoga, que também se revelou uma ferramenta de gerenciamento de ansiedade eficaz, tem tido um aumento de popularidade nos últimos anos em função do baixo custo, facilidade de implementação e pelo fato de ser acessível a indivíduos de todos os níveis de condicionamento físico.

A hipnose, muitas vezes associada incorretamente a estereótipos, na atualidade tem amplo suporte de investigações científicas e envolve técnicas de relaxamento e imagética que podem ser bastante eficazes segundo a pesquisa com os adolescentes. Finalmente, o biofeedback ajuda a controlar a ansiedade aumentando a autoconsciência ao mostrar às pessoas sua própria resposta fisiológica ao estresse, através de equipamentos simples que medem o nível de tensão e mostram ao sujeito se está conseguindo efetivamente relaxar.

Sendo a adolescência um período em geral conturbado por reações de estresse em resposta aos    desafios de desenvolvimento, sociais e acadêmicos, essas terapias mente-corpo podem ajudar a   reduzir o enorme contingente de pessoas afetadas pela ansiedade nessa fase do desenvolvimento, promovendo melhor capacidade de autorregulação das emoções para o restante da vida.

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OUTROS OLHARES

FELICIDADE NAS ESCOLAS

Muitas instituições de ensino têm incluído a disciplina de felicidade em seus currículos. O que nem todos sabem é que educar para a felicidade é também educar para o caráter.

Felicidade nas escolas

O jornal The Washington Post publicou recentemente matéria sobre uma importante mudança que se encontra em curso na Índia: a inclusão da disciplina de Felicidade nos currículos das escolas públicas. Em um país onde as melhores universidades chegam a exigir resultados médios acima de 98%, a iniciativa indiana certamente encontrou seus opositores. É bem verdade que esse sistema educacional rígido ajudou a consolidar uma nova classe média nas últimas três décadas, como a referida matéria bem aponta. Além disso, tal rigidez certamente contribuiu para que a Índia se tornasse um grande polo tecnológico que “exporta” profissionais especializados em tecnologia da informação para o mundo todo.

Por outro lado, Manish Sisodia, secretário da Educação de Delhi, em um pronunciamento por ocasião do lançamento do novo currículo que incluía a disciplina Felicidade, lembrou aos presentes algo importante: “Demos os melhores profissionais para a indústria. Temos sido bem­ sucedidos. Mas será que temos sido capazes de formar os melhores seres humanos para a sociedade? Para o país? Se uma pessoa passa 18 anos da sua vida no nosso sistema educacional e está se tornando um engenheiro, mas ainda joga lixo no chão ou se envolve em corrupção, será que realmente podemos dizer que o sistema educacional está funcionando?”.

Trata-se de uma excelente provocação que nos leva a refletir sobre um tema essencial que é o papel da educação.

Tenho plena convicção de que a escola deve formar um ser humano integral. Sendo assim, parece óbvio dizer que a formação do caráter deve também ser uma função da escola. De fato, considero espantoso que existam pessoas que não concordam com isso.

É claro que, ao colocar a formação do caráter como atribuição da escola, não estamos isentando a família da responsabilidade de fazê-lo. Mas a escola pode e deve se preocupar com a formação moral dos alunos. Na Índia, a partir desse programa, mais de 100 mil alunos passarão a primeira hora de seus dias letivos ouvindo histórias de superação e fazendo exercícios de meditação e desenvolvimento de emoções positivas. Mas não é apenas na Índia que a importância da educação para a felicidade se faz evidente. Austrália, Estados Unidos e até mesmo o Brasil possuem hoje diversas iniciativas nesse sentido. É sempre bom lembrarmos que, ao partir do conceito de Aristóteles de que a verdadeira felicidade (enda imonia) seria aquela advinda do exercício das virtudes, a Psicologia Positiva reforça a ideia de que forjar o caráter seria condição para a conquista de uma vida feliz. E se é bem verdade que, nos dias de hoje, a maioria dos pais deseja que seus filhos sejam felizes, paradoxalmente poucos deles costumam concordar que a formação do caráter seria também uma função da escola.

É possível que, a partir da inserção dos princípios da Psicologia Positiva nos currículos das escolas, essa formação do caráter se torne mais efetiva, sendo de tal inserção uma consequência natural. Para tanto, é fundamental que se trabalhe, antes de tudo, o autoconhecimento – sobretudo acerca das forças pessoais. Isso porque educar uma criança para o conhecimento de suas forças é condição primeira para levá-la à compreensão de seu papel no mundo. E quando compreendemos nosso papel no mundo, aprendemos que mais do que reivindicar um mundo melhor, somos nós os únicos responsáveis por construí-lo a cada dia.

GESTÃO E CARREIRA

AS DIFICULDADES DE SE “DESACOSTUMAR…”

“Há um pouco de jeito, de treino, de acomodação e muito de medo! Toda mudança assusta, incomoda e desconforta”

goldfish jumping out of the water

Caro leitor, curiosamente tem acontecido comigo um fato que me fez refletir. Minha esposa e eu decidimos fazer uma reforma em casa. E, como toda reforma, começa de um tamanho e termina de outro. Bem maior. Sabíamos que em uma determinada hora precisaríamos sair de casa. E o momento chegou.

Começamos a procurar o “abrigo” ideal para ficarmos por determinado tempo, até que soubemos que no mesmo prédio havia um apartamento vago no 7º andar, com possibilidade de locação curta; nosso apartamento fica no 13º andar. Então falamos com a proprietária e deu tudo certo: levamos nossa “mudança” para o 7º andar. Mas aí começou então o dilema. Nos primeiros dias, sempre que eu chegava em casa, pegava o elevador na garagem e, quando percebia, descia no 13º andar. Por vezes eu acertava, mas costumeiramente ia ao andar no qual estava acostumado a descer.

Registro também algo que constatei ao biografar e entrevistar fundadores, presidentes e executivos que por muitos anos trabalharam em uma mesma empresa. Era comum, depois de se desligarem da companhia, que pegassem o carro pela manhã e, quando percebiam, por engano lá estavam eles a caminho do antigo local de trabalho. Era uma atitude automática!

Essa é uma situação que mexe com muita gente. Como é difícil se desacostumar com algo ao qual estamos acostumados. É assim com um novo carro, um novo emprego, um novo computador, uma nova academia…

Há um pouco de jeito, de treino, de acomodação e muito de medo! Toda mudança assusta, incomoda e desconforta.

Mas não deveria ser assim. Apesar das confusões que fiz com os andares, eu amo mudanças. Graças a elas minha vida passou por redirecionamentos que me levaram a encontrar o meu propósito de transformar e inspirar pessoas através dos meus livros e das biografias que escrevo.

Mudar motiva e pode representar um recomeço, a retomada, o redirecionamento, o encontro de oportunidades, a ampliação do ciclo de relacionamentos pessoais e profissionais.

Mudar exige que você não feche, e sim abra a sua mente para o novo. Mude sem medo e sem contra- indicação. E não se preocupe com o “desacostumar”. O tempo “cura feridas” e resolve tudo.

Retomando o tema da minha reforma e mudança momentânea de apartamento, logo estarei de volta ao meu lar; ao meu lar, doce lar, mas já antevejo um “problema” que terei de enfrentar, porque certamente continuarei a fazer as minhas confusões ao apertar o botão do elevador.

Aliás, outro dia estava com minha filha Camille no elevador e ambos erramos o andar, indo até o 13º, o da reforma. Assim que entramos em casa, a provisória, contamos para a minha outra filha, a Nicole. Depois das risadas, a Camille matou a “charada”, ao dizer:

– Pai, certamente, Quando voltarmos a morar no 13º andar, ainda levaremos um tempo apertando o botão e descendo no apartamento locado, o do 7º andar.

Pois ela está certa. Depois da mudança, continuarei errando e me divertindo com meus equívocos.

Lar, doce lar…

ELIAS AWAD – Biógrafo, palestrante e autor especializado em livros sobre empreendedorismo e motivação. Seu último livro publicado foi “Mario Cazin: A Arte de Inspirar Pessoas e Encantar Clientes”.

E-mails: eliasawad.com.br e palestras@eliasawad.com.br

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 21: 1-14 – PARTE III

alimento diário

Cristo com seus Discípulos

 

III – De que maneira Cristo se deu a conhecer a eles. Está escrito (v. 1): Ele “manifestou-se”. Seu corpo, embora um corpo verdadeiro e real, foi ressuscitado, como o nosso também será, um corpo espiritual, e, portanto, era visível somente quando Ele mesmo desejava deixá-lo visível. Ou, mais exatamente, Ele vinha e partia tão rapidamente, que estava aqui ou ali em um instante, “num momento, num abrir e fechar de olhos”. Quatro coisas podemos observar na manifestação de Cristo a eles:

1. Ele se manifestou a eles no momento adequado (v. 4):”Sendo já manhã”, depois de uma noite de trabalhos infrutíferos, ”Jesus se apresentou na praia”. A hora de Cristo fazer-se conhecer ao seu povo é quando eles estão mais confusos. Quando eles pensam que se perderam, Ele os faz saber que não o perderam. “O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem”, se Cristo vier, “pela manhã”. Cristo manifestou-se a eles, não caminhando sobre as águas, porque, tendo ressuscitado, Ele não devia estar com eles, como tinha estado antes, mas em pé, na praia, porque agora eles deviam ir até Ele. Alguns dos antigos atribuem a isto o significado de que Cristo, tendo concluído sua obra, passou por um mar tempestuoso, um mar de sangue, até chegar a uma praia segura e tranquila, onde permaneceu em triunfo. Mas os discípulos, tendo seu trabalho à sua frente, ainda estavam no mar, trabalhando e correndo perigo. É um consolo para nós, quando nossa trajetória é ás­ pera e tempestuosa, que nosso Mestre esteja na praia, e que nos apressemos em nossa ida até Ele.

2. Ele se manifestou a eles gradualmente. Os discípulos, embora o tivessem conhecido intimamente, não conheceram que era Jesus, não imediatamente. Não esperando vê-lo ali, e não olhando com atenção para Ele, eles o confundiram com alguma pessoa comum esperando a chegada do seu barco, para comprar seus peixes. Observe que Cristo frequentemente está mais perto de nós do que pensamos, e descobrimos isto posteriormente, para nosso consolo.

3. Ele se manifestou a eles por um exemplo da sua piedade, v. 5. Ele os chamou: “Filhos”, ”Amigos, vocês têm algo para comer? Pegaram algum peixe?” Aqui:

(1) A maneira como Ele os trata é muito familiar. Ele fala com eles como se falasse com seus filhos, com o carinho e a ternura de um pai: “Filhos”. Embora agora Ele estivesse no seu estado exaltado, Ele falou com seus discípulos com a mesma gentileza e afeição de sempre. Eles não eram filhos biológicos, mas eram seus filhos, os filhos que Deus lhe tinha dado.

(2) A pergunta é muito bondosa: “Tendes alguma coisa de comer?” Ele pergunta, como um pai bondoso preocupado com seus filhos, se eles têm tudo aquilo que devem ter, para que, se não tiverem, Ele possa cuidar do seu sustento. Observe que o Senhor “é para o corpo”, 1 Coríntios 6.13. Cristo toma conhecimento das necessidades temporais do seu povo, e lhes prometeu não somente graça suficiente, mas alimento conveniente. Em verdade, eles serão alimentados, Salmos 37.3. Cristo olha o interior das casas dos pobres e pergunta: “Filhos, tendes alguma coisa de comer?”, convidando-os, desta maneira, a expor seu caso diante dele, e, pela oração da fé, dar a conhecer a Ele seus pedidos. E então não precisarão se preocupar com nada, pois Cristo toma conta deles, sim, de cada um deles. Desta maneira, Cristo nos deu um exemplo de cuidado misericordioso pelos nossos irmãos. Há muitos pobres pais de família incapacitados para o trabalho, ou desapontados com ele, que passam por situações difíceis, aos quais os ricos deveriam perguntar desta maneira: “Tendes alguma coisa de comer?”, pois os mais necessitados normalmente são os que menos clamam. A esta pergunta, os discípulos deram uma resposta curta e, pensam alguns, com um ar de descontentamento e irritação. “Responderam-lhe: Não”, não lhe dando nenhum título amistoso e respeitoso como Ele lhes tinha dado. Tão insuficiente é a retribuição do amor ao nosso Senhor Jesus, até mesmo dos melhores. Cristo lhes faz a pergunta, não porque não conhecesse suas necessidades, mas porque desejava conhecê-las por eles. Aqueles que desejam receber o sustento de Cristo devem reconhecer que não têm nada e que estão necessitados.

4. Ele se manifestou a eles por um exemplo do seu poder, e isto tornou perfeita a revelação (v. 6): Ele lhes ordenou que lançassem a rede à direita do barco, o lado contrário ao que eles a tinham estado lançando. E então eles, que estavam indo para casa de mãos vazias, se enriqueceram com uma grande quantidade de peixes. Aqui temos:

(1) As ordens que Cristo lhes deu, e a promessa anexa a estas ordens: “Lançai a rede” em determinado lugar, e “achareis”. Aquele de quem nada se esconde, nem os moradores debaixo das águas (Jó 26.5), sabia de que lado do barco estava o cardume de peixes, e para aquele lado Ele os orientou. Observe que a providência divina se estende às coisas mais ínfimas e casuais, e felizes são os que sabem como aproveitar as sugestões dela na condução dos seus negócios, e reconhecê-la em tudo o que fazem.

(2) A obediência dos discípulos a estas ordens, e o sucesso desta atitude. Eles ainda não sabiam que era Jesus. No entanto, estavam dispostos a receber conselho de qualquer pessoa, e não disseram a este estranho que cuidasse da sua vida e não se metesse com a deles, mas aceitaram seu conselho. Acatando, desta maneira, os estranhos, eles eram obedientes ao seu Mestre, sem sabê-lo. E tudo correu maravilhosamente bem. Agora eles pescaram uma quantidade que lhes compensou todos os seus esforços anteriores. Observe que aqueles que são humildes, diligentes e pacientes (embora seus esforços possam ser equivocados) serão coroados. Às vezes, eles vivem para ver seus assuntos terem uma feliz reviravolta, depois de muitas lutas e esforços infrutíferos. Não se perde nada em observar as ordens de Cristo. Aqueles que seguem a palavra, as orientações do Espírito e as sugestões da Providência têm grande probabilidade de serem bem-sucedidos, pois isto é lançar a rede à direita do barco. A quantidade de peixes apanhada pode ser considerada:

[1] Como um milagre, por si só, e como tal, designava-se a provar que Jesus Cristo havia ressuscitado em poder, embora semeado em fraqueza, e todas as coisas sujeitou debaixo de seus pés, sem excetuar os peixes do mar. Cristo se manifesta ao seu povo, fazendo por eles aquilo que ninguém mais pode fazer, e coisas que eles não procuram.

[2] Como um ato de misericórdia por eles, para a abundante e oportuna satisfação das suas necessidades. Quando sua engenhosidade e seu trabalho falharam, o poder de Cristo surgiu, oportunamente, para seu alívio, pois Ele cuidará para que àqueles que abandonaram tudo por Ele não falte nada bom. Quando estamos mais perdidos, Jehovah-jireh.

[3] Como uma lembrança de uma graça anterior, com a qual Cristo tinha recompensado a Pedro pelo empréstimo do seu barco (Lucas 5.4ss.). Este milagre foi semelhante àquele, e Pedro não pôde deixar de se lembrar daquele, o que o ajudou a aproveitar este, pois tanto aquele quanto este o afetaram muito, por encontrá-lo na sua própria atividade, no seu próprio trabalho. As graças posteriores pretendem trazer à lembrança as graças anteriores, para que o pão consumido não seja esquecido.

[4] Como um mistério, e muito significativo, daquela obra para a qual Cristo agora os enviava, com uma comissão ampliada. Os profetas tinham estado pescando almas, e não apanhavam nada, ou muito pouco. Mas os apóstolos, que lançaram a rede da Palavra de Cristo, tiveram um sucesso maravilhoso. Muitos são os filhos da solitária, Gálatas 4.27. Eles mesmos, ao procurarem desempenhar sua missão anterior, quando foram feitos pescadores de homens, tinham tido pouco sucesso, em comparação com o que teriam agora. Quando, pouco depois disto, três mil se converteram em um único dia, então a rede foi lançada do lado correto do barco. Isto é um incentivo para que os ministros de Cristo continuem com a diligência no seu trabalho. Uma boa pesca, no final, pode ser suficiente para compensar muitos anos de trabalho lançando a rede do Evangelho.