ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 21: 1-14 – PARTE II

alimento diário

Cristo com seus Discípulos

 

II – O que eles estavam fazendo, v. 3. Observe:

1. Seu acordo em irem pescar. Eles não sabiam muito bem o que fazer. “De minha parte”, diz Pedro, “vou pescar”. “Também nós vamos contigo”, disseram eles, “pois ficaremos juntos”. Embora, normalmente, duas pessoas no mesmo negócio nem sempre concordem, ainda assim eles se puseram de acordo. Alguns pensam que eles agiram mal ao retornar aos seus barcos e às suas redes, que tinham deixado para trás. Mas, se fosse assim, Cristo não os teria abençoado com uma visita. Na verdade, isto lhes foi altamente elogioso, pois eles fizeram isto:

(1) Para recuperarem o tempo, e para não ficarem ociosos. Eles ainda não tinham recebido a incumbência de pregar a ressurreição de Cristo. Sua comissão estava esboçada, mas ainda não completa. A hora para entrar em ação ainda haveria de vir. E provável que seu Mestre lhes tivesse dito que não dissessem nada sobre sua ressurreição, até depois da sua ascensão, ou melhor, não até depois do derramamento do Espírito, quando todos eles deveriam começar em Jerusalém. Enquanto isto, melhor do que ficar sem fazer nada, eles foram pescar. Não para recreação, mas para se ocupa­ rem. Este é um exemplo da sua humildade. Embora eles já tivessem progredido para serem enviados de Cristo, assim como Ele era o de Deus, o Pai, eles não se consideraram nobres, mas lembraram-se da rocha da qual tinham sido lavrados. Da mesma maneira, é um exemplo da sua dedicação, e mostra que eles eram homens bons e trabalhadores em sua época. Enquanto esperavam, não desejavam estar ociosos. Aqueles que desejam prestar contas do seu tempo com alegria, devem procurar preencher seus vazios, juntando seus fragmentos.

(2) Para que pudessem se sustentar, e não viessem a ser um peso para ninguém. Enquanto seu Mestre estava com eles, aqueles que o serviam eram gentis para com eles. Mas agora que o esposo havia sido tirado deles, eles precisam jejuar naqueles dias, e, portanto, suas próprias mãos, como as de Paulo, deviam atender às suas necessidades, e por esta razão Cristo lhes perguntou: “Tendes alguma coisa de comer?” Isto nos ensina a estarmos tranquilos para trabalhar e comer nosso próprio alimento.

2. Seu desapontamento na pescaria. Naquela noite, eles não apanharam nada, embora provavelmente tivessem trabalhado a noite inteira, como em Lucas 5.5. Veja a inutilidade deste mundo. As mãos dos diligentes frequentemente retornam vazias. Até mesmo os bons homens podem deixar de ter o sucesso desejado nas suas empreitadas honestas. Nós podemos estar no curso do nosso dever, e ainda assim deixar de prosperar. A Providência ordenou que, durante toda aquela noite, eles não pescassem nada, para que a milagrosa pesca dos peixes da manhã seguinte pudesse ser ainda mais maravilhosa e mais aceitável. Nos desapontamentos que nos são muito dolorosos, frequentemente Deus tem desígnios que são cheios de graça. O homem tem, realmente, um domínio sobre os peixes do mar, mas eles não estão sempre à sua disposição. Somente Deus conhece os caminhos do mar, e comanda aqueles que por eles passam.

 

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.