PSICOLOGIA ANALÍTICA

COMO TER UM ANO NOVO MAIS FELIZ

Você pode trabalhar a seu favor e ajudar-se a desfrutar de maior satisfação – mas não imagine que isso acontecerá por obra do acaso. A despeito de fatores genéticos e das condições adversas que a vida nos impõe, sentir-se bem é uma construção e a felicidade, uma escolha.

como ter um ano novo mais feliz

Responda com sinceridade: o que você quer para sua vida e, mais precisamente, para o próximo ano? Arrisco dizer que eu, você e qualquer outra pessoa que leia este texto tenhamos respondido a mesma coisa. Podemos até ter pensado em coisas diferentes, talvez associadas a saúde ou relacionamentos, dinheiro, realização profissional, possibilidade de viagem ou resolução de um impasse em qualquer esfera da vida seja para nós mesmos ou para outras pessoas. Não importa. Qualquer que tenha sido a resposta, certamente o que está por trás dela é a crença de que aquilo que desejamos nos trará satisfação. O que queremos mesmo é ser felizes – independentemente da idade, nacionalidade, experiência de vida, profissão, classe social, preferências, particularidades pessoais ou qualquer outra característica.

Mas, afinal, que estado é esse tão almejado? A felicidade pode ser entendida como a combinação entre o grau e a frequência de emoções positivas; o nível médio de satisfação que obtemos durante um longo período e a ausência de sentimentos negativos, tais como tristeza e raiva”, responde a psicóloga Susan Andrews, doutora em psicologia transpessoal pela Universidade de Greenwich, na Inglaterra, que fundou no Brasil, em 1992, o Instituto Visão Futuro, do qual é coordenadora. A instituição, mantida com base numa visão humanista de máxima utilização dos recursos, cooperação e equilíbrio com a natureza, fica numa comunidade autossustentável em Porangaba, no interior de São Paulo. Para a psicóloga, formada na Universidade Harvard, autora de A ciência de ser feliz Conheça os caminhos práticos que trazem bem-estar e alegria (Agora, 2011), essa definição marca a felicidade como uma característica estável, e não como uma flutuação momentânea: logo, não seria caracterizada apenas como a falta de emoções desagradáveis, mas também como a presença de sentimentos prazerosos.

Do latim, felix, felicis, queria dizer, originalmente, “fértil, “capaz de produzir frutos”. Em inglês, happiness tem raiz no nórdico arcaico, happ, que no dialeto de origem quer dizer “boa sorte. É muito provável que o vocábulo esteja vinculado à expressão antiga hapt up in bed, que significa estar protegido, seguro. Curiosamente, quando estamos realmente entregues à sensação de bem-estar, sem a ânsia incômoda de reter essa sensação, mas simplesmente permitindo-nos ficar bem, é como se estivéssemos livres de qualquer vulnerabilidade – inteiros e centrados. Talvez seja justamente essa experiência de paz e centramento que diferencie a felicidade, uma vivência interna, dos momentos de alegria, ou mesmo da euforia, exteriorizada e fugaz.

No entanto, antes de pensar na satisfação, parece ser importante levar em conta a questão do desprazer. Afinal, por que sofremos? Em linhas gerais, é possível considerar que o sofrimento nasce de um movimento mental duplo: o apego (àquilo que consideramos, em geral equivocadamente, ser a causa de nossa felicidade) e a aversão (o que vemos como razão do sofrimento). Nos dois casos, há distorção da percepção em relação ao que nos faz bem. É muito frequente imaginarmos que, se fôssemos mais ricos, tivéssemos assimilado cognitivamente mais informações, fôssemos mais jovens ou mais bonitos, seriamos mais felizes. O que a ciência mostra, porém, é que não é bem assim que funciona. Dinheiro, por exemplo, costuma ser fortemente associado a felicidade em nossa sociedade, mas parece que na prática a relação não é tão simples. O pesquisador Ruut Veenhoven, da Universidade Erasmus de Roterdã, na Holanda, constatou que populações de países ricos tendem a ser mais felizes do que as de países pobres. Mas atenção: quando a renda média anual chega a determinado patamar que contempla a satisfação de necessidades de alimentação, moradia, segurança e emprego, qualquer renda extra não parece tornar as pessoas realmente mais satisfeitas. Além desse parâmetro, dinheiro e felicidade simplesmente se desconectam e não é possível estabelecer a relação significativa entre o quanto a pessoa tem de dinheiro e seu índice de satisfação com a vida. O economista Richard Easterlin, da Universidade da Califórnia do Sul, levantou a hipótese de que, se a renda de cada habitante do planeta fosse aumentada, isso poderia ampliar a felicidade de todos. Essa relação, no entanto, não se confirmou. Ele constatou também que, acima da linha de pobreza, a possibilidade de o dinheiro atrair mais felicidade é bastante relativa: além do ponto em que necessidades básicas são atendidas, mais riqueza não garante acréscimo de satisfação. O trabalho de Easterlin, um clássico das ciências sociais, se traduz num conceito importante: menos é mais.

Mesmo uma vida de intensa estimulação sensorial profundamente agradável, em lugares luxuosos, plena de mimos, não garante a felicidade. Afinal. quanto mais uma experiência prazerosa for repetida, menos satisfação trará ao longo do tempo. Coisas maravilhosas são sentidas assim na primeira vez em que acontecem, mas sua fascinação se dissipa com a repetição. Para constatar isso, basta pensar em como é prazerosa a primeira mordida em um chocolate para quem adora esse alimento e qual sensação traz comer a quinta barra do mesmo doce – certamente a satisfação se dissipa.

Entre outros, os estudos desenvolvidos pelo psicólogo Edward Diener, professor da Universidade de Illinois, mostram que a procura da felicidade por meio de objetos externos nos afasta de desfrutar o momento presente, o que tende a diminuir nosso grau de satisfação, como se “nos distraísse de nós mesmos. Ele faz uma comparação com a dependência química, que garante prazer no início, mas, ao longo do tempo, obriga a pessoa a obter mais daquela substância para que se sinta bem – ou para que não fique tão mal. Numa sequência clássica de estudos muito interessantes publicada pelo periódico científico Journal of Psychopharmacology, os pesquisadores Philipe Brickman (psicólogo já falecido), o sociólogo Dan Coates e a psicóloga Ronnie Janoff’ Bulman acompanharam tanto pessoas que haviam sido sorteadas com prêmios da loteria quanto pacientes que ficaram paraplégicos. O trabalho revelou uma conclusão inusitada: uma semana depois de terem sofrido um acidente, os pacientes se mostravam revoltados e ansiosos; após três meses, voltavam a experimentar momentos de felicidade; um ano depois, aqueles que ganharam na loteria não eram mais felizes do que antes de receber o prêmio.

Talvez em alguma escala isto já tenha acontecido com você: comprou uma roupa incrível com um preço ótimo, viajou para um ligar lindo, ganhou o celular que tanto queria ou se casou com a pessoa que amava – e isso o fez muito feliz. No entanto, passado algum tempo, parece inevitável que a intensidade da satisfação inicial não se mantenha. O oposto também vale. Para a maioria das pessoas, quando acontece algo que as entristece profundamente ocorre o mesmo: passado o momento da dor, nosso estado de ânimo tende a se equilibrar. A súbita melhora ou piora de humor provocada por fatos da vida não persiste, pois tendemos a nos acostumar às circunstâncias e voltamos a um nível basal de felicidade, que varia de uma pessoa para outra, em decorrência de fatores variados como herança genética, traços de personalidade e com o quanto nos responsabilizamos por nós mesmos e nossas escolhas.

Um fato importante a ser considerado é que a felicidade duradoura não é um presente que caído céu por obra do acaso. Trata-se, na verdade, de uma construção subjetiva: o bem-estar não reside naquilo a que temos acesso ou naquilo que vivenciamos, mas em como fazemos isso. Não é novidade que somos hoje, em geral, mais ricos e saudáveis do que eram nossos pais e avós – mas nem por isso estamos mais satisfeitos e, não raro, caímos na armadilha de acreditar que seremos mais felizes se tivermos mais dinheiro, tempo, prazer, reconhecimento… Iludir-se com ideias prontas de que o bem-estar está diretamente associado a acumular bens materiais, atingir metas profissionais ou conquistar a pessoa amada pode trazer um grande desapontamento. Claro que tudo isso é importante, mas não determinante para a felicidade. A boa notícia é que é possível se apropriar do sentimento de satisfação e responsabilizar-se por ele – não apenas no nível cognitivo, mas também no âmbito psíquico. O que fazer, então? Não há “manuais de felicidade” ou soluções mágicas, mas pesquisas recentes nas áreas de psicologia e neurociência oferecem algumas pistas interessantes.

Pesquisadores da área da psicologia positiva são os principais defensores da ideia de que é possível aumentar o nosso nível de prazer com a vida. Eles reconhecem que há fatores sobre os quais não temos tanta (ou nenhuma) influência – como genética, responsável por algo em torno de metade de todo o nosso potencial para a satisfação, e as condições externas que favorecem ou prejudicam a expressão dessa carga hereditária. Mas há espaço de manobra. Pesquisadores da chamada ciência hedônica sugerem uma “fórmula para a felicidade”: F – G + C + AV, onde Felicidade – Genes + Condições externas + Atividades volitivas (ou ações intencionais). A psicóloga Sonja Lyubomirsky, professora da Universidade da Califórnia, ganhadora do prêmio Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos em 2008, esclarece que essas últimas são determinadas pela vontade, resultado de uma escolha. Sito as que mais apresentam possibilidades para aumentar e sustentar o sentimento de bem-estar. Ela ressalta que persistir no compromisso consciente de buscar experiências que nos fazem bem predispõe o funcionamento mental a buscar saídas criativas. Tendemos a nos familiarizar com aquilo que fazemos de forma atenta e significativa, criando sentidos e espaços psíquicos para essas experiências. “Costumamos subestimar atividades intencionais, mas elas são poderosas, podem deflagrar mudanças importantes em nossa qualidade de vida – mas é preciso comprometer-se com o projeto de ser uma pessoa mais feliz”, afirma Sonja Lyubomirsky.

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ROTINA PARA ORGANIZAR A VIDA

Pense sobre as experiências mais importantes que viveu. Muitos se recordam do dia do casamento, do nascimento dos filhos, de uma viagem especial ou da primeira vez que saltou de paraquedas. É pouco provável que algum se lembre da última vez que escovou os dentes. No entanto, estudos sugerem que as trivialidades do dia a dia podem contribuir bastante com a sensação de ter um propósito para si mesmo. Por mais que esse conceito soe como algo sentimental, perceber que a vida tem algum sentido é fundamental para nosso bem-estar. Pesquisas associam esse sentimento com flexibilidade, saúde mental, sucesso no trabalho e longevidade. A psicologia fala de três aspectos da experiência: significado, propósito e coerência. Em outras palavras, a vida ganha relevância quando nos sentimos importantes e enxergamos um objetivo, pois temos a sensação de pertencimento, de fazer parte de algo que nos transcende. Os dois primeiros elementos têm sido amplamente estudados. No entanto, experimentos sobre a coerência começaram somente em 2011, quando os psicólogos Jason Trent, Samantha Heintzelman e Laura King, da Universidade de Missouri, relataram na Psychological Science que até mesmo um padrão visual simples pode favorecer a sensação de um significado maior.

Segundo o artigo, 77 voluntários observaram 16 fotografias de árvores ordenadas de forma aleatória ou conforme as estações do ano. Aqueles que visualizaram as imagens com o padrão sazonal relataram encontrar mais sentido na vida do que os outros, o que foi medido de acordo com as respostas que haviam preenchido num questionário logo após a tarefa visual. Outros 229 participantes visualizaram três grupos de palavras por alguns segundos; algumas eram semanticamente relacionadas, outras não. Os que trabalharam com conjuntos de termos coerentes e viram alguma ligação entre os elementos disseram encontrar maior significado na vida do que os que observaram palavras aleatórias.

Samantha Heintzelman e Laura King escreveram no ano passado, num artigo na American Psychologist, que a tendência humana é encontrar um significado na vida. Então, combinando essas duas linhas de pensa mento, de que procurar sentido é algo comum e de que isso pode ser extraído da coerência, começamos a indagar quais seriam os aspectos do cotidiano com essa característica”, diz Samantha. Uma resposta pode ser a rotina. Em um trabalho apresentado em fevereiro na reunião anual da Society for Personlity and Social Psychology, pesquisadores solicitaram aos voluntários que resolvessem cinco labirintos. Para alguns, as soluções eram semelhantes, o que tendia a induzir ao hábito. Em seguida, os participantes responderam a perguntas sobre a vida. Os que haviam se familiarizado pouco antes com a resolução da tarefa claramente expressaram maior sensação de conforto. As cientistas relataram também na conferência que aqueles que disseram fazer “praticamente a mesma coisa todos os dias”, de acordo com um levantamento sobre o cotidiano deles, acreditavam que a vida tinha mais sentido.

A noção de que encontramos um maior significado em hábitos e trivialidades é um pouco surpreendente, segundo as cientistas. “Essa não é a maneira como historicamente temos pensado sobre o significado da vida, o que nos deixa um pouco perplexos”, comenta Heintzelman. Ela argumenta que, muito além de árvores, grupos de palavras e labirintos complicados, podemos encontrar sentido ao manter a casa arrumada, uma programação diária ou jantares semanais com os amigos. É importante também, de tempos em tempos, questionar nossas escolhas (como trabalho e relacionamentos) e reafirmar nossos compromissos – ou revê-los. A coerência de uma vida ordenada também ajuda a estabelecer quais são nossos objetivos, propósitos e os significados que queremos dar à nossa vida.

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O QUE FAZ SEU DINHEIRO RENDER

Muitos grandes pensadores já advertiram: a felicidade não depende de bens materiais. E a ciência confirma esse conselho – pessoas com mais dinheiro não são necessariamente mais felizes. No entanto, a maneira como gastamos nossas reservas faz diferença. Uma pesquisa revela algumas estratégias que podem ajudar a aumentar a satisfação em longo prazo. Investir em experiências, por exemplo, é mais satisfatório que adquirir mercadorias. Muitos estudos comprovam que gastar com restaurantes, cursos, concertos ou viagens, por exemplo, contribui mais para a felicidade duradoura do que adquirir bens. Um artigo publicado no início deste ano pelo psicólogo Thomas D. Gilovich e seus colegas da Universidade Cornell mostra que os benefícios podem estar relacionados com o fato de que momentos como esses envolvem interações sociais e tendem a ampliar nossas oportunidades de identificação, permitindo o enriquecimento de nossa subjetividade. Em termos de ‘dinheiro bem gasto’, as experiências são as que mais pontuam nas medidas de felicidade”, diz Gilovich.

É importante também planejar com tranquilidade as experiências. Antecipar mentalmente uma recompensa não raro pode proporcionar mais alegria do que a gratificação em si. Num estudo em andamento, Gilovich analisa exatamente essa questão, solicitando aos voluntários que descrevam seu estado mental antes e depois de adquirir bens. Ele observa que o planejamento e a antecipação das compras resultam em maior sensação de bem-estar e entusiasmo do que esperar as mercadorias chegarem, o que, em geral, causa tensão e impaciência. Os cientistas sugerem: tente atrasar a gratificação. A aproximação de uma recompensa imediata (sexo, drogas, alimento favorito) costuma aumentar os níveis de dopamina, um neurotransmissor que traz a sensação de bem-estar; quando recebemos o que desejamos, porém, a quantidade dessa substância tende a baixar. Gilovich acredita que essa dança dopaminérgica entra em jogo quando adquirimos presentes para nós mesmos. Já que o prazer de buscar satisfação imediata é passageiro. Por isso, insiste que adiar algumas compras até determinada data ou ocasião especial nos permite absorver mais prazer da experiência por causa da tensão acumulada. Isso vale também para crianças. Ou seja: oferecer frequentemente presentes (a si mesmo ou aos outros) sem motivo pode trazer pouco benefício.

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UMA AGENDA MAIS INTELIGENTE

A felicidade não pode ser forçada, muito menos de uma hora para outra. Negar sentimentos como raiva ou angústia é prejudicial para a mente e o corpo. O melhor é cultivar o bem-estar, o que favorece a saúde do corpo e dos relacionamentos. Uma alternativa eficaz pode ser reforçar as probabilidades de alcançar a satisfação planejando o tempo destinado a atividades prazerosas. Mas como fazer isso?

Um estudo publicado em dezembro de 2014 na Emotion relata como os pesquisadores transformaram em conceito a ideia de “priorizar a positividade”. Eles pediram a 233 adultos de diversas idades que assumissem essa postura intencionalmente em seu cotidiano e, posteriormente, os submeteram a vários testes. Os resultados mostram que os indivíduos que seguiram essa abordagem diziam estar mais satisfeitos com a vida em geral que os participantes do grupo de controle que apenas responderam às avaliações. Além disso, os primeiros relataram emoções positivas mais frequentemente e menos sintomas depressivos. Aqueles que priorizaram a positividade com planos concretos (como incluir na rotina atividades prazerosas) demonstraram também mais recursos psicológicos e sociais, como resiliência, atenção plena e relacionamentos positivos.

“É importante sair do automático e refletir sobre aquilo que traz satisfação e alegria, procurando arrumar tempo para esses eventos na sua vida diária”, observa a psicóloga Lahnna Catalino, da Universidade da Califórnia em San Francisco, coautora do estudo. “Para alguns, isso significa reservar regularmente alguns momentos para jardinagem ou culinária; para outros, se aproximar dos amigos ou praticar um esporte, por exemplo.” Essas atividades podem ser difíceis para pessoas que lutam contra a depressão, mas se alinham com a noção de que não é possível forçar  felicidade, mas abrir espaços para o que faz bem e desfrutar de dias que incluem coisas que dão prazer.

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INSPIRA, EXPIRA…

Nos últimos anos, inúmeros estudos revelaram os benefícios da meditação para o cérebro – e o restante do corpo. Pesquisas feitas no Departamento de Medicina da Universidade Chulalongkorn, em Bangcoc. na Tailândia, por exemplo. mostraram que pessoas que não praticavam meditação e o fizeram por apenas seis semanas vivenciaram uma significativa diminuição do nível de cortisol. Pesquisa conduzida por Vincent Giampapa, ex-presidente do Conselho Americano de Medicina Antienvelhecimento, revelou que a prática meditativa regular pode diminuir em até 47% os níveis excessivos de cortisol. Estudantes chineses da Universidade de Tecnologia de Dalian, que fizeram a prática pela primeira vez por apenas 20 minutos durante cinco dias, experimentaram redução também de ansiedade, de confusão, raiva e até depressão.

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À FLOR DA PELE

Pesquisadores do Instituto de Pesquisas do Toque, na Universidade de Miami, descobriram que algumas poucas semanas de massoterapia podem reduzir os níveis excessivos de cortisol, o hormônio do estresse, em até 30%. Além disso, provoca aumento dos neurotransmissores do bem-estar (serotonina, que cresceu até 28%) e do prazer {dopamina, que aumentou mais de 30%). A prática melhora também o funcionamento mental. Pesquisas feitas por Sybil Hart mostraram que crianças da pré-escola – especialmente aquelas consideradas mais “temperamentais” – que receberam 15 minutos de massagem regularmente se saíram melhor em lestes de desempenho cognitivo e revelaram um aumento na atenção. Uma vez que o cortisol inibe o funcionamento do centro de memória e aprendizado no cérebro, o hipocampo, a diminuição de cortisol favorece o desempenho mental. E vale fazer automassagem, dando atenção especial ao rosto, ao pescoço, às    axilas, às virilhas e aos joelhos, regiões onde se localizam  muitos linfonodos, beneficiando assim o corpo todo.

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FAZ BEM FAZER O BEM

Gente feliz é mais propensa a agir de forma altruísta, mas até recentemente ninguém jamais havia provado que fazer o bem de fato torna as pessoas mais felizes. Foi a psicóloga Sonja Lyubormirsky quem conduziu um experimento no qual foi pedido aos participantes que fizessem cinco atos de caridade por semana, no decorrer de seis semanas. Eles foram informados de que essas ações podiam ser grandes ou pequenas, e a pessoa beneficiada poderia ou não estar consciente delas. Resultado: a prática regular da benevolência tornava os voluntários mais felizes – e não só no momento do ato, mas por um longo período, especialmente se a pessoa não contava a ninguém e não esperava nada em troca. Além disso, recentemente alguns trabalhos têm revelado a base bioquímica do prazer do altruísmo. Um estudo com mais de 1.700 pessoas feito pelo Instituto para o Avanço da Saúde, nos Estados Unidos, concluiu que comportamentos e emoções altruístas produzem uma espécie de “barato de quem ajuda, que alivia estresse, enxaqueca e até dores associadas a transtornos sérios, como lúpus e esclerose múltipla.

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OUTROS OLHARES

CHÁ PARA TODA HORA

Os brasileiros nunca ingeriram tanto a bebida como agora. O hábito vem sendo incrementado com a importação de novas plantas e formas diferentes de preparo.

chá para toda hora

“O Chá prepara o espírito e harmoniza a mente. Dissipa a lassidão e alivia a fadiga. Desperta o pensamento e previne a sonolência. Ilumina ou refresca o corpo e clarifica a percepção. “Foi assim que o monge budista chinês Lu Yu descreveu a bebida há 1.200 anos, na mais antiga obra já publicada sobre o tema: Ch’a Ching (O Clássico do Chá). Hoje o chá é a bebida mais consumida no mundo, depois da água. Os ingleses, conhecidos pelo hábito de beber chá, ingerem 165 milhões de xícaras por dia, uma média de três por habitante. Os brasileiros ainda estão longe de chegar lá – apenas onze xícaras por pessoa em um ano inteiro. Mas o cenário está mudando drasticamente.

O consumo per capita anual no Brasil cresceu 24% entre 2012 e 2017, enquanto no resto do mundo a expansão foi de 9%. Michel Bitencourt, tea sommelier, como é chamado o especialista em chás, explica o fenômeno: “O boom foi impulsionado com a chegada de novas plantas e formas diferentes de preparar a bebida”. Ervas como a africana rooibos, de sabor frutado, e achinesa puerh, com gosto terroso, agradaram aos brasileiros. Misturadas a destilados, sucos ou água gelada, entraram no cardápio de bares e restaurantes. Nos últimos cinco anos, foram inauguradas no país pelo menos 25 casas especializadas em chás, lojas que comercializam não só tipos exóticos de plantas, como também produtos sofisticados para a degustação da bebida. Prevê-se uma expansão de 30% desses estabelecimentos a cada ano.

Os chás prediletos dos brasileiros, no entanto, ainda são os com propriedades medicinais. A força do hábito vem da herança indígena e da vasta biodiversidade de plantas terapêuticas. ”A ciência reconhece o uso de chás tanto para auxiliar no tratamento quanto na prevenção de doenças”, diz Luna Azevedo, nutricionista da clínica Nutrindo Ideais. A menta, por exemplo, possui o composto ativo mentol, que, em infusão, acelera a digestão e atua como analgésico nas dores de barriga. As catequinas, substâncias do chá-verde, têm efeito antioxidante, prevenindo o envelhecimento. Independentemente do propósito, a melhor maneira de extrair as qualidades dos chás é comprá-los na forma in natura ou a granel, com as folhas cortadas. Em saquinhos, uma invenção americana do século XX, eles são triturados e podem ser misturados a pedaços de galhos e outras plantas.

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GESTÃO E CARREIRA

O MAPA DA MINA DOS EMPREGOS

Estudo inédito mapeia 16 mil empresas que dobraram seu quadro de funcionários em apenas quatro anos.

o mapa da mina dos empregos

Com a crise, o medo da demissão assombra os brasileiros – no primeiro trimestre, a taxa de desemprego foi de 13,1%. Existe, porém, um grupo de empresas cujos quadros de funcionários só aumentam. São as scale-ups ou EACs (empresas de alto crescimento), caracterizadas por crescer 20% ou mais em posto de trabalho por três anos consecutivos. No Brasil, as EACs são raras – apenas 0,6%. No entanto, elas criaram 172% mais empregos de 2013 a 2015. Tivemos acesso com exclusividade a um levantamento feito pelo lnsper e pela Neoway, de análise de big data.

O trabalho avaliou 16.142 empresas que, entre 2013 e 2016, aumentaram em cerca de 100% o número de contratações. Só em 2016, criaram 1,8 milhão de vagas – ano em que 2 milhões de brasileiros foram demitidos. Da amostra, destacam-se 1.094 companhias cujas contratações cresceram 929%. “Saber os setores onde elas estão é um primeiro passo para mapeá-las”, diz Guilherme Fowler Monteiro, um dos responsáveis pelo estudo. “O próximo é entender o que esses negócios fazem de tão diferente.”

ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 20: 26-31 – PARTE II

alimento diário

A Incredulidade de Tomé

 

II – Onde, e como, Cristo lhe fez esta visita. Foi em Jerusalém, e as portas estavam fechadas, como antes, por temor aos judeus. Ali eles ficaram, para observar a festa dos pães asmos, durante sete dias, que expirou no dia anterior a este. No entanto, eles não podiam iniciar sua viagem à Galileia no primeiro dia da semana, porque era o dia de repouso cristão, mas ficaram até o dia seguinte. Observe:

1. Que Tomé estava com eles. Embora tivesse estado ausente uma vez, ele estava presente na segunda vez. Quando perdemos uma oportunidade, nós devemos prestar atenção para não perdermos a próxima, para que possamos recuperar nossas perdas. É um bom sinal, se uma perda como esta estimula nossos desejos, e um mau sinal, se os esfria. Os discípulos o admitiram no seu meio, e não insistiram em que cresse na ressurreição de Cristo, como eles, porque ela ainda tinha sido revelada de maneira obscura. Eles não o receberam para discussões duvidosas, mas lhe deram as boas-vindas, para que viesse e visse. Mas observe que Cristo não apareceu para Tomé, para sua satisfação, até que o encontrou em meio aos demais discípulos, porque Ele desejava estimular as reuniões de cristãos e ministros, pois ali Ele estaria, no meio deles. E, além disto, Ele desejava que todos os discípulos testemunhassem a repreensão que Ele fez a Tomé, e também o terno carinho que tinha por ele.

2. Que Cristo apresentou-se no meio deles, e ali ficou, e todos o conheceram, pois Ele se mostrou agora da mesma maneira como tinha se mostrado antes (v. 19). Ele era o mesmo, e não estava desafiando seus amados. Veja a condescendência do nosso Senhor Jesus. As portas do céu estavam prontas a se abrir para Ele, e ali Ele poderia ter estado, em meio à adoração de uma multidão de anjos. Mas, para o benefício da sua igreja, Ele permaneceu na terra, e visitou as pequenas reuniões privadas dos seus pobres discípulos, e esteve “no meio deles”.

3. Ele os cumprimentou a todos de uma maneira amistosa, como tinha feito antes. Ele lhes disse: “Paz seja convosco!” Esta não era uma simples repetição, mas significava a paz abundante e assegurada que Cristo dá, e a continuidade das suas bênçãos ao seu povo, pois elas não se esgotam, mas “novas são cada manhã”, toda nova reunião.