ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 20: 26-31 – PARTE Ialimento diário

A Incredulidade de Tomé

 

Aqui temos um relato de outra aparição de Cristo aos seus discípulos, depois da sua ressurreição, quando Tomé estava então com eles. E a este respeito, podemos observar:

I – Quando Cristo repetiu sua visita aos seus discípulos: “oito dias depois”, que era o dia após a sétima noite desde que Ele ressuscitou, e que, portanto, devia ser o primeiro dia da semana.

1. Ele adiou por algum tempo sua próxima aparição, para mostrar aos seus discípulos que Ele não tinha ressuscitado para uma vida como a que tinha tido anteriormente, para conviver constantemente com eles, mas como alguém que pertencia a outro mundo, e visitava este somente como o fazem os anjos, de vez em quando, quando houvesse oportunidade. É tolice investigar, e presunção determinar, onde Cristo esteve durante estes oito dias, e o resto do tempo da sua permanência na terra. Onde quer que Ele estivesse, sem dúvida “os anjos o serviam”. No início do seu ministério, Ele tinha estado por quarenta dias sem ser visto, tentado pelo Diabo, Mateus 4.1,2. E agora, no início da sua glória, Ele foi, durante quarenta dias, na maior parte do tempo sem ser visto, servido por seres celestiais bons.

2. Ele adiou sua visita por sete dias. Por quê?

(1) Para que Ele pudesse repreender Tomé pela sua incredulidade. Ele tinha negligenciado a reunião anterior dos discípulos, e, para ensiná-lo a valorizar mais estas sessões de graça no futuro, ele não teria outra oportunidade por diversos dias. Aquele que perde uma maré deve esperar um pouco por outra. Temos razão para pensar que Tomé teve uma semana muito melancólica, desanimado e em suspense, ao passo que os outros discípulos estavam cheios de alegria, e isto foi devido a si mesmo e à sua própria tolice.

(2) Para que Ele pudesse por à prova a fé e a paciência dos demais discípulos. Eles tinham obtido algo muito importante quando ficaram satisfeitos por terem visto o Senhor. “Os discípulos se alegraram”. Mas Ele iria testar se eles conseguiriam conservar o que tinham conseguido, quando não o vissem por alguns dias. Desta maneira, Ele gradualmente os desacostuma da sua presença física, que eles tinham amado e da qual dependiam em excesso.

(3) Para que Ele pudesse honrar o primeiro dia da semana, e dar uma clara indicação da sua vontade, de que este dia fosse observado, na sua igreja, como o dia de repouso cristão, o dia da semana para o descanso sagrado e para as santas convocações. O fato de que um único dia, em sete, devesse ser religiosamente observado era uma indicação que fora expressa desde o princípio, sendo tão antiga como a inocência. E o fato de que, no reino do Messias, o primeiro dia da semana devesse ser este dia solene era uma indicação suficiente de que Cristo, neste dia, repetidamente encontra­ ria seus discípulos em uma assembleia religiosa. É altamente provável que, na sua aparição anterior a eles, Ele lhes recomendasse que depois de oito dias se reunissem novamente, prometendo encontrá-los, e também que Ele aparecesse a eles a cada primeiro dia da semana, além de outras oportunidades, durante os quarenta dias. A observância religiosa deste dia tem sido, desde então, transmitida até nós, passando por todas as épocas da igreja. Por isto, “este é o dia que fez o Senhor”.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.