ALIMENTO DIÁRIO

JOÃO 20: 19-25 – PARTE I

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Cristo com seus Discípulos

A prova infalível da ressurreição de Cristo era o fato de que Ele “se apresentou vivo”, Atos 1.3. Nestes versículos, nós temos a narrativa da sua primeira aparição ao grupo de discípulos, no dia em que ressuscitou. Jesus lhes tinha enviado as notícias da sua ressurreição por mensageiros confiáveis e dignos de crédito. Mas, para mostrar seu amor por eles, e para confirmar sua fé nele, Ele veio pessoalmente, e lhes deu todas as garantias que eles poderiam desejar da verdade da sua ressurreição, para que eles pudessem saber dela não somente por rumores, e de segunda mão, mas pudessem, eles mesmos, ser testemunhas oculares de que Ele estava vivo, por­ que deviam testificar isto ao mundo, e edificar a igreja sobre este testemunho. Observe aqui:

 

I – Quando e onde houve esta aparição, v. 19. Foi no mesmo dia em que Ele ressuscitou, sendo o primeiro dia da semana, o dia depois do sábado judeu, em uma reunião privativa dos discípulos, dez deles, e alguns dos seus amigos com eles, Lucas 24.33.

Há três ordenanças secundárias (como eu as chamo) instituídas pelo nosso Senhor Jesus, que têm a função de colaborar com a continuidade da sua igreja, e com seu sustento, e também com a devida administração das ordenanças principais – a palavra, os sacramentos e a oração. Elas são o dia do Senhor, as assembleias solenes e o ministério permanente. A vontade de Cristo a respeito de cada uma delas nos é claramente mostrada nestes versículos. As duas primeiras, aqui, nas circunstâncias desta sua manifestação, a outra, no versículo 21. O reino de Cristo deveria ser estabelecido entre os homens imediatamente depois da sua ressurreição. E, de acordo com este plano, podemos observar o dia em que o Senhor ressuscitou como um dia aparentemente pequeno aos olhos do mundo, porém o dia mais importante para a humanidade, um dia agraciado com estas solenidades que deveriam ajudar a dar prosseguimento à religião cristã e à igreja por todas as épocas.

1. Aqui está um dia de repouso cristão observado pelos discípulos, e reconhecido pelo nosso Senhor Jesus. A visita que Cristo fez aos seus discípulos aconteceu no primeiro dia da semana. E o primeiro dia da semana é (creio eu) o único dia da semana, ou mês, ou ano, que é mencionado pelo número, em todo o Novo Testamento. E este é diversas vezes mencionado como um dia observado religiosamente. Embora aqui esteja escrito expressamente (v. 1) que Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana, e pudesse ter sido suficiente dizer isto aqui (v.19), Ele apareceu aos discípulos na tarde daquele mesmo dia. Para honrar este dia, a informação é repetida: “sendo o primeiro dia da semana”. Não que os apóstolos desejassem honrar o dia (eles ainda tinham dúvidas a respeito da ocasião), mas Deus desejou honrá-lo, ordenando que eles estivessem reunidos para receber a primeira visita de Cristo naquele dia. Assim, na verdade, o Senhor abençoou e santificou aquele dia, porque nele o Redentor descansou.

2. Aqui está uma assembleia cristã, solenizada pelos discípulos, e também reconhecida pelo Senhor Jesus. Provavelmente, os discípulos estavam reunidos aqui para alguma atividade religiosa, para orarem juntos. Ou, talvez, eles estivessem reunidos para comparar observações, e considerar se tinham evidências suficientes da ressurreição do seu Mestre, e para deliberar o que devia ser feito agora, se deviam permanecer juntos ou dispersar-se. Eles se reuniram para conhecer o que os demais pensavam, para fortalecer as mãos uns dos outros, e deliberar as medidas adequadas a serem tomadas na presente situação. Esta reunião era privada, porque eles não apareciam publicamente, especialmente juntos. Eles se reuniram em uma casa, mas conservaram as portas cerradas, para que não pudessem ser vistos juntos, e para que ninguém viesse a estar entre eles, exceto aqueles a quem conheciam. Pois eles temiam os judeus, que desejavam processar os discípulos como criminosos, de tal modo que pareciam crer na mentira com que desejavam enganar o mundo, de que os discípulos de Cristo vieram durante a noite e furtaram seu corpo. Observe que:

(1) Os discípulos de Cristo, até mesmo em tempos difíceis, não devem deixar sua congregação, Hebreus 10.25. Estas ovelhas do rebanho estavam dispersas na tempestade, mas as ovelhas são saciáveis, e se reunirão outra vez. Não é novidade que as assembleias dos discípulos de Cristo sejam forçadas a esconder-se nos cantos, e forçadas a ir ao deserto, Apocalipse 12.14; Provérbios 28.12.

(2) O povo de Deus frequentemente foi obrigado a entrar em suas câmaras e fechar as portas, como aqui, por “medo dos judeus”. A perseguição é designada a eles, e a fuga da perseguição lhes é permitida. E então, onde procuraremos por eles, exceto nas “covas e cavernas da terra”? É uma verdadeira tristeza, mas não uma desonra verdadeira, que os discípulos de Cristo se escondam desta maneira.

Autor: Vocacionados

Sou evangélico, casado, presbítero, professor, palestrante, tenho 4 filhos sendo 02 homens (Rafael e Rodrigo) e 2 mulheres (Jéssica e Emanuelle), sou um profundo estudioso das escrituras e de tudo o que se relacione ao Criador.